Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/vidasparacristo/www/wp-content/plugins/essential-grid/includes/item-skin.class.php on line 1145

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/vidasparacristo/www/wp-content/plugins/revslider/includes/operations.class.php on line 2715

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/vidasparacristo/www/wp-content/plugins/revslider/includes/operations.class.php on line 2719

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/vidasparacristo/www/wp-content/plugins/revslider/includes/output.class.php on line 3615

Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1)

Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1)

CURSO DE MATURIDADE NO ESPÍRITO.

DOWNLOAD EM PDF AQUI… CURSO DE MATURIDADE NO ESPÍRITO

O QUE VAMOS APRENDER NO CURSO DE MATURIDADE NO ESPÍRITO.
(CURSÃO)

FUNDAMENTOS DA FÉ  CRISTÃ – PÁGINA 6

Objetivos do Curso:

  1. Fundamentos – PÁGINA 8
  2. Arrependimento de Obras Mortas – Parte 1 
  3. Arrependimento de Obras Mortas – Parte 2
  4. Fé para com Deus
  5. Doutrina de Batismos – Parte 1
  6. Doutrina de Batismos – Parte 2
  7. Imposição de Mãos
  8. Ressurreição dos Mortos – Parte 1
  9. Ressurreição dos Mortos – Parte 2
  10. Juízo Eterno
  11. Perfeição

CONHECENDO A VOZ DE DEUS  – PÁGINA 101
Objetivos do Curso:

  1. Conhecendo A Voz De Deus 
  2. “Se Alguém Quer Fazer A Sua Vontade… Conhecerá”
  3. A Vontade de Deus
  4. Seguindo A Direção Errada
  5. O Padrão Da Vontade de Deus
  6. Como Deus Fala Ao Homem
  7. A Sarça Ainda Arde
  8. Práticas Questionáveis
  9. O Modelo Bíblico Para Tomar Decisões
  10. Tentou e Falhou?
  11. A Vontade de Deus e o Sofrimento
  12. Seis Fases De Revelação
  13. Seguindo A Direção Para Prosperidade Bíblica Através De Dízimos E Ofertas

VIVENDO NO REINO
Objetivos do Curso:

  1. Os Reinos Invisíveis, 

  2. O Rei dos Reis, 
  1. O Reino: Passado, Presente, Futuro, 
  1. As Chaves do Reino, 
  1. Lançados Para Fora do Reino, 
  1. Padrões e Princípios: Uma Introdução, 
  1. A Cultura do Reino: Princípios do Reino – Parte I, 
  1. A Cultura do Reino: Princípios do Reino – Parte II, 
  1. A Cultura do Reino: Princípios do Reino – Parte III, 
  1. Parábolas do Reino, 
  1. Embaixadores do Reino, 

Respostas Dos Testes, 

CURSO DE MATURIDADE NO ESPÍRITO.

MÓDULO I.

BASES DA FÉ CRISTÃ

   

 

Este curso é parte do INSTITUTO BÍBLICO TEMPO DE COLHEITA, foi adaptado e revisado pela Rede de ensino Vidas para Cristo como um curso elaborado para equipar os crentes para uma efetiva e uma grande colheita espiritual. O tema básico do treinamento é ensinar o que Jesus ensinou, aquilo que ao chamar pescadores, coletores de impostos, e etc., transformou-os em cristãos reprodutivos que alcançaram o mundo com o Evangelho em demonstração de poder.


NOSSO(S) CONTATO(S):
NOSSO ENDEREÇO: RUA C. 64, Qd.104, Lt5, – SETOR Sudoeste, Goiânia – GO, CEP: 74305-430 Rede de Ensino Vidas para Cristo
NOSSO EMAIL: igrejavpc@gmail.com
TELEFONE FIXO: (62) 3988-1917
WHATSAPP: (62) 9 8562-2444
HOME PAGE: http://www.vidasparacristo.com/curso-de-maturidade-no-espirito/

  

   

 

COMO USAR ESTE MANUAL  

FORMATO DO MANUAL 

 

Cada lição consiste de:  

Objetivos: Este são os objetivos que você deve alcançar ao estudar o capítulo. Leia-o antes de começar a lição. 

 

Versículo-Chave: Este versículo enfatiza o conceito principal do capítulo. Tente memorizá-lo. 

 

Conteúdo do Capítulo: Estude cada seção. Use sua Bíblia para procurar as referências bíblicas não transcritas no manual. 

 

Teste o Seu Conhecimento: Faça este teste depois de você terminar de estudar o capítulo. Tente responder as questões sem usar sua Bíblia ou este manual.  

 

Para Estudo Adicional: Esta é a seção final de cada capítulo. Ela estimula o estudo independente do aluno. 

 

Exame Final: Se você está registrado neste curso para receber créditos e Diploma, você deverá solicitar um exame final ao término deste curso. Após a conclusão do exame, você deverá retorná-lo a nós para receber os créditos que dar-lhe-ão direito ao Diploma e que também servirão para você avançar em seus estudos posteriormente.   

 

SUGESTÕES PARA O ESTUDO EM GRUPO 

 

PRIMEIRA REUNIÃO:  

Abrindo: Abra com oração e apresentações. Conheça e matricule os estudantes. 

Estabeleça os Procedimentos do Grupo: Determine quem conduzirá as reuniões, o horário, os lugares e as datas para as sessões. 

Louvor e adoração: Convide a presença do Espírito Santo em sua sessão de treinamento. Distribua os Manuais aos Estudantes: Introduza o título do manual, o formato e os objetivos do curso proporcionados nas primeiras páginas do manual. 

Faça a Primeira Tarefa: Os estudantes lerão os capítulos determinados e farão o teste para a próxima reunião. O número de capítulos que você ensinará em cada sessão dependerá do tamanho do capítulo, conteúdo e das habilidades de seu grupo. 

 

A SEGUNDA E DEMAIS REUNIÕES:  

Abrindo: Ore. Dê as boas-vindas e matricule a qualquer novo aluno e também dê o manual. Veja quem está presente ou ausente. Tenha um tempo de adoração e louvor. 

Revisão: Apresente um breve resumo do que você ensinou na última reunião. 

Lição: Discuta cada seção do capítulo usando os TÍTULOS EM LETRAS MAIÚSCULAS E EM NEGRITO como um esboço do ensinamento. Peça aos estudantes que façam perguntas ou comentários sobre o que eles têm estudado. Aplique a lição às vidas e ministérios de seus estudantes. 

Teste: Reveja com os estudantes o teste que eles completaram. (Nota: Se você não quer que os estudantes tenham acesso às respostas, você pode tirar as páginas com as respostas que se encontram no final de cada manual). 

Para Estudo Adicional: Você pode fazer estes projetos numa base individual ou em grupo. Exame Final: Se o grupo está matriculado neste curso para os créditos e Diploma você recebeu um exame com este curso. Dê uma cópia para cada estudante e administre o exame na conclusão deste curso. 

 

MATERIAL ADICIONAL NECESSÁRIO  

Você necessitará apenas de um exemplar da Bíblia, preferencialmente a Edição Revista e Atualizada, mas outras versões também poderão ser usadas, embora isto talvez represente alguma pequena dificuldade para o aluno acompanhar os textos bíblicos deste curso. 

CONTEÚDO MÓDULO I

 

  

Introdução 

Objetivos do Curso 

 

  • Fundamentos – PÁGINA  8

 

  • Arrependimento de Obras Mortas – Parte 1  – PÁGINA 13

 

  • Arrependimento de Obras Mortas – Parte 2

 

  • Fé para com Deus

 

  • Doutrina de Batismos – Parte 1

 

  • Doutrina de Batismos (Espírito Santo)- Parte 2

 

  • Imposição de Mãos
  • Ressurreição dos Mortos – Parte 1

 

  • Ressurreição dos Mortos – Parte 2

 

  • Juízo Eterno

 

  • Perfeição

 

Apêndice 

 

Resposta aos Testes 

Módulo: Depuração 

Curso: Fundamentos da Fé 

   

INTRODUÇÃO 

 

As Doutrinas básicas da fé cristã forma o tema deste curso. Doutrinas são a coleção básica dos ensinamentos sobre um determinado assunto. As doutrinas básicas da fé cristã são os ensinamentos de Jesus Cristo registrados na Bíblia.  

Estas doutrinas são listadas na Bíblia no livro de Hebreus: 

 

Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir. Hebreus 6:1-3 

Dois objetivos espirituais são estabelecidos nestes versículos: 

 

O Primeiro objetivo é aquele de edificar sua vida espiritual sobre o fundamento certo. Este fundamento é a doutrina de Cristo. 

 

O Segundo objetivo é continuar até a perfeição. Perfeição significa maturidade espiritual. 

 

Há duas razões para um cristão falhar em viver a vida cristã vitoriosa:  

A Primeira razão é que alguns que estão tentando viver como cristãos nunca nasceram de novo. Eles não compreendem as doutrinas básicas de Jesus Cristo. Por causa desta falta de compreensão eles têm falhado em responder a Deus de modo apropriado. 

 

A Segunda razão para esta falha é não continuar crescendo rumo à maturidade espiritual. 

 

O primeiro propósito deste livro é apresentar as doutrinas básicas da Fé Cristã que são necessárias para um fundamento espiritual apropriado. 

 

As seis doutrinas fundamentais de Hebreus 6.1-3 que serão discutidas são: 

 

  • Arrependimento de obras mortas 
  • Fé para com Deus 
  • Doutrina de batismos 
  • Imposição de mãos 
  • Ressurreição dos mortos 
  • Juízo eterno 

 

Após estabelecer este fundamento, o segundo propósito deste curso é levá-lo à perfeição (maturidade espiritual)… “isto faremos, se Deus permitir”.  

 

OBJETIVOS DO CURSO

Ao completar este curso você será capaz de: 

  • Explicar as seis doutrinas básicas da fé cristã listadas em Hebreus 6.1-3
  • Estabelecer um fundamento espiritual apropriado em sua própria vida. 
  • Rumar à maturidade espiritual.

CAPÍTULO UM FUNDAMENTOS

A importância dos fundamentos para uma vida cristã de vitórias. 

  

 OBJETIVOS: 

 

Ao concluir este capítulo você será capaz: 

 

  • Escrever o versículo-chave de memória. 
  • Distinguir entre o fundamento espiritual certo e o errado. 
  • Explicar a importância de edificar sobre o fundamento espiritual correto. 
  • Reconhecer o Senhor Jesus como o verdadeiro fundamento espiritual.
  • Listar três passos para edificar um fundamento espiritual apropriado. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26 E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; 27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 28 E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Mateus 7:24-28, conferir  Lucas 6:47-49 

Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir. Hebreus 6:1-3  

 

INTRODUÇÃO 

 

A Bíblia compara a vida de um crente à construção de um edifício (1 Coríntios 3.9). Cada crente está unido em Cristo com outros cristãos para formar a Igreja (Efésios 2.22). 

 

Aonde quer que os homens ergam um edifício eles devem primeiro lançar um alicerce apropriado. Desde que este é um princípio natural compreendido por todas as pessoas, Deus usou-o para ensinar uma grande verdade espiritual. 

 

Um crente deve ter um fundamento apropriado para poder edificar uma boa casa espiritual. O fundamento deve ser lançado de acordo com os planos do edificador. A Bíblia mostra o plano do Arquiteto, Jesus Cristo. 

 

Este capítulo explica a importância de ter um fundamento espiritual apropriado. Ele também apresenta princípios básicos sobre o que a Bíblia ensina sobre este fundamento. 

 

O PROPÓSITO DO EDIFÍCIO  

O Propósito de seu “edifício” espiritual é providenciar uma habitação para Deus. Seu Espírito habitará em você apenas quando sua vida estiver edificada no fundamento certo. Paulo perguntou: Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? ” (1 Coríntios 3.16). 

 

Diante disto, você é advertido a edificar sua vida de maneira apropriada: “…cada um veja como edifica” (1 Coríntios 3.10).  

O FUNDAMENTO 

 

O fundamento espiritual do qual a Palavra de Deus fala: 

 

ESTÁ BASEADO NA PALAVRA DE DEUS: 2 Timóteo 2.19

 

É UM BOM FUNDAMENTO: 1 Timóteo 6.19

 

É BASEADO NA JUSTIÇA: Provérbios 10.25

 

É ETERNO: 1 Timóteo 6.19

 

DESCANSA SOBRE DOIS PRINCÍPIOS BÁSICOS

Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade. 2 Timóteo 2:19

 

2 Timóteo 2.19. Os dois princípios sobre os quais o fundamento permanece são: 

 

  1. Homens redimidos – O Senhor conhece os que são seus. 
  2. Vivendo vidas redimidas – Aquele que professa o nome do Senhor afaste-se da iniquidade. 

 

É EDIFICADO SOBRE UMA ROCHA QUE É IRREMOVÍVEL: Lucas 6.48. 

 

ESTA ROCHA É JESUS CRISTO: Isaías 44.8. 

 

Jesus Cristo é o único fundamento para a vida espiritual (1 Coríntios 3.11). 

 

JESUS: O FUNDAMENTO 

 

Deus é quem escolheu Jesus Cristo como o fundamento da vida espiritual (Isaías 28.16). 

 

O fundamento da vida espiritual não é um credo feito por homens, uma denominação ou por uma cerimônia religiosa. O Fundamento é Jesus Cristo. 

 

Muitos crentes professos tentam edificar grandes estruturas espirituais de Cristianismo em suas vidas. Eles se envolvem nos programas da Igreja e fazem muitas boas obras. A aparência exterior de seus edifícios espirituais é muito boa. Mas depois sua construção começa a rachar e a entrar em colapso. Eles ficam desencorajados, derrotados e caem em pecado.  Isto acontece porque eles estão tentando edificar sobre o fundamento errado. 

 

Assim como um bom fundamento é necessário para sustentar apropriadamente um edifício no mundo natural, o fundamento espiritual correto também é necessário para sustentar o edifício de sua vida espiritual (1 Coríntios 3.11-13). 

 

Todas as assim chamadas “obras cristãs” serão testadas por Deus. A estrutura de sua vida espiritual será examinada para determinar se ela está edificada sobre o fundamento apropriado. O único fundamento da vida espiritual que permanece é aquele que está edificado sobre Jesus Cristo. 

 

A IMPORTÂNCIA DE FUNDAMENTOS 

 

Fundamentos são importantes. O escritor de Salmos reconheceu isto quando disse: “Destruídos os fundamento, o que poderá fazer o justo? ” (Salmos 11.3).
 

No mundo natural, se o fundamento de um edifício não está apropriadamente lançado, a estrutura toda pode entrar em colapso. O mesmo é verdade no mundo espiritual. O fundamento errado resultará em desastre espiritual. 

O registro bíblico de Ageu enfatiza a importância de fundamentos espirituais apropriados. Israel estava experimentando uma colheita pobre no mundo natural. Ageu disse-lhes para examinarem seus caminhos (Ageu 1.6,7,9). 

 

Para corrigir o problema, Ageu disse a Israel que eles deveriam reedificar, tanto no mundo natural quanto no espiritual. 

 

Reedificar no mundo natural era necessário para Israel porque eles tinham deixado de edificar a Casa do Senhor. Eles tinham edificado suas próprias casas e colocado suas preocupações acima da ordem de Deus para reedificar o templo. Mas o mais importante, o fundamento espiritual de suas vidas, estava errado. Eles tinham oferecido sacrifícios (boas obras) mas com as mãos impuras (Ageu 2.14).  

 

Uma obra certa oferecida por mãos impuras não é aceitável. O fundamento espiritual de suas vidas estava errado e foi por isto que eles não foram abençoados por Deus. 

 

No mundo natural, Ageu disse ao povo de Deus que o fundamento do templo do Senhor deveria ser relançado. Ele disse que eles deviam reconstruir sua vida espiritual sobre um fundamento apropriado. Desde o dia em que Israel começou a edificar sobre o fundamento Deus começou a abençoá-los (Ageu 2.18-19).                  

Desde o dia em que você começar a edificar apropriadamente os fundamentos espirituais, Deus o abençoará em cada área de sua vida. 

 

A DOUTRINA DE JESUS 

 

Jesus enfatizou a necessidade de edificar sobre um bom alicerce espiritual. Ele ilustrou esta verdade por meio de uma parábola de dois homens que construíram suas casas. A Bíblia tem dois registros destra parábola. Uma é Mateus 7.24-29 e o outro está em Lucas 6.47-49

 

Há diversos princípios importantes nestas passagens: 

 

DOUTRINA: 

 

O primeiro princípio é que edificar um fundamento espiritual apropriado é parte da doutrina (ensinamentos) de Jesus. Esta passagem registra que o povo estava “maravilhado de sua doutrina”. Parte desta doutrina era a história que ele contou sobre um bom fundamento. 

 

Paulo refere-se a edificar um fundamento como parte da doutrina de Cristo (Hebreus 6.1). Depois, Paulo continua a listar o conteúdo da doutrina de Cristo. 

 

O FUNDAMENTO CERTO: 

 

Os passos para edificar um bom fundamento espiritual são dados em Lucas 6.47:  

  1. Aquele que vem a mim… 
  2. Ouve as minhas palavras… 
  3. E as pratica. 

 

Todos os três passos são exigidos. Não é suficiente vir a Jesus. Você deve também ouvir o que Ele diz. Mas vir e ouvir não é suficiente. Você deve também tomar uma ação pessoal. Uma pessoa pode vir a Jesus, ouvir o que Ele diz, mas não corresponder (Lucas 6.46) à vontade do Senhor.  

 

Você pode conhecer a Palavra e ainda assim não agir com base nela. Jesus não é verdadeiramente Senhor de sua vida até que você corresponda aos Seus ensinamentos. Um bom fundamento é baseado na Palavra de Deus. O homem que vem a Jesus, ouve Sua Palavra, e então age com base nela, este é que é chamado de sábio. Este homem assegurou-se de que o fundamento espiritual de Sua vida estava firme. Ele “cavou profunda vala” removendo tudo que havia entre ele e a Rocha, Jesus Cristo. 

 

A Palavra de Deus é o Plano que mostra como edificar sua vida espiritual. A Bíblia deve ser aceita como a absoluta autoridade e a base para seu fundamento espiritual, porque… 

 

“Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”, (2 Pedro 1.21). 

 

O propósito da revelação de Deus é dada em 2 Timóteo 3.16. A Bíblia contém instruções sobre a doutrina básica de Jesus. Ela providencia reprovação e correção para o erro seguindo estes ensinamentos. 

 

O FUNDAMENTO ERRADO

 

O homem que edificou sobre um fundamento errado ouviu a Palavra de Deus mas não tomou nenhuma ação pessoal sobre o que ele ouviu. Ele é chamado de “néscio” e comparado a um homem que edifica sem um fundamento (Lucas 6.49). Sua casa foi edificada na areia ao invés de ser na rocha (Mateus 7.27).  

 

Você edifica sobre a areia, espiritualmente falando, quando você baseia sua vida sobre tradições ou crenças religiosas dos homens, pensando que você pode fazer a si mesmo espiritual por meio de boas obras, ir à igreja ou cerimônias religiosas. 

 

AS TEMPESTADES DA VIDA

 

A História de Jesus sobre os dois edificadores revela outra grande verdade. As tempestades fazem parte da vida. Circunstâncias da vida resultam em muitas crises pessoais. Você deve enfrentar a morte, doença e desastres. Até mesmo os crentes enfrentarão problemas. Atos 14.22 adverte que “através de muitas tribulações, nos importa entrar no Reino de Deus”.   

Jesus disse: 

 

“… no mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33). 

 

Ninguém escapa das tempestades. As tempestuosas circunstâncias da vida são experimentadas por todas as pessoas em todo lugar. As tempestades são as mesmas, mas o que difere é como as pessoas reagem a elas. Se sua vida espiritual não tem o fundamento certo você falhará. Assim como a casa edificada sobre a areia, a sua ruína será grande. Se sua vida está edificada sobre o fundamento certo, sobre Jesus Cristo e Sua Palavra [doutrina], a tempestade não pode o abalar (Hebreus 12.26-27). 

 

Quando uma experiência difícil vem, o que não pode ser abalado permanecerá – aqueles que permanecem edificados sobre um fundamento espiritual certo. 

 

FUNDAMENTOS: UM PRÉ-REQUISITO 

 

Um bom fundamento é um pré-requisito para construir um saudável edifício no mundo natural. A palavra “pré-requisito” significa que algo é “exigido antes”. Um apropriado fundamento é requerido antes de construir a “superestrutura”. A “superestrutura” é aquilo que é edificado sobre o fundamento. 

 

Um fundamento espiritual apropriado é um pré-requisito para a maturidade espiritual. Em Hebreus 6.1-3, nós lemos que não podemos alcançar a perfeição a menos que o fundamento espiritual seja apropriadamente lançado. Maturidade espiritual é a superestrutura [o edifício] que repousa sobre o fundamento espiritual. Se o fundamento está errado, então a superestrutura não permanecerá e você nunca alcançará a maturidade 

espiritual. 

 

A lição seguinte explica as coisas que devem ser parte de seu fundamento espiritual. Mas, como a parábola das duas casas indica, não é suficiente estar informado destas doutrinas básicas. Você deve responder pessoalmente à Palavra de Deus e integrar estas verdades ao fundamento espiritual de sua vida. 

 

Se você não corresponder à Palavra de Deus, você é como o homem descrito em Tiago 1.22-25. 

 

Lembre-se de que, desde o momento em que você decide edificar sua vida espiritual sobre o fundamento apropriado, Deus abençoará você. 

 

Estes são os princípios básicos que você estudará nas próximas lições:  

  • Arrependimento de obras mortas 
  • Fé para com Deus 
  • Batismos 
  • Imposição de mãos 
  • Ressurreição dos mortos 
  • Julgamento eterno 

TESTE 

 

  1. Escreva o versículo-chave de memória.  

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quais são as seis doutrinas fundamentais listadas em Hebreus 6.1-3? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. O que o capacitará para alcançar a maturidade espiritual? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são os três passos para edificar um apropriado fundamento espiritual dado em Lucas 6.47?  

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quem é o fundamento espiritual lançado por Deus? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________  

PARA ESTUDO ADICIONAL 

 

A Bíblia contém os ensinamentos (doutrinas) de Jesus Cristo e as palavras do único Deus vivo e verdadeiro. Ela explica como edificar sua vida espiritual sobre o fundamento correto. Estude os seguintes versículos sobre a Palavra de Deus e resuma o que eles ensinam:  

A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS:  

2 Timóteo 3.14-17 

2 Pedro 1.19-21 

Hebreus 1.1 

1 Coríntios 2.13 

1 Tessalonicenses 2.13 

João 5.29 

 

A BÍBLIA É ETERNA:  

Mateus 24.35 

Isaías 40.8  

A BÍBLIA É UM PADRÃO ESTABELECIDO SOBRE O QUAL SE BASEIA A VIDA ESPIRITUAL: 

Salmos 119.89   

CAPÍTULO DOIS 

Arrependimento De Obras Mortas: Parte I 

 

  

OBJETIVOS

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de: 

 

  • Escrever o versículo-chave de memória. 
  • Definir “arrependimento de obras mortas”. 
  • Explicar a origem do pecado. 
  • Reconhecer diferentes nomes usados para o pecado na Bíblia.  

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” 

Romanos 3:23.

 

INTRODUÇÃO 

 

Hebreus 6.1-3 lista os princípios da doutrina de cristo sobre os quais o crente deve edificar sua vida espiritual. Estes princípios são chamados de “fundamentos da fé cristã”. Eles formam as doutrinas básicas sobre as quais descansa a fé cristã. O primeiro destes princípios é o “arrependimento de obras mortas”.  

 

ARREPENDIMENTO 

 

O Significado básico da palavra “arrependimento” é uma mudança de mente que resulta numa mudança exterior das ações. 

 

Algumas pessoas associam o arrependimento com emoções, como derramar lágrimas e sentir-se triste por ações e pensamentos errados. Arrependimento não é uma emoção. É uma decisão. As emoções algumas vezes acompanham o verdadeiro arrependimento. Mas é possível que uma pessoa sinta grande emoção e derrame muitas lágrimas e nunca verdadeiramente se arrependa. 

 

Outras pessoas associam o arrependimento com o cumprimento de exigências religiosas especiais, algumas vezes chamadas de “penitências”. É possível cumprir muitas exigências religiosas e nunca se arrepender no sentido bíblico.  

 

Verdadeiro arrependimento é uma mudança de mente que resulta numa mudança em ações externas. Esta mudança externa é o ato de converter-se do pecado para Deus e à justiça. Esta “conversão” mostra a mudança interior que ocorreu na mente 

 

Para resumir: Arrependimento bíblico é uma mudança interior da mente resultando numa conversão exterior do pecado para Deus e à justiça.  

 

ARREPENDIMENTO INEFICAZ 

 

Existem algumas passagens na Bíblia aonde a palavra “arrependimento” é usada de um modo diferente.  

JUDAS: 

 

Em Mateus 27.3-4, Judas Iscariotes reconheceu que Cristo tinha sido injustamente condenado à morte. Ele arrependeu-se de sua parte na traição de Cristo. 

 

A palavra grega usada aqui em Mateus 27.3 para “arrependimento” (segundo algumas versões, pois na atualizada fala de “remorso”) não é a mesma palavra que significa mudança de mente. É uma palavra que as pessoas frequentemente confundem com verdadeiro arrependimento. Em muitos idiomas, as palavras têm mais de um significado. Isto também é verdadeiro nas linguagens na qual a Bíblia foi escrita. Há mais do que um significado para a palavra “arrependimento” na Bíblia. A palavra usada nesta passagem sobre Judas significa emoção, tristeza e angústia. 

 

Judas experimentou tristeza pelo que ele tinha feito, mas ele não experimentou verdadeiro arrependimento bíblico. Ele não tomou uma decisão que resultou em mudança em suas ações. Ele continuou com ações erradas e ferindo a si mesmo. 

 

ESAÚ

 

Esaú foi outro homem que cometeu este trágico erro. Ele pecou por vender a primogenitura dada por Deus por um prato de sopa. A Bíblia registra: 

 

“Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hebreus 12.17).  

    

Esaú trocou sua primogenitura por uma sopa lentilhas. Ao fazer isto, ele rejeitou todas as bênçãos e promessas de Deus que estavam associadas à primogenitura.  

 

Depois, ele se entristeceu com o que havia feito. Ele chorou e derramou suas lágrimas. Mas, forte emoção não é prova de arrependimento. Esaú não se arrependeu verdadeiramente. Ele apenas estava triste por ter perdido a primogenitura e deseja reavê-la.  Seu “arrependimento” não foi aceitável porque há uma diferença entre remorso e verdadeiro arrependimento. 

 

OBRAS MORTAS 

 

Se nós queremos verdadeiramente compreender o significado de arrependimento, nós devemos compreender do que nós devemos nos arrepender. Nós devemos compreender as “obras mortas”. “Obras mortas” são as ações de uma vida vivida à parte de Deus. Estas obras podem ser atos errados ou atos de auto justificação.    

 

Elas são chamadas de “pecado” na Bíblia. O elemento básico que causa o pecado é o egoísmo. É o amor de si mesmo em oposição ao amor de Deus. Este amor do “eu” resulta no homem fazer as coisas “do seu próprio jeito” (Isaías 53.6).  

 

Jesus morreu pelos pecados dos homens para que… 

 

“…os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”, (2 Coríntios 5.15). 

 

Quando você se arrepende destas obras mortas de egoísmo, isto significa que você reconhece a existência de um único verdadeiro Deus, confessa que você é um pecador, pede perdão pelos seus pecados e aceita o plano de Salvação de Deus através de Jesus Cristo. 

 

A ORIGEM DO PECADO 

 

O Mal existia antes do homem ser criado. O pecado se originou em Lúcifer, também conhecido como Satanás.  A Bíblia registra que Lúcifer foi um anjo especial que originalmente havia sido criado perfeito por Deus. Lúcifer pecou quando ele tentou estabelecer uma revolução contra Deus. Por causa deste pecado, Lúcifer foi expulso do Céu para a terra (Isaías 14.12-14; Ezequiel 28.13-29).   

 

Na terra, Lúcifer (que se tornou conhecido como Satanás) continuou sua rebelião contra Deus. Quando Deus criou o primeiro homem e a primeira mulher (Adão e Eva), Satanás levou-os a pecar contra Deus. Esta rebelião é, algumas vezes, chamada de “a queda do homem”, implicando que o homem caiu da justiça para o pecado. Você pode ler sobre isto em Gênesis capítulos 2 e três

 

Deus advertiu Adão e Eva que a penalidade do pecado seria morte física e espiritual. A Morte espiritual foi a perda de seu relacionamento com Deus. A Morte física foi a morte de seu corpo físico. Por causa do pecado de Adão e Eva, a morte veio sobre todos os homens (Romanos 5.12).  

 

Por causa da queda do primeiro homem e da primeira mulher, o pecado passou à toda humanidade. Isto significa que cada um que nasce herda a natureza básica de pecado. 

 

Assim como os traços físicos são herdados, os traços espirituais da natureza básica de pecado também são herdados. Cada pessoa tem pecado e enfrenta as penalidades da morte física e da morte espiritual. 

 

Satanás é responsável por todo o mal no mundo. Sua rebelião contra Deus ainda continua na medida em que ele tenta o homem para pecar. Há uma constante batalha no mundo espiritual dos corações, mentes e almas dos homens. 

 

Cada pessoa herdou a natureza básica do pecado. Cada pessoa peca individualmente quando ela é atraída por sua natureza pecaminosa para pecar contra Deus (Tiago 1.14-15). 

 

Todos pecaram, mas Deus proveu um meio para escaparmos das penalidades do pecado. Através do arrependimento de obras mortas e aceitação de Jesus Cristo como Salvador pessoal, você pode escapar das penalidades do pecado. 

NOMES PARA O PECADO 

 

A Bíblia usa diversos nomes diferentes para “pecado”: 

 

PECADO:  

O significado exato da palavra “pecado” é errar o alvo ou estar em erro. É como atirar com uma arma e errar o alvo. É falhar naquilo que você deveria ser e em relação ao plano perfeito de Deus. 

 

MAL:  

Marcos 7.21. O mal é algo ruim, indigno, corrupto , iníquo e moralmente pecaminoso.

INIQÜIDADE: 

 

Iniquidade significa ter uma mente má intencionada para fazer o que é proibido ou ilícito. É uma disposição mental para desrespeitar a justiça, a verdade e as virtudes, continuar praticando o pecado mesmo sabendo que é errado. (Mateus 13.41-43, 49). 

 

TRANSGRESSÃO:  

Transgressão significa quebrar a lei. É como um homem cruzando uma cerca de uma propriedade privada quando ele deveria parar, invadindo o terreno proibido e ultrapassando os limites entre o certo e o errado (Gálatas 3.19). 

INJUSTIÇA: 

 

Esta palavra significa erro, iniquidade, falsidade e engano (1 João 5.17). 

 

IMPIEDADE:   

Impiedade significa desonestidade, injustiça e total desrespeito para com Deus. É tratar a Deus como se Ele não existisse. Impiedade não é o mesmo que ateísmo, que não crê na existência de Deus. Impiedade é saber que há um Deus, mas ignorá-lo completamente, bem como às Suas leis (Romanos 1.18). 

 

INIQÜIDADE TÁMBEM SIGNIFICA:  

Iniquidade significa estar sem lei, quer bem inexistência da lei ou pela violação da mesma (Mateus 7.23, 1 João 5.17 ). 

 

DESOBEDIÊNCIA:  

Desobediência é o oposto da obediência. Ela significa ignorar a Deus e Sua lei (Romanos 5.19). 

 

DELITOS:  

Delito significa deixar o caminho direito e cruzar os limites do certo para o errado. É como estar numa propriedade que não pertence a você, mas sim à outra pessoa.  

APENAS UMA INTRODUÇÃO… 

 

Este capítulo é apenas uma introdução ao assunto do arrependimento de obras mortas. Você aprendeu a definir arrependimento, os nomes e definições para pecado e a origem do pecado. 

 

No próximo capítulo continuaremos nossa discussão deste primeiro princípio da fé cristã – arrependimento de obras mortas. 

TESTE 

 

  1. Escreva o versículo-chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Defina “arrependimento de obras mortas”. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Liste nove palavras usadas para “pecado” na Bíblia. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quantas pessoas da raça humana são pecadoras? Dê uma referência bíblica para apoiar sua resposta. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Descreva a origem do pecado. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Cite duas pessoas na Bíblia cujo arrependimento foi ineficaz. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL 

 

Este capítulo discutiu a origem do pecado e definiu seus nomes bíblicos. Mas, o que é pecado para Deus? Pecado é qualquer violação das leis de Deus. 

 

“Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3.4). 

 

As leis de Deus estão registradas na Bíblia. Em adição às Suas leis, Deus também tem listado pecados específicos que devem ser evitados. 

 

PECADOS LISTADOS NAS ESCRITURAS 

 

O Novo Testamento lista pecados específicos, identifica a fonte destes pecados e revela julgamentos especiais para eles. As referências que seguem identificam um total de 103 pecados diferentes. Alguns são repetidos em mais de uma lista. Eles são…  

  • Sete coisas que vem do coração e contamina – Mateus 15.18-20 
  • Treze coisas que vem do coração e contamina – Marcos 7.21-23 
  • Vinte e três que trazem o julgamento de Deus – Romanos 1.29-32 
  • Sete que os crentes não devem fazer – Romanos 13.13-14 
  • Seis com os quais os crentes não devem se associar – 1 Coríntios 5.9-11 
  • Dez que impedem a entrada ao reino de Deus – 1 Coríntios 6.9,10 
  • Dezessete que impedem a entrada no Reino de Deus – Gálatas 5.19-21 
  • Quatro que trazem julgamento e impedem a entrada no Reino de Deus – Efésios 5.5-6 
  • Onze dos quais os crentes devem se afastar – 2 Coríntios 12.20-21 
  • Nove nos quais os descrentes vivem e nos quais os crentes não devem viver – Efésios 4.17-19 
  • Seis que não devem existir entre os crentes – Efésios 5.3,4 
  • Nove que os crentes deveriam lançar fora – Efésios 4.25,28, 29,31 
  • Seis dos quais os crentes devem se despir – Colossenses 3.8,9 
  • Seis que os crentes devem mortificar e que trazem a ira de Deus – Colossenses 

3.5-6 

  • Quatorze aos quais a lei foi dada – 1 Timóteo 3.1-5 
  • Dezenove dos quais os crentes devem se afastar – 2 Timóteo 3.1-5 
  • Nove dos quais os crentes estão salvos – Tito 3.3-5 
  • Cinco dos quais os crentes devem abandonar – 1 Pedro 2.1 
  • Sete pecados da carne nos quais os crentes nem de longe devem viver – 1 Pedro 

2.2-4 

  • Oito que condenam ao lago de fogo – Apocalipse 21.8 
  • Seis que impedem o acesso à árvore da vida e à cidade santa – Apocalipse 22.14  

 

CAPÍTULO TRÊS 

Arrependimento de Obras Mortas: Parte II 

 

 OBJETIVOS:  

Ao completar este capítulo você será capaz de: 

 

  • Escrever o versículo-chave de memória. 
  • Explicar a importância do arrependimento. 
  • Explicar o que leva os homens a se arrependerem. 
  • Citar cinco coisas associadas com o arrependimento.

■ Definir conversão. 

  • Definir justificação. 
  • Explicar o que significa ser “salvo”. 
  • Usar a parábola do filho pródigo para descrever o arrependimento e a conversão. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; 32 Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. 

Lucas 5:31,32


Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Lucas 15:7

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”.

 1 João 1:8,9   

INTRODUÇÃO 

 

O capítulo anterior definiu “arrependimento de obras mortas” que é a primeira das doutrinas básicas listadas em Hebreus 6.1-3. “Obras mortas” foram definidas como pecado e a origem do pecado foi examinado. Você aprendeu como o pecado original de Adão e Eva corrompida corromperam a natureza humana e como esta natureza é herdada por todos os homens. Você também aprendeu como esta natureza corrompida resultou em todos os homens pecarem individualmente, conforme eles são levados por esta natureza a praticar atos pecaminosos. 

 

Este capítulo continua o estudo do primeiro princípio fundamental – o arrependimento de obras mortas

 

ARREPENDIMENTO 

 

Arrependimento de obras mortas foi definido como “uma decisão interior ou mudança de mente que resulta na ação exterior de converter-se do pecado para Deus”. Atos 20.21 chama-o de “arrependimento para com Deus”. Pelo ato do arrependimento você converte de suas próprias obras mortas de pecado para Deus. Arrependimento é uma decisão pessoal de abandonar o pecado e entrar em comunhão com Deus. É o poder de Deus que realmente traz a mudança de mente, coração e da vida do pecador:  

“…Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida” (Atos 11.18). 

Arrependimento é um Dom de Deus (Atos 5.11). Embora emoções possam estar envolvidas no arrependimento, o verdadeiro arrependimento de obras mortas é uma decisão, não somente uma emoção. 

 

Como você aprendeu, a tristeza pelos pecados, derramar lágrimas, etc., não é suficiente. Isto tudo deve ser acompanhado por uma decisão interior que resulta numa mudança exterior. 

 

A IMPORTÂNCIA DO ARREPENDIMENTO 

 

Há diversas razões porque o arrependimento é considerado uma verdade fundamental da fé cristã: 

 

DEUS ORDENOU-O:   

“…agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17.30). 

 

ELE É NECESSÁRIO PARA EVITAR A MORTE ESPIRITUAL: 

   

“…se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lucas 13.3). 

 

ELE É NECESSÁRIO PARA A VIDA ETERNA: 

 

Através do arrependimento a penalidade da morte é removida e a vida eterna é garantida (Atos 11.18). 

 

ELE É NECESSÁRIO PARA O PERDÃO: 

 

Deus não pode perdoar seus pecados a menos que você se arrependa (Atos 2.38). 

 

ELE É NECESSÁRIO PARA ENTRAR NO REINO DE DEUS: 

   

“Daí Por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mateus 4.17). 

 

ELE É O DESEJO DE DEUS PARA TODOS

 

Deus não quer que ninguém experimente a morte espiritual da separação eterna de Deus no inferno (2 Pedro 3.9). 

 

ELE É A RAZÃO PELA QUAL JESUS VEIO AO MUNDO

   

“Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Lucas 5.32). 

 

DEVE O CRISTÃO ARREPENDER-SE? 

   

No primeiro ato de arrependimento, o homem pecador converte-se do errado para o certo, aceita o Evangelho e se torna um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. No processo de avançar para a perfeição (que será estudado depois neste curso), um crente algumas vezes volta aos velhos padrões de comportamento pecaminoso. Segundo o registro bíblico, sempre que o crente cair em pecado, ele deve se arrepender: 


OS CORÍNTIOS

 

Os Crentes na cidade de Corinto tiveram que se arrepender (2 Coríntios 7.9; 12.20-21).  

 

OS EFÉSIOS

 

Os Crentes em Éfeso foram exortados ao arrependimento (Apocalipse 2.5). 

OS CRISTÃOS EM PÉRGAMO:  

Deus disse aos cristãos em Pérgamo: 

   

“Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca” (Apocalipse 2.16).  

 

CRISTÃOS EM SARDES: 

   

“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te.” (Apocalipse 3.3). 

 

OS CRISTÃOS EM LAODICÉIA: 

   

“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.” (Apocalipse 3.19). 

   

Aonde quer que haja pecado, ali deve haver arrependimento.

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. 1 João 1:8,9 

A MENSAGEM DE ARREPENDIMENTO 

 

Pelo fato do arrependimento ser necessário para a salvação, Deus elaborou um plano especial para que a mensagem de arrependimento alcançasse cada um. O chamado para o arrependimento começou no Novo Testamento com João, o Batista (Marcos 1.3-4). 

 

O arrependimento era necessário para que o Messias (Jesus) fosse revelado. Até que Israel fosse chamado de volta para Deus em arrependimento, Jesus não podia ser revelado. O Arrependimento foi a primeira mensagem que Jesus pregou (Marcos 1.14-15). 

 

O Arrependimento foi pregado pelos crentes na igreja primitiva (Marcos 6.12; Atos 20.21). 

 

Hoje, os crentes ainda precisam ter a responsabilidade de espalhar a mensagem de arrependimento através do mundo. Jesus deu as instruções finais para Seus seguidores que… 

 

“…em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24.47). 

 

O QUE LEVA OS HOMENS AO ARREPENDIMENTO? 

 

Visto que o arrependimento é um fundamento sobre o qual a fé cristã repousa, nós devemos compreender o que leva os homens ao arrependimento. Se você é responsável para espalhar a mensagem do arrependimento por todo o mundo, você deve saber como os homens são persuadidos para se arrependerem de suas obras mortas. 

A BONDADE DE DEUS: 

 

As bênçãos de Deus na vida de uma pessoa ímpia não podem ser confundidas com a aprovação de Deus para seu estilo de vida. A bondade de Deus é um dos modos do Senhor apelar aos homens para que se convertam à Ele (Romanos 2.4). 

Rm 2.4 − Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?
2Tm 2.24-26 − Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.

PREGAÇÃO: 

 

A pregação da Palavra de Deus leva os homens ao arrependimento. A pregação de Jonas resultou na inteira cidade de Nínive se arrependendo (Mateus 12.41). 

 

O CHAMADO DE CRISTO: 

 

Conforme a Palavra de Deus é pregada, as pessoas ouvem e respondem ao chamado de Deus que leva ao arrependimento (Mateus 9.13). 

 

DEUS, O PAI: 

 

Jesus disse que ninguém poderia ver a Ele exceto se o Pai não o trouxer. Deus traz os homens ao arrependimento (João 6.44). 

 

REPREENSÃO

 

A repreensão leva os homens ao arrependimento. Repreensão é correção dada pela Palavra de Deus (Lucas 17.30). 

 

TRISTEZA SEGUNDO DEUS: 

 

Conforme você aprendeu, o arrependimento pode ser acompanhado por emoção. A emoção natural, sozinha, não é verdadeiro arrependimento, mas a emoção segundo Deus leva ao verdadeiro arrependimento (2 Coríntios 7.10). 

 

COISAS ASSOCIADAS COM O ARREPENDIMENTO 

 

A Bíblia identifica diversas coisas associadas com o arrependimento: 

O PERDÃO

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO.

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; 11 O pão nosso de cada dia nos dá hoje; 12 E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; 13 E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. Mateus 6:9-15

Podemos constatar que o perdoar é tão importante quanto o arrependimento dos pecados, sem o perdão não podemos ser salvos e viver a vida eterna com Deus, sem perdoar não seremos aceito no céu.

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.  Mateus 6:12-15

Todos nós somos pecadores, não somos melhores do que ninguém, e Deus nos perdoou então devemos perdoar também, assim como ele nos perdoou de toda dívida que tínhamos com o pecado, podemos ver isso claramente na palavra de Deus;

Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; 16 Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. 17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. 18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu. 19 Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 20 Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. 21 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? 22 Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. 23 Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; 24 E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; 25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. 26 Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 27 Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. 28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. 29 Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 30 Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. 32 Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. 33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? 34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia. 35 Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. Mateus 18:15-35 

 

 

Fé para com Deus está associada com arrependimento. Ele é ouvido em Hebreus 6 como o segundo princípio fundamental da fé cristã. O arrependimento de obras mortas deve ser combinado com fé em Deus (Marcos 1.15; Atos 20.21). 

 

Você aprenderá mais sobre a “fé em Deus” no próximo capítulo, quando estudarmos o segundo fundamento da fé cristã. 

 

BATISMO: 

 

O batismo deve acompanhar o arrependimento como um sinal exterior da mudança interior que ocorreu em você (Atos 3.19). 

 

A doutrina dos batismos também será discutida neste curso como uma parte dos fundamentos mencionados em Hebreus 6. 

OBRAS: 

 

As obras do homem, que a Bíblia também chama de “fruto”, testifica se houve ou não verdadeiro arrependimento (Atos 26.20; Mateus 3.8).  

Tanto “obras” quanto “frutos” se referem ao comportamento exterior que deve mudar após o verdadeiro arrependimento. 

CONVERSÃO

 

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3.19). 

Desde que a conversão está relacionada ao arrependimento, você necessita compreender a conversão. 

CONTINUAÇÃO… Arrependimento de Obras Mortas: Parte II 

CONVERSÃO 

 

Conversão significa “voltar”. Quando ela é usada em conexão com o arrependimento bíblico, ela significa “voltar-se do caminho errado para o caminho certo” (Lucas 1.16; Atos 9.35; Atos 11.21). 

 

Conversão é voltar-se das trevas do pecado para a luz da justiça de Deus (Atos 26.18). 

 

É voltar-se do poder de Satanás para Deus (atos 26.18). É voltar-se das coisas mundanas para as coisas espirituais (Atos 14.15). É voltar-se dos falsos deuses para o verdadeiro e vivo Deus (1 Tessalonicenses 1.9). 

 

A IMPORTÂNCIA DA CONVERSÃO 

 

A conversão deve ser acompanhada de arrependimento. Você deve voltar-se do errado para o certo porque… 

 

ISTO É NECESSÁRIO PARA ENTRAR NO REINO DE DEUS: 

 

“E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18.3). 

 

ISTO SALVA DA MORTE ESPIRITUAL: 

 

“sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5.20). 

 

É NECESSÁRIO PARA O CANCELAMENTO DO PECADO: 

 

Nosso pecado está escrito nos registros de Deus até que nos arrependamos e sejamos convertidos, então ele é cancelado (Atos 3.19). 

O FILHO PRÓDIGO (Lucas 15.11-24 *Fazer toda leitura).

 

Arrependimento e conversão são ilustrados melhor pela história que Jesus contou sobre o filho pródigo. Leia a História em Lucas 15.11-24. O jovem deixou seu pai e seu lar, foi para uma terra distante, e através do pecado gastou tudo que tinha. 

 

Depois, este jovem reconheceu sua condição. Ele estava faminto, sozinho, em farrapos e trabalhando como alimentador de porcos. Então, ele tomou uma decisão importante. Ele disse, “levantar-me-ei e irei ter com meu pai”. Esta decisão interior resultou numas mudanças de suas ações exteriores. Ele voltou à casa do seu pai para pedir-lhe perdão. 

 

ARREPENDIMENTO…A MUDANÇA DE MENTE: 

 

Leia Lucas 15.17-19. O jovem reconheceu sua condição pecaminosa. Ele reconhece que pecou contra Deus, e contra pai.

Ele tomou uma decisão para ir até seu pai e arrepender-se de seu pecado. Isto é um exemplo de arrependimento, uma decisão da qual resulta em ações exteriores.  

CONVERSÃO…AGINDO SOBRE A DECISÃO: 

 

Lucas 15.20 registra como o rapaz levantou-se e deixou a velha vida e foi encontrar-se com seu pai para começar uma nova vida. Isto é conversão. 

