O Arrebatamento

A Bendita Esperança

O Senhor Jesus prometeu: “na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim eu vo-lo teria dito: Vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para que onde eu estiver estejais vós também.” Ele também afirmou: “Certamente cedo venho”. A esperança adequada ao cristão é aguardar o Senhor para qualquer momento. Há muitos indícios que nos levam a concluir que a vinda do Senhor está muito próxima. Cristãos em todo o mundo aguardam pelo Senhor. Esta é a “bendita esperança” do cristão. O Senhor pode vir ainda hoje! (Jo 14:2-3; Ap 22:20; Hb 10:37; Tt 2:13).

O Arrebatamento

Quando o Senhor Jesus vier, Ele “descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus”. Trata-se do arrebatamento (1Ts 4:15-18).

O “alarido”, ou brado, é para acordar os que “morreram em Cristo”. Estes são os santos que dormem, uma classe especial de crentes redimidos durante o período em que a igreja esteve na terra. Mesmo que a morte tenha requisitado seus corpos, a referência a eles é feita como já estando “em Cristo”. O apóstolo Paulo usa a expressão em seus escritos para indicar o lugar individual de aceitação que os cristãos têm diante de Deus na nova criação e o vínculo inseparável que desfrutam pela habitação do Espírito Santo. Estar “em Cristo” significa estar no lugar que Cristo ocupa diante de Deus. A mesma posição que Cristo agora ocupa diante de Deus é o lugar que pertence ao cristão. Não é dito que os santos do Antigo Testamento estejam “em Cristo”, embora suas almas e espíritos estejam a salvo no céu. Na vinda do Senhor os “mortos em Cristo” ressuscitarão de suas sepulturas para encontrarem o Senhor nos ares. Esta é a primeira ressurreição.