 

HOMENS PRÓDIGOS  

Em sua condição pecaminosa, cada homem deve voltar-se para Deus como seu Pai e para o Céu como seu lar. Cada passo que ele dá para longe de Deus é um passo mais próximo da morte espiritual de eterna separação de Deus. 

 

Há uma decisão maior para ser tomada. Ele deve “cair em si mesmo” e reconhecer sua condição espiritual. Ele deve tomar a decisão que resultará numa mudança e direção espiritual. Esta mudança na direção espiritual o converterá de seus pecados para Deus. Este é o primeiro passo em edificar um apropriado fundamento espiritual.  

Qual a Relação Entre a Justificação e a Salvação?

Para compreender a relação entre a justificação e a salvação, precisamos entender os diferentes sentidos em que estes termos são usados.

“O que é salvação? Qual é a doutrina Cristã da salvação?”

Resposta: Salvação é a libertação do perigo ou sofrimento. Salvar é libertar ou proteger. A palavra carrega a idéia de vitória, saúde, ou preservação. Às vezes, a Bíblia usa palavras como salvo ou salvação para se referir à libertação temporária e física, tal como a libertação de Paulo da prisão (Filipenses 1:19). 

O uso mais frequente da palavra salvação tem a ver com libertação eterna e espiritual. Quando Paulo disse ao carcereiro de Filipo o que ele precisava fazer para ser salvo, Paulo estava se referindo ao destino eterno do carcereiro (Atos 16:30-31). Jesus igualou ser salvo com entrar no reino de Deus (Mateus 19:24-25). 

Somos salvos de quê? Na doutrina Cristã da salvação, somos salvos da “ira”; quer dizer, do julgamento de Deus sobre o pecado (Romanos 5:9; 1 Tessalonicenses 5:9). Nosso pecado nos separou de Deus, e a consequência do pecado é morte (Romanos 6:23). Salvação bíblica se refere à libertação da consequência do pecado e envolve, portanto, remoção do pecado. 

Quem pode salvar? Só Deus pode remover pecado e nos livrar da penalidade do pecado (2 Timóteo 1:9; Tito 3:5). 

Como Deus salva? Na doutrina Cristã da salvação, Deus nos resgatou através de Cristo (João 3:17). Especificamente, foi a morte de Jesus na cruz e subsequente ressurreição que alcançou nossa salvação (Romanos 5:10; Efésios 1:7). A Bíblia é clara que salvação é um gracioso dom de Deus que não merecemos (Efésios 2:5,8), e é disponível apenas através de fé em Jesus Cristo (Atos 4:12). 

Como recebemos salvação? Somos salvos por fé. Primeiro, precisamos escutar o evangelho – a boa nova da morte e ressurreição de Cristo (Efésios 1:13). Então, precisamos acreditar – confiar completamente no Senhor Jesus (Romanos 1:16). Isso envolve arrependimento, uma mudança de mentalidade sobre pecado e Cristo (Atos 3:19) e invocar o nome do Senhor (Romanos 10:9-10, 13).

Uma definição da doutrina Cristã da salvação seria: “A libertação espiritual e eterna que Deus concede imediatamente a aqueles que aceitam Suas condições de arrependimento e fé no Senhor Jesus”. Salvação só é possível através de Jesus Cristo (João 14:6; Atos 4:12), e depende de Deus para a sua provisão, garantia e segurança.

“O que é justificação?”

Resposta: Para colocar de forma simples, justificar significa declarar justo; fazer alguém justo diante de Deus. Justificação é quando Deus declara justo todo aquele que recebe a Cristo, baseado na justiça de Cristo sendo debitada às contas daqueles que O recebem. Apesar de que podemos achar justificação como um princípio por todas as Escrituras, a passagem principal que descreve justificação em relação aos crentes é Romanos 3:21-26: 

“Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos {e sobre todos} os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.”

Somos justificados (declarados justos) no momento de nossa salvação. Justificação não nos faz justos, mas declara nossa justiça. Nossa justiça vem de colocarmos nossa fé no trabalho completo de Jesus Cristo. Seu sacrifício cobre o nosso pecado, permitindo com que Deus nos veja como perfeitos e sem qualquer mancha. Por causa do fato de que como crentes estamos em Cristo, Deus vê a justiça de Cristo quando Ele olha para nós. Isso alcança as exigências de Deus para perfeição; portanto, Ele nos declara justos – Ele nos justifica. 

Romanos 5:18-19 resume esse conceito muito bem: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.” Por que esse pronunciamento de justiça é tão importante? “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). É por causa da justificação que a paz de Deus pode governar em nossas vidas. É por causa do FATO de justificação que crentes podem ter a garantia de salvação. É o FATO de justificação que deixa Deus começar o processo de santificação – o processo pelo qual Deus torna realidade em nossas vidas a posição que já ocupamos em Cristo.

Qual é o caminho da salvação?”

Resposta: Você está com fome? Não fisicamente, mas você tem fome de algo mais na sua vida? Há algo no fundo da sua existência que nunca parece ficar satisfeito? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35).

Você está confuso? Você parece nunca encontrar um caminho ou um propósito na vida? Você tem a sensação de que alguém apagou as luzes e que você não consegue encontrar o interruptor? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus proclamou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8:12).

Você algumas vezes se sente como se estivesse trancado do lado de fora da vida? Você já tentou tantas portas, apenas para descobrir que o que havia atrás delas é vazio e sem sentido? Você está procurando por uma entrada para uma vida de realizações? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).

As outras pessoas sempre decepcionam você? Os seus relacionamentos têm sido superficiais e vazios? Parece que todos estão tentando tirar vantagem de você? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas… Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim” (João 10:11, 14).

Você imagina o que acontece depois desta vida? Você está cansado de viver a sua vida apenas por coisas que apodrecem ou enferrujam? Você algumas vezes duvida que esta vida tenha algum significado? Você quer viver após a sua morte? Se sim, Jesus é o caminho! Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente (João 11:25-26).

Qual é o caminho? Qual é a verdade? Qual é a vida? Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).

A fome que você sente é uma fome espiritual, e só pode ser saciada por Jesus. Jesus é o único que pode remover a escuridão. Jesus é o portão para uma vida de satisfação. Jesus é o amigo e pastor que você tem procurado. Jesus é a vida – neste mundo e no próximo. Jesus é o caminho da salvação!

A razão pela qual você sente fome, a razão pela qual você se sente perdido na escuridão, a razão pela qual você não consegue encontrar um sentido na vida, é que você está separado de Deus. A Bíblia nos diz que todos nós pecamos e estamos portanto separados de Deus (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:23). O vazio que você sente no seu coração é a falta de Deus na sua vida. Nós fomos criados para ter um relacionamento com Deus. Por causa do nosso pecado, nós fomos separados deste relacionamento. Pior ainda, nosso pecado nos fará permanecer separados de Deus por toda a eternidade, esta vida e a próxima (Romanos 6:23; João 3:36).

Como este problema pode ser resolvido? Jesus é o caminho! Jesus tomou o nosso pecado para si (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu no nosso lugar (Romanos 5:8), levando a punição que nós merecemos. Três dias depois, Jesus ressuscitou dos mortos, provando a sua vitória sobre a morte e o pecado (Romanos 6:4-5) Por que ele o fez? O próprio Jesus respondeu a esta pergunta: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). Jesus morreu para que nós pudéssemos viver. Se nós pusermos a nossa fé em Jesus, acreditando na Sua morte como pagamento pelos nossos pecados – todos os nossos pecados são perdoados e levados embora. Nós então teremos a nossa fome espiritual saciada. As luzes serão ligadas. Nós teremos acesso a uma vida de realizações. Nós iremos conhecer o nosso verdadeiro melhor amigo e bom pastor. Nós iremos saber que teremos uma vida depois que morrermos – uma vida ressuscitada no Céu para a eternidade com Jesus!

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). 

TESTE 

 

  1. Liste sete razões por que o arrependimento é importante e exigido para a salvação. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Liste seis coisas que levam o homem ao arrependimento. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Defina conversão. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Usando a História do filho pródigo, descreva arrependimento e conversão. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Escreva o versículo-chave de memória.  

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Liste quatro coisas que a Bíblia associa com o arrependimento. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Devem os cristãos se arrependerem? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Dê três exemplos bíblicos de cristãos que necessitam de arrependimento. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Defina justificação. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa ser “salvo”? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL 

 

Arrependimento, conversão e justificação foram discutidas neste capítulo. Use as seguintes referências para continuar seu estudo destes importantes termos. 

 

CONVERSÃO: 

 

Mateus 18.3 

Atos 3.19 

Salmos 19.7 

Exemplos de arrependimento verdadeiro  no Novo Testamento


O filho pródigo − Lc 15.18-21
A mulher pecadora − Lc 7.36-50
Pedro − Mt 26.69-75
Zaqueu − Lc 19.1-10

 

JUSTIFICAÇÃO: 

 

Atos 13.39 

Romanos 2.13; 3.4, 20, 24, 28; 4.2, 25; 5.1, 16, 18; 8.30 

  1. Coríntios 6.11 

Gálatas 2.16-17; 3.8, 11, 24 

Tito 2.21-25 

Tiago 2.21-25 

 

ARREPENDIMENTO: 

 

Mateus 3.2, 8, 11; 4.17; 9.13; 11.20-21; 12.41 

Marcos 1.4, 15; 2.17; 6.12 

Lucas 3.3,8; 5.32; 11.32; 13.3,5; 15.7,10; 17.3,4; 24.47 

Atos 2.38; 3.19; 5.31; 8.22; 17.30; 26.20; 5.31; 11.18; 13.24; 19.4; 20.21 

Romanos 2.4 

  1. Coríntios 7.9-10 

2 Pedro 3.9 

Apocalipse 2.5,16; 3.3,19 

 

  

 

CAPÍTULO QUATRO

Fé Em Deus 

  

OBJETIVOS: 

 

Ao concluir este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o versículo-chave de memória. 
  • Definir fé. 
  • Identificar diferentes níveis de fé. 
  • Definir o termo “fé em Deus”. 
  • Explicar porque a fé em Deus é importante.
  • Explicar como a fé pode crescer. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”  (Hebreus 11.6).

“…se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.”  (Mateus 17:20b

 

INTRODUÇÃO 

 

A Segunda doutrina fundamental é “fé em Deus”. “Fé em Deus” se refere à sua atitude para com Deus. Alguns odeiam a Deus e se rebelam contra Ele. Outros O temem. A sua atitude deve ser uma atitude de fé em Deus. 

 

Tanto a fé quanto o arrependimento são necessários para a genuína conversão. Voltar-se para Deus sem abandonar o pecado não é verdadeiro arrependimento. Tentar abandonar o pecado sem voltar-se para Deus em fé termina em queda.  O ministério de Paulo para os não salvos era: 

   

“Testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus [Cristo]” (Atos 20.21). 

   

Tanto o arrependimento quando a fé em Deus são necessárias para a salvação. 

 

DEFINIÇÃO 

 

significa crer e ter certeza de alguma coisa. Crer significa ter confiança. As palavras “fé, crer e confiar”, todas elas, significam a mesma coisa quando nós usamos em relação a Deus. A Bíblia define a fé como: 

   

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.  Hebreus 11:1 acf

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Hebreus 11:1 nvi

 

A Bíblia Viva traz esta definição: 

 

“O que é fé? É a convicção segura de que alguma coisa que nós 

queremos vai acontecer. É a certeza de que o que nós esperamos está nos aguardando, ainda que o não possamos ver adiante de nós” (Hebreus 11.1).  

A fé dá segurança de que as coisas prometidas no futuro são verdadeiras e que as coisas invisíveis são reais. 

 

ESPERANÇA: 

 

A fé difere da esperança. Esperança é um desejo ou atitude de expectativa concernente às coisas no futuro. Fé é crer em alguma coisa que você não pode ver mas tem certeza de que você já possui. A esperança está na mente. A fé está no coração: fica muito claro no texto de 1 Tessalonicenses 5.8

 

Neste versículo a fé é associada com a região do coração como uma couraça. Esperança é um capacete associado com a cabeça. 

 

A esperança é uma atitude mental de expectativa sobre o futuro. A fé é uma condição do coração produzindo crença em Deus (Romanos 10.10). 

 

Não é suficiente aceitar o Evangelho com a mente. Esta não é a fé da Bíblia e não produz mudança em sua vida. A verdadeira fé bíblica, crer com o coração, sempre produz mudanças em sua vida. O resultado é alguma coisa experimentada no presente, não alguma coisa esperada no futuro. 

 

A MENTE SOBRE A MATÉRIA: 

 

não é a mesma coisa que “mente sobre a matéria”, que é ensinado por algumas religiões. “A Mente sobre a matéria” ensina que o homem pode vencer todos os problemas no mundo real (o mundo da matéria) por usar sua mente, razão ou poder da vontade.  Este tipo de ensinamento está centrado no homem. Eles repousam sobre o “EU” e não em Deus. “A Mente sobre a matéria” não é baseada na Palavra de Deus. A Fé está centrada em Deus, não no homem. Ela é um dom de Deus, não alguma coisa que o homem produz através do auto esforço de sua mente. 

 

TIPOS DE FÉ 

 

Há diferentes tipos de fé: 

 

A FÉ NATURAL: 

 

Esta é uma confiança nas coisas que são comprovadamente est áveis. Por exemplo, ter fé que a cadeira na qual você está sentando suportará você. Esta fé por exemplo não é uma “fé em Deus”. Ela é uma fé natural em certas coisas ao redor das quais você tem aprendido pela experiência que normalmente são confiáveis. 

 

Os tipos de fé que seguem são o que nós queremos dizer quando falamos sobre “fé em Deus”: 

 

FÉ SANTIFICADORA: 

 

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20  

A fé santificadora capacita o crente a viver uma vida santa após a conversão. Você aprenderá mais sobre a santificação na lição deste curso, quando nós aprenderemos sobre a perfeição. 

 

Fé em Deus inclui fé santificadora que é crer que você pode viver uma vida santa. Você não faz isto por sua própria força, mas através do poder de Deus que habita em você. 

 

FÉ DEFENSIVA: 

 

A fé é uma das armas de defesa contra seu inimigo espiritual, Satanás (Efésios 6.16’). 

 

Satanás tentará atacar sua fé por enviar “dardos” de descrença para sua mente. Ter fé em Deus providencia uma defesa espiritual par estes ataques. 

 

FÉ SALVADORA

 

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1). 

   

Fé em Deus, combinada com verdadeiro arrependimento, é fé salvadora. Salvação é conhecer, crer e pessoalmente aceitar a mensagem do Evangelho. Fé salvadora requer uma resposta pessoal em Deus. Nenhuma pessoa pode responder em nome de outra. Cada pessoa é salva por sua própria resposta ao Evangelho. 

 

Fé é um ato. É o Dom de Deus para o homem, para capacitá-lo a ser salvo (Efésios 2.8). Mas a fé também é um ato. Cada pessoa deve agir baseada na fé dada por Deus. Fé em Deus é sua resposta, sua ação pela fé Nele. 

 

Após você experimentar “fé em Deus” e tornar-se um crente, tanto o fruto espiritual da fé quanto o dom da fé aumentarão sua fé em Deus. O dom e o fruto da fé serão discutidos em detalhe no nosso curso intitulado “O Ministério do Espírito Santo”. 

 

FÉ MAL DIRIGIDA 

 

A doutrina que nós estamos estudando é chamada de “Fé em Deus”. Ela não é uma fé geral, mas é uma fé dirigida. Mas você pode ter uma fé mal dirigida. Uma fé mal dirigida pode ser uma fé em… 

 

ARMAS NATURAIS: 

 

“Não confio no meu arco, e não é minha espada que me salva” (Salmos 44.6). 

 

GRANDES HOMENS: 

 

“Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação” (Salmos 146.3). 

 

EU: 

 

“O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo” (Provérbios 28.26). 

 

ÍDOLOS: 

 

“Tornarão atrás e confundir-se-ão de vergonha os que confiam em imagens de escultura e às imagens de fundição dizem: vós sois nossos deuses” (Isaías 42.17). 

 

FALSOS PROFETAS: 

 

“Não confieis em palavras falsas… Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam” (Jeremias 7.4,8). 

 

PODER NATURAL

 

“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (Salmos 20.7). 

 

SAÚDE: 

 

“Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza; antes, confiava na abundância dos seus bens e na sua perversidade se fortalecia” (Salmos 52.7). 

 

AMIGOS: 

 

“Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (Salmos 41.9). 

 

Ter fé não suficiente. A sua fé pode ser mal dirigida. A verdadeira fé é fé dirigida. Ela é uma “fé em Deus”. 

SUA FÉ DEVE SER UNICAMENTE DEPOSITADA EM DEUS, POIS NELE NÃO A ENGANO E SUAS PALAVRAS SÃO CURA E SALVAÇÃO PARA NOSSA VIDA!

 

A IMPORTÂNCIA DA FÉ 

 

Há duas razões por que a fé em Deus é requerida: 

 

  • ELA É NECESSÁRIA PARA A SALVAÇÃO:

 

A primeira razão porque a fé em Deus é importante, é que sem ela você não pode ser salvo (Marcos 16.16; Efésios 2.8; Lucas 8.12). 

 

  • VOCÊ NÃO PODE AGRADAR A DEUS SEM FÉ:

 

A Segunda razão é que você não pode agradar a Deus sem ela (Hebreus 11.6). 

 

NÍVEIS DE FÉ 

 

A Bíblia revela que há diversos níveis de fé. Jesus falou de pessoas que não usaram sua fé como sendo “incredulidade” (Mateus 17.17). Ele falou daqueles com pouca fé (Mateus 6.30; 8.26; 14.31; Lucas 12.28) e daqueles com grande fé (Mateus 8:5-10; 15.28; Lucas 7.9). 

 

A Bíblia ensina que cada pessoa tem um certa medida de fé que lhe é dada como um dom de Deus (Romanos 12.3b). Cada crente tem alguma fé porque é por meio da fé que nós somos salvos (Efésios 2.8). 

 

COMO AUMENTAR A FÉ 

 

A fé santificadora o capacita a viver uma vida santa. Aumentar a fé o ajudará rumo à perfeição. O escudo defensivo da fé o protegerá dos ataques do inimigo, Satanás. Se você aumentar sua fé, você aumentará suas forças espirituais defensivas. A Bíblia mostra-nos como aumentar a fé: 

 

“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17). 

 

Você aumenta sua fé para com Deus ao ouvir Sua palavra . Você deve primeiro ouvir a palavra de Deus para arrepender-se do pecado e receber Jesus como Salvador.  A Fé Salvadora vem ao ouvir a Palavra de Deus. 

 

Após você ser salvo, ensinamentos e pregações bíblicas continuarão a aumentar sua fé.  Quanto mais você ouve a Palavra de Deus, mais sua fé aumenta. O crescimento da fé facilita a viver uma vida santificada e a se defender dos ataques espirituais do inimigo.  

Mesmo uma pequena quantidade de fé já é algo poderoso: 

 

“E ele lhes respondeu… Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível” (Mateus 17:20). 

 

Nada é impossível se você tiver ao menos uma pequena quantidade de fé.  

 

FÉ E OBRAS 

 

Fé é um Dom de Deus.  Não pode ser aumentada pelas obras. Por fé queremos dizer “aquilo que você crê”.  Por obras queremos dizer “aquilo que você faz”. A Bíblia ensina: 

 

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie; 10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”  Efésios 2:8-10 

Fé é Dom de Deus para crer.  Isto não quer dizer as obras [o que você faz] não sejam importantes. Fé vem primeiro como Dom de Deus.  Obras [o que você faz] são o teste se sua fé é ou não é verdadeira. Tiago escreveu: 

 

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, E qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem ,contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tiago 2:14-18). 

 

Suas obras…como você vive e reage às necessidades que estão ao seu redor …são um teste da realidade de sua fé.   

SEM OBRAS NÃO HÁ FÉ, E COMO SE AS OBRAS FOSEM OS FRUTOS DA FÉ VIVA.

 

Tiago faz a ligação entre fé e obras como exemplo de relacionamento entre o corpo e o espírito do homem.  A Bíblia ensina que quando o homem morre, seu espírito deixa seu corpo. Tiago diz que… 

 

“…assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26). 

 

Seus atos refletem a fé que está dentro de você: 

 

“O justo viverá pela fé” (Gálatas 3:11). 

 

UM EXEMPLO DE FÉ  

Hebreus capítulo 11 lista os nomes de pessoas que foram grandes exemplos de fé.  Mas há um homem na Bíblia que é chamado “o pai de todos os que creem” (Romanos 4:11).  Seu nome é Abraão. 

 

Cristãos são aqueles que andam nas pisadas de fé que teve Abraão (Romanos 4:12) e são conhecidos como filhos de Abraão (Gálatas 3:7). Por sua fé Deus, Abraão foi justificado:  

“E se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça…” (Tiago 2:23). 

 

Quando Paulo queria ilustrar a fé em Deus, ele usava Abraão como exemplo: 

 

“E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta; mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4:23-25). 

Paulo diz que o testemunho de fé de Abraão o qual resulta em justificação não foi deixado somente para ele.  O testemunho foi deixado também para nós, ao crermos na mensagem do Evangelho, para assim podermos ser justificados. 

 

As razões pelas quais Abraão é um exemplo a ser seguido: 

 

ELE OUVIU A PALAVRA

 

Abraão creu nas promessas de Deus: 

ELE CREU NA PALAVRA

 

Ele não somente ouviu as promessas de Deus, ele acreditou nelas: 

 

“Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência” (Romanos 4:18). 

 

“A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1 Pedro 1:8-9). 

ELE MUDOU SUA CONDIÇÃO DE PERDIDO

 

Ouvir a Palavra de Deus resultou em uma mudança na vida de Abraão: 

 

“Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara” (Romanos 4:18-19). 

 

Exatamente como homens e mulheres perdidos no pecado, Abraão encarava sua condição de perdido no mundo natural. A promessa de tornar-se pai de muitas nações só poderia vir através de Deus, pois Abraão e Sara já eram bastante velhos para poderem Ter filhos.  

 

A salvação vem somente através da Fé em Jesus Cristo. Não há outro meio de receber a promessa a não ser pela fé no Seu plano de salvação: 

“E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé…” (Efésios 3:17). 

 

ELE ACEITOU A PROMESSA COMO UMA VERDADE

“Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus, mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus” (Romanos 4:20).  

Isto é fé em Deus.  

UM EXEMPLO PARA NÓS 

 

A fé para com Deus demonstrada por Abraão, é um exemplo para ser seguido.  Você deve: 

 

  • Ouvir a Palavra de Deus. 
  • Crer na Palavra de Deus. 
  • Sair de sua condição de perdido (arrepender-se de suas obras mortas). 
  • Aceitar as promessas de Deus como uma verdade. Sua promessa é que você será justificado pelo arrependimento e fé em Deus através de Jesus.  

 

TESTE 

 

  1. Defina o que é “Fé”. 

HB11:1 _________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Defina os seguintes tipos de fé: 

Fé Natural: 

Fé Salvadora: 

Fé Santificadora: 

Fé Defensiva:  

 

  1. Dê duas razões principais porque a fé em Deus é necessária. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Como você pode aumentar sua fé em Deus? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Escreva quatro razões pelas quais Abraão é um exemplo de fé. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Como a fé se diferencia de esperança? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual a diferença entre fé e “pensamento positivo”? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual a diferença entre fé e obras? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual o significado de “fé para com Deus”? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

PARA ESTUDO ADICIONAL – RESPONDER EM CASA.

 

Confiança é outra palavra para fé. Davi escreveu muito sobre confiança no livro dos Salmos. Use o estudo seguinte para continuar aprendendo sobre fé em Deus a qual Davi chama de “confiança”. 

 

CONFIANÇA EM ALGO ERRADO 

 

Estude as referências que seguem. Na coluna fornecida liste o que Davi disse PARA NÃO confiar: 

 

Referência  

 

Não confie… 
Salmos 20:7   ___________________________________________ 
Salmos 41:9   ___________________________________________ 
Salmos 44:6   ___________________________________________ 
Salmos 49:6   ___________________________________________
Salmos 52:7   ___________________________________________ 
Salmos 115:8   ___________________________________________
Salmos 118:8-9  ___________________________________________ 
Salmos 135:17-18  ___________________________________________
Salmos 146:3  

 

 

___________________________________________

CONFIANÇA EM ALGO CERTO 

 

Através dos Salmos, Davi encoraja a confiar em Deus. Ele também encoraja a confiar no que está relacionado com Deus.  Estude as referências que seguem. Na segunda coluna faça uma lista do que Davi disse em que devemos confiar. 

 

Referência              Confie em 

Salmos 33:21 ____________________________________________   

Salmos 36:7 ____________________________________________ 

Salmos 13:5 ____________________________________________ 

Salmos 52:8 ____________________________________________ 

Salmos 57:1 ____________________________________________ 

Salmos 61:4 ____________________________________________ 

Salmos 78:22 ____________________________________________

Salmos 91:4 ____________________________________________ 

Salmos 119:42 ____________________________________________ 

 

QUANDO CONFIAR 

Salmos 56:3   ____________________________________________ 

 

VANTAGENS DE CONFIAR 

 

Davi descreveu muitas vantagens de confiar ou ter fé em Deus. Estude as referências que seguem. Na coluna fornecida liste as vantagens de se confiar em Deus: 

 

Referência                       Vantagem de se confiar em Deus 

Salmos 25:2    ____________________________________________  

Salmos 25:20  ____________________________________________ 

Salmos 26:1    ____________________________________________

Salmos 28:7    _____________________________________________

Salmos 31:1    _____________________________________________ 

Salmos 31:6    ____________________________________________  

Salmos 31:19  ____________________________________________ 

Salmos 32:10  ____________________________________________ 

Salmos 33:21  ____________________________________________ 

Salmos 34:8    ____________________________________________ 

Salmos 34:22  ____________________________________________ 

Salmos 37:5    ____________________________________________   

Salmos 37:40  ____________________________________________ 

Salmos 40:3    ____________________________________________ 

Salmos 2:12    ____________________________________________ 

Salmos 5:11    ____________________________________________ 

Salmos 7:1      ____________________________________________ 

Salmos 9:10    ____________________________________________ 

Salmos 16:1    ____________________________________________ 

Salmos 17:7    ____________________________________________ 

Salmos 21:7     ____________________________________________ 

Salmos 22:4     ____________________________________________ 

Salmos 22:5     ____________________________________________ 

Salmos 22:8        ____________________________________________ 

 

Referência                       Vantagens de se confiar em Deus  

Salmos 40:4   ________________________________________
Salmos 56:4   ___________________________________________
Salmos 56:11   ___________________________________________ 
Salmos 57:1   ___________________________________________ 
Salmos 64:10   ___________________________________________  
Salmos 71:1   ___________________________________________ 
Salmos 73:28   ___________________________________________ 
Salmos 84:12   ___________________________________________ 
Salmos 86:2   ___________________________________________ 
Salmos 112:7   ___________________________________________ 
Salmos 119:42  ___________________________________________
Salmos 125:1   ___________________________________________ 
Salmos 141:8   ___________________________________________ 
Salmos 143:8   ___________________________________________ 
Salmos 144:2  

 

___________________________________________ 

RESULTADOS DE NÃO CONFIAR EM DEUS 

 

Davi identifica os resultados de não confiar em Deus:  

Referência                        Resultado de não confiar em Deus 

 

Salmos 32:10  ____________________________________________  

Salmos 55:23  ____________________________________________ 

Salmos 78:21-22 ____________________________________________ 

 

A HISTÓRIA DE CONFIANÇA DE DAVI 

 

Davi nos conta desde quando ele confia em Deus:   

 

Salmos 71:5  Desde minha “____________”. 

 

REFERÊNCIAS ADICIONAIS 

 

As seguintes passagens são referências adicionais de como Davi confiava em Deus. Estude as referências.  Na coluna fornecida resuma cada versículo em suas próprias palavras: 

Referência                                Resumo 

 

Salmos 31:4 ____________________________________________ 

Salmos 4:5   ____________________________________________ 

Salmos 11:1 ____________________________________________

CAPÍTULO CINCO.

Doutrina de Batismos: Parte I (Batismos Nas Águas) 

 

OBJETIVOS:  

Ao completar este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o Versículo-Chave de memória. 
  • Identificar quatro Batismos no Novo Testamento. 
  • Definir a palavra “batizar”. 
  • Explicar a importância do batismo Cristão. 
  • Mostrar as qualificações que devem ser preenchidas por aqueles que desejam o batismo Cristão. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”  (Mateus 3:11). 

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:15,16

 

INTRODUÇÃO 

 

O terceiro princípio fundamental relatado em Hebreus capítulo 6 é a doutrina dos batismos. 

 

Em Hebreus 6:2 a palavra “batismo” está no plural. É “doutrina de batismos” [plural], e não “a doutrina do batismo” [singular]. Isto significa que a doutrina completa da fé Cristã compreende mais de um batismo. 

 

QUATRO BATISMOS 

 

O Novo Testamento menciona quatro tipos diferentes batismos.  São eles: 

 

  • O batismo do sofrimento de Cristo
  • O batismo de João
  • O batismo Cristão
  • O batismo no Espírito Santo

 

Este capítulo trata dos três primeiros batismos. O capítulo posterior é concernente ao batismo no Espírito Santo. 

 

DEFINIÇÃO  

A palavra “batizar” usada na Bíblia significa a imersão completa ou submergir em algo. 

 

BATISMO DE SOFRIMENTO DE CRISTO 

 

Há um batismo no Novo Testamento o qual chamaremos de batismo de sofrimento. Este batismo é citado por Jesus:  

“Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!” Lucas 12:50 

Este batismo também é mencionado em Marcos 10:38 onde os filhos de Zebedeu pedem o consentimento de sentar-se com Cristo, um à Sua direita e outro à Sua esquerda em Sua glória.  Jesus, porém, respondeu: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado?” Jesus estava falando do sofrimento que O aguardava através de Sua morte pelos pecados de toda a humanidade. Ele estava para emergir em sofrimentos, ser sepultado, e ressurgiu em um novo corpo. 

 

O BATISMO DE JOÃO 

 

O Batismo de João, o Batista, foi o batismo em água junto com a mensagem do arrependimento. João Batista nasceu milagrosamente de Zacarias e Isabel (Lucas 1). Deus tinha um plano especial para sua vida. Ele veio para servir como um “precursor” de Jesus Cristo: 

 

“E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; 77 Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, Na remissão dos seus pecados;”  (Lucas 1:76,77

A palavra “precursor” significa alguém que vai antes e prepara o caminho. João veio para pregar a mensagem de arrependimento e o batismo para Israel preparar-se para a vinda do Messias, Jesus Cristo: 

 

“Eu [João Batista] vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11).   

 

O ministério de João Batista foi para começar uma nova era espiritual: 

 

“A lei e os Profetas vigoraram até João, desde esse tempo, vem sendo anunciado o Evangelho do Reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele”  (Lucas 16:16). 

 

Antes da época de João o povo vivia sob a lei. Os profetas e Sacerdotes serviam como líderes espirituais e intérpretes da lei. Somente os Sacerdotes tinham acesso à presença de Deus no templo. Eles serviam como mediadores entre o povo e Deus e ofereciam sacrifícios pelos pecados como Deus tinha ordenado. Tudo isso mudou com a chegada de Jesus Cristo.  Através de Sua vida, morte, e ressurreição, Jesus tornou o acesso a Deus possível para todos os homens. Jesus agora serve como mediador entre o pecador e o Deus Justo. 

 

João fez duas exigências ao povo: Arrependimento e confissão dos pecados.  Aqueles que estavam dispostos a aceitar aquelas exigências de Deus eram batizados no Rio Jordão como um testemunho público. Era uma prova de que eles haviam se arrependido de seus pecados.  

 

Quando alguns dos líderes religiosos vieram até João para serem batizados, ele recusou-se a fazê-los. Ele exigiu que eles mostrassem evidências de uma verdadeira mudança em suas vidas antes que fossem batizados: 

 

“Vendo ele porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento…” (Mateus 3:7-8). 

 

Arrependimento e remissão dos pecados eram exigidos por João antes que ele batizasse. A frase “Batismo para arrependimento e remissão dos pecados” não significa que estas duas experiências sejam seguidas pelo ato de ser batizado nas águas. O Batismo era uma confirmação visível de que aqueles que eram batizados já tinham uma experiência de arrependimento e perdão. 

 

BATISMO CRISTÃO 

 

A passagem que melhor introduz o que chamaremos de “batismo Cristão” descreve o batismo de Jesus: 

 

“Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galileia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu, é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir todo a justiça. Então, o admitiu. Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:13-17). 

 

Jesus não foi batizado por João como evidência de que Ele tinha se arrependido de seus pecados, pois Jesus não tinha pecados para se arrepender. Jesus foi batizado para “cumprir toda justiça”. Ele estava dando um exemplo correto do comportamento pelo qual Ele queria que todos os crentes O seguissem.  

 

O BATISMO DE CRIANÇAS 

 

Jesus não foi batizado como uma criança. Na Sua idade infantil, Seus pais O levaram a Jerusalém para O apresentar ao Senhor, mas Ele não foi batizado (Lucas 2:22).  Jesus não foi batizado até que Ele soubesse o que estava fazendo e a razão pela qual Ele o estava fazendo. 

 

Crianças não devem ser batizadas. Elas podem ser apresentadas ao Senhor, mas não devem ser batizadas até compreenderem o significado deste ato. Não há uma idade exata para se determinar quando uma criança obtém este entendimento. Depende do desenvolvimento mental e espiritual de cada criança. 

 

ASPERSÃO OU IMERSÃO? 

 

Algumas igrejas batizam por aspersão com água. Outras batizam por imersão total nas águas. Quando Jesus foi batizado Ele entrou e saiu das águas. Considerando isto e o significado bíblico da palavra “batizar”, devemos concluir que Ele imergiu totalmente nas água do Jordão. 

 

Ao permitir-se ser batizado, Jesus mostrou obediência a vontade de Deus. Através deste ato de obediência Ele cumpriu o plano de Deus. Quando os crentes são batizados, este ato exterior simboliza a justiça interior pela qual eles são aceitos pela fé.   

NECESSIDADES DO BATISMO 

 

Haviam certas condições espirituais para aqueles que desejavam o batismo de João. Há também certas exigências para aqueles que desejam o batismo Cristão. 

 

INSTRUÇÃO

 

A primeira exigência para o batismo foi dada por Jesus: 

 

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:19-20). 

 

A ordem de Cristo para ensinar os crentes foi dada duas vezes. Eles devem ser instruídos antes e depois do batismo. Os pecadores devem primeiro ouvir e receber o Evangelho para, então, tornarem-se verdadeiros crentes: 

 

“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados…”.(Atos 2:41). 

“Eles, tendo ouvido isto, foram batizados…” (Atos 19:5). 

“Certa mulher, chamada Lídia…o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia…e foi batizada…” (Atos 16:14-15). 

 

Antes do batismo, os crentes devem receber ensinamentos suficientes para entender o seu significado. Após o batismo, eles devem continuar a receber instruções para se tornarem cristãos maduros. Paulo diz: “deixemo-nos levar para o que é perfeito” (Hebreus 6). 

 

ARREPENDIMENTO

 

A Segunda condição para o batismo é o arrependimento pelos pecados. Pedro descreve isto durante seu discurso no Dia de Pentecostes: 

 

“Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmão?”  (Atos 2:37). 

 

“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebeis o Dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). 

 

Observe que o reconhecimento do pecado não é suficiente. É preciso uma ação. As duas ordens que Pedro deu incluíam o arrependimento e o batismo. O arrependimento vem antes do batismo. 

 

 

A terceira condição para o batismo é a Fé: 

 

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”  (Marcos 16:15-16). 

 

Esta necessidade de fé está ilustrada na História de Filipe e o Etíope que ele encontrou na estrada de Jerusalém a Gaza (Atos 8). Filipe ouviu-o ler o profeta Isaías. Filipe aproximou-se do carro do etíope para explicar-lhe o Evangelho. Seguindo eles caminho a fora, chegaram a um certo lugar onde havia água. Com o pedido do Etíope e de sua confissão, Filipe o batizou: 

 

“Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? [Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco” (Atos 8:36-38). 

 

Filipe disse ao eunuco: “se creres de todo o coração, serás batizado.” O eunuco respondeu: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.” Uma pessoa que deseja o batismo Cristão, primeiro precisa confessar a Jesus Cristo como o Filho de Deus. 

 

UMA BOA CONSCIÊNCIA PARA COM DEUS

 

Uma quarta condição para o batismo Cristão é uma boa consciência para com Deus. Pedro compara o batismo Cristão nas águas com a experiência de Noé e sua família que foram salvos do juízo quando entraram na arca: 

 

“A qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 3:21). 

 

Pedro ressalta que o propósito do batismo não é a limpeza do corpo físico. Ele diz que a condição para o batismo Cristão é uma perfeita consciência do crente para com Deus.  

 

O MOMENTO CERTO PARA O BATISMO 

 

Para ser batizado nas águas. O crente precisa receber instrução adequada, arrepender-se, crer, e ter uma boa consciência para com Deus. A duração do tempo para que uma pessoa seja batizada vai depender de cada indivíduo. 

 

Algumas igrejas batizam seus membros após um longo período de instrução levando semanas ou meses. Mas a Bíblia diz que no dia de Pentecostes três mil pessoas foram batizadas. Poucas horas antes eles eram descrentes que rejeitavam Jesus como o Messias ou como o Filho de Deus. Do final do sermão de Pedro até o batismo destas pessoas, o tempo de instrução pode ter levado poucas horas : 

 

“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (Atos 2:41). 

 

Filipe batizou o Etíope no mesmo dia em que lhe pregou o Evangelho. 

RESUMINDO 

 

A prática da Igreja primitiva em relação ao batismo foi a seguinte: 

 

  1. Antes do batismo eles ensinavam as verdades básicas do Evangelho centradas na vida, morte, e ressurreição de Jesus Cristo. 

 

  1. Eles relacionavam estas verdades com o ato do batismo. 

 

  1. Era necessário um verdadeiro entendimento, arrependimento, e confissão de fé do novo crente, seguido, então, de imediato batismo nas águas. 

 

  1. Após o batismo, os novos crentes recebiam instruções adicionais para o desenvolvimento espiritual. 

 

IMPORTÂNCIA DO BATISMO CRISTÃO: 

 

O versículos seguintes revelam a importância espiritual do batismo Cristão: 

 

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que par ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados  na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6: 1-4). 

 

Quando nos arrependemos e aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador, morremos para o pecado e para as coisas antigas. Passamos a ter uma nova vida de justiça para com Deus: 

 

“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estás debaixo da lei, e sim da graça” (Romanos 6:11,12,14). 

 

O batismo Cristão nas águas é o símbolo da morte e ressurreição de Jesus.  Simboliza morte para o pecado quando imergimos na “sepultura” das águas e ressurreição para a nova vida em Deus quando emergimos das águas. 

 

O crente que surge das águas para viver esta nova vida não o faz por seu próprio poder. A nova vida é vivida pelo poder de Deus, o mesmo poder que ressuscitou Jesus da sepultura. (Conheceremos mais sobre viver a nova vida no Capítulo Onze). O efeito do batismo nas águas depende do arrependimento e fé da pessoa que for batizada. Sem isto, o batismo não tem valor. 

 

O verdadeiro batismo Cristão significa que somos batizados em Cristo Jesus, não em uma igreja ou denominação (Gálatas 3:27). 

BATISMOS: UM CONTRASTE 

 

Tanto o batismo de João quanto o batismo Cristão ocorrem nas águas, mas há uma diferença entre eles. Quando Paulo visitou a cidade de Éfeso ele encontrou um grupo de pessoas que eram discípulos de João Batista. Eles tinham ouvido a mensagem de João sobre o arrependimento e foram batizados, mas não nunca tinham escutado nada sobre o Evangelho de Jesus: 

 

“Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos,perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. Então, Paulo perguntou: em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus.Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus” (Atos 19:1-5). 

 

Após Paulo ter pregado o Evangelho, estas pessoas o aceitaram e foram batizadas novamente. Agora elas estavam sendo batizadas em o nome do Senhor Jesus. Este exemplo mostra que o batismo de João e o batismo Cristão são diferentes. O batismo de João não foi mais aceito após a morte e ressurreição de Jesus. Aqueles que haviam sido batizados no batismo de João, eram batizados novamente no batismo Cristão. 

 

A mensagem de João preparou o coração do povo de Israel para a revelação do Messias, Jesus Cristo. Pelo batismo, eles davam testemunho público de arrependimento de seus pecados e de que acreditavam na vinda do Messias. 

 

Depois da morte e ressurreição de Jesus, as pessoas eram, então, batizadas em  nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Aceitavam, assim, publicamente a mensagem do Evangelho e o fato de que o mesmo havia mudado suas vidas. Jesus ordenou este batismo (Mateus 28:19). 

 

A diferença entre o batismo de João e o batismo Cristão é que o batismo Cristão é para ser realizado em total autoridade em nome do Deus Pai, Filho, e Espírito Santo.    

 

O batismo de João não era praticado com esta mesma autoridade. Era apenas um batismo de arrependimento e confissão de fé em relação a vinda do Messias. O batismo Cristão é um batismo no qual se confessa e aceita o completo plano redentor de Deus.  

 

PALAVRAS DITAS NA HORA DO BATISMO:  

Temos discutido as necessidades que devem ser encontradas antes do batismo e afirmado que o mesmo deve ser em imersão total nas águas. Uma pergunta permanece: Quais as palavras que devem ser ditas na hora do batismo?
 

Jesus disse para batizar em nome do “Pai, do Filho, e do Espírito Santo”. Muitos Ministros usam exatamente estas palavras quando batizam e isto está de acordo com a Palavra. Mas também é aceitável usar apenas o nome do Senhor Jesus. A Bíblia diz que os discípulos batizaram em o nome do Senhor Jesus (Atos 2:38; 8:16; 19:5). 

 

Jesus não ordenou Seus discípulos a batizar nos nomes [plural] do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas no “nome” [singular] das pessoas da Trindade de Deus. 

 

O nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, é o nome “Senhor Jesus Cristo”… 

 

“Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9). 

 

A Bíblia ensina que somos batizados em Cristo (Romanos 6:3). 

 

Algumas denominações têm tido muitas controvérsias sobre as palavras a serem ditas na hora do batismo. Discutem sobre quais palavras estão corretas e sobre quais estão erradas. Mas de acordo com a Bíblia, o batismo deve ser “em o nome do Senhor Jesus Cristo” ou em o “nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”, ambos são aceitáveis na hora do batismo. Não há conflitos entre os dois. Ambos referem-se à Trindade – ao Pai, Filho, e Espírito Santo. 

 

Para estar de acordo com a Bíblia e ao mesmo tempo trazer unidade nesta área, sugerimos as seguintes palavras: 

 

“Sob o fundamento da confissão de sua fé , em o nome de Deus Pai, do Filho, e do Espírito Santo, eu o batizo no Senhor Jesus.”  

 

TESTE 

 

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Defina a palavra “batizar”. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Por que o batismo Cristão é importante? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são as quatro qualificações que devem ser encontradas naqueles que desejam o batismo Cristão? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são os quatro tipos de batismos mencionados no Novo Testamento? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. No Novo Testamento, como os pecadores arrependidos eram batizados? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Dê a referência bíblica a qual prova que há diferença entre o batismo de João e o Batismo Cristão. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. As crianças precisam ser batizadas? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Com qual idade uma criança pode ser batizada nas águas? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Se as frases forem VERDADEIRAS, escreva a letra V no espaço em branco.  Se forem FALSAS, escreva a letra F no espaço em branco.  

a._____Se você fosse batizado apenas em o nome do Senhor Jesus Cristo, você poderia ser batizado novamente em o nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.  

b._____A palavra bíblica “batizar” significa imergir ao invés de aspergir com água. 

c._____Você deve entender o significado do batismo antes de ser batizado.  

 

PARA ESTUDO ADICIONAL 

 

Este capítulo apresenta o assunto sobre a doutrina do batismo.  Para aumentar seus conhecimentos sobre o estudo dado, aconselhamos ler as seguintes passagens bíblicas concernentes ao batismo:   

Mateus 3:6,7,11-16; 11:11-12; 14:2; 16:4; 20:22-23; 21:25  

Marcos 1:4,5,8,9; 10:38-39; 11:30; 16:16 
Lucas 3:3,7,12,16,21; 7:29-30; 12:50; 20:4
João 1:25-28,33; 3:22-23,26; 4:1-2; 10:40 
Atos 1:5,22; 2:38,41; 8:12,13,16,36,38; 9:18; 10:37,47-48; 11:16; 13:24; 18:8,25; 19:3,4,5; 22:16  


Romanos 6:3-4 
1 Coríntios 1:13-16; 10:2; 12:13; 15:29 
Gálatas 3:27 
Efésios 4:5
Colossenses 2:12 
1 Pedro 3:21 
Hebreus 6:2 

CAPÍTULO SEIS 

Doutrina de Batismos:  Parte II (Batismos no Espírito Santo). 

 

 

OBJETIVOS:  

Ao completar este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o Versículo-Chave de memória. 
  • Explicar alguns propósitos do Espírito Santo. 
  • Explicar como receber o batismo do Espírito Santo.  
  • Identificar o sinal físico do batismo do Espírito Santo. 
  • Identificar a verdadeira evidência do batismo no Espírito Santo.
  • Reconhecer os dons e o fruto do Espírito Santo. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1:8). 

  

INTRODUÇÃO 

 

No último capítulo aprendemos o significado da palavra “batizar” e estudamos três dos quatro batismos mencionados no Novo Testamento. Você aprendeu sobre o batismo de sofrimento experimentado por Jesus, o batismo de João Batista, e o batismo Cristão nas águas.  Este capítulo diz respeito ao quarto batismo o qual é o batismo do Espírito Santo. 

 

PROMESSA DO ESPÍRITO SANTO 

 

Após a ressurreição e antes de retornar aos céus, Jesus deu importantes instruções aos seus seguidores: 

 

“Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49). 

 

A promessa na qual Jesus se referia era o Espírito Santo. Jesus já havia falado anteriormente a Seus seguidores: 

 

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (João 14:16-18). 

PROPÓSITO DO ESPÍRITO SANTO 

 

Um dos principais propósitos do Espírito Santo é dado na passagem já citada: Confortar os crentes.  Mas a Bíblia cita muitos outros propósitos do Espírito Santo na vida do crente. Leia as seguintes passagens: 

 

Atos 2:4 

1 Coríntios 6:19 

  1. Coríntios 6:17 Romanos 8:26 João 16:13 

Romanos 5:5 

  1. Coríntios 3:18 
  1. Coríntios 2:10 João 14:26 

João 4:24 

Efésios 3:16 

Romanos 8:11 

  1. Tessalonicenses 2:13-14 

Tito 3:5 

João 16:8-11 

Romanos 8:16 

Romanos 8:2 

Marcos 13:11 

1 Coríntios 2:4 Atos 1:8 

João 4:24 

 

A EVIDÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO 

 

O Espírito Santo tem muitos propósitos nas vidas dos crentes, mas o principal propósito e a verdadeira evidência do batismo do Espírito Santo é fazer do cristão uma testemunha poderosa do Evangelho: 

 

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1:8). 

 

A evidência do batismo do Espírito Santo foi concedida imediatamente na vida do apóstolo Pedro. Antes do dia de Pentecostes ele tinha, covardemente, negado que conhecia o Senhor Jesus. Após seu batismo no Espírito Santo, Pedro levantou-se e deu um testemunho poderoso do Evangelho que resultou na salvação de três mil pessoas. Foi o poder do Espírito Santo na Igreja primitiva que resultou na divulgação do Evangelho no mundo. O livro de Atos é um registro deste testemunho poderoso que foi a evidência do batismo no Espírito Santo.  

 

BATISMO NO ESPÍRITO SANTO 

 

Há sete passagens no Novo Testamento onde a palavra “batizar” é usada em relação ao Espírito Santo. Em quatro destas passagens estão as palavras de João Batista registradas nos Evangelhos: 

 

“Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11). 

 

“Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo” (Marcos 1:8). 

 

“Disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lucas 3:16). 

 

“Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (João 1:33). 

 

Jesus também falou sobre o batismo do Espírito Santo: 

 

“Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (Atos 1:5). 

 

Quando Pedro falou dos eventos que tomaram lugar na casa de Cornélio, ele citou as palavras de Jesus: 

 

“Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (Atos 11:16). 

 

Paulo também usou a palavra “batizar” em relação ao Espírito Santo: 

 

“Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer Judeus, quer Gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (1 Coríntios 12:13). 

 

O uso da frase “batizar em” o Espírito Santo é o mesmo como quando é usado para descrever o batismo Cristão nas águas. Em ambos os casos o batismo é uma confirmação externa da condição espiritual interna. 

 

O Espírito Santo veio dos céus para os discípulos no dia de Pentecostes e imergiu neles [ou os batizou]. Pedro disse que esta experiência foi o cumprimento da promessa de Deus: Esta promessa foi dada em Joel 2:28. 

 

O SINAL FÍSICO 

 

O Espírito Santo é invisível aos olhos naturais.  Jesus O comparou ao vento: 

 

“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3:8). 

 

Embora o vento seja invisível, os efeitos que ele produz podem ser vistos e ouvidos.  Quando o vento sopra, a poeira sobe, as árvores se curvam, as folhas caem, as ondas do mar fazem barulho, e as nuvens movem-se pelos céus.  Estas são as evidências físicas do vento. O mesmo acontece com o Espírito Santo. Embora seja invisível, os efeitos que o Espírito Santo produz podem ser vistos e ouvidos. 

 

Há três passagens no Novo Testamento onde lemos  o que aconteceu quando as pessoas foram batizadas no Espírito Santo:  

DIA DE PENTECOSTES

 

Atos 2:2-4 é o registro do que aconteceu no dia de Pentecostes: 

 

“De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). 

 

CASA DE CORNÉLIO

 

Atos 10:44-46 registra o que aconteceu quando Pedro pregava o Evangelho para um homem chamado Cornélio e sua família: 

 

“Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra e os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o Dom do Espírito Santo. Pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus” (Atos 10: 44-46). 

 

CONVERTIDOS EM ÉFESO:  

Atos 19:6 descreve o que aconteceu ao primeiro grupo de convertidos em Éfeso:

  

“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam” (Atos 19:6).  

Quando comparamos estas passagens vemos que não há nenhum sinal físico que seja comum nas três: Os que receberam o batismo do Espírito Santo falaram em outras línguas. Outros sinais sobrenaturais do Espírito Santo são mencionados, mas nenhum como tendo acontecido em todas as ocasiões. 

 

No dia de Pentecostes houve o som de um vento impetuoso e línguas visíveis de fogo foram vistas. Isto, porém, não foi registrado nas outras duas ocasiões. 

 

Em Éfeso os novos convertidos profetizaram. Mas isto não é mencionado como tendo ocorrido no dia de Pentecostes ou na casa de Cornélio. 

 

Outro sinal evidente que os apóstolos observaram na experiência de Cornélio e sua família foi que eles falavam em línguas. Este sinal físico foi uma prova para os discípulos que eles tinham sido batizados no Espírito Santo. 

 

Por estes registros bíblicos podemos concluir que o sinal de falar em línguas através do poder do Espírito Santo confirma que a pessoa foi batizada pelo Espírito Santo. 

 

AS LÍNGUAS 

 

O sinal de “línguas” pode ser idiomas conhecidos pelo homem.  Isto foi o que aconteceu no dia de Pentecostes: 

 

“Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?” (Atos2:7-8). 

 

“Línguas” pode ser também um idioma não conhecido pelo homem. Isto é chamado de outra língua: 

 

“Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios” (1 Coríntios 14:2). 

 

PROPÓSITO DAS LÍNGUAS 

 

As “outras línguas” recebidas através do batismo no Espírito Santo tem muitos propósitos na vida do crente. 1 Coríntios capítulo 14 identifica alguns dos propósitos para a manifestação de línguas: 

 

  • Orar a Deus:  Versículo 2 
  • A própria edificação do crente: Edificação significa crescimento espiritual: Versículo 4 
  • Quando interpretadas edificam a Igreja: Versículo 12 
  • Intercessão: Versículo 14  (Veja também Romanos 8:26-27) 
  • Sinal para os incrédulos: Versículo 22 
  • Cumprimento da profecia: Versículo 21  (Veja também Isaías 28:11-12)
  • Oração: Versículo 15,17  

 

OBJEÇÕES 

 

Algumas pessoas fazem objeção ao sinal de falar em línguas. Estas são algumas das objeções  que eles levantam:  

 

TODOS OS CRISTÃOS TÊM O ESPÍRITO SANTO

 

Uma das objeções mais comuns é que todo cristão recebe o Espírito Santo quando é convertido e não precisa de nenhuma outra experiência para receber o batismo do Espírito Santo. 

 

Os apóstolos arrependeram-se de seus pecados e creram em Jesus como o Messias.  Eles tinham testemunhado pessoalmente e aceitaram como verdade os fatos de Sua morte, sepultamento, e ressurreição. Jesus disse a eles: 

  

“Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (Atos 1:5). 

 

A experiência prometida de ser batizado no Espírito Santo veio no dia de Pentecostes: 

 

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:4). 

 

Embora os apóstolos já fossem crentes genuínos não foi antes do dia de Pentecostes que eles foram cheios [batizados] do Espírito Santo. O povo de Samaria tinha ouvido o Evangelho. Eles tinham acreditado e sido batizados. Mas eles não tinham recebido o Espírito Santo: 

 

“Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo” (Atos 8:14-17). 

 

O povo de Samaria recebeu salvação através do ministério de Filipe. Eles receberam o Espírito Santo através do ministério de Pedro e João. Receber o batismo do Espírito Santo e receber a salvação são experiências separadas. 

 

Atos 19:1-6 descreve como Paulo foi para Éfeso e encontrou alguns descritos como “discípulos”. A primeira pergunta de Paulo foi, “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?”  Se tais pessoas tivessem recebido o batismo do Espírito Santo quando receberam a salvação teria sido tolice de Paulo fazer tal pergunta. O fato de Paulo ter feito tal pergunta deixa claro que as pessoas tornam-se crentes em Cristo sem receber o batismo do Espírito Santo. Mesmo que uma pessoa receba o batismo do Espírito Santo na mesma hora que se converte, estas são, na verdade, duas experiências distintas. 

 

O ministério do Espírito Santo tem operado através da eternidade. O Antigo Testamento fala do Espírito Santo vindo sobre os líderes espirituais de Israel. O Espírito Santo também opera na vida de um pecador para conduzi-lo à Cristo.  

Mas isto é diferente de estar cheio do Espírito Santo. Jesus deixou claro quando disse: 

 

“O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (João 14:17). 

 

O Espírito Santo estava com os discípulos naquela época, mas não estava neles. Eles foram cheios [batizados] do Espírito Santo no dia de Pentecostes. O Espírito Santo está COM o pecador para conduzi-lo à Jesus Cristo.  Mas isto não é o mesmo como Ele estar NO crente. 

 

O Espírito Santo estava com os líderes espirituais na época do Antigo Testamento. Mas Ele ainda não estava neles. Esta é a diferença entre os ministérios do Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamentos. 

  

TODOS FALAM EM LÍNGUAS?

 

Outra objeção em relação as línguas vem através da falta de entendimento sobre uma questão de Paulo em 1 Coríntios 12:30. Ele pergunta, “Falam todos em outra línguas?”  A resposta para sua pergunta é “Não, nem todos falam em outras línguas.” 

 

Mas Paulo não está falando aqui da experiência de ser batizado no Espírito Santo. A discussão diz respeito aos dons do Espírito Santo que podem ser usados pelo crente na Igreja: 

 

“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo. A uns estabeleceu Deus na Igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Coríntios 12:27-28). 

 

Paulo está falando de dons que podem ser usados pelos membros da Igreja. Um desses dons do Espírito Santo é “diversidade de línguas”. É uma habilidade para dar mensagens especiais à Igreja em línguas sob o poder do Espírito Santo. Embora todos possam experimentar o sinal de línguas quando batizados no Espírito Santo, nem todos recebem o dom de diversidades de línguas. 

 

MEDO

 

Alguns crentes não procuram o batismo do Espírito Santo porque temem receber uma experiência que não é de Deus. Mas a Bíblia diz: 

 

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:7-11). 

 

Se um crente pede a Deus por um dom, como um bom pai terreno, Deus não lhe permitirá receber nada que lhe traga algum dano.   

 

EXPERIÊNCIA EMOCIONAL

 

Outra objeção para as línguas é que ela é uma experiência emocional. Muitos crentes que receberam o batismo do Espírito Santo enfatizam suas próprias reações emocionais para descrever a experiência. O homem é, de fato, uma criatura emotiva. A conversão não elimina as emoções do homem. Ele continuará experimentando alegrias e tristezas. 

 

A conversão liberta as emoções humanas do controle do pecado. Ela redireciona estas emoções para a adoração a Deus. A palavra “gozo” nas Escrituras está associada com o Espírito Santo. Em Atos 13:52 lemos que “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo.” 

 

Algumas pessoas reagem com grande emoção à alegria que vem com o batismo do Espírito Santo porque elas são naturalmente mais sensíveis do que as outras pessoas. Elas podem gritar, sorrir ou experimentar outras sensações em seus corpos. Mas estas reações emocionais não são um sinal do batismo do Espírito Santo. O verdadeiro sinal inicial exterior é falar em línguas. 

 

Não é necessário demonstrar grandes emoções tais como sorrir, gritar, dançar, etc., para ser batizado no Espírito Santo. 

 

Mas não devemos criticar aos que demonstram tais reações. A Bíblia narra sobre reações emocionais daqueles que tiveram uma experiência poderosa com Deus. Pessoas tremem, prostram-se ao chão, gritam, regozijam-se, e dançam diante de Deus.   

 

É interessante observar a reação emocional das pessoas nos diversos eventos esportivos. Elas gritam, sorriem, pulam e expressam vários tipos de emoções nos jogos esportivos. Como, então não reagirmos com alegria e emoção ao recebermos o dom do Espírito Santo em nossas vidas, o qual será usado para os diversos propósitos da Igreja?  

 

O Salmista Davi concorda com isto. Ele apresenta grande alegria e devoção a Deus (Salmos 95:1-3 e 150:3-6). 

 

Você não deve temer que o batismo no Espírito Santo lhe conduza a fazer algo errado ou a perder o controle emocional. A Bíblia diz: 

 

“Os Espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas” (1 Coríntios 14:32). 

 

Isto significa que qualquer que seja o dom dado por Deus, ele está sujeito ao controle total daquele que o usa. Deus não faz nada errado porque… 

 

“Deus não é de confusão, e sim de paz…” (1 Coríntios 14:33). 

 

DONS DO ESPÍRITO SANTO 

 

Jesus deixou Seus seguidores com a responsabilidade de divulgar a mensagem do Evangelho até os confins da terra. O poder do Espírito Santo os ajudaria a cumprir esta tarefa. Parte deste “poder” foi o dom especial concedido aos crentes pelo Espírito Santo a fim de equipá-los para o ministério. 

 

Estes dons espirituais não são a mesma coisa que talentos naturais. Talentos e habilidades naturais são concedidos na hora do nascimento físico e/ou desenvolvidos pelo esforço natural durante nossa existência. Eles podem ser usados no ministério da Igreja, mas são diferentes dos dons espirituais. 

 

Dons espirituais vêm do Espírito Santo com os seguintes propósitos:   

 

“Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:12-15). 

 

Esta passagem revela que os dons espIrituais são para: 

 

  • Aperfeiçoamento dos santos. 
  • Promover o trabalho do ministério. 
  • Edificar a Igreja como corpo de Cristo. 

 

Os objetivos destes dons são para: 

 

  • Estarmos unidos na fé. 
  • Desenvolver nosso conhecimento sobre Cristo. 
  • Desenvolver nossa perfeição, tendo a Cristo como nosso modelo. 
  • Não seguirmos falsas doutrinas. 
  • Amadurecermos espiritualmente em Cristo. 

 

Algumas igrejas advogam que os dons do Espírito Santo não são para os crentes atuais. 

Elas ensinam que alguns dos dons como milagres e falar em outras línguas foram apenas para a Igreja primitiva. 

 

A resposta para tais objeções é esta: o Senhor deu os dons para executar certos propósitos na Igreja. O Senhor não vai retirar nenhum destes dons sem seus propósitos serem realizados. Todas as nossas igrejas estão em unidade? Nós temos conhecimento completo do Senhor Jesus? Estamos todos caminhando em perfeição, firmes, e maduros?  Temos impedido que falsas doutrinas invadam nossas igrejas? 

 

A resposta para estas perguntas é “não”. Nenhum dos dons ministeriais já tiveram seus propósitos cumpridos. Por esta razão, todos os dons que Deus deu para cumprir estes objetivos ainda estão operando hoje. A Bíblia também diz que “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Romanos 11:29).  Isto significa que Deus não mudará Seus propósitos e nem retirará um dom ou um objetivo que Ele tenha dado.  

 

O Espírito Santo dá a cada crente pelo menos um dom espiritual (1 Pedro 4:10;  Efésios 4:7, 1 Coríntios 12:7). É importante que nós descubramos e usemos nossos dons na Igreja. As principais passagens que explicam os dons espirituais disponíveis aos crentes por meio do Espírito Santo são Romanos 12:1-8, 1 Coríntios 12:1-31, Efésios 4:1-16 e 1 Pedro 4:7-11. 

 

FRUTO DO ESPÍRITO SANTO 

 

O Espírito Santo desenvolve na vida do crente qualidades que a Bíblia chama de “fruto do Espírito”. O fruto do Espírito Santo se refere a natureza do Espírito Santo sendo evidente na vida de um crente. Deus deseja que todos os frutos sejam evidentes na vida de cada Cristão (Gálatas 5:22-23). 

 

O desenvolvimento destas qualidades é uma outra importante função do Espírito Santo na vida do crente. 

 

RECEBENDO O ESPÍRITO SANTO 

 

O que segue são orientações bíblicas para o recebimento do batismo do Espírito Santo. 

ARREPENDER-SE E SER BATIZADO:  

Isto o colocará numa posição de receptividade espiritual:  

“Respondeu-lhe Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). 

 CREIA:  

 

“Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39). 

 

BUSQUE

 

“…levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele crescem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado” (João 7:37-39). 

 

RECONHEÇA-O COMO UM DOM

 

O Espírito Santo já foi concedido à Igreja no dia de Pentecostes.  Por ser um dom, você não pode fazer nada para merecê-lo (Gálatas 3:2,5,14). 

 

Comece o orar e a agradecer a Deus por receber o Dom do Espírito Santo. 

ENTREGUE-SE A DEUS

 

Não tenha medo de falar a linguagem do Espírito quando estiver orando e adorando a Deus. Quando orar a Ele de forma audível talvez seus lábios venham a tremer. Renda-se ao Espírito Santo e Ele falará através de você palavras estranhas ao seu entendimento. Isto é um sinal do batismo no Espírito Santo: 

 

“Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo” (Isaías 28:11). 

 

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:4). 

 

SOLICITE AS ORAÇÕES DE OUTROS CRENTES

 

O Espírito Santo pode ser concedido através da imposição de mãos (Atos 8,9,19) ou sem a imposição de mãos (Atos 2,4,10).  Estude estes capítulos que mostra como o Espírito encheu os crentes e que podem ajudá-lo a experimentar o batismo no Espírito Santo.  

TESTE  

  1. Quais são alguns dos propósitos do Espírito Santo na vida do crente? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Dê seis orientações para receber o batismo do Espírito Santo. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual é o sinal físico exterior do batismo do Espírito Santo? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é a verdadeira evidência do batismo do Espírito Santo? Dê uma referência bíblica que confirme sua resposta. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual é o significado do termo “fruto” do Espírito Santo? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Liste o fruto do Espírito Santo que deve estar na vida do crente. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quais são alguns dos propósitos dos dons do Espírito Santo? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Diga o porque desta frase ser falsa: “Nem todos os dons do Espírito Santo são para nós hoje. Alguns deles foram somente para a igreja primitiva.”  

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quais são as quatro principais objeções que algumas pessoas têm contra o sinal de falar em outras línguas? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Algum destas objeções são válidas ou baseadas nas Escrituras? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL 

 

Este capítulo apresentou o estudo do Espírito Santo através do tema do batismo no Espírito Santo. Prossiga seu estudo do Espírito Santo com o seguinte esboço: 

 

A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO  

  • Ele é chamado Deus: Atos 5:3-4 
  • Onipresente:  Ele está presente em todo o lugar. Salmos 139:7 
  • Onisciente:  Ele conhece todas as coisas. 1 Coríntios 2:10-11 
  • Onipotente:  Ele tem todo o poder. Atos 1:8 
  • Eterno:  Ele não tem fim. Hebreus 9:14 
  • Igual com o Pai e o Filho: Mateus 3:16-17 

 

 

A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

  

  • Ele tem uma mente: Romanos 8:27 
  • Esta mente é inteligente: 1 Coríntios 2:10-11 
  • Ele perscruta a mente humana:  1 Coríntios 2:10 
  • Ele tem uma vontade:  1 Coríntios 12:11 
  • Ele guia e direciona: Atos 16:6-7,10 
  • Ele fala:  Atos 8:29 
  • Ele ama:  Romanos 15:30 
  • Ele se entristece:  Efésios 4:30 
  • Ele intercede: Romanos 8:26 

 

UMA NATUREZA SENSÍVEL 

 

O Espírito Santo tem uma natureza sensível.  Devemos ter cuidado para não:  

  • Mentir ao Espírito Santo: Atos 5:3-4 
  • Resistir ao Espírito Santo: Atos 7:51 
  • Extinguir o Espírito Santo: 1 Tessalonicenses 5:19 
  • Provocar o Espírito Santo: Salmos 78:40 
  • Insultar o Espírito Santo: Hebreus 6:4-6 
  • Irritar o Espírito Santo:  Isaías 63:10 
  • Blasfemar contra o Espírito Santo: Mateus 12:31-32 

 

NOMES E TÍTULOS DO ESPÍRITO SANTO

  

Os nomes e títulos do Espírito Santo nos dão um conhecimento maior de Sua natureza e de Seu propósito. Ele é chamado: 

 

  • O Espírito de Deus:   1 Coríntios 3:16 
  • O Espírito de Cristo: Romanos 8:9 
  • O Espírito Eterno: Hebreus 9:14 
  • O Espírito da Verdade:  João 16:13; 14:26 
  • O Espírito da Graça: Hebreus 10:29 
  • O Espírito da Vida: Romanos 8:2 
  • O Espírito de Glória: 1 Pedro 4:14 
  • O Espírito de Sabedoria e Revelação:  Efésios 1:17 
  • O Consolador: João 14:26 
  • O Espírito da Promessa:  Atos 1:4-5 
  • O Espírito de Santidade:  Romanos 1:4 
  • O Espírito de Fé:  2 Coríntios 4:13 
  • O Espírito de Adoção: Romanos 8:15 

 

SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Os seguintes símbolos são usados na Bíblia para representar o Espírito Santo: 

■ A Pomba:      João 1:32 
■ Óleo:     Lucas 4:18 
■ Água:     João 7:37-39 
■ O Selo:     Efésios 1:13 
■ Vento:     João 3:8 
  • Rios:  

Fogo: que significa:  

  João 7:38-9 
Presença do Senhor:     Êxodo 3:2 
Aprovação:     Levítico 9:24 
Proteção:     Êxodo 13:21 
Purificação:      Isaías 6:1-8 
O dom do Espírito Santo:     Atos 2:3 
Julgamento:      Hebreus 12:29 

CAPÍTULO 7

Imposição de Mãos 

 

OBJETIVOS

 

Ao completar este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o Versículo-Chave de memória. 
  • Definir o que é imposição de mãos. 
  • Identificar o propósito da imposição de mãos na época do Antigo Testamento. 
  • Identificar o propósito da imposição de mãos na época do Novo Testamento. 
  • Listar as qualificações para o ministério da imposição de mãos. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Entretanto, demoraram-se ali muito tempo, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a palavra de sua graça, concedendo que, por mão deles, se fizessem sinais e prodígios” (Atos 14:3).  

 

INTRODUÇÃO 

 

A doutrina da imposição de mãos é o quarto princípio no fundamento da fé cristã. A imposição de mãos é um ato no qual uma pessoa coloca suas mãos sobre outra pessoa com um definitivo propósito espiritual. A imposição de mãos é seguida por uma oração ou uma profecia. 

 

O REGISTRO DO ANTIGO TESTAMENTO 

 

A imposição de mãos no Antigo Testamento foi usada com o seguinte propósito: 

 

  1. Transferência de benção espiritual ou autoridade. [Transferência significa que algo espiritual flui daquele que está impondo as mãos para o que está sendo tocado.] 
  2. Confirmação pública de uma benção espiritual ou autoridade recebida de Deus. 
  3. Compromisso para com Deus para um ministério especial. 

 

Três exemplos no Antigo Testamento ilustram estes propósitos da imposição de mãos: 

 

ISRAEL

 

Gênesis 48  é o primeiro registro da imposição de mãos para um proveito espiritual.   José tomou consigo a seus dois filhos, Efraim e Manasses, e os levou a seu pai para abençoá-los (Gênesis 48.14). 

 

A benção de Jacó foi transferida para seus dois netos ao colocar suas mãos sobre suas cabeças. 

OS LEVITAS

 

Os Levitas foram ordenados por Deus para servir a congregação de Israel como líderes espirituais. Nesta posição eles representavam o povo diante de Deus. A imposição de mãos foi a confirmação para o povo da autoridade dos Levitas diante de Deus: 

 

“Quando, pois, fizerem chegar os Levitas perante o SENHOR, os filhos de Israel porão as mãos sobre eles” (Números 8:10). 

 

MOISÉS:  

Quando Moisés estava no fim de seu ministério terrestre, ele pediu ao Senhor para indicar um novo líder sobre Israel: 

 

“Disse o SENHOR a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as mãos; apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e dá-lhe, à vista deles, as tuas ordens. Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. Fez Moisés como lhe ordenara o SENHOR, porque tomou a Josué e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e lhe impôs as mãos e lhe deu as suas ordens, como o SENHOR falara por intermédio de Moisés” (Números 27:18-20,22-23). 

 

Os resultados desta imposição de mãos estão registrados em Deuteronômio 34:9. 

 

A imposição de mãos de Moisés sobre Josué foi importante tanto para o próprio Josué como para a congregação de Israel. Por este ato, Moisés transferiu para Josué uma medida de sabedoria e honra que ele havia recebido de Deus. Moisés também confirmou ao povo a escolha de Josué por Deus como o novo líder. 

 

O REGISTRO DO NOVO TESTAMENTO 

 

Cinco propósitos gerais para a imposição de mãos no Novo Testamento. 

 

SINAIS SOBRENATURAIS

 

Jesus praticou a imposição de mãos em Seu ministério: 

 

“…Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos” (Marcos 6:5). 

 

“Ao pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava. Impondo as mãos sobre cada um” (Lucas 4:40). 

 

“E, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus” (Lucas 13:13). 

 

Em Sua última mensagem aos discípulos no final de Seu ministério terrestre, Jesus listou os sinais sobrenaturais que iriam acompanhar a pregação do Evangelho:  

 

“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, 

expelirão demônios; falarão novas línguas;pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16:17-18). 

 

Um destes sinais sobrenaturais foi a imposição de mãos através da qual Deus curaria o enfermo e operaria outros milagres. Marcos 16:17-18 confirma que esta prática era para continuar após o término do ministério de Cristo na terra. 

 

A imposição de mãos em nome de Jesus é usada para ministrar cura ao enfermo. A pessoa que impõe suas mãos em alguém que está doente transfere a cura sobrenatural e poderosa de Deus. Às vezes o enfermo realmente sente o poder de Deus em seu corpo. Outra vezes não há nenhum sentimento físico, mas isto não significa que a cura não ocorre.  A imposição de mãos é um ato de fé e obediência a Palavra de Deus. Sua efetividade não depende de sentimentos ou emoções. 

 

O tempo para a cura ser efetuada varia muito. Às vezes a cura completa é recebida instantaneamente na ocasião da imposição de mãos. Outras vezes a cura vem gradualmente (Marcos 8:22-25). É importante instruir aqueles que estão desejosos da cura concernente a importância de manter a fé até que a cura seja completada.    

 

O livro de Atos registra como Deus usou a imposição de mãos pelos crentes para operar milagres, curas e outros sinais sobrenaturais confirmando Sua Palavra (Atos 14:3; 5:12; 9:17; 19:11; 28:8). 

 

BATISMO DO ESPÍRITO SANTO: 

 

Outro propósito da imposição de mãos é o batismo do Espírito Santo. Há cinco exemplos registrados no livro de Atos pelos quais a pessoas receberam o batismo no Espírito Santo. O primeiro exemplo é aquele dos discípulos na casa em Jerusalém no dia de Pentecostes. Você pode ler sobre isto em Atos 2:1-4. Um outro exemplo são os novos convertidos em Samaria em Atos 8:14-20; Saulo de Tarso em Atos 9:17; Cornélio e sua família em Atos 10:44-46; e os discípulos em Éfeso em Atos 19:1-6. 

 

Em três destes exemplos o batismo do Espírito Santo foi ministrado a outros crentes através da imposição de mãos: 

 

  • Atos 8:18 declara que “através da imposição de mãos dos apóstolos o Espírito Santo foi concedido.” 
  • Em Damasco, Ananias pôs suas mãos sobre Saulo, que recuperou sua visão e foi cheio do Espírito Santo. 
  • Em Éfeso, os discípulos para quem Paulo ministrou receberam o Espírito Santo após Paulo impor suas mãos sobre eles. 

 

A imposição de mãos não é o único modo das pessoas receberem o batismo no Espírito Santo. Em Jerusalém e na casa de Cornélio as pessoas receberam a experiência sem a imposição de mãos. Mas há base Bíblica para que o batismo do Espírito Santo seja ministrado através da imposição de mãos. 

 

TRANSMITIR OS DONS ESPIRITUAIS: 

 

Outro propósito para a imposição de mãos é transmitir os dons espirituais. Paulo escreve a Timóteo: 

 

“Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (1 Timóteo 4:14). 

 

Paulo refere-se novamente a experiência espiritual de Timóteo: 

 

“Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos” (2 Timóteo 1:6). 

 

A imposição de mãos foi unificada com o dom da profecia para direcionar, encorajar, e fortalecer Timóteo no cumprimento do seu ministério dado por Deus. 

 

COMISSIONAR OS OBREIROS CRISTÃOS

 

Outro propósito da imposição de mãos é comissionar os obreiros Cristãos. “Comissionar” significa autorizar, designar, ou enviar em uma missão. Quando os líderes espirituais estavam esperando perante o Senhor em Antioquia… 

 

“…disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre” (Atos 13:2-4). 

 

A Bíblia indica que Deus já havia falado particularmente a Paulo e Barnabé sobre a obra que Ele queria que eles realizassem. A revelação pública foi uma confirmação do chamado que eles já haviam recebido. 

 

Os líderes não enviaram Paulo e Barnabé em suas missões imediatamente. Eles gastaram algum tempo jejuando e orando. Os dois só foram enviados após a imposição de mãos pelos líderes da igreja. 

 

Paulo também impôs as mãos sobre Timóteo para comissioná-lo ao seu ministério (2 Timóteo 1:6). 

 

A prática de imposição de mãos para delegar os obreiros cristãos não era usada abertamente pelos missionários e ministros. A marca dos primeiros diáconos (Atos 6:1-6) foi acompanhada pela imposição de mãos: 

 

O serviço para o qual estes homens foram designados na igreja de Jerusalém veio a ser conhecido pelo título de “diácono”. O método para indicar os diáconos está descrito em Atos 6:3-6. Os apóstolos deram ao povo a responsabilidade para escolher homens qualificados para cumprir o serviço. 

 

Estes homens eram trazidos diante dos apóstolos que impunham as mãos sobre eles e oravam. Por este ato os apóstolos demonstravam que estes homens estavam qualificados para exercerem o ofício. Os apóstolos os designavam a Deus para a tarefa a qual eles eram escolhidos e transmitiam a eles uma medida de seus conhecimentos espirituais necessários para a tarefa. 

 

DEDICAR CRIANÇAS 

 

Não é bíblico batizar crianças, pois elas não podem se arrepender ou crer em relação as obrigações antes do batismo. Mas através da imposição de mãos, as crianças podem ser dedicadas a proteção, direção e bênçãos de Deus: 

 

“Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava” (Marcos 10:16). 

 

CUIDADO ESPECIAL 

 

O Novo Testamento faz uma ressalva em relação a imposição de mãos: 

 

“A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro” (1 Timóteo 5:22).     

 

Porque ocorre um ato de transferência espiritual quando se impõe as mãos sobre alguém, é sábio ser cauteloso no uso desta prática. Se a pessoa que impõe as mãos não está bem espiritualmente, a prática não é efetiva. A Bíblia é clara sobre quem está qualificado para impor as mãos sobre outro para transmitir benefícios espirituais:  

 

CRENTES:  

Os crentes podem impor as mãos sobre outros: 

 

“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem…se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Marcos 16:17-18). 

 

As qualificações dos verdadeiros crentes foram discutidas nos capítulos anteriores no ensinamento do princípio de arrependimento de obras mortas e de fé para com Deus. 

 

APÓSTOLOS E DISCÍPULOS

 

“Vendo, porém, Simão que pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo…” (Atos 8:18). 

 

“Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos…e fiques cheio do Espírito Santo” (Atos 9:17). 

 

Os Apóstolos e os Discípulos eram homens nomeados e ungidos de Deus. Eram crentes maduros e exemplos de líderes qualificados. 

 

MEMBROS DO PRESBITÉRIO

 

“…com a imposição de mãos do presbitério” (1 Timóteo 4:14). 

 

Os mais altos padrões para um presbítero, também conhecido como ancião, estão registrados em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:6-9. 

 

SUMÁRIO 

 

Os cinco propósitos para a imposição de mãos no Novo Testamento são: 

 

  • Sinais sobrenaturais 
  • Batismo do Espírito Santo 
  • Transmitir dons espirituais 
  • Comissionar obreiros Cristãos 
  • Dedicação de crianças 

 

Compreender e usar a imposição de mãos é importante porque Jesus indicou a prática como sendo parte do ministério da Igreja. 

 

A imposição de mãos é uma prática espiritual esquecida em muitas igrejas hoje em dia.  Mas… 

 

  • Considere o impacto na divulgação do Evangelho se todo crente fosse efetivo na imposição de mãos para curas e milagres. 
  • Considere o impacto na divulgação do Evangelho se os dons espirituais estivessem sendo transmitidos e os obreiros Cristãos sendo comissionados com base na imposição de mãos.   

 

 

TESTE 

 

  1. Dê três exemplos no Antigo Testamento sobre a imposição de mãos. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________ 

 

  1. Dê cinco propósitos para a imposição de mãos revelados no Novo Testamento. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória.1 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Dê uma referência bíblica que confirma que a imposição de mãos deva continuar após Jesus subir aos céus.

 

  1. Defina “imposição de mãos”. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quem a Bíblia especificamente nomeia como qualificado para a prática de imposição de mãos? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Se a frase for VERDADEIRA escreva V no espaço em branco.  Se for FALSA, escreva F. 

 

a._____ se nenhuma sensação de poder é experimentada quando é realizada a imposição de mãos, então não foi efetiva. 

b._____ a imposição de mãos pode ser usada para comissionar os obreiros Cristãos. 

c._____ a Bíblia ensina que qualquer um está qualificado para impor as mãos sobre outro. 

d._____ a imposição de mãos é o único modo para uma pessoa receber o batismo do Espírito Santo. 

e._____ dons espirituais podem ser transmitidos pela imposição de mãos. 

f._____ a imposição de mãos não deve ser usada com crianças porque elas não a compreendem. 

 

 

PARA ESTUDO ADICIONAL 

 

Estude os milagres realizados por Jesus durante Seu ministério terrestre. Observe como e quando Ele usou a imposição de mãos para transmitir bênçãos espirituais. 

 

TRAZENDO DA MORTE PARA A VIDA: 

 

A filha de Jairo:     Mateus 9:18-19, 23-25 
O filho da viúva:     Lucas 7:11-15 
Lázaro:  

 

CURANDO: 

 

  João 11:1-44 
O leproso:     Mateus 8:2-3 
O criado de um Centurião:     Mateus 8:5-13 
A sogra de Pedro:     Mateus 8:14-15 
Os endemoninhados Gadarenos:    Mateus 8:28-34 
O homem paralítico:      Mateus 9:2-7 
A mulher com hemorragia:     Mateus 9:20-22 
Os cegos:     Mateus 9:27-31 

  O mudo endemoninhado:   Mateus 9:32-33 

O homem da mão ressequida: Mateus 12:10-13 

O homem cego, mudo e endemoninhado: Mateus 12:22 

A mulher Cananéia:    Mateus 15:21-28 

O jovem possesso:  Mateus 17:14-18 

Cegos:   Mateus 20:29-34 

O homem surdo e mudo: Marcos 7:31-37 

O homem com um espírito imundo: Marcos 1:23-26 

O cego de Betsaida:  Marcos 8:22-26 

A mulher encurvada:  Lucas 13:11-13
O homem hidrópico:       Lucas 14:1-4 
Os dez leprosos:       Lucas 17:11-19 
O filho do oficial:       João 4:46-54 
O homem paralítico:       João 5:1-9 
O cego de nascença:       João 9 

 

(Jesus nunca usou uma mesma sequência de milagres. Deus trabalha de várias maneiras para realizar sinais milagrosos a fim de confirmar Sua Palavra. A imposição de mãos é apenas um dos métodos que Deus utiliza.)  

 

CAPÍTULO 8

Ressurreição dos Mortos: Parte I   

 

OBJETIVOS:  

Ao completar este capítulo você será capaz de: 

 

  • Escrever os Versículos-Chave de memória. 
  • Definir a palavra “ressurreição”. 
  • Distinguir entre as ressurreições do passado, presente e futuro. 
  • Descrever a atual ressurreição espiritual dos crentes em Jesus Cristo.
  • Descrever a ressurreição de Jesus. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (João 11:25-26).   

 

INTRODUÇÃO 

 

Há duas outras doutrinas fundamentais da fé Cristã. Estas são a ressurreição dos mortos e o juízo eterno. No estudo destas duas doutrinas, a Bíblia nos leva à revelação além do tempo presente para o futuro da eternidade. 

 

Pelo ato da criação, Deus levou o presente mundo a estar em ordem com o tempo incluindo passado, presente, e futuro (Gênesis 1). Algum dia Deus levará este mundo presente a um final e o tempo, como agora o conhecemos, não existirá mais. 

 

A Bíblia revela que para o mundo, como um todo, o final dos tempos virá num momento especial ordenado por Deus. Há muitos eventos que vão acontecer no mundo neste final dos tempos. Somente Deus sabe o exato momento destes acontecimentos. 

 

Como indivíduos, no entanto, um momento espera cada um de nós quando “a hora não tardará”. Este momento é quando chegarmos ao fim de nossa existência aqui na terra e caminharmos para a vida eterna. Para cada pessoa, o fim da vida física é o final dos tempos. 

 

Há alguns mistérios cercando o fim dos tempos e a eternidade que a Bíblia não explica. Mas a doutrina da “ressurreição dos mortos” fornece algum conhecimento sobre o final dos tempos e a eternidade que vem em seguida.  

Este capítulo apresenta a doutrina da ressurreição dos mortos. As ressurreições no passado, presente, e futuro mencionadas no Novo Testamento são definidas e as ressurreições no passado e no presente são examinadas. A futura ressurreição dos mortos é examinada no capítulo seguinte. 

DEFINIÇÃO 

 

O significado da palavra “ressurreição” é elevação ou ascensão. Isto significa elevar ou ascender dos mortos. 

 

TRÊS RESSURREIÇÕES  

Há três ressurreições identificadas no Novo Testamento:  

Passado A ressurreição de Jesus Cristo.  

Presente: A ressurreição espiritual dos crentes em Jesus Cristo. 

Futuro A ressurreição  futura de todos que estão nas sepulturas.  


A RESSURREIÇÃO 

 

Jesus Cristo ressuscitou dos mortos pelo poder de Deus (1 Coríntios 15:14-19). 

 

Através de Jesus o crente experimenta a presente ressurreição espiritual. Através dele a futura ressurreição dos mortos de suas sepulturas acontecerá. 

 

A Bíblia confirma que Jesus é a “ressurreição”, Aquele que vivifica o que está morto: 

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morto, viverá” (João 11:25). 

 

“Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante” (1 Coríntios 15:45). 

 

“E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2 Timóteo 1:10). 

 

PASSADO:  A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO 

 

PROFECIA DO ANTIGO TESTAMENTO

 

O Antigo Testamento profetizou o nascimento de Jesus Cristo, Sua morte pelos pecados da humanidade, e Sua ressurreição. Davi mencionou a ressurreição de Jesus: 

 

“Sendo, pois, profeta [David] e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo…” (Atos 2:30-31 – American Standard Version). 

 

“Muitos versículos na Bíblia confirmam a ressurreição de Jesus no terceiro dia após Seu sepultamento” (1 Coríntios 15:20; Mateus 28:1,5-7). 

 

O “Estudo Adicional” no final deste capítulo lista muitas outras referências confirmando a ressurreição de Jesus. 

 

APARIÇÕES:  

Jesus foi visto por várias pessoas após Sua ressurreição (Atos 1:3; 1 Coríntios 15:5-8). 

 

SEU CORPO EM RESSURREIÇÃO 

 

Após Sua ressurreição, Jesus preocupou-Se em provar que tinha um corpo verdadeiro e que era a mesma pessoa que havia sido crucificada. A prova disto estava em Suas mãos, pés e no Seu lado, que ainda tinham as marcas dos pregos e da lança. 

 

Por outro lado, Seu corpo havia experimentado importantes mudanças. Não estava mais sujeito às limitações do corpo mortal. Ele podia agora aparecer e desaparecer quando assim o desejasse. Ele podia entrar em uma sala com as portas trancadas e podia transitar livremente entre o Céu e a terra. (João 20:19). 

 

Antes de Sua morte e ressurreição, durante uma conversa com alguns líderes religiosos de Israel…  

“…Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (João 2:19-21).  

Jesus não estava falando sobre o templo em Jerusalém. Ele estava se referindo ao Seu próprio corpo como um templo. Após a morte e sepultamento de Jesus, quando as mulheres entraram no túmulo para ungir Seu corpo, elas “não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Lucas 23:55-24:3).  Quando Jesus apareceu a Seus discípulos Ele os permitiu que tocassem nas marcas dos pregos e da lança para provar que era Ele mesmo (Lucas 24:36-40; João 20:27-28). 

 

A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO 

 

Por quê a doutrina da ressurreição de Jesus Cristo é tão importante para a fé cristã? 

 

“E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé” (1 Coríntios 15:13-14) 

 

Crer na ressurreição de Jesus Cristo é necessário para tornar-se um verdadeiro crente (Romanos 10:9). 

 

Paulo apresenta a ressurreição de Jesus como parte do Evangelho (1 Coríntios 15:1-4). 

 

A ressurreição confirma que Jesus Cristo é o Filho de Deus: (Romanos 1:4). 

 

A ressurreição confirma que Jesus é um ser supremo: (Efésios 1:20-23). 

 

A ressurreição  confirma que os crentes são justificados: (Romanos 4:25). 

 

A ressurreição significa que a morte foi derrotada: (Hebreus 2:14). 

 

Por causa da ressurreição  de Jesus, os crentes também ressuscitarão e terão novos corpos

(1 Coríntios 15:51-52; Filipenses 3:21). Estudaremos mais sobre a ressurreição dos mortos no capítulo seguinte. 

 

Através da ressurreição há uma nova vida para os crentes

 

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1:3). 

 

PRESENTE: A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES 

 

A Bíblia fala da ressurreição presente dos crentes. Isto significa que aqueles que uma vez estavam espiritualmente mortos em pecados estão agora espiritualmente vivos através de Jesus Cristo: 

 

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo…” (Efésios 2:1,5). 

 

“E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos” (Colossenses 2:13). 

 

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). 

 

O SINAL EXTERIOR DA RESSURREIÇÃO: 

 

O batismo nas águas é um sinal exterior da morte da vida antiga de pecados e a ressurreição espiritual do crente em Jesus Cristo. Mas não é só o batismo nas águas que confirma a ressurreição espiritual do crente. É a nova vida que ele vive:  

“Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Romanos 6:4,5).  

EVIDÊNCIAS DESTA RESSURREIÇÃO: 

 

Jesus deu muitas evidências de Sua ressurreição. Estas incluem o túmulo vazio, a mensagem dos anjos, e Sua visíveis aparições após Sua ressurreição. Há também evidências que confirmam a ressurreição espiritual dos crentes. Elas incluem o seguinte: 

 

Morte Para O Pecado Resultando Em Uma Nova Vida

 

A ressurreição espiritual resulta na morte para o pecado. O crente não vive mais como vivia antes.  Ele está morto para as iniqüidades do mundo e vivo em Jesus: 

 

“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Romanos 6:11).  

 

Um Novo Senhor

 

A ressurreição  espiritual torna Jesus o senhor de nossa vida. Em vez de viver para si próprio, você vive para servir a Jesus: 

 

“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5:15). 

 

Uma Vida Com Novos Propósitos

 

Uma nova vida com novos propósitos resulta da ressurreição espiritual. Em vez de se preocupar-se com coisas temporais do mundo tais como ganhos materiais, ambição, etc., a atenção dos crentes é voltada para coisas eternas: 

 

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui na terra” (Colossenses 3:1-2).   

SUMÁRIO 

 

A ressurreição de Jesus (passado) e a ressurreição espiritual dos crentes (presente) são duas das três ressurreições mencionadas no Novo Testamento. A outra é a ressurreição futura de todos os mortos. Isto é tratado no próximo capítulo.  

 

TESTE 

 

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Defina a palavra “ressurreição”. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são as três ressurreições registradas no Novo Testamento? 

 

Passado:________________________________________________________________ 

Presente:_______________________________________________________________ Futuro:_________________________________________________________________

  1. Dê a referência bíblica para confirmar para o que segue: 

 

  1. Que o Antigo Testamento profetizou a ressurreição de Jesus: __________________________________________________________________ 
  2. Que Jesus ressuscitou dos mortos: ______________________________________ 
  3. Que Ele apareceu para algumas pessoas após Sua ressurreição: ______________________________________________________ 
  4. Que Ele tinha o mesmo corpo, todavia sem limitações humanas: ____________________  
  1. Por que crer na ressurreição  de Jesus Cristo é importante? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual é o significado para “presente ressurreição  espiritual dos crentes”? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quais são as evidências da ressurreição  espiritual do crente discutidas neste capítulo? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual ato exterior significa a ressurreição espiritual do crente?_________________________ 

_________________________________________________________________________ 

PARA ESTUDO ADICIONAL (PARA CASA)

 

Estude as seguintes referências para expandir seus conhecimentos sobre a ressurreição de Jesus.  

Mateus 28 ,   Marcos 16 , lucas 24,   João 20  

Os versículos seguintes também fornecem informação adicional sobre a ressurreição de Jesus:  

Atos 1:22; 2:24,32; 3:15,26; 4:10,33; 5:30; 10:40,41; 13:30-33,34,37; 17:18,32 

Romanos 1:4; 4:24; 6:5; 8:11,34,     Coríntios 6:14; 15:12-58 , Coríntios 4:14,  gálatas 1:1, Filipenses 3:10 Efesios 1:20 Tessalonicenses 1:10 ,   Timóteo 2:8 , 1 Pedro 1:3

CAPÍTULO 9

A Ressurreição dos Mortos:  Parte II  

 

OBJETIVOS:  

Ao terminar este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o Versículo-Chave de memória. 
  • Descrever a futura ressurreição dos mortos.  
  • Distinguir as ressurreições do justo e do ímpio. 
  • Explicar como a morte e a ressurreição de Jesus afeta o destino da alma humana.  

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

 

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:16-17). 

 

INTRODUÇÃO 

 

No capítulo anterior o termo “ressurreição” foi definido e três ressurreições mencionadas no Novo Testamento foram identificadas. A ressurreição de Jesus (passado) e a presente ressurreição do crente em Jesus foram discutidas em detalhes. 

 

Este capítulo explica a ressurreição futura de todos aqueles que estão na sepultura. A ressurreição futura na verdade será duas ressurreições separadas, uma do justo e outra do ímpio. Este capítulo também explica como a morte e a ressurreição de Jesus afetou o destino da alma humana. 

 

Visto que este capítulo refere-se a eventos futuros, ele trata com as profecias sobre o final dos tempos e a eternidade. Se você não está familiarizado com as profecias bíblicas então você deve examinar a seção “Estudo Adicional” deste capítulo. Ela fornece um esboço dos eventos futuros revelados na Palavra de Deus. 

 

FUTURO: A RESSURREIÇÃO DE TODOS QUE ESTÃO NA SEPULTURA 

 

A Bíblia revela duas coisas sobre todos os seres humanos: 

 

  1. Todos experimentarão a ressurreição da morte.  
  2. Todos experimentarão o julgamento. 

 

Jesus disse a respeito da ressurreição futura: 

 

“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28-29). 