[ Nota: *É de extrema importância entender a distinção que existe nas Escrituras entre o arrebatamento e a vinda de Cristo. O arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo. Embora o Senhor venha do céu em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos que claramente diferem um do outro. Arrebatamento é quando o Senhor vem PARA os Seus santos (Jo 14:2,3) – Vinda de Cristo é quando Ele vem COM os Seus santos (que foram levados à glória no arrebatamento) Jd 1:14; Zc 14:5. O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento – a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos após o arrebatamento. No arrebatamento o Senhor vem secretamente, num piscar de olhos (1 Co 15:52) – em Sua vinda Ele vem publicamente e todo olho O verá (Ap 1:7). No arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1Ts 1:10) – em Sua vinda Ele vem para libertar Israel (Sl 6:1-4). No arrebatamento Ele vem nos ares para a Sua Igreja, pois é o Seu povo celestial (1Ts 4:15-18) – em Sua vinda Ele volta à terra (no local chamado Monte das Oliveiras) para Israel que é o Seu povo terrenal (Zc 14:4,5). No arrebatamento é o próprio Senhor Quem reúne os Seus santos (1Ts 4:15-18; 2Ts 2:1) – em Sua vinda Ele envia os Seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24:30,31). No arrebatamento Ele leva os crentes para fora deste mundo, deixando para trás os ímpios (Jo 14:2,3) – em Sua vinda os ímpios são tirados do mundo para julgamento e os crentes (aqueles que tiverem se convertido por meio do evangelho do Reino que será pregado durante a tribulação) são deixados para desfrutar de bênçãos na terra (Mt 13:41-43; 25:41). No arrebatamento Ele vem para libertar os Seus santos (a Igreja) da ira vindoura (1 Ts 1:10) – em Sua vinda Ele vem para derramar a Sua ira (Ap 19:15). No arrebatamento Ele vem como o Noivo, para receber Sua noiva, a Igreja (Mt 25:6,10) – em Sua vinda Ele vem como o Filho do Homem em juízo sobre aqueles que O rejeitaram (Mt 24:27, 28). No arrebatamento Ele vem como a “Estrela da Manhã” que desponta pouco antes de raiar o dia (Ap 22:16) – em Sua vinda Ele vem como o “Sol de Justiça”, que é o próprio raiar do dia (Ml 4:2). No arrebatamento Ele vem sem quaisquer sinais, pois o cristão anda por fé e não por vista (2 Co 5:7) – já a Sua vinda será cercada de sinais pois os judeus pedem sinais (Lc 21:11,25-27; 1 Co 1:22). Nas Escrituras NUNCA é feita referência ao arrebatamento como um “ladrão de noite”. Este termo refere-se à vinda do Senhor (1Ts 5:2; 2 Pe 3:10; Mt 24:43; Ap 16:15; 3:3). Em um certo sentido há três vindas. Sua vinda PARA o que era Seu (Primeira Vinda Jo 1:10,11; Hb 10:7), Sua vinda PARA os que Lhe pertencem (Arrebatamento Jo 14:2,3; 1Ts 4:15-18 – N.T.: ou “PELOS que Lhe pertencem”), e Sua vinda COM os que Lhe pertencem (A Vinda de Cristo Jd 1:14). ] [ Nota: *Há duas ressurreições nas Escrituras (Jo 5:29; Atos 24:15). A “primeira ressurreição” (Ap 20:4-6), também chamada de “ressurreição da vida” (Jo 5:29) e a “ressurreição do justo” (Lc 14:14), que é a ressurreição apenas dos justos que morreram na fé. Esta é mencionada como a ressurreição “dentre os mortos” (Fp 3:11; Cl 1:18 e vv. seguintes – Almeida Versão Revisada), o que implica uma seleção. Todos os mortos não ressuscitam simultaneamente, mas alguns os justos) são selecionados e separados dos outros os ímpios). A primeira ressurreição acontece em três etapas: primeiro Cristo, as primícias, uma amostra dos outros que se seguirão (Mt 28:1-8); em seguida, os que são de Cristo na Sua vinda (1Ts 4:15-18; 1 Co 15:23); e finalmente, os santos que se voltarão a Deus durante a tribulação, quando serão martirizados e, então, ressuscitados no final dos 7 anos (Ap 14:13). Todos os que irão tomar parte na primeira ressurreição desfrutarão de uma herança celestial com Cristo e reinarão por sobre a terra (Ap 5:9-10). A segunda, chamada “ressurreição da condenação” (Jo 5:29) e também “ressurreição dos injustos” (Atos 24:15), é a ressurreição das pessoas ímpias que morreram sem fé. Elas serão ressuscitadas após os 1. anos do reinado de Cristo (Milênio) (Ap 20:7, 11-15). Todos os que forem ressuscitados naquela ocasião, do número dos que sobraram dos mortos, permanecerão diante do grande trono branco de Cristo para serem julgados de acordo com as obras ímpias que praticaram. Todos os que tomarem parte naquela ressurreição serão lançados no lago de fogo. Ap 20:11-15. ]

A voz do arcanjo é, aparentemente, a voz do próprio Senhor no poder do arcanjo. Parece estar mais em conexão com a ressurreição dos santos do Antigo Testamento. O Senhor apareceu frequentemente ao Seu povo naquela época numa forma angelical e eles estão familiarizados com aquela voz que lhes falou outrora. Ao som de Sua voz arcangélica os santos do Antigo Testamento sairão de seus sepulcros e também participarão da primeira ressurreição. Hb 11:40; 12:23 (“aperfeiçoados”).

A trombeta de Deus* encerrará esta presente dispensação**, quando todos os crentes que estiverem vivos sobre a terra no momento de Sua vinda serão arrebatados juntamente com os santos do Antigo e Novo Testamentos, os quais ressuscitarão e sairão de seus sepulcros a fim de se encontrarem com o Senhor nos ares.