 

O apóstolo Paulo também escreve sobre esta ressurreição: 

 

“Porque, assim como, em Adão, todos morreram, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:22). 

 

Por causa do pecado original de Adão, a morte passou a todos os homens. Por causa da ressurreição de Jesus, todos os homens morreram fisicamente e mais tarde serão ressuscitados. 

 

EXCEÇÕES PARA A RESSURREIÇÃO 

 

Os que nunca morrerem não precisarão ser ressuscitados dentre os mortos.  

Paulo escreveu: 

 

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (1 Coríntios 15:51-53). 

 

Quando Paulo diz “nem TODOS dormiremos” ele quer dizer todos os verdadeiros crentes que estarão vivos no tempo do retorno de Cristo para Sua Igreja. 

 

Estes crentes nunca experimentarão a morte. Eles serão arrebatados para encontrar Jesus e estarão reunidos com os Cristãos ressuscitados que ressuscitarão de suas sepulturas. 

 

DESTINO DOS MORTOS 

 

Há muito sobre o período entre a morte física e a ressurreição que não é revelado na Bíblia, mas três coisas são claras: 

 

  1. Na hora da morte há uma separação entre o corpo e o espírito e a alma. O corpo é colocado na sepultura, mas a alma e o espírito continuam a existir eternamente. 

 

  1. Os espíritos e as almas daqueles que foram justos vão para um lugar diferente daqueles que foram ímpios. 

 

  1. O destino dos justos antes da morte de Jesus era diferente do destino após a Sua morte. 

 

Jesus revelou o que acontece após a morte através da história de um mendigo chamado Lázaro (Lucas 16:22-26). 

 

Na morte, o corpo natural retorna para a terra (Gênesis 3:19b). 

 

A alma e o espírito do homem entram em uma nova existência na eternidade. Há ainda uma personalidade, reconhecimento de uma pessoa por outra, e o consciência da condição presente. O destino dos espíritos dos justos é diferente do destino dos espíritos dos ímpios.  

Tanto Lázaro como o homem rico foram para um lugar chamado em hebraico de “Sheol” e em grego de “Hades”. (A maior parte do Antigo Testamento foi escrita originalmente em hebraico. O Novo Testamento foi escrito em grego). 

 

Mas o destino dos dois homens foi diferente. O rico foi para um lugar de tormentos chamado inferno. Lázaro estava num lugar de descanso. Entre estes dois lugares havia um abismo que ninguém podia passar de um lado para o outro. 

 

Se o abismo não pode ser cruzado, então isto quer dizer que não há como mudar o destino eterno da alma após a morte. Por causa disto, não tem nenhum valor orar pelos mortos. A decisão de aceitar ou rejeitar Jesus como Salvador deve ser feita durante esta vida. É esta decisão que determina o destino de sua alma.  

O lugar de descanso para os justos que morreram foi chamado de “Seio de Abraão”.  Isto significa que era um lugar para aqueles que seguiram a mesma fé de Abraão em servir o Deus verdadeiro.  

APÓS A RESSURREIÇÃO DE JESUS

 A história de Lázaro e do rico revela o que aconteceu às almas dos que morreram antes da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Após Sua ressurreição, o destino das almas dos ímpios permaneceu a mesma, mas o destino das almas dos justos mudou. 

 Quando Jesus morreu Ele disse: “Pai, em tuas Mãos entrego meu espírito”.  Seu corpo desceu à sepultura mas o destino de Seu espírito foi decidido por Deus. A Bíblia revela o que aconteceu ao espírito de Jesus após Sua morte: 

 

“Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até as regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas” 

(Efésios4:9-10). 

 

Antes de Sua morte, Jesus disse ao ladrão moribundo que arrependeu-se: 

 

“…hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). 

 

O espírito de Jesus desceu ao “Sheol”, o lugar dos mortos. Primeiro Ele foi ao lugar dos espíritos justos. Este é  chamado de “paraíso” ou “Seio de Abraão”. 

 

Do paraíso, Jesus foi à área do “Sheol” reservada aos espíritos dos ímpios. Isto foi necessário para Ele poder completar a obra de expiação pelos pecados da humanidade. Ele tinha que sofrer as penas físicas e espirituais do pecado. A pena física foi a morte física. A pena espiritual foi a separação de Deus que é chamada de morte espiritual. Jesus experimentou o “Sheol”. 

 

Então o espírito de Jesus subiu do “Sheol” de volta ao mundo. Naquele momento, Seu corpo que havia sido colocado sem vida na sepultura, estava livre da morte. Sua alma, espírito, e corpo estavam reunidos para formar uma personalidade completa. Como aprendemos no capítulo anterior, Jesus apareceu de forma visível à muitos na terra antes de retornar aos céus. 

 

UM NOVO PADRÃO 

 

Os acontecimentos entre a morte e a ressurreição de Jesus dá um novo padrão ao destino das almas dos justos. Antes da ressurreição de Jesus, os que morriam em Cristo iam para o paraíso. Após a morte e ressurreição de Jesus, os espíritos dos justos ascendem diretamente à presença de Deus. Isto está confirmado no relato sobre a morte de Estevão (Atos 7:55-56,59-60). 

 

Momentos antes da morte, Estevão viu uma visão de Jesus no Céu à direita de Deus. Suas palavras, “Senhor Jesus receba meu espírito”, indica que ele sabia que imediatamente após a morte sua alma e seu espírito iriam diretamente ao Céu. 

 

O apóstolo Paulo também confirma isto em 2 Coríntios 5:6,8. 

 

Paulo disse que a ausência do corpo (morte) é lucro (Filipenses1:21-24). 

 

Em acréscimo ao novo destino do justo após sua morte, Jesus estabeleceu um novo padrão que deve ser seguido por todos os homens: 

 

  1. Na morte, o espírito e a alma do homem vão para o mundo dos mortos. Os justos subirão para a presença de Deus. Os ímpios irão para um lugar de tormentos [inferno]. 

 

  1. Na hora da ressurreição, o corpo se levantará novamente da morte e se unirá com o espírito e com a alma.  

 

A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS:  TRÊS ESTÁGIOS 

 

O apóstolo Paulo descreve a ressurreição dos mortos em três estágios. 

 

PRIMEIRO:  

 

A primeira ressurreição dos mortos foi a de Jesus (1 Coríntios 15:22-24). 

 

A primeira ressurreição foi a de Jesus. Isto é o que significa a frase “Cristo, as primícias”. Há outras duas ressurreições dos mortos que ocorrerão no futuro. Estas são as ressurreições do justo e do injusto (Atos 24:15). 

A Bíblia também chama estas duas ressurreições de a ressurreição da vida e a ressurreição do juízo (João 5:25,28-29). 

 

SEGUNDO

 

A ressurreição da vida acontecerá quando Jesus retornar para a Sua Igreja. Este acontecimento ressuscitará da morte todos os verdadeiros crentes em Jesus. Isto é chamado de ressurreição dos justos ou ressurreição da vida.  

 

A ressurreição de Jesus foi o primeiro estágio… 

 

A ressurreição dos justos é o segundo estágio… 

 

TERCEIRO

 

O terceiro estágio da ressurreição dos mortos é chamado “o fim”. Esta ressurreição  ocorrerá no final do reino terrestre de Cristo de mil anos de paz. Esta ressurreição é chamada de ressurreição dos injustos ou “ressurreição  para o juízo”. 

 

RESUMINDO

 

O quadro que segue resume o que você aprendeu sobre os três estágios da ressurreição dos mortos:                    

Ressurreição Dos Mortos 

 

Estágio Um: Ressurreição de Jesus Cristo 

 

Estágio Dois:  Ressurreição dos Justos (Ressurreição da Vida) 

 

Estágio Três: Ressurreição  do Injusto (Ressurreição do Juízo)

 Você já estudou a ressurreição de Jesus. Agora você estudará as ressurreições dos justo e dos injustos. 

 

A RESSURREIÇÃO DO JUSTO 

 

Paulo disse que os que estão no segundo estágio da ressurreição são “Os que estão em Cristo”. Isto significa aqueles que se arrependeram de suas obras mortas e pela fé aceitaram Jesus como Salvador. Paulo disse que esta ressurreição dos crentes acontecerá no momento em que Cristo voltar. A principal passagem no Novo Testamento que descreve esta ressurreição da vida [dos justos]  é encontrada em 1 Tessalonicenses 4:13-18. 

 

O propósito do ensino de Paulo é confortar os crentes a respeito dos outros Cristãos que já morreram [“os que dormem”]. Sua mensagem assegura que todo crente verdadeiro ressuscitará. 

 

Quando Jesus retornar, dois grandes acontecimentos ocorrerão na terra: 

 

  1. Todos os crentes fiéis que já morreram ressuscitarão, recebendo novos corpos, que se unirão as suas almas e seus espíritos. 

 

  1. Todos os crentes que permanecerem vivos na terra naquele momento experimentarão uma rápida transformação em seus corpos. 

 

Tanto os ressuscitados quanto os vivos no momento da volta de Cristo serão arrebatados da terra pelo poder de Deus para os ares e, daquele momento em diante, estarão para sempre com o Senhor. 

 

O livro do Apocalipse fornece um registro adicional sobre a ressurreição dos justos: 

 

“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos” (Apocalipse 20:4-6). 

 

A ressurreição nesta passagem é de crentes que morrem como mártires durante a tribulação. Eles serão ressuscitados antes do Reino de Cristo ser estabelecido na terra.  Esta passagem revela que a ressurreição do justo, que é chamada de primeira ressurreição, é completada antes do arrebatamento deste último grupo de crentes. 

 

NOVOS CORPOS PARA OS CRENTES 

 

A Bíblia revela algumas coisas sobre os novos corpos que os crentes receberão. O novo corpo será: 

 

DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS: 

 

“Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado” (1 Coríntios 15:38). 

 

UM CORPO GLORIOSO

 

“Semeia-se em desonra, ressuscita em glória” (1 Coríntios 15:42b). 

 

UM CORPO ESPIRITUAL

 

“Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual” (1 Coríntios 15:44). 

 

UM CORPO PODEROSO

 

“Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder” (1 Coríntios 15:43).     

 

UM CORPO IMORTAL

 

Isto quer dizer um novo corpo que nunca sofre, envelhece ou morre: 

 

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1 Coríntios 15:52-54). 

 

UM CORPO COMO O DE NOSSO SENHOR

 

“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15:20). 

 

Jesus ressuscitou dos mortos primeiro. Sua ressurreição é comparada com as primícias de uma grande colheita. Esta colheita é a ascensão dos crentes na ressurreição. Nosso corpo ressuscitado será igual ao do Senhor (1 João 3:2; Filipenses 3:21). 

 

A RESSURREIÇÃO DO INJUSTO 

 

A última ressurreição é descrita por Paulo em 1 Coríntios 15:24. Ele a chama de “o fim”.  Esta é a ressurreição do injusto. Quando Jesus completar Seu reino milenar, Deus derrotará todos os Seus inimigos. O último desses inimigos a ser derrotado é a morte. Isto completará o plano de Deus para o mundo: 

 

“Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, 10 De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; ”  Efésios 1:9,10 

Apocalipse capítulo 20 revela como a ressurreição do injusto relaciona-se com as outras partes do plano de Deus. Neste capítulo, o Apóstolo João descreve a tentativa final de Satanás de tirar a autoridade de Deus. Isto acontece no fim do reino milenar de Cristo (Apocalipse 20:7-10). 

 

Durante o reino milenar, Jerusalém será o centro do domínio de Cristo sobre as nações da terra. Satanás será aprisionado durante este tempo. No fim dos mil anos, Satanás será libertado pelo tempo suficiente para liderar uma rebelião final entre as nações dos Gentios. Isto resultará em uma tentativa de atacar Jerusalém. Deus irá intervir com fogo dos céus e a rebelião será vencida. Satanás será arremessado para dentro do lago de fogo eterno para ser atormentado eternamente. 

 

O FIM E A ETERNIDADE 

 

João descreve a ressurreição final de todos os mortos: 

“Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro Livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a Segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20:11-15). 

 

SUMÁRIO… 

 

Todos os verdadeiros crentes que morreram sairão das sepulturas antes do reino milenar de Cristo. Esta é a primeira ressurreição. É a ressurreição do justo para a vida eterna. A maioria daqueles ressuscitados no término do Milênio será dos injustos. Esta é a ressurreição do injusto para a condenação. A Bíblia fala de outro grande acontecimento que acontecerá depois destas ressurreições. Este acontecimento é conhecido como o juízo eterno e é o assunto de estudo do próximo capítulo. 

 

Após o julgamento, o destino dos injustos é o lago de fogo que é chamado na Bíblia de “a Segunda morte”. Os ímpios já experimentaram a morte física. Agora eles experimentarão a segunda morte ou a  separação eterna de Deus. Esta é a morte espiritual ou “segunda morte”. O destino dos justos é a eternidade na presença de Deus. 

 

A MENSAGEM DA RESSURREIÇÃO 

 

A doutrina da ressurreição é uma verdade fundamental da fé Cristã. A mensagem do Evangelho não apenas inclui a vida e morte de Jesus Cristo, mas também a Sua ressurreição. 

 

Os apóstolos pregaram sobre a ressurreição de Jesus e também sobre a ressurreição dos mortos (Atos 4:2; 17:18,32). 

Estes versículos relatam duas reações diferentes do povo à mensagem da ressurreição. Alguns não acreditarão nela. Outros ouvirão a mensagem. Nossa responsabilidade como crentes é divulgar a mensagem da ressurreição como parte do Evangelho.   

 

A pregação do Evangelho estará incompleta sem a doutrina da ressurreição (1 Coríntios 15:14,19-22). 

 

TESTE 

 

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Como são chamadas as ressurreições futuras? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quais são as duas coisas que a Bíblia revela sobre o destino da alma humana? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Leia as frases abaixo. Se for verdadeira escreva a letra V no espaço em branco. Se for falsa, escreva F. 

 

a._____ Aquele que não morrer não ressuscitará. 

b._____ Na hora da morte há a separação entre o espírito daquele é justo e daquele que é 

injusto. 

c._____ É importante orar para os mortos serem salvos. 

d._____ O destino do justo é diferente agora do que era antes da morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

e._____ A ressurreição de Jesus é importante mas não é realmente parte da mensagem do Evangelho. 

  1. Quais versículos ilustram as duas reações dos homens à mensagem da ressurreição? 

 PARA ESTUDO ADICIONAL (ESTUDAR EM SALA)

 

A doutrina da ressurreição dos mortos que temos estudado e a doutrina do juízo eterno que estudaremos no próximo capítulo são concernentes aos acontecimentos futuros.  Os acontecimentos futuros são profetizados na Palavra de Deus. Embora estes acontecimentos não tenham acontecido ainda, Deus tem dado conhecimento de Seus planos futuros através da Profecia. 

 

Há muito sobre os eventos futuros que não é revelado na Palavra de Deus. O que é revelado tem sido interpretado de várias maneiras pelos estudantes da Bíblia. Não é necessário entender todas as muitas interpretações da Profecia bíblica dada pelos homens.  Muitas destas interpretações centralizam-se num determinado momento de certos eventos proféticos ou detalhes específicos destes eventos. 

 

O que é importante para a edificação da fé Cristã é um entendimento geral do que a Bíblia diz que acontecerá. 

 

Veja um esboço destes importantes acontecimentos: 

 

  1. A Bíblia ensina que o Senhor retornará à terra para os crentes. 

 

Jesus prometeu a Seus seguidores: 

 

“…pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos recebereis para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:2-3). 

 

  1. O Arrebatamento: 1  Tessalonicenses 4:13-18  dá melhores detalhes sobre a volta de Cristo aos crentes. Este retorno é chamado de arrebatamento:  
    1. O Senhor mesmo descerá dos céus.  (Versículo 16) 

 

    1. Haverá uma ressurreição dos mortos em Cristo.  (Versículo 16) 

 

    1. Haverá um arrebatamento, que significa “o ato de transportar uma pessoa de um lugar para outro”. O vivos que ficarem serão arrebatados para o encontro do Senhor.  (Versículo 17). 

 

    1. Haverá um encontro entre os crentes que morreram e os que ficarem vivos, e todos serão reunidos com o Senhor. (Versículo 17). 

 

  • A Tribulação: A Bíblia fala de um tempo terrível na terra que é chamado de tribulação.
    1. A tribulação durará cerca de 42 meses ou 1.260 dias. (Daniel 9:24-27). 

 

    1. Será um tempo realmente difícil. Tem havido tempos muito difíceis no mundo, mas três coisas diferenciarão esta tribulação dos outros tempos de dificuldades.
      1. Primeiro, será mundial e não apenas em um determinado local. 

(Apocalipse 3:10) 

      1. Segundo, as pessoas perceberão que o fim do mundo está perto.  

(Apocalipse 6:16) 

      1. Terceiro, a intensidade do tormento será maior do que jamais foi visto. (Mateus 24:4-14)   

 

    1. Sua descrição: Há uma série de julgamentos de Deus na terra durante a tribulação. Estes são descritos em Apocalipse capítulos 6, 8-9, e 16 e Mateus 24:4-14. 

 

    1. A razão para a tribulação: A maldade do homem deve ser punida, Satanás derrotado, e Jesus reconhecido como o Senhor de toda a humanidade. Isto completa o plano de Deus mencionado em Efésios 1:8-9. 

 

  • O Tempo do Arrebatamento:

Algumas pessoas acreditam que o arrebatamento ocorrerá antes da tribulação e que os crentes não experimentarão este tempo terrível na terra. Outros acreditam que o arrebatamento acontecerá no meio deste período. Outros ainda acreditam que o arrebatamento acontecerá no fim da tribulação. 

 A interpretação mais comum é que o arrebatamento dos crentes acontecerá antes da tribulação ter início. Os diferentes pontos de vistas sobre o tempo do arrebatamento resulta de várias interpretações da informação profética dadas nas Escrituras. O que é mais importante é saber que você é um verdadeiro crente e que estará preparado para ir com Jesus no arrebatamento quando este ocorrer. 

Aprofundando…

Qual é a diferença entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo?

Resposta: O Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo são frequentemente confundidos. É difícil determinar quando a Bíblia está se referindo ao Arrebatamento ou à Segunda Vinda. No entanto, ao estudar as profecias bíblicas do fim dos tempos, é muito importante poder diferenciar entre os dois.

O Arrebatamento é quando Jesus Cristo retorna para remover a igreja (todos os seguidores de Cristo) da terra. O Arrebatamento é descrito em 1 Tessalonicenses 4:13-18 e 1 Coríntios 15:50-54. Os crentes que já morreram serão ressuscitados e, juntamente com os crentes que ainda vivem, vão se encontrar com o Senhor no ar. Isso acontecerá em um momento, em um piscar do olho. A Segunda Vinda é quando Jesus retorna para derrotar o anticristo, destruir o mal e estabelecer o seu Reino Milenar. A Segunda Vinda é descrita em Apocalipse 19:11-16. 

As diferenças importantes entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo são:

(1) No Arrebatamento, os crentes vão se encontrar com o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:17). Na Segunda Vinda, os crentes vão retornar com o Senhor à terra (Apocalipse 19:14). 

(2) A Segunda Vinda ocorre depois do grande e horrível período da Tribulação (Apocalipse capítulos 6-19). O arrebatamento ocorre antes da Tribulação (1 Tessalonicenses 5:9; Apocalipse 3:10).

(3) O Arrebatamento é a remoção dos crentes da terra como um ato de libertação (1 Tessalonicenses 4:13-17; 5:9). A Segunda Vinda inclui a remoção dos incrédulos como um ato de julgamento (Mateus 24:40-41).

(4) O Arrebatamento vai ser “secreto” e instantâneo (1 Coríntios 15:50-54). A Segunda Vinda vai ser visível a todos (Apocalipse 1:7; Mateus 24:29-30).

(5) A Segunda Vinda de Cristo não vai ocorrer até depois de certos eventos dos fins dos tempos acontecerem (2 Tessalonicenses 2:4; Mateus 24:15-30; Apocalipse capítulos 6-18). O Arrebatamento é iminente, pode acontecer a qualquer momento (Tito 2:13; 1 Tessalonicenses 4:13-18; 1 Coríntios 15:50-54).

Por que é importante manter o Arrebatamento e a Segunda Vinda distintos?

(1) Se o Arrebatamento e a Segunda Vinda são o mesmo evento, os crentes teriam que passar pela Tribulação (1 Tessalonicenses 5:9; Apocalipse 3:10).

(2) Se o Arrebatamento e a Segunda Vinda são o mesmo evento, o retorno de Cristo não é iminente… há várias coisas que precisam acontecer antes do Seu retorno (Mateus 24:4-30).

(3) Ao descrever o período da Tribulação, Apocalipse capítulos 6-19 em nenhum lugar menciona a igreja. Durante a Tribulação — também chamada de “tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7) — Deus vai voltar a sua atenção principal à nação de Israel (Romanos 11:17-31).

O Arrebatamento e a Segunda Vinda são semelhantes mas eventos separados. Os dois envolvem Jesus retornando. Os dois são eventos do fim dos tempos. No entanto, é crucialmente importante reconhecer as diferenças. Em resumo, o Arrebatamento é o retorno de Cristo às nuvens para remover os crentes da terra antes do tempo da ira de Deus. A Segunda Vinda é o retorno de Cristo à terra para dar um fim ao período da Tribulação e derrotar o anticristo e seu império mundial diabólico.

 

  • O Milênio:

 

O Milênio é um período de 1.000 anos após a tribulação durante o qual Jesus governará a terra com justiça (Zacarias 14:9; Daniel 7:14).  A cidade de Jerusalém será o centro deste governo (Isaías 2:3). Este período terminará quando Satanás comandar a última revolta contra Deus (Apocalipse 20:7-9). Deus mandará fogo do Céu e terminará a batalha.  Satanás será jogado no lago de fogo para toda a eternidade (Apocalipse 20:10).   

 

  • Julgamento:

 

 Toda criatura será julgada por Deus. Isto é conhecido como o Juízo Eterno. É o último dos princípios básicos de Hebreus 6:1-3 e é discutido no próximo capítulo. Os que morrerem como incrédulos ressuscitarão para encarar o julgamento. Porque não se arrependeram de seus pecados e não aceitaram Jesus como Salvador, eles serão condenados para a eternidade no inferno. (Apocalipse 20:12-15). Os crentes fiéis que se arrependeram de seus pecados e aceitaram Jesus como Salvador passarão a eternidade no Céu na presença de Deus. (Apocalipse 21).

CAPÍTULO 10

O Julgamento Eterno  

 

OBJETIVOS

 

Ao completar este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o Versículo-Chave de memória. 
  • Definir a palavra “julgamento”. 
  • Explicar porque o julgamento é necessário. 
  • Identificar quem julgará no juízo final. 
  • Identificar quem será julgado no juízo final. 
  • Explicar os princípios governantes no juízo final. 

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Porque o SENHOR é o nosso juiz, o SENHOR é o nosso legislador, o SENHOR é o nosso rei” (Isaías 33:22).   

 

INTRODUÇÃO 

 

O julgamento eterno é o último dos seis princípios básicos da fé Cristã. 

 

No Antigo Testamento a palavra “julgamento” é usada de dois modos. Um refere-se aos estatutos, testemunhos, e leis de Deus. O outro diz respeito ao julgamento de Deus sobre os homens e as nações. O último significado é como a palavra “julgamento” é usada no Novo Testamento. É este significado que é usado neste capítulo. 

 

DEFINIÇÃO 

 

O termo “julgar” significa separar ou fazer diferença entre. Isto inclui levar a julgamento, examinar evidências, determinar culpa ou inocência, e decidir a pena para o delito. O julgamento eterno é o grande e último julgamento falado na Bíblia e que determina o destino final de todas as almas. 

 

OS JUÍZES 

 

DEUS É O JUIZ

 

“Porque o SENHOR é o nosso juiz” (Isaías 32:22). 

 

Deus julga o comportamento pecaminoso da humanidade. A verdadeira vontade de Deus não é julgar, mas sim que todos os homens venham a conhecer Jesus Cristo (João 3:17; 2 Pedro 3:9). 

 

A vontade de Deus é que todos os homens se arrependam. Os que não se arrependerem serão julgados (Atos 17:30-31). 

 

JESUS CRISTO:  

Deus deu a Jesus a autoridade para julgar:  

 

“E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento. E lhe deu autoridade para julgar…” (João 5:22,27).     

OS SANTOS: 

 

No julgamento final os crentes fiéis ajudarão a julgar o mundo: 

 

“Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo?” (1 Coríntios 6:2-3). 

 

A palavra “santos” neste versículo significa todo verdadeiro crente. Eles ajudarão a julgar o “mundo” [os injustos].  

 

A BASE DO JULGAMENTO 

 

A base ou o padrão do julgamento pelo qual seremos julgados é a Palavra de Deus:   

 

“Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho preferido, essa o julgará no último dia” (João 12:47-48). 

 

Não seremos julgados por padrões, crenças, ou tradições do homem. Não seremos julgados por bases de organizações ou regras denominacionais. A base pela qual seremos julgados está fixada na Palavra de Deus: 

 

“Pra sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu” (Salmos 119:89). 

 

A RAZÃO PARA O JULGAMENTO 

 

A Bíblia revela que o julgamento é necessário por causa do pecado contra a lei de Deus, a maldade, a injustiça, a incredulidade, a transgressão, e as más ações. Embora sejam palavras diferentes, são todas palavras que se relacionam com o pecado: 

 

PECADO CONTRA A LEI DE DEUS: 

 

“…todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (Romanos 2:12). 

 

MALDADE

 

“Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do juízo e destruição dos homens ímpios” (2 Pedro 3:7). 

 

INJUSTIÇA

 

“Porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia do juízo” (2 Pedro 2:9). 

 

INCREDULIDADE

 

“Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18). 

 

TRANSGRESSÃO

 

“Pois assim como, por uma só ofensa [transgressão] veio o juízo sobre todos os homens…”  (Romanos 5:18). 

 

MÁS AÇÕES

 

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (João 3:19). 

 

OS PRINCÍPIOS DO JULGAMENTO DIVINO 

 

Os princípios terrenos de julgamento variam de nação para nação. Os padrões podem variar de Estado para Estado dentro da nação e de cidade para cidade. Os princípios terrenos de julgamento e punição variam porque as pessoas interpretam certos atos de diferentes modos. O mesmo ato interpretado como errado em uma cultura pode ser aceitável em outra. Por exemplo, matar uma vaca na América é visto como natural, onde a vaca é usada para alimento. Porém na Índia, a vaca é considerada sagrada por muitas pessoas. O julgamento do homem varia de acordo com os padrões dos que julgam. 

Mas os princípios do julgamento de Deus não mudam. Deus julga… 

 

COM BASE NA SUA PALAVRA: 

 

“Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu” (Salmos 119:89). 

 

DE ACORDO COM O CONHECIMENTO: 

 

Homens e nações serão julgados de acordo com o conhecimento de Deus que lhes foi dado. Jesus disse que alguns seriam julgados mais severamente dos que os da cidade de Sodoma, Gomorra, Nínive, Tiro, e Sidom. Estas eram cidades ímpias, mencionadas no Antigo Testamento, que Deus julgou e puniu. 

 

A razão de Jesus pronunciar julgamento mais severo em algumas cidades no Novo Testamento foi porque estas cidades tinham mais conhecimento de Deus. O próprio Jesus tinha ministrado nestas cidades e executou obras poderosas de cura e libertação. Mesmo assim, as pessoas destas cidades não se arrependeram. Jesus  preveniu: 

 

“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras. Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo” (Mateus 11:21-24). 

“Ninivitas se levantarão, no juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas” (Mateus 12:41). 

 

Uma revelação geral de Deus é dada a todos os homens através do milagre da criação (Romanos 1:20). 

 

Este entendimento geral de Deus dado a todos os homens através da criação é o padrão básico pelo qual os homens serão julgados. Os que recebem revelação adicional ao ouvir a Palavra de Deus serão julgados por seu grau mais elevado de conhecimento. 

 

INDIVIDUALMENTE

 

Cada pessoa será julgada individualmente: 

 

“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ezequiel 18:20).
 

O julgamento determinando o destino eterno não será baseado em grupos de pessoas. Será individual. 

 

DE ACORDO COM A VERDADE

 

Paulo escreveu: 

 

“Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade…” (Romanos 2:2). 

 

COM BASE NA CONDUTA PESSOAL: 

 

Cada um de nós ficará na presença do trono de Cristo e seremos julgados de acordo com nossas ações, ou de acordo com nossas obras (1 Coríntios 5:10³; Romanos 2:6; 1 Pedro 1:17; Apocalipse 20:12). 

Deus vê o coração, não a aparência externa (1 Samuel 16:7). 

 

SEM PARCIALIDADE

 

O julgamento eterno será sem parcialidade. Isto significa sem favor especial. As pessoas não serão julgadas com base em suas riquezas, posição social, nacionalidade, ou educação. 

 

“…o Pai…que julga sem acepção de pessoas” (1 Pedro 1:17). 

 

Fazer acepção de pessoas significa ser influenciado em julgamento por algum fator externo como aparência, relacionamento, posição, riqueza, etc. 

 

O julgamento de Deus não é influenciado por nenhuma destas coisas: 

 

“…porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” (1 Samuel 16:7). 

 

DE ACORDO COM A LEI: 

 

“ …e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (Romanos 2:12). 

 

DE ACORDO COM A JUSTIÇA: 

 

“Ele Mesmo julga o mundo com justiça” (Salmos 9:8). 

 

“…julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a sua fidelidade” (Salmos 96:13). 

 

DE ACORDO COM OS ATOS E PENSAMENTOS

 

“No dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho” (Romanos 2:16).  

O TEMPO DO JULGAMENTO 

 

A Bíblia indica que há julgamentos no passado, presente e futuro:  

JULGAMENTO PASSADO

 

A Bíblia é uma história do julgamento passado de Deus. No tempo de Adão e Eva ela registra o julgamento de Deus sobre as nações e sobre os indivíduos.   

A Bíblia registra dois julgamentos especiais no passado que são importantes para os crentes.  São os julgamentos de Satanás e do mundo. Deus já julgou e penalizou a ambos.  

 

Satanás E Seus Anjos

 

Através da morte e ressurreição de Jesus Cristo, Deus decretou o julgamento final de Satanás: 

 

“… porque o príncipe deste mundo [Satanás] já está julgado” (João 16:11). 

 

“e, despojando os principados e as potestades [as forças de Satanás], [Jesus] publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses 2:15). 

 

Satanás já foi julgado por Deus. Ele tem atividade limitada até o seu castigo no lago de fogo no fim do mundo, mas já foi condenado como culpado. Os anjos de Satanás, que abandonaram suas posições originais no Céu como anjos de Deus para se juntarem em rebelião contra o Criador, também já estão condenados: 

 

“E a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sobre trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (Judas 6). 

O Mundo:  

Jesus disse:  

 “Chegou o momento de ser julgado este mundo…” (João 12:31). 

 

Por estar arruinado pela presença do pecado, o mundo físico já está condenado pelo julgamento de Deus. A Bíblia diz o mundo será destruído por fogo: 

 

“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados, também a terra e as obras que nela existem serão atingidas” (2 Pedro 3:10). 

 

JULGAMENTO PRESENTE

 

Há um julgamento que segue continuamente. Todos os homens são, presentemente, julgados como pecadores ou como justos perante Deus. O julgamento presente do homem está baseado no fato de ter ou não aceitado a Jesus Cristo como Salvador: 

 

“Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18). 

 

O julgamento presente de Deus sobre os descrentes é pela demonstração de Sua ira porque eles deteram a verdade: 

 

“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela justiça” (Romanos 1:18). 

 

O julgamento presente de Deus sobre os crentes é em amor. Ele os corrige quando eles estão errados: 

 

“E estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12:5,6).  

Como um pai natural que corrige seus filhos, Deus também julga o comportamento dos Seus filhos. Se eles pecam, Deus os corrige em amor como um pai faz a seu filho. O castigo de Deus [correção]  sobre Seus filhos é para um propósito específico: 

 

“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12:11). 

 

JULGAMENTO FUTURO

 

É o julgamento futuro ao qual Paulo se refere em Hebreus 6 quando ele fala do “julgamento eterno”. O julgamento eterno acontece após a morte: 

 

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem um só vez, vindo, depois disto, o juízo…” (Hebreus 9:27). 

 

Como você aprendeu em lições anteriores, após uma pessoa morrer, é imediatamente determinado se ela entra ou não na presença de Deus. Os destinos dos justos e dos injustos são diferentes após a morte.  Mas o julgamento final confirmando seus destinos eternos ocorre depois do fim do mundo e da ressurreição (2 Timóteo 4:1; Judas 14,15). 

 

OS LUGARES DO JULGAMENTO FINAL 

 

Há três lugares onde o julgamento final ocorrerá: 

 

O TRIBUNAL DE CRISTO: 

 

Os julgados aqui serão os verdadeiros crentes: 

Romanos 14:10-12 diz: “Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo… De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” II Coríntios 5:10 nos diz: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” No contexto das duas Escrituras, é claro que se referem aos cristãos, não aos não-crentes. O Tribunal de Cristo, desta forma, envolve crentes dando contas de suas vidas a Cristo. O Tribunal de Cristo não determina salvação; esta foi determinada pelo sacrifício de Cristo em nosso lugar (I João 2:2), e nossa fé Nele (João 3:16). Todos os nossos pecados são perdoados e nunca seremos condenados por eles (Romanos 8:1). Não devemos olhar para o Tribunal de Cristo como Deus julgando nossos pecados, mas sim como Deus nos galardoando por nossas vidas. Sim, como dizem as Escrituras, teremos que dar conta de nossas vidas. Parte disto é, certamente, dar conta pelos pecados que cometemos. Entretanto, este não será o foco principal do Tribunal de Cristo.

No Tribunal de Cristo, crentes são recompensados tomando-se por base o quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). As coisas pelas quais seremos julgados serão provavelmente o quão fielmente obedecemos à Grande Comissão (Mateus 28:18-20), o quão vitoriosos fomos sobre o pecado (Romanos 6:1-4), o quão bem controlamos nossa língua (Tiago 3:1-9), etc. A Bíblia fala dos crentes recebendo coroas por diferentes coisas com base em quão fielmente serviram a Cristo (I Coríntios 9:4-27; II Timóteo 2:5). As várias coroas são descritas em II Timóteo 2:5; II Timóteo 2:4-8; Tiago 1:12; I Pedro 5:4 e Apocalipse 2:10. Tiago 1:12 é um bom resumo de como devemos pensar no Tribunal de Cristo: “Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”

O TRONO DE SUA GLÓRIA

 

O segundo local de julgamento é chamado “o trono da glória de Cristo”.  Os julgados aqui serão os que permanecerão na terra durante a Tribulação. Os justos serão ressuscitados e julgados antes de Jesus estabelecer o reino milenar na terra. 

 

“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos” (Apocalipse 20:4-5a). 

 

O GRANDE TRONO BRANCO: 

 

O último local de julgamento é chamado de o “Grande Trono Branco”. Os julgados aqui são os mortos que ressuscitarão no final do Milênio. (Esta é a segunda ressurreição chamada de a ressurreição dos injustos). 

 

O Julgamento do Grande Trono Branco está registrado em Apocalipse 20:11-15. Os injustos serão julgados e por causa de seus pecados serão lançados no lago de fogo junto com Satanás e seus anjos. 

 

O JULGAMENTO ETERNO 

 

Haverá apenas duas divisões básicas de pessoas que serão julgadas nos julgamentos finais: Os crentes e os descrentes. 

 

CRENTES

 

Os Crentes serão julgados por suas obras e recompensados de acordo com elas (Romanos 14:12; 2 Coríntios 5:10). 

 

Os crentes serão julgados conforme tenham construído suas vidas no fundamento da Palavra de Deus (1 Coríntios 3:12-15). 

 

No mundo natural, a madeira e o feno, crescem sobre a terra. Eles queimam facilmente. Eles são exemplos de obras feitas pelos crentes com o fim de serem vistas pelo homem. O motivo para estas obras é errado.  

 

O ouro e a prata não são destruídos pelo fogo. No mundo natural, estas substâncias desenvolvem-se sob a terra sem serem vistas pelo homem. Elas são um exemplo de obras feitas com um motivo justo, não são feitas para serem vistas e elogiadas pelo homem. São obras que são valorizadas no reino de Deus porque foram feitas com o motivo correto.    

 

As obras dos verdadeiros crentes serão julgadas com base na obediência. A parábola dos talentos em Mateus 25 e a parábola das dez minas em Lucas 19 foram contadas por Jesus para ilustrar esta verdade. 

 

Em ambas as parábolas, os empregados foram julgados com base no que eles tinham feito com aquilo que eles haviam recebido. Eles haviam sido recomendados a fazerem um bom investimento com o que receberam. Os empregados que foram desobedientes foram julgados infiéis. 

 

Exatamente como estas parábolas, nosso Mestre tem nos dado uma responsabilidade, conhecida como a Grande Comissão: 

 

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:19-20). 

 

Devemos pregar a mensagem do Evangelho através do mundo. Quando obedecemos esta ordem, estamos fazendo um bom investimento no que Deus tem-nos dado. 

 

Alguns crentes têm maiores responsabilidades do que outros nesta comissão. Alguns são chamados para pastores, evangelistas, mestres, etc. Mas todo o crente tem alguma responsabilidade de alcançar o mundo com o Evangelho. 

 

Os crentes serão julgados com base em sua lealdade à responsabilidade que Deus tem dado a cada um (1 Coríntios 4:2). 

 

Os crentes não serão julgados baseados na habilidade, educação, ou dons espirituais.  Eles serão julgados com base na obediência e lealdade com relação ao que Deus tem dado a eles. O julgamento dos verdadeiros crentes não é para condenação. Quer dizer, o verdadeiro crente não pode ser condenado ao castigo eterno. Ao aceitar a Cristo, ele já passa da morte espiritual para a vida eterna (João 5:24). 

 

Um crente fiel é aquele que se arrependeu de seus pecados e demonstrou fé para com Deus ao aceitar Jesus Cristo como Salvador pessoal. É alguém que tem se tornado e vivido como uma nova criatura em Jesus Cristo. Paulo confirmou: 

 

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1).³ 

 

Quando um pecador vem até Jesus seu passado de pecados é esquecido por Deus.  Quando um crente peca, ele precisa apenas se arrepender e confessar seu pecado e Deus o perdoará: 

 

“Se confessarmos os nossos pecados, ele [Deus] é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). ³

 

DESCRENTES

 

Os injustos serão julgados e punidos pelo pecado. Há um livro chamado de “o livro da vida” no qual estão escritos os nomes dos que se arrependeram, aceitaram Jesus Cristo, e tornaram-se crentes fieis. Aqueles que O rejeitaram serão julgados e condenados para o sofrimento eterno. Seus nomes não estão escritos no livro da vida (Apocalipse 20:15). 

 

É importante entender que você precisa viver como uma nova criatura em Jesus após a conversão. É possível ser salvo e, por continuar em pecado, retornar a vida antiga. Alguns crêem que, com base em Êxodo 32:33, é possível ter o nome apagado do livro da vida por causa do pecado (Êxodo 32:33). 

 

Seja como for, é muito importante aprender a viver uma vida santificada. Ao superar o pecado em sua vida, você recebe a garantia de Deus que seu nome não será riscado do livro da vida (Apocalipse 3:5)   

O DESTINO DOS JUSTOS 

 

Os justos estão destinados à vida eterna na presença de Deus. A presença de Deus é chamada de Paraíso. Na Bíblia ela é descrita por vários nomes: 

 

A CASA DO PAI

 

Jesus fala sobre “a casa de Meu Pai” em João 14:2. 

 

UMA PÁTRIA CELESTIAL

 

A Bíblia compara o Paraíso a um país para o qual estamos viajando como Israel viajou para a Terra Prometida (Hebreus 11:16). 

 

UMA CIDADE

 

O Paraíso é comparado a uma cidade (Apocalipse21:2). 

 

A Bíblia revela algumas coisas maravilhosas sobre o Paraíso. É um lugar de: 

 

SANTIDADE: Apocalipse 21:27 

 

ALEGRIA: Apocalipse 21:4 

 

BELEZA: Apocalipse 21:18 

 

TRABALHO: Apocalipse 7:15 

 

REINAR COM CRISTO: 

 

Jesus prometeu… 

     

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3:21). 

 

ADORAÇÃO

 

A Bíblia registra que no Paraíso… 

 

“…os anciãos prostraram-se e adoraram” (Apocalipse 5:14). 

 

LUZ E GLÓRIA

 

“A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Apocalipse 21:23). 

 

UM LUGAR DE NOVAS PERSPECTIVAS

 

Estar no Paraíso nos dará uma nova perspectiva sobre todas as coisas (Isaías 65:17). 

 

A HABITAÇÃO DE DEUS

 

“Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Apocalipse 21:3).  

O DESTINO ETERNO DOS INJUSTOS 

 

O inferno é o destino eterno do ímpio. O inferno é um lugar de: 

 

SOFRIMENTO EXTREMOApocalipse 20:10. 

 

MEMÓRIA REMORSO: Lucas 16:23,25. 

 

PEDIDO NÃO ATENDIDO: Lucas 16:24. 

 

DESPREZO E VERGONHA: Daniel 12:2. 

 

MÁS COMPANHIAS: Apocalipse 21:8. 

 

FALTA DE ESPERANÇA: Provérbios 11:7. 

 

PUNIÇÃO ETERNA: Mateus 25:41. 

 

A punição para o ímpio é eterna. A mesma palavra que é usada na Bíblia para vida eterna (João 3:15) e Rei eterno (1 Timóteo 1:17) é usada para descrever o juízo [julgamento] eterno (Hebreus 6:2). Se uma destas é temporária, então as outras duas teriam que ser temporárias. 

 

Não há como escapar da conclusão de que se Deus é eterno e a vida eterna é eterna, então a punição no inferno é eterna. Deus não manda pessoas para o inferno. O homem escolhe ir para lá ao rejeitar Jesus Cristo e viver uma vida pecaminosa. Deus tem providenciado um caminho para escapar da punição eterna através do plano de salvação.  Ele não deseja que ninguém pereça. 

 

COMO DEVEMOS VIVER NOSSAS VIDAS? 

 

Como a doutrina do juízo final afeta nossas vidas como crentes? 

 

Pedro tem a resposta para esta pergunta: 

 

“Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2 Pedro 3:11,14). 

 

Entender o juízo eterno resulta em maturidade espiritual na vida do crente. Este é o assunto do próximo capítulo. 

 

 

TESTE 

 

  1. Quais são os dois modos em que se usa a palavra “julgamento” no Antigo Testamento? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Qual é o significado do termo “julgar”? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Por quê o julgamento é necessário? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quem julgará no momento do juízo eterno? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quem será julgado? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Quais são os princípios para o julgamento? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

 

  1. Escreva o Versículo-Chave de memória. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Escreva V para VERDADEIRO e F para FALSO.  

a._____ Há julgamento pata todas os tempos. 

b._____ Há um julgamento reservado para uma tempo especial no futuro. 

c._____ A Bíblia não diz onde o julgamento no futuro ocorrerá.   

PARA ESTUDO ADICIONAL (ESTUDAR EM SALA) 

Este Capítulo tem apresentado o assunto do julgamento como ensinado na Bíblia. Para  aumentar o conhecimento sobre este assunto continue seu estudo sobre o julgamento usando o seguinte esboço:  

 

JULGAMENTO É UM ATRIBUTO (QUALIDADE) DE DEUS  

Salmos 89:14; 97:2; 99:1-5; Isaías 28:5-6; 30:18; 61:8;  Daniel 4:37 

 

JULGAMENTO É UM ATRIBUTO DE JESUS  

Salmos 72:2; Isaías 9:7; 11:1-5; João 5:30; 8:15-16,26 

 

PROPÓSITOS DO JULGAMENTO DE DEUS  

Dar vida: Levítico 18:4-5; Neemias 9:29; Salmos 119:149,156  

Redimir Seu povo:  Êxodo 6:6; 7:4; Isaías 1:27 

Edificar:  1 Crônicas 28:7;  Salmos 37:28; Provérbios 2:8;   

Castigar [corrigir]:  Salmos 119:75; Jeremias 10:24; Habacuque 1:12 Ajudar Seu povo:  Salmos 76:8-9; 119:175  

AS BÊNÇÃOS DO JULGAMENTO DE DEUS 

 

Confortar:  Salmos 119:52 

Recompensar:  Salmos 58:11 

Instrução e justiça:  Isaías 26:8-9 

 

PUNIÇÕES POR NÃO RESPONDER A SEU JULGAMENTO 

 

Estão listados em Ezequiel 5:6-17; 11:11-12; 14:21; Malaquias 2:1-4; 3:1-6  

A NATUREZA DOS JULGAMENTOS DE DEUS 

 

Justo:  Deuteronômio 4:8; Salmos 19:9; 119:137; Jeremias 11:20; 2 Tessalonicenses 

1:4-6; 1 Pedro 2:23; Apocalipse 15:4; 16:7; 19:2,11 

Baseado em amor:  Salmos 33:5 

Justo e Verdadeiro:  Salmos 111:7; Provérbios 2:9;  Jeremias 4:2; João 8:15-16 

Eterno:  Salmos 119:160 

Serão manifestados: Apocalipse 15:4  

 

A QUEM DEUS JULGA 

 

Todas as pessoas:  Salmos 7:8; 9:7-8; 96:10; Hebreus 12:23; Judas 15-16 Os que perseguem os justos:  Salmos 119:84 

O justo:  Salmos 7:11 

O Zombador:  Provérbios 19:29 

Todo homem:  Provérbios 29:26 

As nações:  Isaías 2:4 

Líderes:  Isaías 3:13-14 

O ímpio:  Deuteronômio 7:10-11; Jeremias 1:16; Hebreus 13:4;  Judas 15-16 

O mundo:  João 9:39; 12:31 

O príncipe deste mundo [Satanás]:  João 16:11; 12:31 

Seu povo:  Hebreus 10:30 

Os mestres:  Tiago 3:1 

A igreja [a casa de Deus]:  1 Peter 4:17 

O gentio:  Ezequiel 39:21 

 

COMO DEUS JULGA 

 

Através de Jesus Cristo :  João 5:22,27 

Pelo Espírito Santo:  João 16:11; Ezequiel 36:27 

De acordo com a Palavra de Deus:  João 12:48 

De acordo com a obra de cada homem:  1 Pedro 1:17 

 

NOSSA ATITUDE EM RELAÇÃO AOS JUÍZOS DE DEUS  

Devemos:  

Ensiná-los:  Salmos 37:30 

Observá-los:  Deuteronômio 11:32 

Glorificá-los:  Salmos 48:11; 97:8; 119:7,62,164 

Buscá-los:  Salmos 119:20 

Colocá-los diante de nós:  Salmos 119:30 

Esperar neles:  Salmos 119:43 

Declara-los: Salmos 119:13 

Não abandoná-los: Salmos 119:102 

Conhecê-los: Salmos 35:23 

Pregá-los: Atos 24:25 

 

OS PROPÓSITOS DO JULGAMENTO PRESENTE DE DEUS  

Seus propósitos ao corrigir os crentes são:  

Fazer-nos santos: Hebreus 12:10 

Trazer retidão à nossas vidas: Hebreus 12:11 

Trazer vida: Hebreus 12:9; Provérbios 15:31 

Prepara-nos para a direção do Espírito: Provérbios 1:23 

Trazer honra: Provérbios 13:18 

Trazer sabedoria: Provérbios 15:5,32 

Ensinar o temor de Deus: Provérbios 15:33 

Aperfeiçoar-nos: Colossenses 1:28; 2 Timóteo 3:16-17 

Ensinar-nos a paciência: 1 Pedro 2:20 

Evitar a condenação: 1 Coríntios 11:32 

Trazer arrependimento: Apocalipse 3:19; Romanos 2:4 Corrigir-nos: Jeremias 10:24 

 

AS RAZÕES PARA O CASTIGO  

Pecado e malícia: Jeremias 2:19; João 3:20; 16:8; 2 Pedro 2:16 Erros: 1 Pedro 2:20 

Incredulidade: Romanos 11:20 

Desobediência: Lucas 12:47-48 

 

COMO EVITAR O CASTIGO  

1 Coríntios 11:31-32; Romanos 11:22; Filipenses 2:12-16   

OS NÍVEIS DO CASTIGO:  

Deus tem um padrão para o castigo. Ele passa pela repreensão, que é uma simples forma de castigo, até aos mais severos castigos. (Hebreus 12:11): 

 

REPREENSÃO:  

Deus nos reprova pelos erros em nossas vidas.  Isaías 11:4; Salmos 50:21; 141:5; Provérbios 1:23; Efésios 5:13; 2 Timóteo 3:16  

IRA:  

Após sermos repreendidos, se persistirmos em nossos pecados e recusarmos a correção de Deus, então Sua ira virá sobre nós. Romanos 2:8-9.  