[ Nota: *Não se deve confundir aqui a trombeta de Deus com a última das sete trombetas de Ap 11:15-18, as quais serão tocadas 7 anos mais tarde, no final da tribulação, quando Cristo descerá do céu (a Vinda de Cristo) para tomar posse do Reino neste mundo. Tampouco ela deve ser confundida com a trombeta soada em Mt 24:30,31 e Is 27:13, que refere-se à reunião de Israel, pelos anjos, após a vinda de Cristo. ] [ Nota: ** Uma dispensação é a maneira como Deus trata com o homem durante um determinado período de tempo, quando este é provado e testado quanto à obediência a certas revelações definidas da vontade de Deus. Por exemplo, desde os dias de Moisés até Cristo o homem foi provado sob a Lei. O período atual é chamado de “dispensação da graça de Deus” (Ef 3:2). No Milênio o homem será provado sob o reinado pessoal de Cristo, sem a presença de um tentador (Satanás). É a chamada “dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1:10). Existem ao todo sete dispensações nas quais o homem tem sido provado: em inocência, em consciência (da expulsão do jardim do Éden ao dilúvio), em autoridade ou governo (do dilúvio a Abraão), sob a promessa (de Abraão a Lei), sob a Lei (da Lei a Cristo), sob a graça (de Cristo ao arrebatamento), sob o reinado pessoal de Cristo (da vinda de Cristo ao final do Milênio). ]

os corpos dos santos arrebatados para encontrar o Senhor nos ares passarão por uma transformação. Não se trata de receberem novos corpos, mas corpos modificados (1 Co 15:51, 52; Fp 3:21; Jó 14:14). Seus corpos serão glorificados como aconteceu com o corpo do Senhor Jesus Cristo na ressurreição. Rm 8:17,28-30; Fp 3:21; Lc 24:39.

os santos arrebatados experimentarão, além de uma mudança física, uma permanente semelhança moral a Cristo. Essa obra moral nos santos, que é efetuada pelo Espírito de Deus, já teve início enquanto ainda se encontram neste mundo, mas então ela se completará. (Rm 8:28-30; 2 Co 3:18). Serão todos semelhantes a Cristo fisicamente (Fp 3:21) e moralmente (1 João 3:2) para todo o sempre.

A natureza pecadora arruinada será erradicada dos santos arrebatados. Eles não pecarão mais. Hb 11:40; 12:23 (“aperfeiçoados” diz respeito à pessoa na sua totalidade – corpo, alma e espírito), Nm 24:20 (“Amaleque” tipifica a carne).

As crianças com idade insuficiente para serem consideradas responsáveis por seus pecados, cujos pais (ou mesmo um deles) são redimidos, subirão também para encontrar o Senhor nos ares. (1 Co 7:14 ”santos”.) os filhos de pais incrédulos serão deixados com seus pais não salvos para entrarem na tribulação.* À medida que forem crescendo, durante a tribulação, terão oportunidade de ouvir e crer no Evangelho do Reino. Se algum deles for morto durante os sete anos de tribulação, sua alma estará a salvo com Cristo no céu (Mt 18:10,11). De qualquer modo isto seria um ato de misericórdia, pois se fossem deixados para crescer e atingir a idade adulta separados da operação da graça de Deus, iriam se tornar como seus pais incrédulos, rejeitando o evangelho e sendo levados a juízo.

[ Nota: *Por ocasião do arrebatamento o mundo não ficará esvaziado de suas crianças. “Deus não assaltará o berço do incrédulo no arrebatamento” (C.H. Brown). Os tipos de juízo lançados sobre o mundo no livro de Gênesis nos dão indícios disto. Por ocasião do dilúvio os incrédulos e suas famílias não foram tirados antes que caísse o juízo, como aconteceu no caso de Noé e sua família. Do mesmo modo, no julgamento de Sodoma e Gomorra as famílias incrédulas daquelas cidades não foram tiradas antes que caísse o fogo e a saraiva, como aconteceu com a família de Ló. ]