AFLIÇÃO:  

A ira de Deus pode ser revelada através da aflição. Pode ser financeira, material, ou física.  (Isto não quer dizer que toda aflição é julgamento de Deus.) Romanos 2:9, Salmos 119:75; Deuteronômio 28:15-47; Levítico 26:14-39; Amós 4:6-13.  

REJEIÇÃO:  

Este é o último degrau do julgamento de Deus quando o castigo não resulta em arrependimento.  Hebreus 6:4-6; 10:26-31; Jeremias 14:11-12; 2 Pedro 2:20; 1 João 5:16; Provérbios 1:25-32; 5:1-23; 15:10; 29:1. 

OS RESULTADOS DO CASTIGO  

O objetivo de Deus em castigar é nos fazer retornar a Ele: Oséias 6:1 

Pergunta: “Por que a ideia da condenação eterna é tão repulsiva para muitas pessoas?”

Resposta: Nos ventos inconstantes das culturas modernas, a ideia de tormento e condenação eterna é difícil para muitas pessoas entenderem. Por que é isso? A Bíblia deixa claro que o inferno é um lugar literal. Cristo falou mais sobre o inferno do que sobre o céu. Não somente Satanás e seus servos serão punidos ali, mas todos que rejeitarem a Jesus Cristo passarão a eternidade junto com eles. O desejo de rejeitar ou revisar a doutrina do inferno não mitigará suas chamas ou fará com que o lugar desapareça. Ainda assim, a ideia da condenação eterna é rejeitada por muitos, e aqui estão algumas razões para isso:

A influência do pensamento contemporâneo. Nesta era pós-moderna, muitos se esforçam para assegurar que ninguém se ofenda, e a doutrina bíblica do inferno é considerada ofensiva. É muito dura, muito antiquada, insensível demais. A sabedoria deste mundo está focada nesta vida, sem pensar na vida por vir.

Medo. O castigo consciente e sem fim, desprovido de qualquer esperança, é de fato uma perspectiva assustadora. Muitas pessoas preferem ignorar a fonte do medo do que enfrentá-lo e lidar com ele biblicamente. O fato é que o inferno deve ser assustador, considerando que é o lugar de julgamento originalmente criado para o diabo e seus anjos (Mateus 25:41).

Uma visão defeituosa do amor de Deus. Muitos que rejeitam a ideia da condenação eterna o fazem porque acham difícil acreditar que um Deus amoroso possa banir as pessoas para um lugar tão horrível como o inferno por toda a eternidade. Contudo, o amor de Deus não nega a Sua justiça, a Sua retidão ou a Sua santidade. Nem a Sua justiça nega o Seu amor. De fato, o amor de Deus forneceu o caminho para escapar de Sua ira: o sacrifício de Jesus Cristo na cruz (João 3:16-18).

Uma subestimação do pecado. Alguns acham chocantemente injusto que a recompensa por uma mera vida terrena de pecadores deva ser um castigo eterno. Outros rejeitam a ideia do inferno porque, em suas mentes, o pecado não é tão ruim assim. Certamente não é ruim o suficiente para justificar a tortura eterna. Claro, geralmente é o nosso próprio pecado que minimizamos; outras pessoas podem merecer o inferno – assassinos e afins. Essa atitude revela uma incompreensão da natureza universalmente hedionda do pecado. O problema é uma insistência em nossa própria bondade básica, a qual impede pensamentos de um julgamento ardente e nega a verdade de Romanos 3:10 (“Não há justo, nem um sequer”). A notoriedade da iniquidade levou Cristo à cruz. Deus odiava o pecado até a morte.

Teorias aberrantes. Outra razão pela qual as pessoas rejeitam o conceito de condenação eterna é que elas aprenderam teorias alternativas. Uma dessas teorias é o universalismo, que diz que todos acabarão indo ao céu. Outra teoria é o aniquilacionismo, no qual a existência do inferno é reconhecida, mas sua natureza eterna é negada. Os aniquilacionistas acreditam que aqueles que acabam no inferno eventualmente morrerão e deixarão de existir (isto é, serão aniquilados). Essa teoria simplesmente faz do inferno uma punição temporária. Ambas as teorias são apresentadas como opções viáveis para o ensino bíblico do inferno; no entanto, ambos cometem o erro de colocar a opinião humana sobre a revelação divina.

Ensino incompleto. Muitos pastores contemporâneos que acreditam na doutrina do inferno consideram-na simplesmente um assunto muito delicado sobre o qual pregar. Isso contribui ainda mais para a moderna negação do inferno. Congregantes em igrejas onde o inferno não é pregado ignoram o que a Bíblia diz sobre o assunto e são os principais candidatos para o engano na questão. A responsabilidade do pastor é “batalhar, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 1:3), não escolher quais partes da Bíblia deixar de fora.

Os estratagemas de Satanás. A primeira mentira de Satanás foi uma negação do julgamento. No Jardim do Éden, a serpente disse a Eva: “É certo que não morrereis” (Gênesis 3:4). Ainda é uma das principais táticas de Satanás. “… o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos” (2 Coríntios 4:4), e a cegueira que ele produz inclui uma negação dos santos decretos de Deus. Convença os incrédulos de que não há julgamento, e eles podem “comer, beber e se alegrar” sem nenhum cuidado com o futuro.
Se entendermos a natureza do nosso Criador, não teremos dificuldade em entender o conceito do inferno. “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto” (Deuteronômio 32:4, ênfase adicionada). Seu desejo é que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2 Pedro 3:9). Contradizer o ensino da Bíblia sobre o inferno é dizer, essencialmente, que “se eu fosse Deus, não faria o inferno assim”. O problema com essa mentalidade é seu orgulho inerente – sugere orgulhosamente que podemos melhorar o plano de Deus. Contudo, não somos mais sábios que Deus; não somos mais amorosos ou mais justos. Rejeitar ou revisar a doutrina bíblica do inferno carrega uma triste ironia que um escritor colocou desta maneira: “O único resultado de tentativas, por mais que bem intencionadas, de ar-condicionar o inferno é garantir que mais e mais pessoas cheguem lá”.

CAPÍTULO 11

PERFEIÇÃO

  

OBJETIVOS:  

Ao completar este capítulo você será capaz de:  

  • Escrever o Versículo-Chave de memória. 
  • Definir o que é “perfeição”. 
  • Identificar o exemplo de perfeição para o crente. 
  • Nomear o padrão de perfeição para os crentes. 
  • Distinguir entre perfeição inicial e progressiva. 
  • Listar fatores envolvidos no processo da perfeição.  

 

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA) 

 

“Portanto, sede vós perfeitos co³mo perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48). 

 

INTRODUÇÃO 

 

Da mesma maneira como um bom alicerce é importante para uma construção no mundo natural, um bom fundamento espiritual é importante para o crente. Você já aprendeu que seu fundamento espiritual deve ser construído sobre a Palavra de Deus. 

 

Hebreus 6:1-3 revela que os fundamentos da fé Cristã são:  

  • Arrependimento de obras mortas 
  • Fé em Deus 
  • Doutrina de Batismos 
  • Imposição de mãos 
  • Ressurreição dos mortos 
  • Juízo [Julgamento] Eterno 

 

Estas são as doutrinas básicas da Palavra de Deus nas quais você deve edificar a sua vida. Você já estudou cada uma destas doutrinas nos capítulos anteriores.  

RUMO AO QUE É PERFEITO 

 

Em Hebreus 6:1-3 Paulo dá uma exortação que é necessária para a edificação de nossa vida espiritual : 

 

“Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus” (Hebreus 6:1). 

 

Arrependimento de obras mortas, fé em Deus, batismos, imposição de mãos, ressurreição dos mortos, e juízo eterno são todos princípios da doutrina Cristã. 

 

Dois extremos são comuns entre os crentes. Um é que eles têm conhecimento da Palavra de Deus, mas não aplicam esse conhecimento na vida diária. O outro extremo é que os crentes enfatizam a experiência e ignoram a doutrina. Tanto a doutrina quanto a experiência são importantes. Um entendimento adequado da doutrina resulta em experiência.  Mas a experiência que não é baseada na doutrina bíblica não é confiável.  

Você não deve apenas entender as doutrinas básicas de Hebreus 6:1-3, mas você deve experimentá-las. Uma vez que você tenha edificado sua vida nestas doutrinas através da experiência, você deve aprender como “chegar a perfeição”. Este é o propósito deste capítulo.  

DEFINIÇÃO 

A palavra “perfeição” significa maturidade completa. A Bíblia usa a palavra “perfeição” ao invés de “maturidade” para descrever um crente espiritualmente maduro.  Um Cristão “perfeito” é aquele que tem alcançado a maturidade espiritual. Isto significa que seu corpo, alma e espírito estão sob o controle do Espírito Santo.   

 

A palavra “perfeição” é similar a palavra “santificação” ou “consagração” que são também usadas na Bíblia. “Santificação” significa santidade e “consagração” significa estar separado em justiça.  

 

DOIS PERIGOS 

 

Há dois perigos se os fundamentos espirituais forem enfatizados sem considerar a perfeição: 

 

  1. Um perigo é chegar a um bom fundamento espiritual e não prosseguir até a maturidade. 

 

  1. O outro perigo é tentar edificar uma “superestrutura” de perfeição sobre um fundamento espiritual defeituoso. 

 

COMPLETANDO O FUNDAMENTO 

 

Um fundamento não é uma construção completa. Uma superestrutura deve ser edificada sobre um alicerce forte. Embaixo de um grande edifício existe um grande alicerce.  Um fundamento espiritual não é o objetivo final para um crente: 

 

“Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar” (Lucas 14:29-30). 

 

Muitos começam. Ouvem o Evangelho, arrependem-se das obras mortas, e têm fé em Deus, mas nunca prosseguem além deste ponto. Nunca completam o fundamento espiritual e chegam à perfeição. 

 

Um alicerce parcial no mundo natural não funciona. Você não pode construir um edifício em um alicerce pela metade ou o mesmo desabará. Você precisa completar o alicerce e então construir o edifício. 

 

Os crentes que não completam seu alicerce espiritual terão dificuldades para prosseguirem. Viverão espiritualmente em “altos e baixos”. Seu edifício espiritual não suportará as tempestades da vida. Não poderão chegar à perfeição [maturidade espiritual] porque seu alicerce está incompleto. 

 

CONSTRUINDO UMA SUPERESTRUTURA 

 

No mundo natural, um alicerce incompleto não funciona. A razão pela qual algumas pessoas são espiritualmente imaturas é porque lançam o alicerce espiritual e nunca terminam a construção para alcançar a perfeição. 

 

Paulo falou a respeito destes crentes imaturos:  

“Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hebreus 5:12-14). 

 

Paulo disse aos crentes de Corinto que já era hora de eles ensinarem a outros o Evangelho.  

Em vez disso, eles estavam tendo de ser ensinados sobre os primeiros princípios [fundamentos] de Deus. Ele os comparou a crianças que bebem apenas leite. Por “leite” ele quis dizer os princípio de Deus. 

 

O leite é muito saudável e dá crescimento, mas chega uma hora em que a criança precisa de alimento sólido (Isaías 28:9). 

 

Os crentes precisam ir além dos princípios básicos até a maturidade espiritual [perfeição]. Os crentes espiritualmente maduros estão capacitados para se alimentarem da “carne” (não somente de “leite”) da Palavra de Deus. 

 

CHAMADOS À PERFEIÇÃO 

 

Jesus chama Seus seguidores para a perfeição

 

“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48). 

 

Esta perfeição reflete a presença de Deus: (João 17:23). 

 

Resulta em maturidade espiritual: (1 Coríntios 14:20). 

 

Perfeição foi um objetivo da igreja primitiva: (2 Coríntios 13:9,11). 

 

A perfeição resulta em estar junto com outros crentes no Corpo de Cristo: (1 Coríntios 1:10). 

 

Divisões no Corpo de Cristo são o resultado da imaturidade espiritual.  

 

UM EXEMPLO DE PERFEIÇÃO 

 

Jesus é o exemplo de perfeição para o crente: 1 Pedro 2:21; Hebreus 2:10; Hebreus 5:9. 

 

Deus planejou que os crentes sejam conformados à semelhança de Jesus que é nosso exemplo de perfeição (Romanos 8:29). 

 

O PADRÃO DA PERFEIÇÃO 

 

O padrão da perfeição pelo qual os crentes são medidos é a Palavra de Deus. Jesus é o exemplo de perfeição porque Ele foi a revelação visível da Palavra de Deus. Deus tem estabelecido padrões em Sua Palavra que são para governar nossas vidas. Os primeiros padrões foram chamados de “lei” e estão registrados nos primeiros livros do Antigo Testamento.  

 

Grande parte da história do Antigo Testamento registra a falta de habilidade do homem em manter as leis de Deus. Deus sabia que o homem não seria capaz de manter a lei através de seus próprios esforços. Mas Deus tinha alguns propósitos específicos para dar a lei. Um dos propósitos da lei foi mostrar ao homem sua condição de pecador. Outro propósito foi mostrar ao homem que ele não poderia tornar-se justo pelos seus próprios esforços: (Romanos 3:20). 

 

Deus não nos abandonou sem esperanças. Através da lei Ele prometeu o Messias (Deuteronômio 18:18-19). 

 

No Antigo Testamento, vários sacrifícios foram exigidos por Deus para o pecado.  Depois do sacrifício de Jesus, os sacrifícios do Antigo Testamento não foram mais necessários (Hebreus 10:1,14). 

 

O propósito da lei está resumido nestas palavras: 

 

“Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem. Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé” (Gálatas 3:22-24). 

 

O homem não consegue manter os padrões de justiça de Deus pelo seu próprio esforço. A lei mostrou a necessidade de um Salvador e conduziu o homem à Jesus Cristo. É por meio de Jesus Cristo, não por esforço próprio, que você pode ser aperfeiçoado. É por meio Dele que estamos em conformidade com o Seu exemplo de perfeição e padrão da Palavra de Deus (Hebreus 7:19). 

 

NÍVEIS DE PERFEIÇÃO 

 

Há dois níveis de perfeição: 

 

PERFEIÇÃO INICIAL

 

Em 1 Coríntios 1:2 Paulo chama os crentes de “santos”, o que significa “alguém santificado”. Mas na mesma carta ele repreende estes “santos” por causa do pecado. Eles eram crentes e santificados em Cristo, mas alguns deles não estavam vivendo em uma conduta correta. 

 

Estes crentes tinham recebido a perfeição inicial. Eles foram perdoados de seus pecados e estes pecados foram perdoados de uma vez por todas (Hebreus 10:14). Esta perfeição inicial foi recebida quando eles aceitaram Jesus como Salvador. Mas estes Cristãos não andavam em perfeição. Eles continuavam a servir ao “velho homem” em pecado: 

 

“Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos” (Romanos 6:6). 

 

Paulo diz a eles que não é correto continuar vivendo em pecado depois da conversão (2 Coríntios 5:17; Romanos 6:1,2,4). Devemos prosseguir para a perfeição. 

 

PERFEIÇÃO PROGRESSIVA: 

 

A perfeição inicial é o começo da vida progressiva de santificação. Após a salvação, você deve viver uma nova vida em Cristo: 

 

“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20). 

 

Paulo descreve a perfeição progressiva em sua própria vida: 

 

“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12). 

 

Paulo não havia alcançado a completa perfeição, mas este era seu objetivo. Ele descreveu sua luta pela perfeição: 

 

“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (Romanos 7:15-23). 

 

Havia uma constante batalha entre sua carne e seu espírito. Ele descobriu que o único caminho para conseguir a perfeição era através de Cristo (Romanos 8:10,11,13). 

 

É somente através do Espírito de Deus que você pode vencer os desejos da carne.  Quando a “carne” leva você a fazer o que você não quer fazer, Deus providencia um caminho para reconduzi-lo à perfeição (1 João 1:9). 
Você não deve tentar viver esta nova vida por suas próprias forças. Viva-a através da “fé no Filho de Deus”. Não importa quando você falhar, você pode ser reconduzido à perfeição diante de Deus ao confessar seus pecados e pedir perdão. 

 

Quando você nasce de novo, você é como uma criança no mundo natural. Você tem muito que aprender espiritualmente. Enquanto você está aprendendo, você comete erros.  Quando você comete erros, você deve confessar seus pecados e Deus o perdoará. 

 

Como um crente, você luta contra seu inimigo, Satanás. É uma batalha espiritual que toma lugar em sua mente e através de circunstâncias da vida que o cercam. Em algumas ocasiões, você pode até perder a batalha para o inimigo. Mas isto não quer dizer que ele venceu a guerra. Você pode temporariamente vir a fracassar, mas através da confissão dos seus pecados você pode se erguer novamente em justiça e continuar rumo à perfeição. 

 

Você aprendeu no capítulo anterior que Jesus já derrotou a Satanás. Satanás foi derrotado por Jesus no Calvário.   

 

Você chega à perfeição através deste poder, não por esforço humano. Você chega à perfeição aprendendo a viver como uma nova criatura através da fé em Cristo Jesus.  

 

O PROCESSO DA PERFEIÇÃO 

 

As seguintes coisas são necessárias para o processo da perfeição ocorrer em sua vida: 

 

UM BOM FUNDAMENTO

 

Como você aprendeu neste curso, um bom fundamento espiritual é necessário para chegar à perfeição (Hebreus 6:1-3). 

 

RESPONDER À PALAVRA DE DEUS: 

 

Um dos propósitos da Palavra de Deus é corrigir, o que resulta em perfeição (2 Timóteo 3:16-17). 

 

Só estudar a Palavra de Deus não o tornará perfeito. Você tem que dar uma resposta à Palavra de Deus (Tiago 1:21-25). 

 

Você não deve apenas buscar a lei de Deus, mas viver de acordo com ela. Ser um praticante da Palavra traz certeza da salvação (1 João 2:5). 

 ORAÇÃO

 

A oração resulta em perfeição (Colossenses 4:12). 

 

CONSAGRAÇÃO

 

Ao consagrar sua vida a Deus você conhecerá Sua perfeita vontade. Consagração significa ser separado.   

 

DONS DO ESPÍRITO SANTO: 

 

Um dos propósitos dos dons do Espírito Santo é ajudar no processo da perfeição em sua vida. Como você aprendeu no capítulo anterior, Deus tem dons ministeriais na igreja… 

“Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:12-13). ³

 

SUBMISSÃO AOS LÍDERES: 

 

Deus usa líderes espirituais no processo da perfeição. Devemos nos submeter aos líderes comprovadamente colocados por Deus na igreja. A função dos líderes espirituais no processo da perfeição é revelada nos escritos de Paulo (1 Tessalonicenses 3:10; Colossenses 1:28; 4:12; 2 Coríntios 13:9). 

SUBMISSÃO MÚTUA:

Deus espera que os cristãos sejam servos, ministros e escravos, submetendo-se voluntariamente uns aos outros. A submissão bíblica não é um assunto dirigido somente às esposas, como alguns parecem assumir. As esposas, naturalmente, são instruídas a submeterem-se aos seus próprios maridos. Nesta submissão, elas têm o privilégio de mostrar aos seus esposos e filhos (particularmente suas filhas), como a submissão piedosa é cumprida.

Deus, contudo, exige que todos nós adornemos nossas vidas pela submissão de uns aos outros. Se hoje os cristãos precisam praticar este princípio enriquecedor de mútua submissão, a família deve ser o laboratório no qual aprendemos a desenvolvê-la em segurança e amor. Se praticarmos tal serviço nos relacionamentos fora do lar enquanto os negligenciamos dentro dele, pode ser verdadeiramente dito de nós que “o lar é o lugar onde somos tratados melhor e onde agimos pior”.

Romanos 12:10 diz que os cristãos têm que preferir uns aos outros em amor. Gálatas 5:13 diz para servirmos uns aos outros; Efésios 5:21 exige que os cristãos se sujeitem (submetam) uns aos outros, enquanto Filipenses 2:3 instrui cada um para considerar os outros superiores a si mesmo. 1 Pedro 5:5 diz para servir um ao outro com humildade, e Marcos 10:43-45 diz que se alguém quiser ser grande no reino, precisa ser ministro e servo de todos os outros. Isto deverá, certamente, incluir a relação entre esposo e esposa.

Cristo dá o exemplo! Ele disse: “Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve” (Lucas 22:27). “… tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:28). Foi dito dele, também: “… antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Filipenses 2:7). “O qual a si mesmo se deu em resgate por todos” (1 Timóteo 2:6). “o qual a si mesmo se deu por nós” (Tito 2:14). Nessas passagens (e em João 13, onde ele lavou os pés dos seus discípulos), ele mostrou aos homens que é possível ser tanto senhor como servo.

 

SOFRIMENTO

 

Ninguém gosta de sofrer, mas quando o sofrimento vem na vida de um crente pode ter um propósito positivo: 

 

Sofrer resulta em perfeição: 1 Pedro 5:10. 

Paciência durante os tempos de sofrimento resulta em perfeição: Tiago 1:2-4. 

Sofrimentos vividos aqui não podem ser comparados com a gloria que nos espera: Romanos 8:18, 2 Coríntios 4:17, Salmos 119:50, 1 Pedro 2:19-24, Hebreus 2:18, Salmos 119:92-93, Salmos 119:71, 1 Tessalonicenses 1:6

O próprio Cristo Sofreu muito: Isaías 53:3-5

AUTOCONTROLE:  

Parte do processo de perfeição é aprender o autocontrole (2 Coríntios 7:1). Uma das coisas mais difíceis de controlar é a língua. Mas o controle da língua é a chave para o autocontrole de sua vida inteira: 

 

“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3:2). 

 

RESPONDER À CORREÇÃO ESPIRITUAL: 

 

A correção recebida de crentes maduros é também parte do processo de perfeição: 

 

“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gálatas 6:1).

Você será restaurado à perfeição se você responder apropriadamente à correção.  

 

SUMÁRIO 

 

Maturidade espiritual não significa alcançar o favor de Deus. Não dá a você o acesso ao céu, porque isto foi realizado pela morte de Jesus Cristo. É através de Jesus que você é justificado diante de Deus. É através Dele que você é salvo e tem a promessa do céu. 

 

A perfeição não vem por manter um conjunto de padrões. É possível para uma pessoa manter padrões que dão uma aparência espiritual externa e esta pessoa nem sequer ser salva. 

 

A maturidade espiritual não depende de como você se sente emocionalmente. Ela não vem pela quantidade de anos que você tem como Cristão. A maturidade espiritual [perfeição] vem através de um crescimento e de uma aplicação do conhecimento espiritual.  Este crescimento vem pelo estudo da Palavra de Deus. 

 

Este estudo resulta no entendimento do processo de perfeição e dos mandamentos de nosso Senhor Jesus Cristo.  

 

Perfeição 

(Maturidade espiritual)  

Estudo da Palavra de Deus  

Leva a  

Um Crescimento do Conhecimento Espiritual  

Quando Aplicado Através do Poder de Deus  

Leva a  

Maturidade Espiritual (Perfeição) 

A palavra de Deus nos mostra a importância da Santificação (Perfeição) na vida do verdadeiro Cristão.


Deus nos chamou para santificação:

Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. 1 Tessalonicenses 4:7

Se não seguirmos a paz e a santificação não veremos a Deus:

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hebreus 12:14

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; 1 Tessalonicenses 4:3

Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; 1 Tessalonicenses 4:4

Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação. 1 Timóteo 2:15

Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, Romanos 1:4

Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Romanos 6:22

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. 2 Coríntios 7:1

Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; 1 Coríntios 1:30

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. 1 Pedro 1:2 

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; 2 Tessalonicenses 2:13 

Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação. Romanos 6:19

 CONCLUINDO… 

 

Chegamos ao final de nosso estudo sobre os fundamentos da fé Cristã. Mas na realidade você não completou este curso. Como Paulo disse, você precisa agora avançar…   

“…para o que é perfeito” (Hebreus 6:1).   

 

Cada capítulo deste curso começou com uma lista de objetivos. Estes foram os objetivos para serem conquistados através do estudo de cada capítulo. Seu novo objetivo, para o próximo capítulo de sua vida, é a perfeição… 

 

“…e isto é o que pedimos: o vosso aperfeiçoamento” (2 Coríntios 13:9). 

TESTE 

 

  1. Defina “perfeição”. 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________ 

  1. Quem é o exemplo de perfeição para os crentes? 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

  1. Defina perfeição inicial. 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________ 

  1. O que significa perfeição progressiva? 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

  1. Liste nove fatores envolvidos no processo de perfeição. 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________ 

  1. Escreva o Versículo-Chave de Memória. 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________ 

  1. Escreva V para VERDADEIRO e F para FALSO.   
  1. _____ A maturidade espiritual depende da duração do tempo em que temos sido 

Cristãos. 

b._____ A santificação progressiva não significa que a salvação está incompleta. 

c._____ Muitos Cristãos ativos o ajudarão a amadurecer espiritualmente.                              

d._____ A perfeição vem através de um crescimento no conhecimento espiritual e aplicação pessoal deste conhecimento. 

 

  1. Qual é o padrão de perfeição para os crentes? 

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

 PARA ESTUDO ADICIONAL (ESTUDAR NA SALA)


O QUE ENCONTRAMOS NO NOVO TESTAMENTO SOBRE PERFEIÇÃO.

 

MANDAMENTOS PARA SERMOS PERFEITOS:  

Mateus 5:48, João 17:23, Coríntios 1:10, Coríntios 7:1; 13:9,11, Colossenses 4:12, Hebreus 6:1; 13:21 

Tiago 1:4 

 

COISAS QUE IMPEDEM A PERFEIÇÃO:  

Lucas 8:14 

Gálatas 3:3 

Filipenses 3:15 

Hebreus 7:11,19; 9:9; 10:1 

 

RAZÕES PARA SERMOS PERFEITOS:  

João 17:23; 

Romanos 12:2 

Colossenses 4:12 

2 Timóteo 3:16-17 

Tiago 1:4; 2:22; 3:2 

  1. João 2:5 

 

COMO SOMOS APERFEIÇOADOS:  

Mateus 19:21 Lucas 6:40 

  1. Coríntios 7:1; 12:9 

Gálatas 3:3 

Efésios 4:12-13 

Filipenses 3:12,15 

Colossenses 1:28; 3:14 2 Timóteo 3:16-17 

Hebreus 2:10; 7:11 

Tiago 1:4,17,25; 2:22; 3:2 

1 Pedro 5:10 

1 João 2:5; 4:12; 4:17-18  

O QUE ENCONTRAMOS NO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE PERFEIÇÃO.

 

Abraão foi perfeito diante de Deus: Gênesis 17:1  

Isaías foi perfeito diante de Deus: Isaías 38:3  

O caminho de Deus é perfeito para nós: 2 Samuel 22:31 

 

Leia os livros de 1 e 2 Reis. Você encontrará a seguinte frase “seu coração não era perfeito” usada freqüentemente para descrever os reis perversos que governaram Israel. Ao ler estas histórias, observe porque seus corações não eram perfeitos e os resultados desta falta de perfeição.  

 

A PERFEIÇÃO NOS SALMOS 

 

Estude o que Davi disse sobre a perfeição:  

Os caminhos de Deus são perfeitos: Salmos 18:30,32 

A lei de Deus é perfeita: Salmos 19:7 

Devemos andar em perfeição diante de Deus: Salmos 101:2,6 

Respostas Dos Testes 

 

CAPÍTULO UM:  

  1. Hebreus 6:1-3. 
  • Arrependimento de obras mortas 
  • Fé em Deus 
  • A Doutrina de Batismos 
  • A Imposição de Mãos 
  • A Ressurreição dos Mortos 
  • O Juízo Eterno  
  1. Um fundamento espiritual apropriado baseado na doutrina de Jesus Cristo.

 

  1. Veja Lucas 6:47. 
  • Todo aquele que vem a mim 
  • Ouve a minhas palavras 
  • E as pratica 
  1. Jesus Cristo. 

 

CAPÍTULO DOIS:  

  1. Romanos 3:23. 
  2. O arrependimento das obras mortas é uma mudança interna de mente que produz uma mudança exterior de sair do pecado para Deus e à retidão.  

– Pecado, impiedade, mal, iniquidade, maldade, desobediência, transgressão, delitos, injustiça. 

  1. Todos são pecadores. Romanos 5:12.  
  2. Lúcifer [Satanás] deu origem ao pecado quando ele se rebelou contra Deus no céu. Ele foi expulso do céu para a terra y levou o primeiro homem e mulher ao pecado. Devido a isto, o pecado e as penalidades do pecado passaram a todos os homens.  
  3. Judas (Mateus 27:3-4) y Esaú (Hebreus 12:17).  

CAPÍTULO TRÊS:  

  1. Deus o manda; és necessário para evitar a morte espiritual; é necessário para a vida eterna; é necessário para o perdão; é necessário para entrar no reino de Deus; é o desejo de Deus para todos; é a razão por que Jesus veio ao mundo.  
  2. A bondade de Deus; pregação; o chamado de Cristo; Deus o Pai; repreensão; tristeza segundo Deus. 
  3. Conversão significa “voltar-se do mau caminho ao bom caminho”.  
  4. O Filho Pródigo é como o pecador que tem dado as costas para Deus o Pai e a seu lar celestial. Quando este jovem se deu conta de sua condição pecadora, ele fez uma decisão de ir até seu pai e arrepender-se de seu pecado. Isto foi arrependimento. O jovem deixou sua velha vida e foi a seu pai para começar uma nova vida, Isto é conversão.  
  5. Lucas 5:32  
  6. Fé, Batismo, Obras (frutos), Conversão.  
  7. Sim. 
  8. Busque os subtítulos neste capítulo. 
  9. Justificação é uma relação ou posição correta diante de Deus feita possível por meio do arrependimento das obras mortas e por aceitar o plano de salvação de Deus por meio de Jesus Cristo.  
  10. Ser salvo da vida do pecado e da penalidade do pecado por meio do arrependimento e aceitar a Jesus Cristo como salvador.  

CAPÍTULO QUATRO:  

  1. Fé significa crer y ter a certeza de algo. Fé é a segurança de que as coisas prometidas no futuro são verdadeiras e que as coisas não vistas são reais. Hebreus 11:1. 
  2. Fé natural: Esta é uma confiança natural nas coisas que são estáveis. Por exemplo, fé de que a cadeira na qual você está sentado não se quebrará. 

Fé salvadora: A Fé para com Deus, combinada com o verdadeiro arrependimento, é uma fé salvadora. A salvação é conhecer, crer e pessoalmente aceitar a mensagem do evangelho.  

Fé santificadora: A fé santificadora faz com que o crente viva uma vida santa depois da conversão. 

Fé defensora: Fé é uma das armas para defesa contra nosso inimigo espiritual, Satanás. 

  1. É necessário para a salvação. Não podemos agradar a Deus sem fé. 
  2. Por ouvir a Palavra de Deus. Romanos 10:17 
  3. Hebreus 11:6.  
  • Ouvir a Palavra de Deus 
  • Crer na Palavra de Deus 
  • Voltar-nos de nossa condição desesperada (mudar por meio do arrependimento de obras mortas). 
  • Aceitar as promessas de Deus como um fato.  
  1. A Fé é uma atitude de crer em algo que não temos visto, porém temos a segurança que já a possuímos. A esperança é o desejo ou atitude de expectativa com respeito às coisas por vir.  
  2. “Mente sobre matéria” ensina que o homem pode vencer todos os problemas usando sua mente, razão, ou o poder da vontade. Estes ensinamentos estão centrados no homem e dependem deles mesmos e não de Deus. A Fé está centrada em Deus, não no homem. É um dom de Deus, não é algo que o homem produz por seu próprio esforço.  
  3. “Fé” é o que cremos. “Obras” são o que fazemos.  
  4. “Fé para com Deus” se refere a nossa atitude para com Deus. Tal atitude deveria ser de Fé e não de rebelião, temor, etc.  

CAPÍTULO CINCO:  

  1. Mateus 3:11.  
  2. A palavra “batizar” usada na Bíblia significa imergir ou submergir completamente em algo.  
  3. É a confissão pública da mudança interna que ocorreu. 
  4. Instrução; arrependimento; crer; boa consciência para com Deus. 
  5. Batismo de sofrimento de Cristo; batismo de João; batismo cristão; batismo no Espírito Santo. 
  6. Imediatamente depois que receberam a instrução e confessaram sua Fé. 
  7. Atos 19:1-5  
  8. Não 
  9. A idade depende da habilidade para entender o significado do batismo e preencher os requisitos. 
  1. a. F; b. V; c. V.  

CAPÍTULO SEIS:  

  • Habitar no crente: 1 Coríntios 6:19 
  • Uni-lo num espírito com Deus e outros crentes. 1 Coríntios 6:17 
  • Orar por ele. Romanos 8:26 
  • Liberar o amor de Cristo e por meio dele. Romanos 5:5 
  • Conformá-lo à imagem de Cristo. 2 Coríntios 3:18 
  • Revelar as verdades bíblicas. 1 Coríntios 2:10 
  • Ensinar-lhe. João 14:26 
  • Inspirá-lo a uma verdadeira adoração. João 4:24 
  • Vivificá-lo. Romanos 8:11 
  • Santificá-lo. 2 Tessalonicenses 2:13-14 
  • Mudá-lo. Tito 3:5 
  • Convencê-lo quando faz o mal. Juan 16:8-11 
  • Dar-lhe a segurança da salvação. Romanos 8:16 
  • Dar-lhe liberdade. Romanos 8:2 
  • Falar por meio dele. Marcos 13:11 
  • Demonstrar o poder de Deus. 1 Coríntios 2:4 
  • Arrepender-se e ser batizado 
  • Crer que é para si 
  • Desejá-lo 
  • Reconhecer que é um dom 
  • Ceder a Deus 
  • Pedir oração aos outros irmãos  
  1. Atos 1:8 
  2. Falar em línguas não conhecidas por aquele que fala. 
  3. Tornar o cristão uma poderosa testemunha do evangelho. Atos 1:8. 
  4. O fruto do Espírito Santo se refere à natureza do Espírito Santo sendo evidente na vida do crente. 
  5. Gálatas 5:22-23  
  6. Para a perfeição dos santos, Para promover a obra do ministério, Para edificar o corpo de Cristo: a igreja.

 

  1. Porque o Senhor deu dons ministeriais para cumprir certos propósitos na igreja. Estes propósitos não têm sido cumpridos. Ele não retirará nenhum destes dons a menos que estes propósitos já tenham se cumprido. 
  2. Todo cristão recebe o Espírito Santo quando se converte. A Bíblia diz que nem todos falam em línguas; Temor; É uma experiência emocional.
  3. Não.  

CAPÍTULO SETE:  

  1. Israel colocou as mãos sobre Efraim e Manasses; o povo de Israel sobre os Levitas; Moisés comissionando a Josué.  
  • Sinais sobrenaturais 
  • Batismo do Espírito Santo 
  • Liberar os dons espirituais 
  • Comissionar obreiros cristãos 
  • Dedicação de crianças  
  1. Atos 14:3 

 

  1. Marcos 16:17-18 
  2. A imposição de mãos é um ato no qual uma pessoa põe suas mãos sobre o corpo de outra pessoa com um propósito espiritual definido. O ato é acompanhado por oração ou profecia.  
  • Crentes 
  • Apóstolos e discípulos 
  • Membros do presbitério (anciãos) 

 7

  1. F  

CAPÍTULO OITO:  

  1. João 11:26-26  
  2. A ressurreição é levantar-se ou colocar-se de pé. Significa levantar-se de entre os mortos.  
  • Passada: a ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos. 
  • Presente: a ressurreição espiritual dos crentes em Jesus Cristo. 
  • Futura: a  ressurreição futura de todos os que estão no sepulcro. 
  • Atos 2:30-31 
  • Mateus 28:1,5-7 
  • 1 Coríntios 16:5-8 
  • João 20:19  Porque se Cristo não ressuscitou de entre os mortos, então vã é a nossa fé e a nossa pregação. (1 Coríntios 15:13-14). Crer na ressurreição é também necessário para chegar a ser um verdadeiro crente. (Romanos 10:9; 1 Coríntios 15:1-4). A ressurreição confirma que Jesus é o Filho de Deus (Romanos 1:4) e supremo sobre todas as coisas criadas. (Efésios 1:20-23). Confirma que os crentes são justificados (Romanos 4:25) e que a morte foi derrotada (Hebreus 2:14). Por causa de Sua ressurreição, nós seremos ressuscitados e teremos novos corpos (1 Coríntios 15:51-52; Filipenses 3:21).  
  1. Isto significa que os que estavam mortos espiritualmente no pecado são vivificados espiritualmente por meio de Jesus Cristo. Efésios 2:1,5.  
  • Morto ao pecado / Uma nova vida 
  • Um novo dono 
  • Um novo propósito na vida  
  1. O batismo cristão em água e a nova vida do crente. 

CAPÍTULO NOVE:  

  1. 1 Tessalonicenses 4:16-17  
  2. A ressurreição do justo y a ressurreição do injusto.  
  3. Todos vão experimentar a ressurreição de entre os mortos. Todos vão experimentar o juízo eterno.

 

  1. a. V; b. V; c. F; d. V; e. F.  
  2. Atos 17:13, 32.  

CAPÍTULO DEZ:  

  1. O primeiro se refere aos estatutos, testemunhos e leis de Deus. O segundo se refere ao juízo de Deus sobre os assuntos dos homens e nações.  
  2. A palavra “julgar” significa separar o fazer uma diferença entre duas coisas. Isto inclui trazer a juízo, examinar a evidência, determinar se é culpado ou inocente, e decidir a penalidade do pecado.  
  3. O juízo é necessário por causa do pecado.  
  4. Deus, Jesus e os santos 

 

  1. Todas as almas.  
  2. A Palavra de Deus; de acordo com o conhecimento; individualmente; de acordo com a verdade; baseado na conduta pessoal; sem parcialidade; de acordo com a lei; de acordo com a justiça; de acordo com os motivos e pensamentos.  
  3. Isaías 33:22.  
  4. a. V; b. V; c. F. 

CURSO DE MATURIDADE NO ESPÍRITO.

MÓDULO II. 

Conhecendo A Voz De Deus

CONTEÚDO

Como Usar Este Manual, 

Sugestões Para Estudo em Grupo, 

Introdução, 

Objetivos do Curso, 

  1. Conhecendo A Voz De Deus
  1. “Se Alguém Quer Fazer A Sua Vontade… Conhecerá”
  1. A Vontade de Deus
  1. Seguindo A Direção Errada
  1. O Padrão Da Vontade de Deus
  1. Como Deus Fala Ao Homem
  1. A Sarça Ainda Arde
  1. Práticas Questionáveis
  1. O Modelo Bíblico Para Tomar Decisões
  1. Tentou e Falhou?
  1. A Vontade de Deus e o Sofrimento
  1. Seis Fases De Revelação
  1. 13. Seguindo A Direção correta Para Prosperidade Bíblica Através De Dízimos E Ofertas

Respostas da Seção “Teste o Seu Conhecimento”

Módulo: Delegação

Curso: Conhecendo A Voz De Deus

INTRODUÇÃO

“Qual é a vontade de Deus para mim?”

Esta pergunta é, talvez, a mais freqüente feita pelos crentes. Ela também é uma pergunta que freqüentemente confronta os líderes cristãos conforme os homens e mulheres se voltam a eles para receber a direção para tomar suas decisões.

Nas situações cotidianas da vida, os crentes estão constantemente fazendo escolhas que determinam se eles farão ou não a perfeita vontade de Deus. É essencial conhecer a voz de Deus, compreender a Sua vontade, e tomar decisões corretas todos os dias.

Isso é importante porque cada decisão, por menos que seja, afeta a descoberta da vontade de Deus por toda a vida.

O homem deve escolher de acordo com a vontade de Deus. Este plano foi instituído por Deus quando Adão e Eva foram colocados no jardim do Éden (Gn 1-3). A vontade de Deus para Adão e Eva foi nomear os animais, habitar no jardim, ter amizade um com o outro, e reproduzirem-se para povoar a terra. O mais importante: eles deveriam manter um relacionamento íntimo com Deus. Adão e Eva também foram advertidos sobre o que não era a vontade de Deus. Eles foram proibidos de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Além da história de Adão e Eva, a Bíblia inteira é a história das decisões que indivíduos e nações fizeram de acordo (ou em desacordo) com a vontade de Deus. Você pode aprender tanto dos êxitos quanto das falhas dos homens e mulheres da Bíblia.

Uma das excitantes revelações na Bíblia é que Deus tem um plano definido para cada um, tanto para a vida presente quanto para a eternidade. Para cumprir este plano você deve conhecer a voz de Deus. Você deve saber como Ele se comunicou nos tempos antigos e como Ele fala hoje.

Este curso explica como Deus fala ao homem e como descobrir a vontade de Deus para nossas vidas. Diretrizes são dadas sobre como conhecer a voz de Deus e definir a vontade de Deus. O padrão da vontade de Deus e os exemplos bíblicos de como Deus revela Sua vontade serão discutidos.

Um modelo bíblico para tomar decisões é explicado. Diretrizes são apresentadas sobre como superar decisões erradas, o que fazer se você tem perdido a vontade de Deus, e como tratar com as práticas questionáveis. Seis fases de revelação de um plano de Deus também são identificadas.

O currículo do Instituto Internacional Tempo de Colheita enfatiza o que Jesus ensinou para equipar homens e mulheres para alcançar seu mundo com o Evangelho. Uma das grandes verdades reveladas por Ele foi que Deus fala aos homens:

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim… Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor… As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10.14, 16, 27).

Deus tem um plano para íntimo relacionamento com a humanidade. O homem foi escolhido por Deus e pode conhecê-lo pessoalmente. Você pode conhecer a voz de Deus!

OBJETIVOS

Ao concluir este curso você será capaz de:

Explicar a relação entre conhecer a voz de Deus e definir Sua vontade.

Discutir a importância de conhecer a vontade de Deus.

Explicar como Deus revela Sua vontade.

Compreender a vontade de Deus segundo ela é revelada nas Escrituras.

Usar métodos bíblicos para tomar decisões.

Corrigir as seis fases da revelação.

Compartilhar com outros as diretrizes para conhecer a voz de Deus.

OBJETIVOS PESSOAIS

Porque este curso trata com o conhecimento da voz e da vontade de Deus, nós propomos que você estabeleça objetivos pessoais para o estudo. Seus objetivos podem servir para definir a vontade de Deus em uma questão específica, encontrar a resposta de Deus para um problema, ou definir a vontade específica de Deus para sua vida e ministério.

Liste seus objetivos pessoais no espaço dado abaixo. Enquanto você estuda, aplique o que você aprende a cada um de seus problemas listados.

Complete esta sentença: “Eu quero ouvir a voz de Deus e conhecer a Sua vontade sobre…” 

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________CAPÍTULO UM

CONHECENDO A VOZ DE DEUS

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Provar pelas Escrituras que Deus fala aos homens e mulheres.

Explicar a relação entre conhecer a voz de Deus e definir Sua vontade.

Distinguir entre a Palavra de Deus “Rhema” e a Palavra de Deus “Logos”.

Explicar o que significa “a vontade de Deus”.

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10.27).

INTRODUÇÃO

O título deste curso, “Conhecendo a voz de Deus”, implica em diversas coisas:

Primeiro: Que há um Deus.

Segundo: Que Ele se comunica com o homem.

Terceiro: Que o homem pode reconhecer a voz de Deus quando Ele fala.

Quarto: Que Deus tem alguma coisa para dizer.

Agora examinaremos cada uma destas declarações:

Primeiro: Este curso é baseado sobre a verdade que há um Deus que se revele ao homem através do registro escrito de Sua Palavra, a Bíblia.

Segundo: A Bíblia é o registro escrito inspirado da comunicação de Deus com o homem. Ela mostra em detalhes os modos pelos quais Deus fala ao homem e a resposta de indivíduos e nações à voz de Deus. A Bíblia, freqüentemente, repete a frase “… assim diz o Senhor” e incidentes onde Ele falou ao homem. Isto confirme que Deus se comunica com o homem e a mulher.

Por exemplo, leia a história de Balaão em Números capítulo 22. Deus falou a Balaão, porém ele recusou ouvir. Deus quis tanto se comunicar com aquele homem que Ele realmente recorreu ao uso de um asno. Balaão foi:

“(recebeu, porém, castigo da sua transgressão, a saber, um mudo animal de carga, falando com voz humana, refreou a insensatez do profeta)” (2 Pd 2.16).

Terceiro: A Bíblia assegura que os crentes podem conhecer a voz de Deus. Jesus disse:

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim… Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor… As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10.14, 16, 27).