O Espírito de Deus, na forma como age atualmente, também será tirado da terra. Hoje Ele habita na Igreja que está na terra – a Igreja é Sua habitação. O Senhor prometeu que o Espírito jamais deixaria a Igreja, uma vez que tivesse vindo para habitar nela (Atos 2:1-4; 1 Co 12:13; Jo 14:16). Quando a Igreja for chamada para a glória, o Espírito Santo sairá deste mundo juntamente com ela para nunca mais vir aqui habitar. Isto não significa que o Espírito deixará de trabalhar sobre a terra, porém daquela hora em diante Ele fará Sua obra neste mundo a partir de Seu lugar no céu, como fazia antes do Pentecostes na época do Antigo Testamento). Continuará a operar em uma diversidade de ações (Ap 1:4), como no despertamento das almas, etc. 2Ts 2:6,7.*

[ Nota: *Alguns poderiam perguntar: “Como podemos saber quando o Espírito será tirado?” Cremos que pelas três passagens seguintes fica evidente que isso acontecerá por ocasião do arrebatamento. Jo 14:16,17. Na noite em que foi traído, o Senhor prometeu a Seus discípulos que quando o Espírito de Deus viesse para fazer morada na Igreja (Atos 2), isto seria para sempre. Quando a Igreja for chamada para fora deste mundo, no arrebatamento, o Espírito de Deus irá junto pois o Senhor disse que Ele (o Espírito) nunca os deixaria. Isto também é encontrado no livro de Apocalipse. Nos primeiros três capítulos, quando a Igreja é vista como estando na terra, o Espírito é encontrado falando constantemente à Igreja. Mas depois do capítulo 4:1,2, quando a Igreja é representada como sendo tirada do mundo, o Espírito não é mais mencionado até os capítulos 14:13 e 22:17, os quais se passam após a tribulação. Compare também os capítulos 2:7,11,17,29; 3:6,13,22 com o capítulo 13:9 – note a evidente ausência de uma menção ao Espírito. Isto é visto também tipificado em Gênesis24 onde é procurada uma noiva (a Igreja) para Isaque (Cristo) pelo servo (o Espírito de Deus). Assim que a noiva foi assegurada pelo servo, ele a levou ao longo de todo o caminho de volta à casa, a Isaque, que estava aguardando por ela. Assim como o servo voltou para casa com a noiva, também o Espírito Santo voltará para o Lar com a Igreja quando o Senhor vier (no arrebatamento). Isto não quer dizer que o Espírito de Deus deixará de agir sobre a terra. Ele continuará a fazê-lo do Seu lugar no céu, assim como fez nos tempos do Antigo Testamento, vivificando as almas, etc. Mas quando a Igreja for chamada para fora deste mundo, o Espírito deixará de fazer morada na terra. ]

A partir dessa ocasião, o Noivo (Cristo), a Noiva (a Igreja), e os amigos do Noivo os santos do Antigo Testamento, etc.) estarão juntos para sempre. 1Ts 4:17; Hb 11:40.

Eu e Ele, em radiante glória,

Iremos profundo gozo desfrutar;

Meu gozo será estar com Ele pra sempre,

E o dEle, de ter-me no Seu Lar.

A Igreja não passará pela tribulação. Ela será levada para a glória na vinda do Senhor (arrebatamento). (“Eu te guardarei da hora da tentação (tribulação) que há de vir sobre todo o mundo” Ap 3:10.)

Tudo se passará “num momento, num piscar de olhos”. 1 Co 15:51-56.

DEPOIS DESTAS COISAS

Todos os que não conhecem ao Senhor Jesus Cristo como Salvador, cujos pecados não tiverem sido lavados em Seu sangue, serão deixados na terra para passar pela tribulação. Mt 25:10-12.

O Evangelho da graça de Deus (Atos 20:24) que promete justificação pela fé em Cristo e o céu como lar eterno, já não será mais pregado. Aqueles que conscientemente rejeitaram esta grande salvação nunca mais terão outra oportunidade de serem salvos. Hb 2:3; Atos 13:38-41.