Quarto: Deus tem alguma coisa importante para dizer para a humanidade. Nós somos advertidos:

“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto… Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação” (Hebreus 3.7, 8, 15).

A “tentação no deserto” e a “provocação” de Deus mencionados nestes versículos se refere à desobediência da nação de Israel.

Depois de Israel ser liberado do cativeiro Egípcio, o povo repetidamente desobedeceu quando Deus falou a eles. Nestes versículos Deus adverte-nos para respondermos quando Ele fala e não desobedecer como Israel fez.

A frase “hoje, se ouvirdes a sua voz”, confirma que Deus ainda fala aos homens em nossos dias assim como Ele fez nos tempos passados. A advertência para ouvir confirma que o que Ele tem para dizer é importante.

MUITAS VOZES

A Bíblia revela que há muitas vozes no mundo clamando por atenção:

“Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido” (1 Co 14.10). 

Quais são estas vozes no mundo?

A VOZ DO HOMEM:

A voz do homem é fácil de reconhecer. É a voz audível de outro ser humano:

“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). 

Algumas vezes a voz do homem pode dar um conselho sábio, porém em qualquer momento em que a voz do homem entrar em conflito com a voz de Deus, você deve obedecer a Deus.

A VOZ DE SATANÁS:

A voz de Satanás foi ouvida pela primeira vez pelo homem quando ele falou a Eva no Jardim do Éden (Gn 3.1, 4, 5). A voz de Satanás mente, engana, e sempre tenta levar o homem a pecar e distanciar-se de Deus. Você pode facilmente reconhecer isto quando você ler sobre a tentação de Jesus em Mateus 4.1-13. Você pode estudar exemplos de conversas que Satanás teve com Deus em Jó 1.7-12 e 2.1-6.

Espíritos malignos também têm vozes:

“Achava-se na sinagoga um homem possesso de um espírito de demônio imundo, e bradou em alta voz: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Lucas 4.33-34).

Algumas vezes a voz de Satanás é realmente audível quando demônios usam as cordas vocais de um homem (ou mulher) possesso. Com muita freqüência, contudo, Satanás fala com uma voz audível. Ele fala mentira, engano, e pensamentos pecaminosos para sua mente.

A VOZ DO EGO:

A voz do ego é o homem falando a si mesmo. Você pode ler os exemplos disto em Lucas 16.3 e 18.4, e em Jonas 4.8 onde o profeta desejou morrer. A Bíblia adverte o seguinte sobre a voz de ego:

“Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10.23).

A VOZ DE DEUS:

Jesus disse que os crentes poderiam conhecer a voz de Deus e diferenciá-la de outras vozes:

“Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (João 10.3-5).

Os crentes são comparados com ovelhas. Uma característica das ovelhas é que elas não sabem para onde estão caminhando. Elas devem ser conduzidas. Jesus disse que Ele era o pastor ou líder das ovelhas. Ele disse que Suas ovelhas conheceriam a Sua voz e o seguiram em vez das vozes do homem, do ego e de Satanás.

OUVIR A VOZ DE DEUS

Abra a Sua Bíblia em Gênesis e leia os capítulos 1 a 3. Estes capítulos registram a criação do mundo e dos primeiros seres humanos, Adão e Eva. Desde o tempo da criação, Deus comunicou Sua vontade para o homem. Ele deu instruções específicas a Adão e Eva. Eles deveriam dar nomes aos animais, cuidar do jardim, ter amizade um com o outro, e reproduzir-se para povoar a terra. O mais importante de tudo é que eles deveriam manter uma íntima comunhão com Deus. Esta comunhão íntima com Deus os capacitou a conhece a voz de Deus. Quando Deus falou, Ele comunicou Seu plano a eles:

“E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16-17).

Pela voz de Deus a Sua vontade foi revelada a Adão e Eva. Eles poderiam comer livremente de toda a árvore no Jardim, com a exceção da árvore do conhecimento do bem e do mal.

“Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim. E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” (Gn 3.8-9).

É o pecado que separa o homem de Deus. Deus não retira Sua presença do homem. Por causa do pecado, o homem saiu da presença de Deus. O pecado resulta em um coração endurecido. A Bíblia adverte:

“Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação” (Hebreus 3.15).

Deus deseja se comunicar com o homem, porém comunicação requer reciprocidade. O pecado separa o homem de um relacionamento íntimo com Deus, endurece seu coração e o impede de conhecer a voz de Deus.

A VOZ E A VONTADE

Os crentes freqüentemente perguntam: “qual é a vontade de Deus para mim?” Porém, o que nós realmente queremos dizer quando dizemos que desejamos conhecer a vontade de Deus? Isto significa que nós queremos conhecer Seu plano geral para nossas vidas. Nós queremos Sua direção nas decisões específicas para que façamos escolhas sábias. Nós desejamos Sua direção nas circunstâncias da vida. A questão que nós devemos estar perguntando é “Como podemos conhecer a voz de Deus?” Conhecer a voz de Deus resulta em descobrir a vontade de Deus.

Deus quer que você conheça Sua vontade:

“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.17).

Se você conhece a voz, então, você compreenderá qual é a Sua vontade quando Ele falar a você. Aprender a receber direção divina é aprender a caminhar em íntima comunhão com Deus. A Bíblia diz:

“Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4.4).

A expressão “que procede” fala de uma função contínua. Significa alguma coisa que aconteceu no passado, está acontecendo no presente e continuará no futuro. Deus fala para comunicar Sua vontade a humanidade. Por isso é importante conhecer a voz de Deus.

QUANDO DEUS FALA

Há duas palavras gregas traduzidas como “palavra” na Bíblia. As palavras gregas são “logos” e “rhema:”. “Logos” é a Palavra escrita de Deus. “Rhema” é a Palavra Viva (que dá vida) de Deus. Sobre os crentes de Beréia foi dito:

“Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11).

Estes versículos ilustram a relação das palavras “logos” e “rhema”. A Palavra “rhema” de Deus, a Palavra falada ou que dá vida sempre está de acordo com o “logos” ou a Palavra Escrita. Assim, você pode conhecer se a voz que você ouve é do Senhor ou não. A Palavra “rhema” de Deus normalmente é aplicada a uma situação específica, encontra uma necessidade pessoal, e ministra a direção individual a tal situação. Posto que você reconhece a Palavra quando aplicada à necessidade ou situação específica, ela se torna uma Palavra doadora de vida para você.

A Palavra “rhema” pode ser comunicada através de um sermão ou um versículo da Bíblia que repentinamente impressiona você com um grande significado. Ela pode ser falada para você por Deus através do uso de dons espirituais. Ela pode ser falada em espírito, no interior, pelo Senhor. (Você aprenderá mais sobre como Deus fala através dos dons espirituais e em seu espírito nos capítulos posteriores).

Porém, lembre-se: a Palavra “rhema” sempre estará de acordo com a Palavra escrita de Deus. A Palavra escrita de Deus é completa. Nada pode ser adicionado ou retirado dela (Apocalipse 22.18-19). Quando Deus falar através da Palavra “rhema” ela sempre estará em harmonia com Sua Palavra escrita.

TIPOS DE OUVINTES

A Bíblia fala de duas divisões principais de ouvintes:

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.  E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia” (Mateus 7.24-26).

Um crente néscio ouve a voz de Deus, porém não atua segundo ela. Um ouvinte sábio escuta e atua segundo a mensagem de Deus. Um é só um “ouvinte da Palavra”. O outro é “ouvinte e fazedor”.

Você deve não somente conhecer a voz de Deus, porém você deve também aprender a responder em obediência à voz de Deus.

“Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.

Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1.21-22).

Jesus também contou uma história sobre semear em diversos tipos de solos que ilustram vários tipos de ouvintes. Leia a parábola em Mateus 13.1-9. Jesus explica a parábola em Mateus 13.18-23. Ele compara os diferentes solos com ouvintes e suas respostas à Palavra de Deus.

A SEMENTE À BEIRA DO CAMINHO:

Algumas sementes caíram à beira do caminho e foram arrebatadas pelas aves antes delas criarem raízes. Isto é um exemplo de um homem que ouve a voz de Deus, porém as palavras não criam raízes em seu coração. Satanás arrebata fora a Palavra de Deus.

A SEMENTE NOS LUGARES PEDREGOSOS:

Algumas sementes caíram nos lugares pedregosos e brotaram rapidamente. Porém, quando o calor do sol veio, a planta murchou e morreu porque não tinha nenhuma raiz. Este é o ouvinte que ouve a Palavra de Deus e a recebe com alegria, porém realmente não tem raiz em sua vida. Quando as circunstâncias se tornam difíceis, ele se ofende e deixa de responder à voz de Deus.

A SEMENTE ENTRE OS ESPINHOS:

Algumas sementes caíram entre os espinhos que sufocaram o crescimento das plantas. Este é um exemplo da voz de Deus sendo sufocada pelos cuidados do mundo, do materialismo, etc.

A SEMENTE NA BOA TERRA:

Algumas sementes caíram na boa terra e trouxe uma colheita muito rica. Este é um exemplo do ouvinte que recebe a Palavra de Deus, escuta a Sua voz e enraíza nessa revelação. Esta pessoa amadurecerá espiritualmente e se tornará um crente reprodutivo e frutífero.

COMO VOCÊ PODE CONHECER A VOZ DE DEUS?

Você quer conhecer a vontade de Deus? Você quer conhecer a vontade Dele para a sua vida? No próximo capítulo você aprenderá os requisitos que lhe prepararão para ouvir a voz de Deus e descobrir Sua vontade para sua vida. Enquanto você continua este estudo, permita que sua atitude seja igual a do Salmista Davi que era um bom ouvinte:

“Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez” (Salmos 85.8).

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é o significado da Palavra “Rhema” de Deus? 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é o significado da Palavra “logos” de Deus?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Como conhecer a voz de Deus se relaciona com definir Sua vontade para sua vida?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Dê uma referência do livro de Hebreus que confirma que Deus fala aos homens no passado e ainda fala hoje. 

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

  1. O que significa a “vontade de Deus?”

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Como o que a Palavra “rhema” de Deus sempre está de acordo?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que separa o homem da presença de Deus?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Você deve ser um __________ da Palavra e não somente um ___________.

PARA ESTUDO ADICIONAL

  1. Há vários versículos na Bíblia que descreve a voz de Deus. Busque cada referência e registre as palavras que descrevem a voz de Deus. O primeiro já está feito como um exemplo para você seguir. De seu próprio estudo da Bíblia você pode continuar adicionando as referências e descrições da voz de Deus a este gráfico.

Referência Descrição da voz de Deus

2 Samuel 22:14 Troveja desde os céus

1 Reis 19:12-13

Salmos 18:13

Salmos 29:3-9

Salmos 68:33

Daniel 10:6-9

  1. Deus falou sobre Jesus. Você pode ler o que Ele disse nas seguintes passagens: 2 Pedro 1:17-18; Mateus 3:17; Marcos 1:11.
  1. O que Deus fala acontece. Veja Ezequiel 12:25-28.
  1. Estude as palavras de Jesus nos livros de Mateus, Marcos, Lucas, e João. Observe como Jesus falou nas perguntas, as respostas, os exemplos, parábolas, e sermões.
  1. Deus não somente fala aos indivíduos, porém Ele também fala às nações. Veja Jeremias 18:7-10.
  1. Leia sobre os resultados de desobedecer a voz de Deus nos seguintes versículos.

Registre os resultados da desobediência no gráfico abaixo:

Referência Resultados da Desobediência

Êxodo 15:26

Deuteronômio 28:15-68

1 Samuel 12:15

  1. Leia as seguintes Escrituras e registre o que você aprender sobre os resultados de obedecer a voz de Deus:

Deuteronômio 28:1-14:__________________________________________________

1 Samuel 12:14:________________________________________________________

  1. A Bíblia inteira é um registro de como os indivíduos e nações responderam à voz de Deus. Complete o seguinte gráfico enquanto você estuda a resposta do homem à voz de Deus. O primeiro está feito como um exemplo para você seguir. Você pode necessitar ler os versículos antes e depois da referência dada para obter a informação necessária para completar o gráfico. Como no gráfico anterior, você pode continuar agregando as referências de seu próprio estudo da Palavra de Deus.

Referência Pessoas Envolvidas Resposta Resultados

Gênesis 26:5 Abraão A obediência Sua mente e nações

Foram abençoadas

Gênesis 22:18

Deuteronômio 8:20

Juízes 2:2,4,20-23

Juízes 6:10

1 Samuel 5:1,19,22,24

1 Samuel 28:18

Salmos 106:25

Jeremias 32:23

Daniel 9:10-14

Zacarias 3:2

AGEU 1:12

CAPÍTULO DOIS

“SE ALGUÉM QUISER FAZER
A SUA VONTADE… CONHECERÁ”

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever os versículos-chave de memória.

Definir a palavra “pré-requisito”.

Listas os pré-requisitos para conhecer a voz de Deus.

Explicar o que significa nascer de novo.

Reconhecer a importância do Espírito Santo para conhecer a voz de Deus.

Demonstrar compreensão de “maturidade espiritual” e “transformação”.

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).

INTRODUÇÃO

Há alguns pré-requisitos necessários se você deseja conhecer a voz de Deus. Um pré-requisito é algo que você deve fazer antes que você possa fazer algo mais. É algo requerido antes que você possa alcançar uma certa meta.

Sua meta neste curso é conhecer a voz de Deus. Este capítulo explica os pré-requisitos (as coisas espirituais) antes que você possa alcançar este objetivo. Jesus disse:

“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7.17).

Os versículos-chave deste capítulo, Romanos 12.1-2, listam algumas coisas que são a vontade de Deus para você fazer. Se você cumprir estes pré-requisitos, então você virá a conhecer a voz de Deus e Sua vontade para sua vida.

A EXPERIÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1).

Como você aprendeu no capítulo anterior, o pecado lhe separa da presença de Deus. Devido ao pecado, você tem dificuldade de ouvir e responder positivamente à voz de Deus. No mundo natural você não reconhece a voz de um estranho. Você reconhece as vozes daqueles que você conhece e com que você desenvolve um relacionamento. O mesmo é verdade no mundo espiritual. Se você deseja conhecer a voz de Deus, você deve vir a conhecer a Deus e você não pode desenvolver um relacionamento íntimo com Ele com pecado em sua vida.

Romanos 12.1 requer que VOCÊ caminhe com Deus dando sua vida a Ele. Deus já falou através de Sua Palavra escrita e tem revelado Sua vontade para você desenvolver tal relacionamento:

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”(2 Pedro 3.9).

Deus não quer que você gaste sua vida no pecado. Ele quer que você viva segundo o Seu plano:

“Para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pedro 4.2).

Deus é visualizado como estando em pé à porta de sua vida, desejando entrar para que Ele possa desenvolver um relacionamento com você:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3.20).

O propósito declarado de Deus desde o princípio do mundo é levar todos os homens ao conhecimento de Cristo Jesus:

Efésios 1.9-10:

“Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra” (Efésios 1.9-10).

Você foi “reunido em Cristo” tornando-se parte da família de Deus. Assim como você nasce em uma família natural, você deve “nascer de novo” espiritualmente nesta família espiritual.

Leia o capítulo 3 de João. Este capítulo explica o que significa ser nascido de novo em detalhe. Para experimentar o novo nascimento você deve:

  1. Reconhecer que você é um pecador:

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 2.23).

  1. Reconhecer que a penalidade do pecado é a morte:

Deus advertiu Adão e Eva que se eles pecassem, eles morreriam. Isto significava ambas as mortes: morte espiritual (a separação da presença de Deus) e a morte física. Quando Jesus morreu na cruz Ele morreu em seu lugar. Ele morreu por seus pecados para que você pudesse ter a vida eterna:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23).

Se você aceita Seu sacrifício pelo pecado, você não está mais debaixo da penalidade da morte.

  1. Confesse seus pecados, peça perdão e creia que Jesus morreu por você:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.7-9).

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

Quando você apresenta sua vida a Deus desta maneira, você “nasce de novo” espiritualmente:

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

Quando você nasce de novo, você se torna parte da família espiritual de Deus. Você de maneira alguma está separado da presença de Deus. Quando você morrer fisicamente, você viverá eternamente com Ele.

Você tem estabelecido um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo. Você tem ouvido e tem respondido à verdade do Evangelho. Você está agora em posição de aprender a reconhecer a voz de Deus:

“Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 17.37).

A MORADA DO ESPÍRITO SANTO

Há outro pré-requisito que o ajudará a conhecer a voz de Deus. A Bíblia como de uma experiência chamada do “Batismo do Espírito Santo”. Esta experiência resulta no Espírito Santo morando em sua vida e capacitando-o a viver uma vida santa que é aceitável a Deus.

Os ministérios do Espírito Santo na vida do crente são demasiadamente numerosos para discutir nesta lição. O curso “O Ministério do Espírito Santo” da Rede Tempo de Colheita se dedica a este assunto e proporciona as instruções sobre como receber o Batismo do Espírito Santo.

Um dos ministérios mais importantes da habitação do Espírito Santo é guiar o crente na vontade de Deus:

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.13-14).

A Bíblia diz:

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8.14).

Há um relacionamento definido entre ser um filho de Deus (nascido de novo) e ser guiado pelo Espírito Santo.

O homem natural (aquele que não é de novo) não recebe nem segue a direção do Espírito Santo. Porque Ele não se tornou um “homem espiritual” através da experiência do novo nascimento, Ele não reconhece a voz de Deus:

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).

Os seguintes exemplos do livro de Atos demonstram a direção do Espírito Santo nas vidas dos crentes:

FELIPE:

Um diácono da igreja por nome Filipe foi levado pelo Espírito para unir-se a um carro que ele viu em uma estrada do deserto para Gaza:

“Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o” (Atos 8.29).

Felipe obedeceu à direção do Espírito Santo. Isto produziu salvação e batismo nas águas de um homem etíope que estava no carro.

PEDRO:

O Espírito Santo disse a Pedro para ir com três homens que vieram de Cesaréia. Pedro disse:

“Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles, sem hesitar. Foram comigo também estes seis irmãos; e entramos na casa daquele homem” (Atos 11.12).

Pedro reconheceu a direção do Espírito Santo. Ele não teve nenhuma dúvida quando o Espírito falou em seu ser interior e revelou a vontade de Deus. Ele obedeceu e produziu o primeiro ministério transcultural aos gentios.

PAULO:

Paulo freqüentemente mudou sua agenda evangelística segundo o impulso do Espírito Santo:

“Defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu” (Atos 16.7).

Paulo planejou ir a Misia, porém o Espírito Santo lhe deu uma direção diferente.

Estes três exemplos simplesmente são alguns de muitos na Bíblia que ilustra como o Espírito Santo lhe permite que ouça a voz de Deus. Como Jesus prometeu, o Espírito Santo toma a vontade de Deus e a revela a você.

MATURIDADE ESPIRITUAL

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

No mundo natural quando um bebê nasce, ele deve alcançar um certo nível de maturidade antes que ele comece a reconhecer a voz de seus pais. O mesmo é verdade no mundo espiritual. Quando você nasce de novo, você pode não reconhecer a voz de Deus quando Ele fala. Quando você recebe o Espírito Santo, nem sempre você pode entender quando o Espírito lhe revela a vontade de Deus. Porém, o Espírito Santo continuará revelando a vontade de Deus e a guiá-lo. Enquanto você amadurece espiritualmente, você virá a reconhecer essa voz dentro do seu espírito.

A Bíblia fala deste paralelo entre o natural e o espiritual:

“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hebreus 5.13-14).

O “leite” e a “carne” nestes versículos, se referem à Palavra escrita de Deus, a Bíblia. Quando você nasce de novo, você começa o aprendizado de algumas das verdades mais simples (o leite) da Palavra de Deus. Quando você amadurece, você pode dominar as verdades mais profundas (a carne) da Palavra de Deus. Enquanto você continuar estudando a Palavra escrita de Deus, seus sentidos espirituais amadurecerão. Você poderá exercer o discernimento do bem e do mal. Isto significa que você poderá distinguir a vontade de Deus e Seu caminho dos estilos de vida errados. É por isso que é importante para você estudar a Palavra escrita de Deus.

Enquanto você amadurece espiritualmente, você não desejará nem de longe “conformar-se” ao mundo. Ser conformado significa ser formado ou modelado segundo uma norma fixa. A maturidade espiritual o conformará à imagem de Cristo em lugar das formas mundanas.

A maturidade espiritual também lhe ajuda a alcançar a maturidade emocional. Se lhe falta a maturidade emocional, decisões importantes podem ser feitas em uma explosão de ira ou autopiedade. Isto pode ter resultados desastrosos de grande alcance.

Enquanto você amadurece espiritualmente, você desenvolverá “O Fruto do Espírito Santo”, evidências da maturidade espiritual que resulta da maturidade emocional:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Efésios 5.22-23).

TRANSFORMAÇÃO

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

A maturidade espiritual leva finalmente à transformação, outro pré-requisito que lhe permite conhecer a voz de Deus. O que o homem natural (natureza humana) deseja fazer e o que Deus deseja para sua vida é diferente. Isto cria um conflito entre a carne (o homem natural) e o espírito (o homem espiritual).

Paulo escreveu sobre este conflito:

“Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5.17).

Paulo reconheceu que há uma contínua luta da carne contra o Espírito em questões que se relacionam ao cumprimento da vontade de Deus. Ele identificou esta luta como tendo lugar na mente:

“Mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (Romanos 7.23).

Devido a isto ele instou:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).

A Palavra “rogar” significar suplicar, implorar ou pedir. A frase “que apresenteis os vossos corpos” como sacrifício vivo “indica uma entrega sem reservas a Deus”. Oferecer algo para um sacrifício significa abandoná-lo completamente. No Antigo Testamento, quando um sacrifício era feito, ele era dado completamente a Deus para ser queimado com fogo, consumido pelo sacerdote, ou ambos, segundo a lei indicava. O doador do sacrifício não poderia mais fazer nenhuma demanda quanto a ele.

Assim é que deve ser nossa entrega a Deus. O homem natural, a velha natureza deve morrer ao mundo e à carne. Isto é o que significa “transformação”. É ser mudado para uma outra imagem, modelada segundo o Senhor Jesus cristo:

“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5.24).

“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27).

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Romanos 6.12).

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Co 7.1).

“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Romanos 6.11).

A crucificação física real, a qual Jesus experimentou, é uma morte antinatural. Há importância no fato que a morte prescrita para a natureza carnal é a crucificação. A natureza carnal do homem nunca morrerá uma morte natural. Não morrerá voluntariamente. Deve ser levada à morte pela força assim como na crucificação real no mundo natural. Segundo Romanos 12.1-2, tal entrega precede o conhecimento da vontade de Deus. Se você quer conhecer a voz de Deus e Sua vontade, você deve entregar-se primeiro. Nós freqüentemente queremos inverter o processo. Nós queremos conhecer a Sua vontade, depois decidir se nós nos renderemos a ele ou não. Porém Romanos 12.1-2 indica que a entrega vem primeiro.

A razão porque nós somos vacilantes sobre a entrega é porque nós não entendemos que a vontade de Deus sempre é aceitável, boa, e perfeita. Nós temos medo de nos render a Deus totalmente porque nós não temos apreendido este conceito básico:

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29.11).

RENOVANDO SUA MENTE

Sua mente se conforma naturalmente aos princípios do mundo al redor de você. Isto acontece devido a sua natureza básica do pecado. Também acontece através da influência da sua cultura.

Porém Deus diz que você não deve conformar-se ao mundo, porém ser transformado. A palavra “transformar” significa ser mudado para uma nova imagem. O modelo para essa imagem é o Senhor Jesus Cristo:

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3.18).

Segundo Romanos 12.2, a transformação acontece por renovar sua mente. Isto significa que você deve livrar-se das normas e princípios mundanos, e deve conformar-se aos princípios revelados na Palavra escrita de Deus.

Sua mente se transforma segundo você desenvolve a mente de Cristo:

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2.5).

A expressão “haja em voz” indica que você tem que fazer uma opção para ter a mente de Cristo. Você deve permitir que a transformação da mente aconteça. Você tem uma responsabilidade no desenvolvimento da mente transformada. Não é algo que Deus faz automaticamente para você:

“Por isso, cingindo o vosso entendimento…” (1 Pd 1.13).

“Cingir a mente” significa vestir ou proteger suas faculdades mentais. Para transformar ou cingir sua mente, é necessário submergi-la na Palavra de Deus. Investigue a Bíblia para descobrir que tipo de mente estava em cristo. (A seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo lhe ajudará a fazer isso).

Sua mente é transformada segundo Deus estabelece suas leis nela:

“… na sua mente imprimirei as minhas leis… ” (Hebreus 8.10).

Use a faculdade da mente para lançar por terra e levar à escravidão os pensamentos maus:

“E toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5).

Você tem a responsabilidade de controlar sua vida de pensamentos:

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8).

Então, você pode dizer com Paulo:

“Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada” (1 Co 2.6).

A mente de Cristo estava fixa e determinada em fazer a vontade de Deus.

EXPERIMENTANDO A VONTADE DE DEUS

Estude o gráfico que segue. Você descobrirá que cada pré-requisito discutido neste capítulo está incluído em Romanos 12.1-2:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1-2).

EXPERIMENTADO A VONTADE DE DEUS 
Rogo-vos pelas misericórdias de Deus. Você veio a Deus através de Sua misericórdia que Ele estendeu por meio do sacrifício de Jesus por seus pecados. 
Que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Maturidade espiritual capacitada pela operação do Espírito Santo em sua vida. 
Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. Transformação pela Palavra; renovação da mente.  

A experiência do novo nascimento, a habitação do Espírito Santo, a maturidade espiritual, e a transformação da mente – como estas coisas se relaciona com o conhecer a vontade de Deus? Segundo Romanos 12.1-2, elas são pré-requisitos que levam ao conhecimento de Sua vontade:

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

A palavra “experimentar” significa conhecer de primeira mão, confirmar e estar seguro. Estes pré-requisitos levam à convicção da vontade de Deus. 

Porém, o que significa exatamente “a vontade de Deus”? E o que é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus? Por que é importante “experimentar” ou conhecer de primeira mão a vontade de Deus.

Nós exploraremos as respostas a estas perguntas nos capítulos seguintes.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva os versículos-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa “pré-requisito”?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são os pré-requisitos que se apresentam neste capítulo como obrigatórios para conhecer a vontade de Deus?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é o ministério principal do Espírito Santo relacionado a conhecer a voz de Deus?

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa ser “nascido de novo”?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Por que é necessário nascer de novo para vir a conhecer a voz de Deus?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa ser espiritualmente maduro?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Defina a palavra “transformar” segundo ela foi usada neste capítulo.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. É esta declaração verdadeira ou falsa: segundo Romanos 12.1-2 a entrega precede o conhecimento da vontade de Deus. A declaração é: __________________.

PARA ESTUDO ADICIONAL (ESTUDAR EM SALA)

  1. Para um estudo adicional do novo nascimento e da maturidade espiritual, obtenha o curso de  “Fundamentos da Fé”. Para um estudo adicional do Espírito Santo, obtenha o curso “O Ministério do Espírito Santo”.
  1. Este capítulo falou da necessidade de transformação da mente. As Escrituras indicam que os crentes NÃO devem ter mentes que são:

Endurecidas: Daniel 5.20.

Reprovável: Romanos 1.28.

Carnais: Romanos 8.6; Efésios 2.3; Colossenses 2.18.

Duvidosas: Lucas 12.29.

Cegas: 2 Coríntios 3.14; 4.14.

Adulteradas: 2 Coríntios 11.3.

Vãs: Efésios 4.17.

Terrenas: Efésios 3.19.

Inimigas: Colossenses 1.21.

De ânimo dobre: Tiago 1.8; 4.8.

Manchadas: Tito 1.15

  1. A Bíblia indica que a mente transformada dos crentes deve ser:

Espiritual: Romanos 8.6

Pronta: 1 Pedro 5.2

Pura: 2 Pedro 3.1

Perseverante: Isaías 26.3

Pacífica: Filipenses 4.7

Renovada: Efésios 4.23

Humilde: Colossenses 3.12

Sóbria: Tito 2.6

Temperante (domínio próprio): 2 Timóteo 1.7

Serva: romanos 7.25

Totalmente persuadida: Romanos 14.5

Unida: 1 Pedro 3.8; romanos 15,6; 1 Co 1.10

Honrada e voluntária: 1 Cr 28.9 

  • Disciplina para trabalhar: neemias 4.6

CAPÍTULO TRÊS
A VONTADE DE DEUS

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Definir a palavra “vontade”.

Identificar os três tipos de vontade no funcionamento no mundo hoje.

Explicar os três significados da vontade de Deus.

Listar as razões por que é importante fazer a vontade de Deus.

Identificar a motivação apropriada para fazer a vontade de Deus.

VERSÍCULO CHAVE:

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6.38).

INTRODUÇÃO

Este capítulo identifica três tipos de vontade no funcionamento no mundo hoje. Define a expressão “vontade de Deus”, examina a vida de Jesus com relação a essa vontade, e enfatiza a importância da vontade de Deus.

O SIGNIFICADO DE “VONTADE”

O significado comum da palavra “vontade” é determinar ou decidir sobre a base da vontade. A vontade é o poder de escolha. Há três tipos de vontade que operam no mundo hoje:

VONTADE PRÓPRIA:

Esta é a vontade do homem, a natureza egoísta básica que deseja andar por conta própria. Quando você guia sua vida pela vontade própria, você faz as opções na base de sua vontade separada da vontade de Deus. A Bíblia adverte sobre a vontade própria:

“Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10.23).

A vontade própria é o fundamento da natureza carnal do homem:

“Especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores” (2 Pe 2.10).

A Bíblia registra os resultados da vontade própria:

“Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos” (Salmos 81.12).

O pecado, sofrimentos, e problemas no mundo hoje são todos resultados do homem que vive na desobediência à vontade de Deus. Davi fala da vontade própria que opera nas vidas dos homens maus:

“Não me deixes à vontade dos meus adversários; pois contra mim se levantam falsas testemunhas e os que só respiram crueldade” (Salmos 27.12).

A Bíblia declara que os líderes na igreja não devem ser arrogantes (que fazem sua vontade própria):

“Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância” (Tito 1.7).

A VONTADE DE SATANÁS:

Satanás tem uma vontade. Ele deseja destruir tudo o que é bom em sua vida. Jesus advertiu a Pedro sobre isso:

“Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!:” (Lucas 22.31).

Satanás quer peneirar tudo o que é bom para fora de sua vida. Jesus disse:

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

Paulo disse que alguns crentes foram feitos cativos pela vontade de Satanás:

“Mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (2 Timóteo 2.26).

A VONTADE DE DEUS:

A terceira vontade em funcionamento no mundo é a vontade de Deus. Este é o assunto de nosso estudo.

O SIGNIFICADO DA VONTADE DE DEUS

O Novo Testamento foi originalmente escrito no idioma grego. Em grego há duas condições usadas para a palavra “vontade” em referência à vontade de Deus. Uma palavra é “boulema”, que se refere à soberana vontade de Deus. Este é Seu plano predeterminado para tudo o que se passa no universo. Este tipo de “a vontade de Deus” se cumpre sem ter em conta decisões feitas pelo homem. É Seu plano de amor para o mundo.

A vontade “boulema” de Deus não requer a cooperação do homem. Na vontade “boulema” de Deus, o resultado está predeterminado. A vontade “boulema de Deus está escrita em Sua Palavra e está bastante clara. Não há nenhuma necessidade de buscar esta vontade de Deus porque ela se revela na Bíblia.

A outra palavra é “thelema” e se refere ao desejo de Deus para o homem experimentar e viver em Sua vontade. Se refere a Seu plano individual ou vontade para cada homem e mulher. 

Para que Deus cumpra Sua vontade “thelema”, exige-se a sua cooperação. Você tem o poder para escolher se você caminhará ou não na “thelema” de Deus ou na vontade individual de Deus para sua vida. É a vontade “thelema”, ou a vontade de Deus para você como um indivíduo que nós nos referimos quando falamos de buscar a vontade de Deus. 

Um outro tipo de vontade de Deus é a vontade “moral” de Deus, os mandamentos revelados na Palavra escrita de Deus para o homem como os crentes devem viver. As vontades individual e soberana de Deus para o homem nunca entram em conflito com a vontade moral de Deus como está revelada em Sua Palavra. O gráfico que segue resume os vários significados da “vontade de Deus”:

TRÊS SIGNIFICADOS DA “VONTADE DE DEUS” 
SOBERANA (BOULEMA) INDIVIDUAL (THELEMA) MORAL
O Plano determinado por Deus para o universo. O plano detalhado de Deus para cada indivíduo. Os mandamentos morais revelados na Palavra escrita de Deus que ensina como nós devemos crer e viver.
Não é afetada pelas decisões do homem. É afetada pelas decisões do homem. A vontade individual de Deus está sempre em harmonia com sua vontade moral.

JESUS E A VONTADE DE DEUS

A vontade de Deus foi a preocupação principal de Jesus durante Seu ministério terreno. Ele declarou:

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6.38).

A vontade de Deus era levar os homens e mulheres a uma relação correta com Ele:

“A vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia” (João 6.39).

“De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6.40).

O propósito da vida de Cristo era cumprir a vontade de Deus. Ainda quando Ele era uma criança, Jesus se preocupava por fazer a vontade de Deus. Quando Ele estava no templo e seus pais vieram buscá-lo, Jesus disse:

“Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lucas 2.49).

O segredo de Sua força espiritual se encontrava em fazer a vontade de Deus:

“Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4.34).

Este versículo revela Sua preocupação em completar a obra de Deus através de Sua vida e ministério. O poder evidente no ministério terreno de Cristo está relacionado à vontade de Deus:

“Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou” (João 5.30).

As palavras e feitos de Cristo não eram se Si mesmo. Ele falou e agiu segundo a vontade do Pai:

“Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou” (João 7.16).

“Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou” (João 14.24).

“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que EU SOU e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou” (João 8.28).

“Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou” (João 5.30).

Até mesmo quando Ele enfrentou a morte por crucificação, Jesus orou:

“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mateus 26.39).

Jesus estava pronto para morrer se isso fosse a vontade de Deus para Ele. A vida de Jesus é um exemplo perfeito de conformidade absoluta à vontade soberana, moral e individual de Deus.

A IMPORTÂNCIA DA VONTADE DE DEUS

A vontade de Deus é importante porque…
DETERMINA SEU DESTINO ETERNO:

Seu destino eterno depende de você fazer a vontade de Deus. Você deve responder positivamente ao plano de redenção de Deus para sua vida…

“Porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7.14).

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7.21).

“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 Jo 2.17).

É A BASE DE SEU RELACIONAMENTO COM DEUS:

Seu relacionamento com Jesus baseia-se em fazer Sua vontade:

“Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Marcos 3.35. Ver também 12.50).

PROPORCIONA DIREÇÃO:

A vontade de Deus é importante porque você é incapaz de dirigir seu próprio caminho:

“Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10.23).

Falta-lhe a habilidade de guiar seus próprios passos. Sem a direção de Deus você vai por seu próprio caminho e se desvia do plano de Deus:

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53.6).

PROPORCIONA CONHECIMENTO DO FUTURO:

Deus é o único com o conhecimento do futuro. Ele conhece os enganos de Satanás que o espera. Ele sabe o futuro dos sistemas econômicos e políticos. Ele sabe quais eventos o esperam no futuro:

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10).

O homem pode funcionar no presente e revogar o passado. Ele também pode planejar para o futuro. Porém, Deus é o único com o conhecimento real do futuro. Algumas pessoas pensam que Satanás tem presciência do futuro. Ele não tem. Se fosse assim, ele nunca teria motivado a crucificação de Jesus. Ele poderia ter olhado no futuro e ver que por este ato a redenção do pecado se tornasse uma realidade. Satanás somente conhece o que Deus escolhe revelar sobre o futuro. Por exemplo, Satanás sabe que seu destino eterno é o inferno porque Deus o revelou.

VOCÊ É ORDENADO A CONHECÊ-LA:

Conhecer a vontade de Deus também é importante porque você é ordenado para conhecê-la e fazê-la:

“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.17).

“Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus” (Efésios 6.6).

Deus deseja sua obediência mais que Ele deseja seus sacrifícios ou louvor:

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Sm 15.22-23).

Deus quer que você permaneça perfeito e completo em Sua vontade:

“Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (Colossenses 4.12).

RESULTA NA SOLIDEZ DOUTRINÁRIA:

Jesus disse:

“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7.17).

Se você faz a vontade de Deus como ela se revela a você, então você desenvolverá a maturidade espiritual para julgar a doutrina legítima. Isto o impedirá de ser enganado pelo ensinamento falso.

RESULTA NA ORAÇÃO RESPONDIDA:

Quando você está vivendo na vontade de Deus, você pode orar com confiança que seus pedidos serão respondidos:

“E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (1 Jo 3.22).

“Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende” (João 9.31).

“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5.14).

TRAZ AS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS:

Bênçãos espirituais são prometidas se você cumprir a vontade de Deus:

“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Atos 10.36).

As bênçãos o seguirão realmente:

“Se atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos” (Deuteronômio 28.1-2).

AJUDA-LHE A EVITAR O CASTIGO:

Castigo significa disciplina, reprovação e correção. Aqueles que deliberadamente se distanciam da vontade revelada de Deus serão castigados:

“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão” (Dt 28.15).³

“E estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.  É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?” (Hebreus 12.5-9).

Jesus também advertiu:

“Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites” (Lucas 12.47).

Conhecer a vontade de Deus é uma questão séria para aqueles que desejam viver a vida abundante e evitar o castigo.

RESULTA EM ÊXITO:

Uma das instruções dadas a Josué quando ele assumiu a liderança da nação de Israel foi para guardar os mandamentos de Deus e caminhar em Seus caminhos. Se ele fizesse isso, Josué tinha esta garantia:

“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Josué 1.8).

Os Salmos também registram que um homem que anda nos caminhos de Deus terá êxito e “tudo o que fizer prosperará” (Salmos 1.3). Em um mundo cheio de fracasso e derrota, conhecer e fazer a vontade de Deus é o segredo para um viver vitorioso.

A MOTIVAÇÃO APROPRIADA

Você deve ser motivado para fazer a vontade de Deus porque você O ama. O amor deseja agradar o objeto desse amor:

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14.15).

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (João 14.21).

“Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14.23).

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é a motivação correta para fazer a vontade de Deus?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste 10 razões porque é importante fazer a vontade de Deus:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Defina a palavra “vontade”.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Identifique os três significados da vontade de Deus:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são os três tipos de vontade operando no mundo hoje?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Leia as declarações que seguem. Se a declaração é Verdadeira, escreva V no espaço em branco diante dele. Se a declaração é Falsa, escreva F.
  1. ______ Jesus não se preocupava em fazer a vontade de Deus.
  2. ______ A Bíblia indica que o homem é incapaz de dirigir seu próprio caminho corretamente.
  3. ______ A vontade individual de Deus às vezes pode discordar com a vontade moral de Deus.
  4. ______ Somente Deus tem conhecimento completo do futuro.
  5. ______ Você pode experimentar as grandes bênçãos espirituais caminhando em sua própria vontade.

PARA ESTUDO ADICIONAL

  1. O apóstolo Paulo colocou grande ênfase na vontade de Deus. Estude os seguintes versículos: Atos 16.6-10; Romanos 1.10; 15.32; 1 Coríntios 1.1; 4.19; 16.7; 2 Co 1.1; Efésios 1.1; Colossenses 1.1; 2 Timóteo 1.1.
  1. O Gráfico dado anteriormente neste capítulo sobre os “Três significados da vontade de Deus” foi expandido sob a adição das referências bíblicas. Estude estes versículos para entender mais sobre a soberana, individual e moral vontade de Deus. (O Gráfico está na próxima página).
TRÊS SIGNIFICADOS DA “VONTADE DE DEUS” 
SOBERANA (BOULEMA) INDIVIDUAL (THELEMA)  MORAL
O Plano determinado por Deus para o universo. O plano detalhado de Deus para cada indivíduo. Os mandamentos morais revelados na Palavra escrita de Deus que ensina como nós devemos crer e viver.
Não é afetada pelas decisões do homem. É afetada pelas decisões do homem. A vontade individual de Deus está sempre em harmonia com sua vontade moral. 
Romanos 11:33-36 Atos 2:23 Atos 4:27-28 Romanos 9:19 Efésios 1:11 Apocalipse 4:11 Apocalipse 21:1 Daniel 4:35 Gênesis 24 Provérbios 16:9 Salmos 32:8 Provérbios 3:5-6 Efésios 5:17 Efésios 6:6 Romanos 12:2 Colossenses 1:9 Colossenses 4:12  2 Coríntios 6:14 Romanos 2:18 1 Tessalonicenses 5:18 1 Tessalonicenses 4:3 (Mais todos os outros mandamentos da Palavra escrita de Deus). 

CAPÍTULO QUATRO

SEGUINDO A DIREÇÃO ERRADA

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Identificar os métodos não-bíblicos de buscar a direção.

Distinguir entre os profetas falsos e os verdadeiros.

Definir a palavra “emulações”.

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

“Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10.23).

INTRODUÇÃO

É tão importante saber como não fazer algo quanto é saber fazê-lo. O grande inventor nos Estados Unidos, Thomas Edson, dirigiu mais de 1.000 experimentos que falharam antes de descobrir a eletricidade. Quando lhe perguntaram se ele sentia que perdera tempo com todos estes, ele disse: “Não. Eu descobri mais de 1.000 maneira de como não produzir eletricidade”. No futuro, ele não tinha que perder mais tempo usando métodos que não funcionaram.

Na Bíblia, Deus adverte sobre as maneiras nas quais você não deve buscar a direção para sua vida. Se você considera estas advertências, você não perderá tempo com os métodos não-bíblicos de direção que Deus não aprova. Isto lhe impedirá de tomar decisões más e seguir a direção errada na vida.

Em outros capítulos você aprenderá como Deus revelou Sua vontade no passado e como Ele fala aos homens no tempo presente. Mas primeiro, nós devemos eliminar os métodos negativos. Estas são as maneiras que você não deve buscar a direção.

AS CIÊNCIAS OCULTAS

Há numerosas práticas satânicas agrupadas sob o título de “oculto”. Muitas destas práticas são usadas para conhecer a direção a tomar. As práticas ocultistas variam de nação a nação, mas elas incluem tais métodos como bruxaria, feitiçaria, mãos, astrologia, horóscopos, a leitura de folhas de chá, cristais, jogo de cartas, e a leitura da palma da mão. As práticas ocultistas incluem qualquer forma de envolvimento sobrenatural que não é de Deus. Tais práticas são motivadas por Satanás.

Deus advertiu a Seu povo para não tratar com as práticas ocultas. Você pode ler estas advertências em Deuteronômio 18.9-14 e Êxodo 22.18.

A bruxaria é a prática das bruxas que incluem a magia branca e negra, a feitiçaria, a astrologia, a bruxaria, o uso de poções, feitiços, encantamentos e drogas. Inclui todas as práticas e cultos Satânicos similares. A bruxaria e outras práticas satânicas são rebelião contra Deus:

“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Sm 15.23).

A Bíblia registra que os feiticeiros tentaram afastar as pessoas do Evangelho:

“Mas opunha-se-lhes Elimas, o mágico (porque assim se interpreta o seu nome), procurando afastar da fé o procônsul” (Atos 13.8).

A bruxaria engana as pessoas:

“Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria” (Apocalipse 18.23).

Feiticeiros não entrarão no Reino dos Céus:

“Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22.15).

O livro de Apocalipse revela o fim daqueles que usam tais práticas satânicas:

“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Apocalipse 21.8).

Nenhum verdadeiro filho de Deus deve estar envolvido de forma alguma com as práticas do ocultismo com propósito de buscar direção ou por qualquer outra razão.

OS MÉTODOS DA SORTE

Lançar a sorte era um método de buscar direção muito usado no Antigo Testamento. Você pode ler sobre o uso deste método em Levítico 16:7-10; Números 26:55; 27:21; e Josué 18:10.

Lançar a sorte era um método de probabilidade. A crença era que Deus controlava o resultado dos dados que eram lançados. Lançar a sorte era semelhante ao jogar dados ou uma moeda de hoje.

Este método de buscar de Deus era aceitável no Antigo Testamento. O único uso no Novo Testamento do lançar sorte pelos crentes foi antes da vinda do Espírito Santo. Os apóstolos de Jesus estavam buscando preencher uma vaga que se abriu com a saída de Judas, que havia traído a Jesus e depois havia cometido suicídio. Dois candidatos foram nomeados para a posição:

“E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos” (Atos 1.26).³

Matias, o homem escolhido para substituir Judas, nunca é mencionado novamente no registro do Novo Testamento. Era o apóstolo Paulo quem realmente deveria preencher a vaga entre os apóstolos. Matias foi a escolha do homem através do lançamento de sortes. O apóstolo Paulo foi a escolha de Deus por meio do Espírito Santo.

Depois da vinda do Espírito Santo (registrado em Atos capítulo 2), o lançar da sorte não foi usado mais pelos crentes como um meio de receber direção de Deus. A direção do Espírito Santo substituiu este método do Antigo Testamento. Você não deve usar qualquer método de sorte ou probabilidade para determinar a vontade de Deus. Você deve conhecer a voz de Deus e deve ser guiado pelo Espírito Santo.

A PORÇÃO DE LÃ

Há um registro no Antigo Testamento do uso de algo chamado de “porção de lã” para determinar a vontade de Deus. Você pode ler a história da porção de lã de Gideão em Juízes 6.36-40.

Deus falou a Gideão e revelou Sua vontade. Para confirmar o que Deus disse, Gideão colocou uma porção de lã na terra. Um dia ele pediu a Deus que permitisse o orvalho cair ao redor, porém não na porção de lã. No outro dia, Ele pediu a Deus que o orvalho caísse na porção de lã e a terra ao redor permanecesse seca.

Não há nenhum versículo na Bíblia que diga aos crentes que façam como Gideão fez durante esta terrível crise nacional quando a grande responsabilidade descansou sobre ele. Este evento só ocorreu uma vez na Bíblia e, como o lançar sortes, só foi usado antes do derramamento do Espírito Santo no Novo Testamento.

Nós não devemos buscar a vontade de Deus colocando uma porção de lã. A moderna prática da porção de lã normalmente de faz quando dizemos “se uma certa coisa acontecer, então eu saberei que é a vontade de Deus” – porém nossas porções de lãs são freqüentemente coisas que poderiam ocorrer normalmente.

No único caso de uma “porção de lã” registrado na Bíblia, Gideão já tinha conhecimento da vontade de Deus. Ele havia ouvido a voz de Deus. A porção de Lã foi usada como uma confirmação, não para direção. Também era algo que somente poderia ser respondido por meios sobrenaturais. Nos dias do Novo Testamento, quando Zacarias pediu um sinal para confirmar a mensagem de Deus sobre o nascimento de João o Batista, ele ficou mudo. Isso porque ele não creu na voz de Deus e buscou um sinal (Lucas 1.18-20).

Jesus disse que “uma geração malvada e adultera exige um sinal” (Mateus 12.39). Uma porção de lã pode ser um sinal de incredulidade ou relutância para fazer a vontade revelada de Deus. Porções de lã que podem ser respondidas através de meios naturais podem ser enganosas e ilusórias.

Em certas ocasiões, Deus amavelmente tem respondido aqueles que tem pedido alguma indicação do que eles devem fazer pela porção de lã ou sinal. Essa prática, sem dúvida, tem sido uma exceção em lugar da regra para se buscar direção nas vidas de grandes santos de Deus. Lembre… Deus quer homens de fé, não de porção de lã. Ele quer homens e mulheres que reconhecem Sua voz quando Ele fala e não têm nenhuma necessidade de prová-la confirmando com sinais.

OS FALSOS PROFETAS

A Bíblia registra as histórias de muitos profetas de Deus. Ela revela que Deus põe na igreja líderes reconhecidos como profetas, e explica o dom espiritual do Espírito Santo conhecido como profecia (Efésios 4.11 e 1 Coríntios 12.10).

“Profetizar” é falar sob a inspiração especial de Deus. É uma habilidade especial para receber e comunicar uma mensagem imediata de Deus a Seu povo através de uma declaração divinamente ungida. As palavras faladas por um profeta sob a inspiração divina são chamadas de profecias. Profetizar significa declarar abertamente palavras de Deus que exortam, edificam e consolam:

“Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando” (1 Co 14.3).

A profecia nunca substitui a Palavra escrita de Deus. A Bíblia diz que a profecia cessará, porém a Palavra de Deus permanecerá para sempre (1 Co 13.8 e 1 Pd 1.25). No Antigo Testamento as pessoas iam aos profetas buscar pela direção porque o dom do Espírito Santo ainda não fora dado. Hoje não há mais nenhuma necessidade para ir a um profeta receber a direção espiritual. Esta é uma das funções do Espírito Santo na vida do crente. Cada crente deve aprender a ser guiado pelo Espírito de Deus.

O Novo Testamento não dá nenhum registro de crentes que buscaram a direção dos profetas depois que o dom do Espírito Santo foi dado, porém Deus ainda usa este dom para confirmar o futuro. Você pode estudar semelhante exemplo em atos 21.1-14. Ágabo deu uma profecia pessoal a Paulo, especificamente a Paulo.

Paulo já sabia o que o esperava em Jerusalém. A profecia somente confirmou o que aconteceria ali. Não foi uma profecia de direção dizendo a Paulo para ir ou não a Jerusalém. A Bíblia adverte dos falsos profetas no mundo (Mateus 24.11, 24; Marcos 13.22).

Devido a isto, Deus tem proporcionado maneiras de identificar as verdadeiras profecias. A Bíblia declara:

“Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé” (Romanos 12.6).

A frase “segundo a proporção da fé” significa em relação correta à fé. A maneira de reconhecer as verdadeiras profecias é se elas estão ou não em harmonia com a Bíblia. A Bíblia declara:

“Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem” (1 Co 14.29).

A Bíblia nos diz que julguemos as profecias. A norma para esse juízo é a Palavra de Deus. 

Deus tem proporcionado muitas maneiras de reconhecer aos falsos profetas. Os falsos profetas são conhecidos porque o que eles falam não vem a acontecer:

“Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou?  Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18.20-22).

Estude as seguintes referências em sua Bíblia que explicam outras maneiras de reconhecer os falsos profetas:

Os falsos profetas não confessam a divindade de Jesus Cristo: 1 João 4.1-3.

Os falsos profetas ensinam doutrina falsa: 2 Pedro 2.1-3.

Os falsos profetas levam as pessoas à desobediência da Palavra de Deus: Deuteronômio 13.1-5.

Os falsos profetas enganam as pessoas com sinais miraculosos: Mateus 24.11-24.

Os falsos profetas fazem falsas demandas: Mateus 24.23-24.

Seu fruto revela seu erro: uma das melhores maneiras de distinguir os profetas falsos dos verdadeiros profetas é observar suas vidas. A Bíblia diz que por seus “frutos” você os conhecerá. Os falsos profetas não têm evidência de fruto espiritual em suas vidas: Mateus 7.16.

Porque há falsos profetas no mundo, você deve ter cautela em aceitar as profecias. A profecia freqüentemente tem sido erroneamente usada para dirigir e controlar os crentes. Quando a profecia pessoal é dada, ela deve ser examinada à luz das Escrituras e deve estar de acordo com a Palavra escrita de Deus. A respeito da direção, a profecia deve ser para confirmar, não para dirigir ou controlar.

Devido ao mau uso deste dom espiritual, alguns crentes o rejeitam totalmente. Eles não aceitarão o dom miraculoso da expressão profética. Porém você não deve rejeitar o ministério do Espírito Santo somente porque você testificou de uns exemplos carnais em um vaso humano.

O CONSELHO ERRADO

Nenhum homem pode determinar a vontade de Deus especificamente para outra pessoa exceto em questões reveladas na Bíblia. Por exemplo, nós sabemos que é a vontade de Deus que todos os homens venham ao arrependimento, pois isso é ensinado nas Escrituras.

O conselho espiritual por meio de líderes piedosos tem um lugar definido na direção de um crente, porém nenhum conselheiro tem o direito de controlar outra pessoa ou determinar a vontade de Deus para ela nas questões não tratadas nas Escrituras. 

Quando o apóstolo Paulo estava determinado para ir a Jerusalém, seus amigos em Cesaréia tentaram impedi-lo de fazer isso. Eles advertiram do sério problema que poderia ocorrer ali. Quando Paulo rejeitou seu conselho e seguiu a Jerusalém, eles aceitaram sua decisão declarando:

“Como, porém, não o persuadimos, conformados, dissemos: Faça-se a vontade do Senhor!” (Atos 21.14).

Eles compreenderam que ainda que ainda que seu desejo pessoal fosse para Paulo não ir, Paulo deveria discernir a vontade de Deus para ele.

É importante que você venha a conhecer a voz de Deus por si mesmo. Você não pode confiar em outros para guiar sua vida porque há espíritos malignos no mundo cuja intenção é enganar. Nós somos advertidos:

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1).

Quando você recebe conselho de outra pessoa, esta direção deve ser provada com os outros métodos de discernir a vontade de Deus que se detalhará em um capítulo mais adiante deste estudo.

EMULAÇÕES

As emulações são listadas como uma das obras da carne em Gálatas 5.20 (Revista e Corrigida). As obras da carne são várias condutas pecadoras que não agradam a Deus.

Emulação é o desejo de copiar outros e igualar-se ou exceder a eles. Provém de um espírito de rivalidade e é uma forma de ciúme. Alguns crentes emulam os ministérios de êxito dos outros ao invés de buscar o plano de Deus para as suas próprias vidas. Nenhum dos crentes tem a mesma obra para fazer. O Espírito Santo as pessoas para ministérios específicos:

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (Atos 13.2).

A Bíblia declara que os crentes têm diferentes dons espirituais:

“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo… Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente” (1 Co 12.4, 11).

Ainda que a Bíblia nos diz para buscar “os melhores dons” (1 Co 12.31) e “procurai, com zelo, os dons espirituais” (1 Co 14.1). isso não significa que nós devemos imitar outros que têm ministérios significativos.

Quando Pedro estava preocupado com o ministério de João, Jesus disse:

“Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me” (João 21.22).

Deus deu a Noé o plano para uma arca. Ele deu a Moisés o plano para o Tabernáculo. Ele deu a Salomão o plano para um grande templo de adoração. A Neemias Ele deu o plano para reconstruir os muros de Jerusalém.

Deus não lhe disse para construir uma arca, construir um templo, ou os muros em volta de Jerusalém. Porém, Deus tem um plano especial para você! Se você cai no pecado das emulações e imita outros, você perderá Seu plano.

Quando você modela sua vida segundo as vidas de outros, você é submerso pela tradição humana – e a tradição humana encobre a revelação divina.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. O que significa a palavra “emulações”?

______________________________________________________________________________________

  1. Leia as declarações abaixo. Se a declaração é VERDADEIRA coloque um V no espaço em branco proporcionado diante dela. Se a declaração é FALSA escreva F:
  1. _______ A Bíblia ensina que é aceitável buscar a direção através das práticas ocultistas.
  2. _______ Se você não pode receber a direção para si mesmo da parte de Deus, é seguro depender de outras pessoas para guiar a sua vida.
  3. _______ Você sempre deve aceitar o que um profeta lhe diz como a verdade e a vontade de Deus para sua vida.
  4. _______ A tradição humana encobre a revelação divina.
  5. _______ “Lançar a sorte” e outros métodos de probabilidade são maneiras corretas de determinar a vontade de Deus.
  6. _______ A Bíblia ensina que colocar uma porção de lã é uma maneira segura de determinar a vontade de Deus.
  7. _______ Uma das maneiras melhores de distinguir o profeta falso do verdadeiro é observar sua conduta.
  8. _______ A verdadeira profecia sempre está de acordo com a Palavra escrita de Deus.
  9. _______ A profecia pessoal só deve ser para confirmação, não governo ou direção.

PARA ESTUDO ADICIONAL (PROVA. FAZER EM CASA)

A Bíblia registra as histórias de grandes homens de Deus que seguiram a direção errada porque eles não escutaram a voz de Deus. Leia e resuma o que você aprendeu sobre…

O rei Saul, que foi à uma bruxa para receber direção: 1 Samuel 28.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

Manassés que consultou um feiticeiro: 2 Crônicas 33:16.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

Um homem anônimo de Deus que escutou a um homem que reivindicava ser um profeta em lugar de obedecer ao que Deus lhe disse que fizesse: 1 Reis 13.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

Balaão que escutou ao conselho errado do homem: Números 22.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

CAPÍTULO CINCO

O PADRÃO DA VONTADE DE DEUS

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever os versículos-chave de memória.

Listar os feitos básicos acerca da vontade de Deus.

Usar a Palavra escrita de Deus para tomar decisões nas situações da vida.

Explicar o padrão da vontade de Deus.

Identificar uma ilustração do desenvolvimento do crente em conformidade com a vontade de Deus.

Fazer um estudo adicional da vontade revelada de Deus na Palavra escrita.

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

“Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.9-11).

INTRODUÇÃO

Antes de você examinar os métodos que Deus usa para falar ao homem com o propósito de revelar Sua vontade, você deve ter um pouco de conhecimento básico sobre a vontade de Deus. Os capítulos anteriores definiram o que significa “a vontade de Deus” e identificou as maneiras erradas de buscar direção.

Este capítulo apresenta os fatos básicos sobre a vontade de Deus, explica duas divisões principais desta vontade, examina o modelo da vontade de Deus, e discute o desenvolvimento do crente em conhecer a voz de Deus.

OS FATOS SOBRE A VONTADE DE DEUS

Aqui estão alguns fatos básicos sobre a vontade de Deus:

DEUS QUER QUE SE CONHEÇA A SUA VONTADE:

A fé que torna possível conhecer a vontade descansa em dois fatos fundamentais:

Primeiro: a crença de que Deus tem um plano para você.

Segundo: a habilidade de Deus de comunicar-se com você.

Os dois capítulos seguintes explicam os métodos pelos quais Deus se comunica com o homem. Como nós mencionamos em uma lição anterior, Deus quer tanto se comunicar com o homem que Ele usou até mesmo um asno para falar a um profeta em certa ocasião (Número 22).

A Bíblia ordena:

“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.17).

Paulo escreveu aos Colossenses:

“Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (Colossenses 1.9).

Em Atos Paulo falou a um homem e disse:

“Então, ele disse: O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca” (Atos 22.14).

Além destes versículos, Deus tem dado muitas promessas de direção em Sua Palavra escrita. (Você estudará alguns destes mais tarde). Sobre a base destas Escrituras pode-se concluir que Deus quer que você conheça a Sua vontade.

A VONTADE DE DEUS É PLANEJADA:

Deus está trabalhando neste mundo para fazer convergir a Si todas as coisas com base em Seu plano:

“Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11).

Deus tem um plano global para o universo no qual Ele está trabalhando. Nós o chamamos de Seu plano geral. Ele também tem um plano individual para cada pessoa. Esses planos estão dentro deste plano soberano e de Sua vontade moral.

O PLANO DE DEUS É INDIVIDUAL É PESSOAL:

A vontade de Deus para cada indivíduo inclui Seu plano soberano de redenção:

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

Porém, o plano de Deus vai além da revelação de Sua vontade soberana e moral. Deus tem um plano individual para cada pessoa que Ele busca comunicar. A Bíblia confirma isto através de muitas histórias de Deus trabalhando nas vidas de indivíduos. Ele coloca os homens em situações nos momentos exatos para propósitos especiais. Cada uma das histórias de vida registradas na Bíblia é única.

Deus disse ao profeta Jeremias:

“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1.5).

Que testemunho maior há ao plano pessoal de Deus para o um indivíduo? 

Quando o apóstolo Pedro se preocupava muito sobre qual ministério João teria, Jesus lhe disse…

“Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me” (João 21.22).

Jesus tinha planos diferentes para as vidas de Pedro e João.

Por toda parte em que nós olhamos no universo inteligente o planejamento está claro. O arranjo dos planetas, as estrelas, e os planos individuais de cada floco de neve e de cada flor refletem este planejamento. Devido a este evidência, nós devemos concluir que o Criador divino também tem um plano individual para o homem, o mais alto de Seus seres criados.

Deus prometeu:

“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho” (Salmos 32.8).

Um caminho individual é indicado neste versículo.

O Salmo 37 declara que cada passo de um homem justo é ordenado pelo
Senhor:

“O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz” (Salmos 37.23).

A mesma palavra usada aqui para “firma” é usada em Salmos 8.3 com respeito à lua e as estrelas que Deus criou. A ciência astronômica tem registrado com precisão assombrosa o movimento dos corpos celestes. A mesma precisão que há fixado o movimento dos planetas ordena os passos dos crentes. Ele prometeu:

“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30.21).

Deus não ordena somente os grandes eventos da vida, porém cada passo.

A VONTADE DE DEUS NÃO É COMO O CAMINHO DO HOMEM:

A VONTADE de Deus é freqüentemente contrária ao caminho do homem:

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55.8-9).

A vontade de Deus nem sempre é o caminho que você selecionaria naturalmente. Por isso é importante conhecer a voz de Deus. Porém, isso não significa que a vontade de Deus é algo que trará a infelicidade, como o próximo ponto revela.

A VONTADE DE DEUS É BOA:

A Bíblia ensina que a vontade de Deus sempre é boa. Ainda que Seu caminho possa não ser aquele que você selecionaria, Deus sabe o que é melhor. Salmos 37.23 declara que você se deleitará no caminho ordenado pelo Senhor.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

O PLANO DE DEUS É PROGRESSIVO:

Efésios 2.10 declara que somos “feitura de Deus”. A palavra “somos” está no tempo presente. Deus constantemente está trabalhando em sua vida. É um contínuo, um progressivo processo de revelar Sua vontade.

“Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13).

Paulo escreveu aos crentes hebreus que era o desejo de Deus aperfeiçoá-los…

“… em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hebreus 13.21).

“Operando” está no tempo presente. Deus está continuamente guiando, desenvolvendo, e falando-lhe para considerar Seu plano. Você recebe a promessa de incessante direção:

“O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam” (Isaías 58.11).

DUAS DIVISÕES DA VONTADE DE DEUS

Quando nós falamos sobre conhecer a voz de Deus, nós devemos entender que há duas divisões básicas da vontade de Deus. Cada divisão está em harmonia com a outra:

PRIMEIRO: A QUE ESTÁ REVELADA EM SUA PALAVRA ESCRITA:

A primeira divisão da vontade de Deus é que se revela especificamente na Bíblia. No capítulo anterior da vontade de Deus é o que se revela especificamente na Bíblia. No capítulo anterior nós discutimos os três significados da “vontade de Deus”. Nós aprendemos que há uma soberana, individual e moral vontade de Deus. 

A vontade de Deus para cada indivíduo sempre está dentro de Sua vontade soberana e moral conforme revelado em Sua Palavra Escrita. A Palavra Escrita de Deus inclui a revelação completa da vontade moral de Deus. Isto inclui todo os mandamentos acerca de como você deve viver. Como você pode ver no diagrama, a vontade soberana de Deus inclui Sua vontade moral. É Sua vontade soberana que cada homem e mulher viva dentro das normas morais de Sua Palavra Escrita. A Palavra Escrita de Deus inclui porções de Sua vontade soberana que Ele tem escolhido revelar a nós e têm incluído o esboço geral de Seu plano para o mundo e o homem EM geral.

O melhor resumo deste plano está nos versículos-chave deste capítulo:

“Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.9-11).

Na seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo nós temos listado referências específicas que são exemplos da vontade de Deus revelada em Sua Palavra escrita.

SEGUNDO: O QUE NÃO ESTÁ REVELADO EM SUA PALAVRA:

A segunda divisão da vontade de Deus é o que não está revelado em Sua Palavra. Isto inclui o plano para a vida individual de cada crente. A Palavra de Deus não revela seu ministério ou ocupação específica, qual igreja você deve freqüentar, com quem você deve se casar, onde você deve morar, etc. Todavia, cada uma destas decisões é importante. É para decisões como estas que você deve buscar a vontade de Deus e ser capaz de ouvir a Sua voz quando Ele falar.

COMPARANDO OS DOIS:

Ao desejar conhecer a vontade de Deus com respeito a uma certa situação da vida, primeiro, estude as Escrituras para ver se a direção específica é dada na Palavra Escrita de Deus. Não há necessidade de “buscar a vontade de Deus” ou pedir confirmação de Sua vontade quando Ele já tem falado em Sua Palavra escrita. Examine cuidadosamente as Escrituras para a direção específica já dada. Aceite a Palavra Escrita como a voz de Deus lhe fala. Se você se nega à direção que Deus tem dado em Sua Palavra Escrita, você se abre ao engano.

Em muitas situações a Bíblia proporciona os princípios gerais, os quais – quando entendidos e aplicados – levará a uma decisão consistente com a vontade de Deus. Estes princípios se aplicam a uma variedade de situações específicas. Por exemplo, Paulo adverte:

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2 Co 6.14-15).

Aqui a Bíblia dá um princípio geral que não se deve pôr em jugo desigual um crente e um incrédulo. Este princípio pode aplicar-se a muitas situações da vida: estando para casar-se com um incrédulo, entrar em uma sociedade comercial com um incrédulo, fazer dos incrédulos amigos íntimos, etc.

Investigue as Escrituras para exemplos biográficos que se aplicam à sua situação. Estude as vidas de personagens bíblicas para ver quais decisões eles tomaram em situações similares e se tais decisões estiveram em harmonia com a vontade de Deus.

Em questões onde a direção não é dada na Palavra escrita de Deus, o Senhor tem outros métodos pelos quais Ele fala ao homem. Nós examinaremos tais métodos nos dois capítulos seguintes. Porém, relembre: a direção para as situações da vida individual sempre estará de acordo com a Palavra escrita de Deus. A voz de Deus sempre permanece dentro dos limites da Palavra escrita.

O gráfico que segue resume as duas divisões da vontade de Deus já discutidas:

DUAS DIVISÕES DA VONTADE DE DEUS 
A REVELADA  A Vontade moral e a soberana revelada em Sua Palavra Escrita.  Inclui Sua vontade geral para toda a humanidade e Seu plano para o mundo.    Inclui os mandamentos específicos e promessas para governar a vida. Inclui princípios gerais sobre os quais decisões específicas podem ser baseadas.  A NÃO REVELADA  O Plano individual para a vida de cada crente.  Inclui as decisões específicas como o trabalho, o ministério, a residência, a educação, o matrimônio, e direção em outras situações específicas.     Algumas decisões individuais podem ser feitas sobre a base de princípios gerais, exemplos, e mandamentos específicos revelados na Palavra de Deus. 

O PADRÃO DA VONTADE DE DEUS

O primeiro capítulo deste curso enfocou em Romanos 12.1-2:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).

Nós fizemos a pergunta, “O que significa a boa, agradável e perfeita vontade de Deus?” Nós trataremos agora dessa pergunta, e por fazer isso, descobriremos o padrão da vontade de Deus.

A VONTADE PERFEITA DE DEUS:

A vontade perfeita de Deus é cumprida quando um crente está me harmonia com a vontade moral, soberana, e individual de Deus para a sua vida.

O crente tem aceitado o plano soberano de Deus para a sua salvação através da experiência do novo nascimento. Ele está em harmonia com os mandamentos morais da Palavra Escrita de Deus. Ele também tem determinado a direção específica de Deus para Seu plano de vida espiritual.

A BOA VONTADE DE DEUS:

Na boa vontade de Deus, o crente não está no plano perfeito para sua vida, porém ele está dentro da vontade soberana e moral de Deus. Ele não é desobediente à vontade revelada de Deus, e ele ainda está buscando encontrar o plano individual perfeito de Deus para Sua vida.

A VONTADE AGRADÁVEL DE DEUS:

Este crente está perdendo a vontade perfeita de Deus para sua vida, porém, ainda está em uma área aceitável. Ele está vivendo na vontade permissiva de Deus. Pode ser que ele não se preocupe com a vontade perfeita de Deus para sua vida. Deus está permitindo-lhe viver nesta área, ainda que não é a perfeita vontade de Deus para ele.

FORA DA VONTADE DE DEUS:

O crente nesta esfera está em desobediência direta à vontade revelada de Deus. 

UM EXEMPLO DA ESCRITURA

A história de Balaão em Números capítulo 22 ilustra estas áreas da vontade de Deus. Leia a história antes de continuar esta lição. Alguns homens de Moabe convidaram um profeta de Deus chamado Balaão para ir com eles e profetizar contra o povo de Deus, Israel. Deus falou a Balaão e lhe disse que não fosse:

“Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado” (Números 22.12).

Era a perfeita vontade de Deus para Balaão não ir com os homens de Moabe. Porém Balaão desobedeceu à voz de Deus e foi com os homens. Quando ele fez isso, ele estava funcionando em desobediência à vontade revelada de Deus.

Deus desejava tanto que Balaão conhecesse Sua vontade que Ele usou um asno a falhar-lhe e declará-lo culpável de seu pecado. Depois que Deus permitiu a Balaão seguir adiante com os homens de Moabe com ordens para ele abençoar em lugar de amaldiçoar os Israelitas, Balaão já estava funcionando agora na vontade permissiva de Deus.

A jornada produziu uma série de encontros difíceis com um homem chamado Balaque. Estes podiam ter sido evitados se Balaão tivesse obedecido a voz de Deus e nunca tivesse ido. 

Agora compare esta história com o diagrama do “Padrão da Vontade de Deus”. A vontade perfeita de Deus era que Balaão não fosse com os homens de Moabe. Balaão desobedeceu e saiu da vontade de Deus. Ele não estava na boa vontade de Deus onde o crente está perdendo a perfeita vontade, mas a está buscando-a. Ele estava em desobediência completa à voz de Deus. A vontade agradável ou permissiva de Deus permitiu a Balaão continuar na jornada ainda que não era a perfeita vontade de Deus para ele.

MAIS EXEMPLOS BÍBLICOS

Considere o exemplo do Rei Davi. Durante sua vida primitiva, um diagrama de sua conformidade com a vontade de Deus poderia parecer-se com algo assim:

A CONFORMIDADE DE DAVI COM A VONTADE DE DEUS:

Quando Davi se tornou o Rei, ele caminhou em conformidade com a vontade de Deus. Deus inclusive chamou Davi de “um homem segundo Seu próprio coração”. Porém, então, Davi pecou com a esposa de outro homem que produziu o nascimento de um filho ilegítimo. Isto estava em desobediência direta à Palavra escrita de Deus. Davi entrou perante o Senhor com arrependimento, foi perdoado, e voltou a estar sintonizado com a vontade de Deus.

Quando nós examinarmos as maneiras que Deus fala aos homens nos próximos dois capítulos tenha em mente o Diagrama de Deus. É o padrão global de sua conformidade  com a vontade de Deus que é importante.

Através de cada experiência de aprender a conhecer a voz de Deus, tanto as positivas quanto negativas, você pode continuar avançando em sua habilidade de discernir a vontade perfeita de Deus. Continue se esforçando para conformar-se à vontade de Deus apesar dos fracassos ocasionais. Não desista!

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva os versículos-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Complete a seguinte frase completando as palavras que faltam nos espaços em branco:

As duas divisões da vontade de Deus discutidas neste capítulo foram as que são reveladas na ___________________________ e as que não são reveladas na _____________________________.

  1. Dê um princípio bíblico que se aplicaria à seguinte situação de vida:

“Eu estou comprometido com um homem não salvo. Ele é amável, atento e tem normas morais elevadas. Ainda que eu seja crente e ele não, ele disse que não se importaria se que participasse da igreja depois do nosso casamento e que ele, inclusive, poderia ir comigo. Eu estou orando para a vontade de Deus ser feita com respeito a nosso casamento”.

O princípio bíblico que se aplica é…

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste seis fatos sobre a vontade de Deus que foram discutidos neste capítulo:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Esta declaração é verdadeira ou falsa: Se Deus tem revelado Sua vontade com respeito a uma certa questão em Sua Palavra, você ainda deve buscá-lo para receber a confirmação. A declaração é ___________________________.

  2. Qual dos seguintes diagramas é o mais realista em mostrar a conformidade atual do crente à vontade de Deus.

Diagrama A

Diagrama B

  1. Quais são as quatro áreas apresentadas como o modelo da vontade de Deus neste capítulo?

________________________________ _________________________________

________________________________ _________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

Há princípios gerais e exemplos na Palavra Escrita de Deus através dos quais Ele comunica Sua vontade para o homem. Há também instruções específicas na Palavra Escrita de Deus que revela Sua vontade em muitas questões. Estas incluem todas as promessas e mandamentos da Bíblia. Em alguns versículos, Deus é tão específico que Ele realmente declara “Esta é minha vontade para você…”. Estas referências são listas para você estudar. Você pode adicionar a esta lista outras passagens de seu próprio estudo da Palavra de Deus.

Quais são algumas das coisas que Deus tem revelado como Sua vontade para você? Estude as seguintes referências:

O PLANO DE DEUS PARA VOCÊ:

João 6.40

João 6.39

João 6.37

Gálatas 1.4

Efésios 1.5, 9-11

Tiago 1.18

A VONTADE DE DEUS PARA OS SEUS AMADOS:

2 Pedro 3.9

A VONTADE DE DEUS PARA SUA SANTIFICAÇÃO:

1 Tessalonicenses 4.3

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO À ORAÇÃO E AÇÃO DE GRAÇAS:

1 Tessalonicenses 5.17-18

Mateus 16.19

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO AO SEU ESTILO DE VIDA:

1 Pedro 2.15

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO AO ESPÍRITO SANTO:

Atos 2.17-18

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO AO TESTEMUNHO CRISTÃO:

Mateus 1.17

Atos 1.8

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO ÀS CRIANÇAS E BEBÊS EM CRISTO:

Mateus 18.14

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO AO SOFRIMENTO:

1 Pedro 4.19

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO ÀS POSSESSÕES MATERIAIS:

Mateus 6.33

Lucas 6.38

A VONTADE DE DEUS COM RESPEITO A SEU DESTINO ETERNO:  João 17.24

CAPÍTULO SEIS

COMO DEUS FALA AO HOMEM

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Listar as várias maneiras nas quais Deus fala ao homem.

Reconhecer que Deus não está limitado em Sua habilidade de comunicar-se com o homem.

VERSÍCULO CHAVE:

“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5.17).

INTRODUÇÃO

Como nós mencionamos na introdução deste curso, a Bíblia é uma história de métodos pelos quais Deus tem se comunicado com o homem e a resposta da humanidade à voz de Deus. Este capítulo examina o registro bíblico para descobrir os métodos pelos quais Deus comunica-se com o homem.

A PALAVRA ESCRITA

Como nós aprendemos nas lições anteriores, Deus fala ao homem através de Sua Palavra escrita. Deus já não necessita falar-lhe acerca das coisas que Ele revelou nas Escrituras. Quando Deus usa outros métodos para comunicar-se, eles nunca contradirão Sua Palavra escrita. 

A ORAÇÃO

Há muitos exemplos bíblicos de Deus falando como resultado da oração. A oração e o Jejum (ficar sem comer por razões espirituais) resultaram em Deus falando a Paulo e Barnabé:

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (Atos 13.2-3).

Oração é incluir o pedido para o cumprimento da vontade de Deus sobre a terra. Jesus ensinou aos Seus seguidores a orar:

“Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6.10).

Jesus orou pela direção de Deus antes da seleção de Seus discípulos:

“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus” (Lucas 6.12-13).

Jesus orou acerca da vontade de Deus antes de Sua morte:

“Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lucas 22.42).

CONSELHEIROS

Deus comunica Sua vontade através dos conselheiros cristãos. Há muitos exemplos bíblicos de pessoas que buscaram direção dos homens de Deus.

A Bíblia declara:

“Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11.14).

“O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos” (Provérbios 12.15).

AS CIRCUNSTÂNCIAS

Deus comunica Seu plano através das circunstâncias. Um exemplo excelente disto se encontra no Antigo Testamento. É a vida de José registrada em Gênesis 37-50. Os irmãos de José o venderam como escravo ao Egito, porém ele viu como a direção de Deus:

“Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito”(Gênesis 45.5-8).

Através das circunstâncias sobre as quais José não tinha nenhum controle pessoal, ele foi usado por Deus para salvar as vidas de milhares de pessoas em um tempo de fome severa.

Paulo escreveu algumas palavras interessantes em 1 Tessalonicenses 2.18. Ele disse aos crentes de Tessalônica que ele foi impedido por Satanás e visitá-los. Visto que ele não podia ir até eles, ele escreveu à igreja em Tessalônica. O impedimento de Satanás resultou no livro de 1 Tessalonicenses e a importante mensagem que Paulo compartilhou teve um impacto maior que teria o resultado de uma visita. Esta mensagem tem continuado através dos séculos para o benefício de todos os crentes.

Nada ocorre fora do conhecimento de Deus. Mesmo quando as circunstâncias bloqueiam o que você poderia perceber ser a vontade de Deus, Ele ainda está no controle. Deus pode tomar qualquer ato, seja de Satanás ou do homem, e o usa para Seus próprios propósitos.

Nós temos uma promessa maravilhosa de Deus com respeito às circunstâncias:

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28).

(Uma palavra de advertência: A cautela deve ser usada ao considerar somente as circunstâncias para determinar a vontade de Deus. Por exemplo, Deus disse a um profeta nomeado Jonas para ir a Nínive para pregar. Quando Ele chegou ao porto, havia um barco que ia para Társis. Ele tomou este barco em lugar de ir a Nínive. Ele poderia ter dito, “há uma vaga neste barco indo na direção oposta, então deve ser a vontade de Deus que eu vá”).

As circunstâncias da vida devem ser vistas com relação ao que deus revela através de outros métodos. Deus já havia comunicado Sua vontade a Jonas. Jonas manipulou as circunstâncias para cumprir seus próprios desejos.

PORTAS ABERTA E FECHADAS

As circunstâncias da vida resultam no que tem chegado a ser chamado “portas abertas e fechadas”. Paulo escreveu aos Coríntos:

“Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes; porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários” (1 Co 16.8-9).

Paulo decidiu ficar em Éfeso porque ele viu, através das circunstâncias colocadas por Deus, que havia uma grande oportunidade para o serviço cristão se abriu para ele. Ele a chamou de uma porta aberta.

Em outra ocasião, Paulo registra seu desejo de ministrar em certas áreas, porém as portas haviam se fechado:

“E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu” (Atos 16.6-7).

Uma porta fechada não significa que você tem acertado a vontade de Deus. Não significa que não é a Sua vontade fazer algo. Paulo evangelizou a Ásia depois. Deus estava dirigindo-o por fechar uma porta. Ele dirige através das portas fechadas assim como de portas abertas. Às vezes uma porta está fechada porque não é o tempo correto no plano de Deus. Depois, essa mesma porta pode abrir-se para você.

ANJOS

Ló recebeu a direção através dos anjos que apareceram em sua casa em Sodoma. Disseram-lhe que deveria deixar Sodoma porque o juízo de Deus ia cair sobre a cidade (Gn 19). Um anjo falou a Filipe e lhe disse que fosse a Samaria (Atos 8.26). Os nascimentos de João Batista e Jesus foram anunciados pelos anjos (Lucas 1).

Há numerosos registros bíblicos de anjos que aparecem para comunicar a vontade de Deus para o homem. Você pode encontrar outros exemplos em seu próprio estudo das Escrituras.

OS MILAGRES

Um milagre é um evento sobrenatural que está além do poder do homem realizar. Deus falou através de um milagre no evento registrado em 1 Reis capítulo 18. Ao profeta Elias foi dito para preparar um altar perante o Senhor. Elias preparou o altar e clamou:

“No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas… Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego… O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (1 Reis 18.26, 38, 39).

Deus usou este milagre para falar aos homens que adoravam os ídolos e se revelar como o verdadeiro e vivo Deus.

Deus também tem revelado Sua vontade através dos milagres na natureza. Uma coluna de fogo e uma nuvem no céu deram a direção de noite e de dia à nação de Israel quando eles viajavam através do deserto:

“O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” (Êxodo 13.21-22).

Você pode encontrar muitos outros exemplos bíblicos de que Deus se comunica aos homens através dos milagres. Procure por estes em seu próprio estudo pessoal da Bíblia.

SONHOS

Deus deseja tanto se comunicar com nós que Ele inclusive fala enquanto nós dormimos! Deus fala nos sonhos. Estes não são os sonhos normais experimentados por todos. Eles são sonhos sobrenaturais dados por Deus. Eles são detalhados, específicos, e revelam Sua vontade.

O que segue são alguns de muitos exemplos bíblicos:

Deus advertiu Abimeleque em um sonho sobre seu pecado de tomar a esposa de Abraão, Sara. Gênesis 20.3.

Um anjo usou os sonhos para revelar Sua vontade a José, Gênesis 37.

Deus apareceu a Salomão em um sonho e lhe deu a oportunidade de pedir qualquer coisa que ele desejasse. 1 Reis 3.5.

Um sonho foi usado para dirigir os reis “sábios” para voltar a seu país por um caminho diferente devido a um rei maligno. Mateus 2.12-13.

Estes são apenas uns dos muitos exemplos de como Deus se comunica através de sonhos. Você pode encontrar outros exemplos segundo você continua estudando este método de direção na Palavra de Deus.

VISÕES

Uma visão é parecida com um sonho, porém é diferente porque você está acordado. É como ter um sonho sem estar dormindo. As visões podem ser vistas com os olhos espirituais assim como os olhos físicos. Isto significa que você não pode vê-lo realmente com seu olho natural, porém Deus lhe dá um quadro de algo em seu espírito.

O que segue são um de muitos exemplos bíblicos onde as visões foram usadas por Deus para comunicar-se com o homem:

Deus apareceu a Abraão em uma visão e lhe fez uma grande promessa. Gênesis 15.

O livro de Daniel está cheio de visões (assim como de sonhos). Deus usou estes para revelar muitas coisas sobre o futuro do mundo. Ele falou a muitos outros profetas do Antigo Testamento através das visões.

Deus deu uma visão a Pedro acerca da necessidade de levar o Evangelho às nações gentílicas. Atos 10.

Deus chamou Paulo para ir a Macedônia através de uma visão. Atos 16.9.

Deus falou a Paulo de noite através de uma visão. Atos 18.9-10.

O livro final na Bíblia, Apocalipse, é baseado em uma visão vista pelo Apóstolo João.

UMA VOZ AUDÍVEL

Deus chamou a Paulo em uma voz audível durante uma jornada pelo caminho de Damasco. Você pode ler a história em Atos capítulo 9:

“E, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9.4-5).

Deus também falou a Samuel em uma voz audível:

“Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala, porque o teu servo ouve” (1 Samuel 3.10).

A Bíblia está cheia de declarações como “e Deus disse” ou referências ao fato de que Deus “falou” ou “ordenou”. Freqüentemente esta era uma voz audível. Porém, há outra voz através da qual Deus fala…

A VOZ INTERIOR DO ESPÍRITO SANTO

Mais freqüentemente do que uma voz audível, Deus usa a voz interior do Espírito Santo para falar ao homem. Isto se chama “ser guiado pelo Espírito”:

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8.14).

Deve ficar bem compreendido que aqueles que são “guiados pelo Espírito” tem uma vida espiritual. Uma alma morta em pecado, sem a vida espiritual, não pode ser guiada pelo Espírito Santo. O ser guiado pelo Espírito também assume que você é incapaz de dirigir a si mesmo. Você tem aprendido nos capítulos anteriores que isto é verdade.

Quando você experimenta o novo nascimento de salvação, Deus lhe dá um novo espírito que é receptivo a Suas comunicações:

“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ezequiel 36.26-27).

Quando você é guiado pelo Espírito, a vontade de Deus é revelada a seu espírito pelo Espírito Santo. Um dos ministérios do Espírito Santo é a direção:

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16.13).

O espírito do homem é “o homem interior do coração” mencionado por Pedro (1 Pedro 3.4). Quando Deus fala ao homem interior Ele está falando ao seu espírito. O escritor de Provérbios disse que o espírito do homem é a lâmpada do Senhor:

“O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo” (Provérbios 20.27).

Uma lâmpada lhe permite que veja na escuridão no mundo natural. No mundo espiritual, Deus usa a lâmpada de seu espírito para dirigir seus passos à Sua vontade. Ele ilumina e guia através de seu espírito.

Uma vez durante uma jornada de barco, o apóstolo Paulo advertiu ao capitão do navio:

“… Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida” (Atos 27.10).

Paulo não disse “eu tive uma visão”. Ele não reivindicou ter um sonho ou que Deus lhe havia falado de forma audível. Seu espírito tinha um testemunho de Deus e esse testemunho demonstrou ser correto.

Você deve treinar seu espírito para ser sensível a Deus. Muito tempo é usado no desenvolvimento intelectual através da educação. Muito tempo é usado no desenvolvimento físico através do exercício e atletismo. Porém, freqüentemente, um tempo pequeno é usado no desenvolvimento espiritual. Seu espírito pode educar-se assim como sua mente. Seu espírito pode desenvolver-se em força espiritual assim como seu corpo pode crescer e pode ser treinado. Você treina seu espírito meditando na Palavra de Deus:

“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Josué 1.8).

Deus também usa a voz interior do Espírito Santo para declarar Sua vontade e convencer a sua consciência. A consciência é um conhecimento interior do certo e errado dado por Deus.

Sentir é a voz do corpo. Deus não usa o que você se sente dirigido a fazer. A carne é um inimigo do espírito, pois os sentimentos podem enganá-lo.

A razão é a voz da mente. Os caminhos de Deus freqüentemente estão além da razão humana. Os pensamentos de Deus são mais altos do que os seus.

A consciência é a voz do espírito do homem, convencendo e dirigindo à perfeita vontade de Deus. O Espírito Santo fala ao seu espírito. O espírito convence a consciência. Através disto você é levado a conformar-se com a vontade de Deus. Quando o Espírito Santo fala ao seu espírito, a consciência é convencida, porém se você continua ignorando-a, sua consciência pode tornar-se “cauterizada”. Isto significa que ela se endurece à convicção do Espírito Santo:

“Pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1 Tm 4.2).

O livro de Provérbios contém muitos versículos que indicam que Deus controla os pensamentos internos e a consciência do homem para guiá-lo em Sua vontade:

“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR” (Provérbios 16.1).

“O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos” (Provérbios 16.9).

“Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina” (Provérbios 21.1).

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Os dons espirituais também são usados por Deus para falar ao homem. Os dons espirituais são habilidades especiais dadas pelo Espírito Santo. Alguns destes dons lhe permitem que receba a comunicação de Deus.

Há um dom de línguas através do qual Deus fala ao homem em um idioma que ele não conhece. A interpretação de Deus acompanha que a mensagem seja interpretada. A oração no Espírito Santo (em outras línguas) também é usada pelo Espírito para guiá-lo à vontade de Deus. Quando você não sabe orar com respeito à vontade de Deus, ore em outras línguas e…

“E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Romanos 8.27).

Há também o dom de profecia que traz uma mensagem diretamente de Deus a Seu povo. Há um dom chamado de discernimento através do qual Deus comunica sobre os espíritos que operam em outros. Deus também se comunica através dos dons de sabedoria e conhecimento. Estes dons proporcionam a visão divina sobre as pessoas e circunstâncias além do que é conhecido pela mente natural.

Para estudo adicional sobre estes dons espirituais, veja o curso do Instituto Internacional Tempo de Colheita chamado “O Ministério do Espírito Santo”.

MÉTODOS DIVERSIFICADOS

Dois outros métodos de direção bíblica é o lançamento de sortes e o uso de porções de lã. Nós discutimos estes dois nos capítulos anteriores. Conforme nós aprendemos, lançar a sorte era um método de probabilidade, de sorte. Só foi usado antes do Espírito Santo ser dado em uma nova dimensão. Seu uso nunca é registrado outra vez depois que o ministério de direção do Espírito santo de tornou disponível (Atos 2). Nós aprendemos que uma porção de lã só é mencionada uma vez na Bíblia. Foi usada por Gideão em um momento de grande crise nacional. Era um sinal miraculoso usado para a confirmação, não para direção.

DEUS NÃO ESTÁ LIMITADO

Deus nem sempre fala da mesma maneira. Nós tentamos limitar Deus a um modelo fixo. Porque Deus tem falado de uma certa maneira uma vez, nós cremos que Ele sempre falará da mesma maneira. Porém, como nós temos aprendido neste capítulo, Deus tem muitos métodos de comunicar-se com o homem. Deus não está limitado por um modelo fixo. Considere estes exemplos:

MOISÉS:

Quando Moisés estava levando a nação de Israel através do deserto à terra que Deus lhes prometeu, prover água para dois milhões de pessoas era um grande desafio. Deus disse a Moisés que Ele golpeasse uma rocha com sua vara em uma certa ocasião. Quando ele o fez, a água jorrou da rocha. Em outra ocasião, quando os Israelitas estavam sedentos, Deus quis que Moisés falasse à rocha. Ao contrário, Moisés golpeou a rocha como ele havia feito anteriormente. Isto desagradou a Deus, e Moisés foi castigado. Esta história ilustra a importância de esperar pela direção de Deus inclusive ao enfrentar uma situação conhecida. Deus não se limita a qualquer modelo anterior que você tenha experimentado.

(Nota: você poderia pensar que Deus foi injusto por castigar Moisés em um coisa tão pequena como ferir a rocha em lugar de falar para ela. A rocha sustentava um grande significado simbólico. Ela representava o Senhor Jesus e a água viva da redenção que se tornaria disponível através de Sua morte. Jesus seria ferido apenas uma vez por todas. Não havia necessidade de ser ferido outra vez. Foi a importância deste simbolismo que tornou a ofensa de Moisés tão grande).

ELIAS:

Deus usou muitos métodos sobrenaturais para comunicar-se com o profeta Elias. Uma vez Elias teve uma experiência singular que ilustrou a importância de conhecer a voz de Deus. A Elias foi dito para ir e estar de pé em uma certa montanha e esperar por Deus para falar-lhe. A Elias foi dito para ir e estar de pé em uma certa montanha e esperar por Deus para lhe falar. Isso foi o que aconteceu:

“Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o SENHOR. Eis que passava o SENHOR; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do SENHOR, porém o SENHOR não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranqüilo e suave” (1 Reis 19.11-12).

Aconteceram vários eventos sobrenaturais neste relato. Houve um vento, um terremoto, e fogo. Estes foram métodos pelos quais Deus havia se comunicado previamente com Elias. Porém, desta vez, Deus não falou em todos os gloriosos eventos que ocorreram. Ele falou em uma pequena e calma voz. Esta pode ter sido uma voz audível ou silenciosa no espírito de Elias.

PAULO:

Deus usou muitas maneiras para dirigir o apóstolo Paulo durante seu ministério missionário:

No caminho de Damasco Paulo foi guiado por uma luz luminosa e uma voz do céu (Atos 9.1-8).

Quando uma conspiração foi formada para assassinar a Paulo, ele foi advertido pelos crentes que foram usados por Deus a ajudá-lo a escapar. Atos 9.20-25.

Barnabé foi usado por Deus para estabelecer a relação entre Paulo e os outros discípulos. Atos 9.20-28.

Crentes foram usados por Deus para ajudar Paulo a escapar dos gregos irados. Atos 9.29-30.

Quando Paulo se encontrou com um ocultista, Deus lhe deu discernimento para trazer a libertação. Atos 13.6-12.

A oração e o Espírito Santo guiaram Paulo em um ministério missionário especial. Atos 13.2-4.

A profecia pessoal dada por Ágabo confirmou a experiência que esperava a Paulo em Jerusalém. Atos 21.10-14.

Deus falou a Paulo através de sonhos e visões. Atos 22.18; 26.19; 27.23-24.

Uma porta eficaz de serviço para o Senhor levou Paulo a mudar seus planos pessoais. 1 Coríntios 16.8-10.

FILIPE:

“Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém,  estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o” (Atos 8.26-29).

Deus falou a primeira vez a Filipe através de um anjo. A segunda vez, Ele falou através do Espírito Santo e Filipe respondeu imediatamente. Ele não esperou pela confirmação de um anjo. Na segunda vez Deus simplesmente falou porque esse método havia sido usado previamente.

DAVI:

Quando Davi era um homem jovem, ele batalhou com um inimigo do povo de Deus chamado Golias. Ainda que Golias era um gigante e bem armado, Deus disse a Davi que Ele não tomasse as armas tradicionais de guerra. Ao contrário, Davi usou uma funda. Em uma vitória gloriosa, Davi derrubou ao inimigo com um tiro certeiro que golpeou o gigante na fronte. Anos mais tarde Davi teria sido assassinado por um gigante chamado Isbi-benobe se Abisai não tivesse vindo em seu auxílio. Devemos nós concluir que Deus estava com Davi quando ele se encontrou com Golias, porém não quando ele confrontou o segundo gigante?

Não. Deus simplesmente usou um método diferente. A primeira vez Deus usou a habilidade de Davi com uma funda. Na segunda vez, Ele usou a habilidade militar de Abisai.

Quando Deus não escolhe falar-lhe conforme Ele fez no passado, não fique frustrado. Se a vontade Dele para você em uma situação similar não é a mesma que antes, não se confunda. Deus não se restringe a certos padrões de comunicação. O grande Criador também é um Grande Comunicador. Seus métodos são ilimitados.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

  1. Dê um dos vários exemplos bíblicos discutidos nesta lição que confirma que Deus não está limitado e nem sempre fala da mesma maneira.