O Senhor guiará os Seus santos à casa do Pai nas alturas. Jo 14:2,3; Hb 2:13.

Após haver levado o Seu povo para a casa do Pai nas alturas, o Senhor os assentará à Sua mesa e os servirá de alegria celestial. Lc 12:37.

O tribunal de Cristo será estabelecido no céu, onde o Senhor se assentará como juiz.* Existem três razões principais para haver um julgamento. Primeiro, para magnificar a graça de Deus em atender às nossas necessidades como pecadores. Isso mostrará quão grande foi na realidade a nossa dívida em razão do pecado, quando os pecados e falhas de nossa vida forem manifestados. Iremos aprender quão imensa é Sua graça em passar por cima de tudo isso. A segunda razão é para que, em todas as coisas, seja revelada a perfeita sabedoria de Deus. Ele Se identificou com Seu povo. Naquela ocasião Ele responderá a todas as perguntas difíceis que tivemos acerca de nossa vida. Ele mostrará a razão porque as incômodas dificuldades foram necessárias para nossa formação. A terceira razão é para que sejam determinadas quais as recompensas (galardões) dos santos e o lugar que ocuparão no Reino. O resultado disso estimulará o eterno louvor dos santos de Deus. O caráter da sessão não será judicial. Não serão os pecados do crente que estarão em questão. Isto já foi resolvido de uma vez para sempre pela obra completa de Cristo na cruz. O conhecimento disto dá ao crente grande ousadia, uma vez que lhe assegura que não será surpreendido pelo dia do juízo (1 João 4:17). O crente pode descansar em perfeita confiança na Palavra de Deus, que é fiel e lhe diz que “não entrará em condenação” (Jo 5:24; Rm 8:1). Mas as ações do crente (2 Co 5:10), sua obra servil executada para o Senhor (1 Co 3:9-15), seus motivos (1 Co 4:4-5; Rm 2:15,16), suas palavras (Mt 12:36,37), e seu exercício pessoal (Rm 14:1-12), será tudo repassado diante do santo olho do Senhor Jesus Cristo. Tudo na vida do crente será manifestado naquele dia, tanto o que praticou antes, como depois de sua conversão.** Isso revelará o que foi o ilimitado amor e a paciente graça do Senhor durante a vida do crente. Os crentes bendirão a mão que os guiou e o coração que planejou tudo enquanto aprendiam que “Seu caminho é perfeito.” Sl 18:30.

[ Nota: *Existem dois tipos de juiz. Cristo executará juízo no caráter de ambos. Um tipo de juiz é aquele que está no caráter de alguém investido de autoridade para decretar a sentença em juízo sobre um réu culpado, por exemplo, um juiz que atua nas cortes judiciais de um país. O cristão nunca se encontrará perante Cristo neste caráter de Juiz (Jo 5:24; Rm 8:1). O outro tipo é o juiz que atua como um árbitro, tendo conhecimento suficiente para decidir o mérito de um determinado assunto, por exemplo, um juiz de algum concurso ou exposição de arte. Este tipo de juiz avalia a qualidade e beleza de uma determinada obra em exposição. É neste segundo caráter que Cristo é visto como Juiz para com os crentes. ]

Quando eu estiver diante do trono presente,

Coberto de adornos que não conquistei;

Então ao Senhor conhecerei plenamente,

Então saberei o quanto tenho e não sei.

[ Nota: ** Alguns poderão discordar disto, mas as Escrituras (2 Co 5:10) declaram claramente que trata-se das ações efetuadas por meio do corpo, e não das ações praticadas após a conversão. Todos nós estávamos no corpo antes de sermos convertidos. Será necessário ter tudo manifestado na vida do crente, para mostrar que a inigualável graça do Senhor é tão grande que a tudo sobrepuja. Onde abundou o pecado a graça abundou ainda muito mais (Rm 5:20). Deve ser também lembrado que os santos estarão glorificados nessa ocasião e não serão manchados pelo conhecimento de tais coisas reveladas. Naquele dia aprenderemos de uma vez para sempre quão má é a carne, e isso tão somente magnificará a graça que nos buscou e nos encontrou. Ninguém estará apontando seu dedo a outrem. Todos terão sido levados para lá com base numa só coisa: graça, e tão somente graça. E então, ao descobrirmos, em meio a tudo isso, que Ele encontrará um motivo para nos galardoar, seremos vencidos por uma compreensão do Seu amor e graça de uma forma muito mais profunda do que jamais poderia ser alcançada se não fosse tudo revelado a nós. Isso irá gerar as mais altas e vibrantes notas de louvor “Àquele que nos ama e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (Ap 1:5). ]

Todos receberão uma recompensa. Cada um receberá o louvor vindo de Deus (1 Co 4:5; Mt 25:21-23). Talvez existam sete coroas que serão dadas como recompensa. A coroa incorruptível (1 Co 9:25), a coroa de gozo (1Ts 2:19), a coroa de justiça (2 Tm 4:8), a coroa da vida (Tg 1:12; Ap 2:10), a coroa da glória (1 Pe 5:4), a coroa de ouro (Ap 4:4) e a coroa dada aos que vencerem (Ap 3:11).

Todos os santos celestiais (representados nos 24 anciãos) tomarão os seus lugares em tronos ao redor do Senhor no céu e, enquanto olham para o Senhor em toda a Sua glória como Criador e Redentor, lançarão suas coroas e a si próprios aos Seus pés em adoração e louvor. Ap 4:10.

As bodas do Cordeiro (Cristo) acontecerão no céu.* A esposa é a Igreja. Os convidados para o banquete do casamento serão os amigos do Esposo (Jo 3:29), os santos do Antigo Testamento. Ap 19:6-10.

[ Nota: *É difícil situar com exatidão quando isso acontecerá. Será em algum momento após o tribunal de Cristo e antes da Sua vinda. ]

Tão logo o Espírito Santo e a Igreja*, cuja presença na terra tem estado a refrear as paixões dos homens, forem tirados de cena, a corrupção e a violência se estabelecerão rapidamente. A moral será desprezada como o foi nos dias de Noé e Ló (Lc 17:26-29). A iniquidade se multiplicará. 2Ts 2:6,7; Mt 24:12.

[ Nota: *O povo de Deus é sal e luz neste mundo. Quando o sal (que antes da invenção do refrigerador era utilizado como conservante) for removido, a corrupção se estabelecerá. Quando a luz for embora, as trevas se derramarão. Mt 5:13-16. ]

Após a verdadeira Igreja ter sido chamada à glória, o sistema católico romano irá aparentemente congregar muitas seitas na cristandade (citadas como sendo seus filhos – Ap 2:23) em um sistema religioso corrupto chamado “Mistério (religioso), a grande Babilônia, a mãe das prostituições.” Trata-se da falsa igreja. Ap 17:1,2.

Assim como a igreja de Roma buscou no passado influenciar o sistema governamental, ela entrará novamente na arena política em uma campanha para reunir as nações da Europa Ocidental e talvez alguma da América do Norte.* Países como Itália, Grã-Bretanha, França, Espanha e outros que desfrutaram da luz e dos privilégios do cristianismo sem fé em Cristo (sendo cristãos apenas nominais) estarão envolvidos na coalizão. O poder, dinheiro e influência dessas nações ajudarão a uni-las em uma confederação de dez nações identificada como sendo a Besta. A formação dessa Confederação Ocidental de nações é o renascimento do antigo Império Romano predito nas Escrituras. A ela também é feita referência como sendo a Babilônia, no seu aspecto político. Ap 6:1,2 (Primeiro selo); Ap 13:3; Dn 2:41-43; Dn 7:7,8; 7:19-27.

[ Nota: *Muitos procuram saber onde a América se encaixa na profecia. Dn 2:43 mostra que o Império Romano, cujas raízes estão na Europa Ocidental, se misturará com “semente humana”. Sem dúvida, isto se refere à imigração dos povos da Europa Ocidental para as Américas do Norte, Central e do Sul. As Américas foram quase que totalmente povoadas pelos que vieram da Europa. Canadá tem os povos da França e Grã-Bretanha. Os Estados Unidos têm o povo da Grã-Bretanha e uma mistura de todas as outras nacionalidades Europeias. O México e outros países da América Central foram povoados principalmente pelos espanhóis. Os países da América do Sul são na maioria originários da Espanha, exceto o Brasil, povoado principalmente por portugueses. Todas estas nacionalidades são Europeias em sua origem. ]

A falsa igreja de Roma (o sistema religioso) controlará o Império revivido (o sistema político) durante algum tempo. É a isto que é feita referência como sendo a mulher montada sobre a Besta. Ap 17:1-13.

A cidade de Roma será a capital do Império recém-revivido, o trono imperial. Ap 17:9-13.

Ao mesmo tempo Deus colocará no coração dos judeus (as duas tribos, Judá e Benjamim) o desejo de voltar à terra de Israel. Gn 31:3; Is 18.

Um poder naval (provavelmente o Império Romano recém-revivido) auxiliará os judeus em seu propósito de voltar à terra de Israel. Essa potência marítima irá causar um retorno nacional dos judeus (das duas tribos). Cerca de 13 a 14 milhões de judeus irão retornar vindos de todas as partes do mundo, somente por razões políticas, comerciais e culturais. Is 18; Sl 73:10.

A grande multidão de judeus voltará em incredulidade. Serão apóstatas, havendo abandonado o conhecimento de Deus e a Bíblia. Sl 73:8-12; 1:4-6; Is 17:10.

Dentre a multidão de judeus que voltam, haverá um notório remanescente temente a Deus e separado dos apóstatas por terem fé em Jeová. Eles temerão a Deus e tremerão da Sua Palavra. Sl 1:1-3; Is 17:6,7; 66:2; Ml 3:16-18.

A esperança do remanescente judeu fiel será a vinda do há muito esperado Messias para estabelecer o Reino em conformidade com as Escrituras do Antigo Testamento. Sl 2.

Alguns dentre o remanescente fiel, chamados de “maschilim” (“os sábios ou instruídos” – cf. anotação em Dn 11:33 na Bíblia traduzida por J.N.Darby) irão instruir os demais nos caminhos do Senhor. Em consequência disso surgirá um testemunho para Deus ao redor de Jerusalém. Dn 12:1-3,10.

O evangelho do Reino será pregado.* Serão principalmente os judeus que pregarão esse evangelho no início, porém mais tarde os gentios também o pregarão. Aqueles que não rejeitaram conscientemente o evangelho da graça de Deus pregado na era cristã, terão uma oportunidade de receber o evangelho do Reino. Uma grande multidão de judeus e gentios crerá no evangelho, sendo abençoada sobre a terra no estabelecimento do Reino. Mt 24:14; Sl 96; Ap 7.

[ Nota: *O evangelho do Reino não deve ser confundido com o evangelho da graça de Deus (Atos 20:24), que os cristãos estão pregando atualmente. O evangelho da graça de Deus promete justificação pela fé em Cristo e um lar com Ele no céu por toda a eternidade. O evangelho do Reino declara as boas novas da vinda do Rei que estabelecerá Seu Reino, em poder, sobre a terra. Aqueles que vierem a crer no evangelho do Reino quando for pregado, e forem preservados durante a tribulação, entrarão no Reino para usufruir de suas bênçãos sobre a terra. Trata-se do mesmo evangelho que era pregado antes do Pentecostes por João Batista (Mt 3:1,2), pelo Senhor Jesus Cristo, o Rei (Mt 4:17), e por Seus discípulos (Mt 10:7). ]
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