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

  1. Liste as doze maneiras discutidas neste capítulo como métodos bíblicos que Deus usa para falar ao homem.

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

  1. Leia as seguintes declarações. Se a declaração for Verdadeira, escreva V. Se for Falsa, escreva F.
  2. _____ Se você encontra uma “porta fechada”, isto significa que você deve ter perdido a vontade de Deus.
  3. _____ Jesus não orou pela vontade de Deus porque Ele já a conhecia.
  4. _____ José sentia que ele era uma vítima das circunstâncias e estava ressentido.
  5. _____ As circunstâncias são a melhor indicação da vontade de Deus.
  6. _____ Jonas manipulou as circunstâncias para cumprir sua própria vontade em lugar da vontade de Deus.
  7. _____ Os outros métodos de comunicação de Deus sempre estarão de acordo com Sua Palavra escrita.

PARA ESTUDO ADICIONAL (FAZER EM CASA,  ENTREGAR EM 2 SEMANAS)

  1. Estude as seguintes orações sobre a direção:

Salmos 25.4

Colossenses 1.9

Salmos 86.11

Colossenses 4.12

Efésios 6.18-20

  1. Deus comunica Sua vontade ao homem, porém às vezes o homem é muito apressado em tomar as decisões. Estude os exemplos que seguem de homens que agiram mui apressadamente, não permitindo que Deus tivesse a oportunidade de comunicar Sua vontade a eles:

Moisés, que matou o egípcio: Êxodo 2.

A aliança de Josué com os Gibeonitas: Josué 9.

Abraão e Ismael: Abraão não esperou pelo herdeiro prometido: Gênesis 16.

  1. Leia o livro de Atos. Faça uma lista das diferentes maneiras nas quais Deus se comunicou com os homens na igreja primitiva.

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

CAPÍTULO SETE

A SARÇA AINDA ARDE

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Listar os passos para encontrar a vontade de Deus.

Explicar como ter convicção da vontade de Deus.

Identificar três chaves para receber a direção de Deus.

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

“Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3.5-6).

INTRODUÇÃO

No capítulo anterior nós examinamos o registro bíblico da comunicação de Deus com o homem no passado. Porém, a pergunta é, “Deus ainda fala aos homens hoje?” O apóstolo Paulo resumiu:

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1.1-2).³

Deus falou de várias maneiras nos tempos passados. Ele continuou falando aos homens no tempo de Paulo. Paulo disse que a maior mensagem que Deus já comunicou foi através de Seu Filho, Jesus Cristo.

OUTRORA: A SARÇA ARDENTE

Deus comunicou Sua mensagem nos tempos bíblicos através de muitos métodos. Um método que Ele usou está registrado em Êxodo 3:

“Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia.  Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima? Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!” (Êxodo 3.1-4).³

De uma sarça ardente que não se consumia, Deus chamou a Moisés para libertar a nação de Israel da escravidão egípcia. Sim, Deus definitivamente falou outrora aos homens!

HOJE: A SARÇA AINDA ARDE

Porém, Deus ainda fala aos homens hoje por meios miraculosos? Estas formas de comunicação estão limitadas aos tempos do Antigo Testamento antes que o Espírito Santo fosse dado?

A sarça ainda arde! Você pode não experimentar exatamente esta forma específica de direção dada a Moisés, porém Deus ainda fala aos homens de maneiras miraculosos assim como Ele fez nos tempos do Antigo Testamento.

Em Hebreus 1.1-2 Paulo afirmou que Deus continua falando ao mundo através de Jesus Cristo. 

Não somente Deus fala através da Palavra escrita que registra a vida e ensinamentos de Jesus, porém Jesus mesmo prometeu:

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16.13).³

O Espírito Santo continua falando por meio de Jesus que comunica a mensagem de Deus ao homem.

Depois da vinda do Espírito Santo em Atos 2, as revelações especiais de Deus continuaram assim como nos tempos do Antigo Testamento. As pessoas sonharam os sonhos, tiveram as visões, falaram com anjos, ouviram a voz audível de Deus, e experimentaram outras revelações miraculosas de Deus.

A comunicação miraculosa de Deus não cessou com a vinda do Espírito Santo. O Espírito Santo apenas adicionou uma nova dimensão da direção. Esta dimensão incluiu a direção interior, intercessão segundo a vontade de Deus através da oração em línguas, e dons espirituais através dos quais Deus fala.

O último livro da Bíblia, Apocalipse, é um extenso registro de uma visão que Deus deu ao apóstolo João. Desde a conclusão de Sua Palavra escrita, Deus está falando ao homem de maneiras miraculosas. 

Deus continua falando ao homem através destes métodos. A história da igreja moderna contém muitos documentos de casos de comunicações miraculosas de Deus ao homem, porque…

“Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13.8).³

Porém, o que acontece se Deus não escolhe falar-lhe através de um método miraculoso? O que fazer se você não experimenta um sonho, visão ou milagre? O que dizer se Ele não lhe fala através de uma voz audível ou através dos dons sobrenaturais de profecia, línguas, ou interpretação? O que fazer se não há nenhuma sarça ardente?

Algumas pessoas esperam a vida toda por uma revelação sobrenatural de Deus. Multidões de crentes desperdiçam suas vidas, se imóveis e ineficazes, esperando por alguma mensagem rara ou dramática de Deus.

A igreja primitiva não fez isso. Eles se regozijaram quando Deus escolheu dirigi-los através dos métodos miraculosos, porém nas muitas decisões da vida cotidiana eles não foram guiados por anjos, sonhos e visões. Porém, eles avançaram como uma força poderosa por Deus.

Então, o que você faz se não há nenhuma sarça ardente? Aqui estão sete passos para descobrir a vontade de Deus:

  1. ORE:

Ore pela direção de Deus em sua vida. Jesus ensinou aos Seus seguidores que parte do modelo regular de oração é orar para que a vontade de Deus seja feita:

“Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6.10).

Quando você orar, expresse seu desejo para que Deus revele Sua vontade a você. Moisés fez isso:

“Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo” (Êxodo 33.13).

Davi fez isto:

“Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas” (Salmos 25.4).

Peça por sabedoria para fazer as escolhas corretas:

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa” (Tiago 1.5-7).

Peça as orações de outros crentes. Freqüentemente Deus revela Sua vontade através dos dons espirituais exercidos nas reuniões do grupo de oração. Paulo e Barnabé receberam a confirmação de seu chamado ao serviço missionário em semelhante reunião.

  1. ESTUDE AS ESCRITURAS:

Busque seriamente a Palavra escrita de Deus para determinar se alguma direção específica é dada para sua situação. Determine se há princípios bíblicos gerais ou exemplos biográficos que se aplicam.

Investigar as Escrituras não significa abrir a Bíblia em qualquer lugar e tomar o primeiro versículo que seus olhos acharem como a sua resposta. Investigar as Escrituras é fazer um exame detalhado da Palavra e aplicar seus princípios às decisões que você deve tomar. Cada porta aberta, cada oportunidade, cada outra direção que você pensa que poderia ser do Senhor deve primeiro ser provado pela Palavra Escrita de Deus. Jesus usou este princípio. Quando Ele foi tentado por Satanás para agir fora da vontade de Deus, Ele respondeu repetidamente com “está escrito…” (Mateus 4). Ele analisou tudo na base da Palavra escrita de Deus.

Enquanto você investiga as Escrituras, esteja seguro de estudar as muitas promessas sobre direção. Nós temos listado algumas destas na seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo. Enquanto você estudar estas passagens sua fé no falar de Deus aumentará e você poderá conhecer Sua voz.

  1. ESCUTE A VOZ INTERNA DO ESPÍRITO SANTO:

Através da oração e estudo das Escrituras, Deus fala Sua vontade em seu espírito pela voz interna do Espírito Santo. Nós discutimos isto extensamente no último capítulo. Uma parte da “voz do Espírito Santo” é a oração em outras línguas. Quando você não está seguro da vontade de Deus em uma questão, ore a oração do espírito Santo em línguas.

O Espírito Santo conhece a perfeita vontade de Deus e orará através de você em harmonia com essa vontade:

“E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Romanos 8.27).

Lembre-se – Jesus disse que o Espírito Santo “os fará saber todas as coisas que hão de vir”. Isto significa que Ele revela o plano de Deus a você. Ele o guia segundo a vontade de Deus.

  1. BUSQUE O CONSELHO CRISTÃO:

Como nós mencionamos no último capítulo, Deus usa os conselheiros cristãos para ajudar aos crentes no processo de decisão. A Bíblia declara:

“Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11.14).

“O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos” (Provérbios 12.15).

É importante que os crentes busquem somente o conselho de crentes maduros. Nunca busque o conselho de psicólogos ou psiquiatras seculares. Eles darão o conselho mundano. Eles são “guias cegos”:

“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (Mateus 23.16).

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Salmos 1.1).

Nunca busque o conselho de cristãos novos, pois lhes faltam a experiência e a maturidade espiritual.

Algumas pessoas só vão a um conselheiro a espera de conseguir que eles aceitem suas próprias opiniões. Porém, você receberá um benefício mui pequeno se esta é a sua atitude. Alguns cristãos consultam muitos conselheiros para comparar os conselhos que eles recebem. Eles acabam fazendo uma votação acerca de quantos estão a favor de um curso de ação em oposição a outro. Este não é o propósito do conselheiro. Mais importante: sempre relembre que todo conselho do homem deve estar de acordo com a Palavra escrita de Deus.

  1. ANÁLISE AS CIRCUNSTÂNCIAS:

Analise as circunstâncias que se relacionam à direção que você necessita. Estas devem ser consideradas em relação à direção que Deus dá através da oração, estudo da Palavra, da voz interna do Espírito, e de um conselheiro cristão.

Não se deve usar exclusivamente as circunstâncias para determinar a vontade de Deus, porém elas definem o contexto da decisão que será tomada. Às vezes, as circunstâncias limitam as opções ou providenciam a oportunidade de uma nova direção na vida.

  1. USE AS CHAVES BÍBLICAS DA DIREÇÃO:

No mundo natural as chaves abrem portas abertas. No mundo espiritual, Deus tem proporcionado chaves para abrir a porta à Sua vontade. As chaves se encontram no livro de Provérbios:

“Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3.5-6).

A Primeira-Chave: Confiança.

Não temo o que Deus possa pedir de você. Saiba que Seu plano para você é o melhor. Certamente, os homens devem poder confiar em alguém que daria Seu único Filho para morrer por eles. Sua confiança deve estar no Senhor e não no homem:

“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jeremias 17.5).

A Segunda-Chave: Não se apóie em sua própria compreensão.

Não dependa de seu próprio raciocínio humano. Isto não significa que não há nenhum lugar para o juízo inteligente. O livro de Provérbios está cheio de ordens para usar a compreensão e o senso comum. Deus não está dizendo que você deve abandonar o juízo legítimo. Ele simplesmente está dizendo que não dependa somente do raciocínio humano quando você buscar a vontade de Deus.

Quando Davi estava devolvendo a arca a Jerusalém, Ele não pediu a direção de Deus. Ele se apoiou em sua própria compreensão e começou a mover a arca da maneira mais prática possível (2 Samuel 6.1-7).

Porém, esta não era a maneira de Deus e o juízo veio. Era a vontade de Deus devolver a arca a Jerusalém, porém Davi não havia alinhado a vontade de Deus com a maneira de Deus. Este é um princípio importante de direção.

A Terceira-Chave: Reconheça-o em todos os seus caminhos.

Reconhecer a Deus em todos os seus caminhos é honrá-lo no pensamento, palavra e atos. Dê a Deus o primeiro lugar em sua vida:

“Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Colossenses 1.18).

Josué cometeu um sério erro quando “não consultou ao Senhor” acerca de um tratado com os Gibeonitas (Josué 9). Sua decisão produziu uma aliança com uma nação ímpia, algo que era proibido por Deus.

As três chaves…

Confie no Senhor com todo o coração…

Não se apóie em sua própria compreensão…

Reconheça-o em todos os seus caminhos…

Estas chaves abrem a porta… e Ele dirigirá seus caminhos.

  1. ESCOLHA O CAMINHO DA SABEDORIA:

Em decisões especificamente tratadas na Palavra Escrita de Deus, você deve tomar sempre uma decisão consistente com a Palavra revelada. Em outras decisões, depois da oração, estudo da Palavra, escutar a voz do Espírito, buscar conselho, e analisar as circunstâncias, você pode fazer uma opção segundo “o caminho da sabedoria”.

(Lembre-se – você orou pela sabedoria de Deus. Agora você faz uma opção com base nessa sabedoria).

O caminho da sabedoria é a opção em qualquer decisão que oferece maiores oportunidades para o avanço espiritual em cada área da vida. É a opção que está em harmonia com o que Deus tem revelado através da oração, a Palavra Escrita, a voz interna do Espírito Santo, e o conselho cristão.

A habilidade de reconhecer o caminho da sabedoria aumenta até a maturidade espiritual:

“Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hebreus 5.12-14).

A maturidade espiritual vem da relação com Deus, oração e meditação em Sua Palavra Escrita. 

A CONVICÇÃO DA VONTADE DE DEUS

“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos” (Colossenses 3.15).

Um árbitro é uma pessoa responsável por observar um evento desportivo para determinar se o jogo está sendo jogado segundo as regras.

No mundo espiritual, a paz de Deus é o árbitro da vontade de Deus. Suas ações e decisões são observadas. Quando elas estão em harmonia com a vontade de Deus, você terá paz em seu espírito. Quando você está temeroso ou frustrado, não aja. Falta de paz é um sinal do árbitro de algo que está errado:

“Porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.33).

UM PASSO DE CADA VEZ


Um princípio importante e final na questão da vontade de Deus é reconhecer que Deus revela Seu plano um passo de cada vez. Isto significa que Ele não revela o plano inteiro para sua vida, com todos os detalhes, de uma só vez. Deus não lhe fala somente uma vez na vida. Você não pode desenvolver uma relação com alguém com base em uma única conversação. A relação é um processo continuado de comunicação. Deus continua falando, e você cresce em sua habilidade de reconhecer a Sua voz.

Deus tem razões para revelar a Sua vontade um passo de cada vez. Freqüentemente, você não está pronto para conhecer o plano inteiro porque você poderia ficar angustiado ou com sentimentos de insuficiente diante da tarefa.

Jesus disse aos Seus discípulos certa vez:

“Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora” (João 16.12).

Deus disse a Israel que ele derrotaria a seus inimigos em Canaã “pouco a pouco”, segundo eles estivessem prontos e fossem capazes de assumir a responsabilidade pela nova terra que Ele estava dando-lhes.

Deus tampouco revela Seu plano inteiro porque nós tendemos a nos preocupar com o futuro. A Bíblia adverte:

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6.34).

Não se preocupe com o futuro. Tome somente as decisões necessárias para hoje. O futuro é controlado por Deus. Isso não significa que você não deve fazer um sábio planejamento para o futuro. Porém você não deve preocupar-se com ele. O que é importante é viver na vontade revelada de Deus durante este dia. Aprenda a ouvir a Sua voz em seu caminho cristão diário. Um caminhar diário em Sua vontade produz uma vida longa em Sua vontade.

Deus não revela Seu plano total porque Ele quer que você aprenda a viver pela fé. É mais fácil dar o primeiro passo se alguém sabe para onde o caminho vai. Não é assim tão fácil dar um passo de fé no desconhecido.

A Bíblia declara com respeito a Abraão:

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (Hebreus 11.8).

Nada pode edificar bem a fé em Deus melhor do que um passo de cada vez. Dar um passo de cada vez, segundo Deus revela, significa que você não pode mover-se com muita pressa. Moisés se moveu muito rápido e matou um egípcio. Abraão foi à frente do plano de Deus e tentou substituir Ismael pelo herdeiro escolhido.

O livro de Ester enfatiza a importância de esperar em Deus. O povo de Deus estava em perigo de ser destruído por um homem mau chamado Hamã. Ele havia pedido ao Rei que destruísse a todos os judeus.

Rainha Ester estava consciente deste complô. Ele sabia que não era a vontade de Deus que o povo judeu fosse destruído, porém ela não agiu com pressa. Ela esperou até que Deus lhe desse um plano e então ela esperou um dia extra antes de falar com o Rei. Durante este período de espera uma coisa importante aconteceu. O Rei descobriu que Mardoqueo, um judeu, havia salvado sua vida de um complô para assassiná-lo. Quando isso se tornou conhecido, então Ester revelou a conspiração de Hamã contra os judeus. O rei atuou contra o plano de Hamã, os judeus foram salvos, e Hamã foi castigado pelo seu mal – tudo porque Ester esperou mais um dia antes de agir.

A SARÇA AINDA ARDE

Em um sentido espiritual, a sarça ainda queima. Deus ainda nos guia e deseja falar-nos:

“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33.3).

Deus quer revelar Sua vontade e comunicar Seus planos. Ele continua guiando e dirigindo. Deus ainda é Deus que fala se você escutar.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é a convicção ou segurança que Deus dá quando um crente está funcionando em Sua perfeita vontade?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são as três chaves para determinar a vontade de Deus segundo Provérbios 3.5-6?

______________________ _____________________ _________________________

  1. O que significa “reconhecer a Deus em todos os seus caminhos”?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste sete passos para encontrar a vontade de Deus que foram discutidos neste capítulo.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Leia as declarações que seguem. Se a declaração for Verdadeira, escreva V. Se for Falsa, escreva F.
  2. _____ Um método excelente de usar a Bíblia para determinar a vontade de Deus é abri-la ao acaso e tomar o primeiro versículo que se destaca a você como sua resposta.
  3. _____ Deus normalmente revela Seu plano inteiro para sua vida, com todos os detalhes, em uma miraculosa revelação.
  4. _____ Deus não fala hoje através de sonhos, visões, e outros métodos miraculosos similares.

PARA ESTUDO ADICIONAL

  1. Compare Provérbios 3.5-6 e Romanos 12.1-2. Há dois mandamentos positivos em cada passagem (coisas para fazer) e um mandamento negativo (algo para não fazer). Liste estes no gráfico que segue:

Provérbios 3.5-6 Romanos 12.1-2

Mandamento Positivo

Mandamento Positivo

Mandamento Negativo

  1. O Rev. George Mueller foi um grande líder espiritual que fundou e dirigiu um orfanato na Inglaterra e vários trabalhos missionários por todo o mundo. Em seus escritos, Rev. Mueller compartilhou sua “fórmula” para determinar a vontade de Deus:

“A princípio, eu busco fazer com que meu coração entre em tal estado que ele não tenha nenhuma vontade própria a respeito de uma certa questão. Nove décimos do problema com as pessoas está simplesmente aqui. Se você supera nove décimos das dificuldades quando nossos corações estão prontos para fazer a vontade do Senhor, não importa qual seja ela. Quando alguém está de verdade neste estado, normalmente falta mui pouco para conhecer Sua vontade. Havendo feito isto, eu não deixo que o resultado seja baseado no sentir ou em uma impressão individual. Se eu faço isto, torno-me responsável por grandes enganos. Eu busco a vontade do Espírito de Deus através de ou em relação com a Palavra de Deus. O Espírito e a Palavra devem ser combinados. Se eu busco somente ao Espírito sem a Palavra, eu coloco a mim mesmo aberto a grandes enganos. Se o Espírito Santo nos guia em absoluto, Ele o fará segundo as Escrituras e nunca contrariamente a ela. Depois, eu considero as circunstâncias providenciais. Estas, freqüentemente e simplesmente, indicam a vontade de Deus em relação com Sua Palavra e Espírito. Eu peço a Deus em oração para revelar Sua vontade correta a mim. Assim, através da oração, do estudo da Palavra, a reflexão, eu tenho a um julgamento deliberado segundo o melhor de minha habilidade e conhecimento, e se minha mente permanece assim em paz e continua depois de duas ou três mais repetições, eu procedo de acordo com ela. Nas questões triviais e em transações que envolvem a maioria dos problemas importantes, eu tenho descoberto que este método é sempre eficaz”.

  1. Deus tem dado muitas promessas em Sua Palavra com respeito à direção. Estude as referências seguintes:

Salmos 3:8; 5:8; 25:5,9:12; 27:11; 31:3; 32:8; 37:23; 48:14; 61:2; 73:24; 78:52,72;

85:8, 13; 107:7; 139:10, 24; 142:3; 143:10.

Provérbios 3:6; 4:11; 8:20; 11:3, 15; 16:9; 21:29; 23:19.

Eclesiastes 10:10.

Isaías 45:13; 58:11; 61:8.

João 10:3; 16:13.

Efésios 5:17.

Colossenses 1:9; 4:12.

  1. Um dos maiores exemplos de direção foi Deus levar a nação de Israel do Egito à Terra Prometida. Você pode ler sobre isto nas seguintes passagens:

Êxodo 13:17, 18, 21: 15:13.

Deuteronômio 8:2, 15; 29:5; 32:10.

1 Crônicas 11:2.

2 Crônicas 25:11.

2 Samuel 5:2.

Neemias 9:12.

Salmos 77:20; 78:14, 53; 80:1; 106:9; 107:7; 136:16.

Isaías 48:21; 63:12-14.

Jeremias 2:6, 17.       Hebreus 8:9.

CAPÍTULO OITO

PRÁTICAS QUESTIONÁVEIS

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Explicar o que significa o termo “práticas questionáveis”.

Dar as diretrizes bíblicas para decidir sobre as práticas questionáveis.

Distinguir entre um “irmão mais fraco” e um “um irmão mais forte”.

Dar diretrizes bíblicas para tratar com um “irmão mais fraco”.

Dar diretrizes bíblicas para tratar com as discordâncias entre os crentes.

Dar diretrizes bíblicas para resolver ofensas entre os crentes.

VERSÍCULOS-CHAVE: (LER 3X EM VOZ ALTA TODA TURMA)

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).

INTRODUÇÃO

Este capítulo dá atenção às decisões feitas sobre práticas questionáveis. O termo é definido e a discussão inclui diretrizes para tratar com as práticas questionáveis, tratar com os irmãos mais fracos, tratar com as discordâncias entre os crentes, e resolver as ofensas.

AS PRÁTICAS QUESTIONÁVEIS

Em cada cultura há certas práticas que são questionáveis. Estas são práticas que não se mencionam especificamente na Escritura como sendo certo ou errado para um seguidor de Jesus.

Você pode pensar facilmente em coisas práticas em sua própria cultura. Elas podem incluir atividades de descanso ou entretenimento. Podem ser clubes ou organizações aos quais você poderia quer pertencer. Estas práticas incluem certos hábitos e opções do que você come e bebe. Elas podem ser as questões sobre os dias que devem ser usados para adoração ou os dias feriados.

Como você determina a vontade de Deus com respeito às práticas questionáveis quando a direção específica sobre tais questões não é dada nas Bíblia? Faça a si mesmo estas perguntas:

GLORIFICA A DEUS:

Talvez o mais importante para julgar uma prática questionável é fazer a pergunta, “glorifica a Deus?”

A Bíblia indica que tudo o que você faz deve glorificar ao Senhor:

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31).

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3.17).

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens,  cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (Colossenses 3.23-24).

QUAL É SUA MOTIVAÇÃO?:

Por que você quer ocupar-se com esta prática? Qual é a sua razão ou motivo para fazê-lo? Até mesmo uma atividade boa pode ser feita com um motivo errado. Por exemplo, Tiago dá uma ilustração de um motivo errado para orar:

“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tiago 4.3).

Orar certamente não é errado, porém os motivos para alguns pedidos são impróprios. A motivação descrita neste versículo é o desejo de cumprir os desejos luxuriosos.

É NECESSÁRIO?:

Paulo declara que enquanto algumas coisas podem ser consideradas legais (sem violar a Palavra Escrita de Deus), você deve considerar se elas são realmente necessárias. Ele declara:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Co 6.12).

PROMOVERÁ O CRESCIMENTO ESPIRITUAL?:

Muitas atividades podem impedir o crescimento espiritual. Outras atividades podem tornar-se consumidoras de tempo e sufocar o crescimento espiritual:

“Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera” (Marcos 4.18-19).

“A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8.14).

Pergunte a si mesmo: “Esta atividade impede ou promove meu desenvolvimento espiritual?” As atividades que impedem o desenvolvimento espiritual se tornam pesos que interferem com a corrida espiritual que Deus tem posto diante de você:

“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).

É UM HÁBITO ESCRAVIZADOR?:

Quando considerar uma prática questionável, pergunte a si mesmo: “Esta prática me escraviza a um hábito?” Um hábito escravizador é algo que lhe controla. Você sente que não pode ficar bem sem ele e você tem dificuldade para deixá-lo.

Paulo comenta com respeito aos hábitos que escravizam:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Co 6.12).

Qualquer atividade que escraviza fisicamente, mentalmente, espiritualmente, ou habitualmente exige que se gaste um tempo valioso deve ser evitada.

É UM COMPROMISSO?:

Paulo pergunta em 2 Coríntios 6.14: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”.

A prática questionável que você está considerando é um compromisso espiritual? Você está comprometendo-se com atividades do mundo ou aceitará suas normas por fazer esta coisa? A Bíblia ordena:

“Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei” (2 Co 6.17).

LEVARÁ À TENTAÇÃO?:

Jesus nos ensinou a orar “não nos deixes cair em tentação”. É inútil fazer esta oração e, então, por meio de uma atividade questionável deliberadamente colocar-se em um lugar de tentação. A Bíblia adverte:

“Tal testemunho é exato. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade. Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tiago 1.13-15).

A tentação é diferente de uma prova de fé. Uma prova de fé ocorre quando um crente enfrenta uma situação difícil sem nenhuma falta de si mesmo. A situação prova sua fé em Deus. Deus permite as provas para fortalecer sua fé e levá-lo à maturidade espiritual.

Porém, Deus não tenta ao homem. A tentação é o desejo de fazer o mal. A tentação vem quando você não controla seus pensamentos e ações adequadamente ou quando Satanás o incita a fazer o mal. Algumas práticas questionáveis podem colocá-lo em situações de tentação. Se você entregar-se à tentação, paixão ou luxúria, isso resultará em pecado, e o pecado resulta em morte espiritual.

TEM APARÊNCIA DO MAL?:  

A prática que você está considerando tem uma aparência do mal para os outros? A Bíblia ordena:

“Abstende-vos de toda forma de mal” (1 Ts 5.22).

VIOLA SUA CONSCIÊNCIA?:

Ao tomar uma decisão com respeito às práticas questionáveis, você deve estar totalmente persuadido de que sua opção é a correta. No tempo do Novo Testamento os crentes divergiram sobre se era correto ou não comer a carne que havia sido usada para os sacrifícios sob a lei do Antigo Testamento. Estes sacrifícios foram usados como expiação para o pecado do homem antes que Jesus entregasse Sua vida como o sacrifício final e completo para o pecado. Porque a carne era usada para os sacrifícios havia leis contra comer certas carnes. Paulo escreveu com respeito a esta questão:

“Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado” (Romanos 14.23).

O princípio é que você deve estar totalmente persuadido sobre os assuntos questionáveis nos quais você está envolvido de que elas são corretas. Se você tem dúvidas, então isso se torna pecado se você comprometer-se com tais práticas.

COMO AFETARÁ AOS OUTROS?:

Isto leva à última diretriz com respeito às práticas questionáveis. Se eu fizer tal atividade, como ela afetará aos outros? Edificará aos outros? Edificar significa instruir, construir ou melhorar espiritualmente. A Bíblia declara:

“Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros” (Romanos 14.19).

Esta atividade contribui de uma maneira positiva ao desenvolvimento espiritual de outros? Paulo escreve:

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1 Co 10.23).

Algumas práticas nas quais você pode envolver-se podem levar outros crentes a ser um obstáculo em seu progresso espiritual. De novo, falando sobre a questão de comer a carne, Paulo escreveu:

“E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (1 Co 8.13).

Paulo não considerou que era errado comer carne. Porém, ele não comeria se isto impedisse um irmão mais fraco no senhor de crescer em sua fé. Um irmão mais fraco é um crente que, devido à sua debilidade na fé, conhecimento ou consciência pode ser prejudicado pelo exemplo de um irmão mais forte. Ele pode ser influenciado para pecar contra sua consciência e seu progresso espiritual pode ser impedido.

Um crente mais forte é alguém que, devido a sua compreensão de liberdade em certas áreas e a força de sua convicção, exerce liberdade com boa consciência. Ele não se influencia pelas opiniões diferentes dos outros.

Qualquer ação da parte de um irmão mais forte que normalmente seria permitida está errada se influencia um irmão mais fraco a pecar contra sua consciência ou impede eu progresso espiritual. Paulo escreveu:

“É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer” (Romanos 14.21).

RESUMO: DECIDINDO SOBRE PRÁTICAS QUESTIONÁVEIS

O gráfico que segue resume as diretrizes bíblicas para decidir sobre as práticas questionáveis:

Pergunte a si mesmo… Referência bíblica
Glorifica a Deus? Qual é a sua motivação? É necessário? Promoverá o crescimento espiritual? É um hábito escravizador? Levará à tentação? É um compromisso? Tem aparência do mal? Viola a consciência? Como afetará aos outros?  1 Coríntios 10:31; Colossenses 3:17,23 Tiago 4.3 1 Coríntios 6:12 Marcos 4:18, 19; Lucas 8:14; Hebreus 12:1 1 Coríntios 6:12 2 Coríntios 6:17 Tiago 1:13-15 1 Tessalonicenses 5:22 Romanos 14:23 Romanos 14:19, 21; 1 Coríntios 8:13; 10:23 

QUANDO OS CRENTES DIFEREM

Estude Romanos 14.1 a 15.2. Estes versículos revelam que os crentes às vezes têm diferenças de opinião. Tais diferenças se levantam freqüentemente sobre as práticas questionáveis não especificamente discutidas nas Escrituras como sendo certas ou erradas.

Esta passagem explica que tais diferenças não produzirão prejuízo se nós amarmos uns aos outros e continuarmos estudando as Escrituras. Em Romanos 14 nós temos as seguintes diretrizes para tratar com as discordâncias entre os crentes em questões que não são especificamente tratadas na Palavra escrita de Deus:

DIFERENCIE ENTRE AS QUESTÕES DE MANDAMENTO BÍBLICO E LIBERDADE CRISTÃ:

Romanos 14.14 indica que quando os crentes diferem é importante distinguir entre as questões são de mandamentos bíblico e as que são de liberdade cristã. Acerca das questões de liberdade que não são tratadas na Palavra de Deus, Paulo escreve:

“Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura” (Romanos 14.14).

Nas questões de mandamentos registrados na Palavra escrita de Deus, nós devemos todos conformar-nos ao mesmo padrão. Em outros assuntos, podemos exercer a liberdade de escolha.

CULTIVE SUAS PRÓPRIAS CONVICÇÕES:

Você deve cultivar suas próprias convicções ao considerar as práticas questionáveis. Com respeito a observar os dias especiais Paulo escreveu:

“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente” (Romanos 14.5).

Use as diretrizes cedidas na seção anterior deste capítulo para ajudá-lo a determinar suas próprias convicções nos assuntos questionáveis.

PERMITA QUE OUTROS TENHAM A LIBERDADE DE DETERMINAR SUAS CONVICÇÕES:

Mesmo quando outros diferirem de você, permita-lhes a liberdade de determinar suas próprias convicções nos assuntos questionáveis:

“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus… Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Romanos 14.10, 13).

LIMITE A LIBERDADE PELO AMOR:

A mensagem básica de Romanos 14.13 a 15.2 é que a liberdade cristã deve ser limitada pelo amor:

“Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação” (Romanos 15.2).

Você deve importar-se tanto com os outros crentes que você limita sua própria conduta pelo amor a eles. Você deve amá-los tanto que você não fará nada que os levaria tropeçar espiritualmente:

“Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Romanos 14.13).

RESOLVA TODAS AS OFENSAS:

Quando um irmão tem sido ofendido pelo outro crente, Mateus 18.15-17 provê a fórmula bíblica para resolver tais ofensas:

“Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”.

Os passos para seguir quando um irmão tem ofendido você são:

  1. Vá até privadamente para resolver a questão. Não fale sobre a ofensa com outros. Vá diretamente ao que o ofendeu e tente resolver a questão. Ore e busque a Palavra Escrita de Deus juntos.
  2. Se ele não lhe escutar, tome uma ou duas testemunhas e tente de novo.
    As testemunhas devem ser crentes imparciais. Presbíteros ou líderes na igreja seria uma boa opção. Tome os testemunhos e vá a seu irmão e de novo tente conversar, orar, e buscar juntos as Escrituras com respeito ao problema.
  3. Leve a questão diante da igreja toda. Se, depois de ir a seu irmão com um testemunho ele ainda se nega a resolver a questão, leve o problema diante da igreja inteira. Isto deve ser feito no momento apropriado. Não deve ser feito durante um culto regular ou quando os incrédulos estão presentes. Depois de ouvir o assunto, a decisão da igreja deve ser acatada e o problema deve ser resolvido. Se não, então, a parte ofensora deve ser tratada como os pagãos e incrédulos.

RESUMO: QUANDO OS CRENTES DIFEREM

Diretrizes bíblicas para seguir quando os crentes diferem nas práticas questionáveis:

Quando os Crentes Diferem

Romanos 15 a 15.2 e Mateus 18.15-17

Diferencie entre as questões de mandamento bíblico e liberdade cristã.

Cultive suas próprias convicções.

Permita que outros tenham a liberdade para determinar suas próprias convicções.

Limite sua liberdade pelo amor.

Resolva todas as ofensas.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa o termo “práticas questionáveis?”

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste dez diretrizes bíblicas dadas neste capítulo para tratar com as práticas questionáveis:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa o termo “um irmão mais fraco”?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. O que significa “um irmão mais forte”?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste cinco diretrizes bíblicas para tratar com as discordâncias entre os crentes:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são os três passos para tomar quando você tem sido ofendido por outro crente?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL (Fazer em casa para próxima aula, leitura do livro de TIAGO COMPLETO)

Na oração examine sua própria vida. Faça uma lista de práticas questionáveis com as quais você está comprometendo-se ou está considerando atualmente.

Examine cada uma destas pelas diretrizes bíblicas dadas neste capítulo que são resumidas no seguinte gráfico:

Pergunte a si mesmo… Referência bíblica
Glorifica a Deus? Qual é a sua motivação? É necessário? Promoverá o crescimento espiritual? É um hábito escravizador? Levará à tentação? É um compromisso? Tem aparência do mal? Viola a consciência? Como afetará aos outros?  1 Coríntios 10:31; Colossenses 3:17,23 Tiago 4.3 1 Coríntios 6:12 Marcos 4:18, 19; Lucas 8:14; Hebreus 12:1 1 Coríntios 6:12 2 Coríntios 6:17 Tiago 1:13-15 1 Tessalonicenses 5:22 Romanos 14:23 Romanos 14:19, 21; 1 Coríntios 8:13; 10:23 

CAPÍTULO NOVE 

O MODELO BÍBLICO PARA TOMAR DECISÕES

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Explicar o propósito de um modelo.

Explicar o valor de um modelo para tomar decisões.

Usar um modelo bíblico para tomar decisões que irá ajudá-lo a tomar decisões sábias.

VERSÍCULO-CHAVE:

“O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos” (Provérbios 16.9).

INTRODUÇÃO

Este capítulo apresenta um modelo bíblico para tomar decisões. Um modelo é um exemplo de alguma coisa. Seu propósito é prover um exemplo para seguir. Uma decisão é uma escolha. Você deve determinar uma resposta para uma situação da vida real e escolher a ação que você tomará. É isto que se chama “tomar decisões”. 

Um modelo para tomar decisões proporciona um exemplo para seguir ao tomar as decisões. A vida é uma sucessão interminável de opções e decisões. Fazer opções é uma responsabilidade. Com certeza, negar-se a tomar uma decisão é, em sim mesmo, decidir. 

O modelo bíblico apresentado neste capítulo lhe ajudará a tomar decisões sábias dentro da vontade de Deus:

“O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos”  (Provérbios 16.9).

O MODELO

Estude o seguinte modelo bíblico para decidir. O gráfico resume o que você tem aprendido nos capítulos anteriores. Então siga em frente à discussão do modelo no resto deste capítulo.

MODELO BÍBLICO PARA DECIDIR

Identifique o problema, questão ou situação da vida para a direção buscada. Isso é tratado nas Escrituras por uma ordem específica, princípio geral ou exemplo?

                          SIM NÃO

COLUNA I COLUNA II COLUNA III
Decida baseado em mandamentos, princípios ou exemplos bíblicos. Decida baseada nas respostas para estas questões: Proceda com estes passos:
É uma prática questionável? É uma situação de vida?
Glorifica a Deus? Ore
Qual é a sua motivação? Estude as Escrituras.
É necessário? Escute a voz do Espírito e a direção sobrenatural, se esta for dada. 
Promoverá o crescimento espiritual? Busque o conselho cristão.
É um hábito escravizador? Analise as circunstâncias.
É um compromisso? Use as chaves bíblicas de direção.
Leva à tentação? Tome uma decisão.
Tem aparência do mal? Verifique o árbitro da paz.
Viola a sua consciência?
Como afetará aos outros?
Ore, depois tome a decisão.

Se você não tem paz, continue buscando ao Senhor enquanto usa o modelo.

USANDO O MODELO

O primeiro passo no modelo para fazer decisões é identificar o problema, questão ou situação de vida pela qual a direção é buscada. Depois, investigue a Palavra Escrita de Deus para ver se o problema é tratado como um mandamento, um exemplo, ou um princípio geral.

SIM:

Se a resposta é “sim, isso é tratado na Palavra de Deus”, então tome a decisão baseada sobre esta revelação escrita. (Veja a Comuna I no modelo). Assegure-se de que sua decisão está em harmonia com as Escrituras.

NÃO:

Se a resposta é “não”, então continue adiante com o modelo para tomar a decisão sob as Colunas I e II.

Aqui você encontrará duas opções para situações não tratadas na Bíblia. Você deve determinar se a decisão a ser feita envolve uma prática questionável ou uma situação da vida real.

PRÁTICAS QUESTIONÁVEIS:

Uma prática questionável é algo não tratado na Escritura como sendo certo ou errado. Pode ser uma escolha de entretenimento ou atividades de lazer, um hábito, comida ou bebida permitida, estilos de roupas, ou o dia para adorar a Deus.

Se a decisão que você enfrenta envolve uma prática questionável, faça-lhe as perguntas listadas no modelo abaixo da Coluna II. Estes são os princípios bíblicos para direção em situações questionáveis que foram discutidas no Capítulo Oito. Responda cada uma destas perguntas e ore, depois tome sua decisão baseando-se em suas respostas às perguntas no modelo.

SITUAÇÕES DE VIDA:

Uma situação da vida por incluir, porém não se limita a, decisões com respeito ao matrimônio, carreira, casa, igreja, etc. É uma escolha que pode afetar sua vida futura de uma maneira maior.

Para as decisões nos problemas da vida, proceda sob a Coluna III no lado direito do modelo dado para tomar decisões. Primeiro, ore sobre a decisão. Peça a Deus para que Sua vontade seja realizada em sua vida. Peça-lhe sabedoria para tomar a decisão correta. Louve-o pela direção ao tomar a decisão correta. Peça a outros para orar por você.

Estude as Escrituras e enquanto você estuda reivindique as promessas sobre direção que encontramos na Palavra Escrita de Deus.

Escute a voz interna do Espírito Santo enquanto Ele fala a vontade de Deus em seu coração. Reconheça a revelação sobrenatural, se Deus escolher enviar-lhe. Isto pode incluir sonhos, visões, anjos, uma voz audível de Deus ou outras formas especiais de direção em harmonia com a Palavra de Deus.

Busque o conselho cristão. Analise as circunstâncias que afetam a decisão. Use as chaves bíblicas para a direção que você aprendeu no último capítulo. (Estas se encontram em Provérbios 3.5-6). Baseando-se na concordância sobre esses assuntos, tome uma decisão.

O ÁRBITRO DA PAZ

Nas decisões não especificamente dadas pelos mandamentos, princípios ou exemplos bíblicos, o árbitro da paz é seu guia. Quando você toma uma decisão quanto a uma prática questionável ou uma situação de vida e você não tem paz em seu espírito, continue buscando ao Senhor usando os passos do modelo. Não tome uma decisão final até que você tenha a paz de Deus que confirme sua opção.

Nunca tenha pressa:

“O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz” (Provérbios 27.14).

“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança” (Salmos 62.5).

“Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios” (Salmos 37.7).

“Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40.31).

Saul teve pressa e tomou uma decisão que lhe custou o reino. Você pode ler sobre isso em 1 Samuel 13. Neemias esperou pela direção de Deus e pelo tempo certo, e ele se tornou parte da reconstrução de um reino. Você pode ler sua história no livro de Neemias.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é o propósito de um modelo?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Qual é o modelo dado nesta lição para tomar decisões?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

Use o modelo bíblico apresentado neste capítulo para ajudá-lo a tomar uma decisão sobre um problema, questão, ou situação de vida na qual você necessita de direção.

CAPÍTULO 10

TENTOU E FALHOU?

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Identificar os exemplos bíblicos de homens que superaram o fracasso para retornar à perfeita vontade de Deus.

Identificar os exemplos bíblicos de homens que falharam em fazer a vontade de Deus e cujas vidas acabaram em fracasso.

Listar as diretrizes  para voltar à vontade de Deus quando você falha.

VERSÍCULO-CHAVE:

“Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!” (Salmos 81.13).

INTRODUÇÃO

Neste curso você aprendeu as muitas maneiras pelas quais Deus fala ao homem para comunicar Sua vontade. Porém, o que acontece quando você não discerne a vontade de Deus? Talvez você desobedeça deliberadamente a Sua voz. Talvez você não encontre Sua direção por causa de erro ou incompreensão dos princípios bíblicos. Talvez você aja muito rápido sem a direção Dele. O que você deve fazer quando você tem tentado e falhado?

FRACASSOS QUE FORAM ÊXITOS

A Bíblia contém muitos exemplos de grandes líderes que em algum ponto de suas vidas falharam em escutar a voz de Deus e perderam Sua vontade. Todavia, estes homens que falharam se tornaram em grandes exitos:

Abraão: Ele mentiu dizendo que Sara era sua irmã por temer que ele fosse assinado e sua esposa tomada dele. Todavia, ele é chamado de um homem de fé e amigo de Deus.

Moisés: Ele feriu a rocha para tirar água em lugar de apenas falara a ela como Deus lhe disse. No entanto, a Bíblia declara que não houve nunca mais outro profeta tão grande como Moisés.

Davi: Ele cometeu adultério com a esposa de outro homem, depois ele teve que matar o homem para tentar cobrir seu pecado. Todavia, ele foi um grande rei e é chamado de um homem segundo o próprio coração de Deus.

Jonas: Este pregador foi na direção oposta quando Deus o chamou a pregar em Nínive. Depois ele pregou no maior avivamento da história. A cidade inteira se arrependeu.

Pedro: Ele negou a Jesus, porém depois se tornou um grande líder na igreja primitiva.

FRACASSOS QUE FORAM FRACASSOS

A Bíblia também contém relatos de muitos exemplos de homens que perderam a vontade de Deus e suas vidas acabaram em fracassos e derrota:

Sansão: Ele foi um juiz importante na nação de Israel e tinha uma grande força física dada por Deus. Ele começou a libertar Israel do inimigo Filisteu. Porém, através do envolvimento com uma mulher irreligiosa, Sansão foi aprisionado e morreu enquanto ainda era prisioneiro do inimigo.

Uzias: Este rei fez o que era correto aos olhos do Senhor e Deus inicialmente lhe fez prosperar. Porém, Uzias pecou entrando no templo e realizando deveres que somente aos sacerdotes era permitido fazer. Ele foi ferido com lepra e morreu.

Saul: O primeiro rei de Israel, Saul era um homem amado pelas pessoas e sobre quem o Espírito de Deus descansou. Devido à desobediência, Saul foi rejeitado por Deus e outro rei foi selecionado para completar a sua tarefa. A vida de Saul acabou em fracasso, desgraça e suicídio.

Elí: Inicialmente ele foi um grande sacerdote na casa do Senhor, mas Elí e seus filhos morreram em desgraça devido à desobediência.

Judas: Judas era um discípulo de Jesus durante Seu ministério terreno. Ele testemunhou os grandes milagres de Jesus e ouviu Suas ordenanças. Todavia, ele traiu a Jesus e acabou com a sua própria vida através do suicídio.

O QUE FAZ A DIFERENÇA?

Nós temos listado vários exemplos bíblicos de homens que em algum ponto de suas vidas falharam em discernir a vontade de Deus. Alguns destes homens se recuperaram do fracasso e se tornaram grandes homens de Deus. Outros nunca mudaram sua direção. Suas vidas acabaram em fracasso. O que fez a diferença?

Para responder esta pergunta, permita-nos examinar em mais detalhes as vidas dos reis de Israel, Davi e Saul. Primeiro, leia a história de quando Davi saiu da vontade de Deus em 2 Samuel 11 a 12. Depois, leia a história do fracasso de Saul em 1 Samuel 15. O fracasso de Davi parece um tanto maior que o de Saul. Saul simplesmente tomou alguns bois como despojo de batalha quando Deus lhe havia dito que ele não deveria fazer isto.

Davi cometeu adultério com a esposa de outro homem. Quando ela ficou grávida ele teve que matar o marido dela para tentar cobrir o seu pecado. Saul foi rejeitado por Deus como rei, todavia Davi permaneceu no trono e foi chamado um homem segundo o próprio coração de Deus. Por que o final da vida de um homem foi um fracasso enquanto o outro foi de êxito futuro?

Quando o profeta Samuel confrontou Saul com seu pecado, Saul disse…

“Então, disse Saul a Samuel: Pequei, pois transgredi o mandamento do SENHOR e as tuas palavras; porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz. Agora, pois, te rogo, perdoa-me o meu pecado e volta comigo, para que adore o SENHOR. Porém Samuel disse a Saul: Não tornarei contigo; visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, já ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel.  Virando-se Samuel para se ir, Saul o segurou pela orla do manto, e este se rasgou. Então, Samuel lhe disse: O SENHOR rasgou, hoje, de ti o reino de Israel e o deu ao teu próximo, que é melhor do que tu. Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa. Então, disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel; e volta comigo, para que adore o SENHOR, teu Deus” (1 Samuel 15.24-30).

Saul foi rejeitado por seu pecado e ele o admitiu. Ele o sentiu, porém continuou enlaçado. O entristecer-se pelo pecado não é bastante. A tristeza deve levar ao arrependimento:

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Co 7.10).

Saul admitiu que ele falhou, porém ele culpou outras pessoas por seu fracasso. Ele queria que Samuel o honrasse perante os líderes para que ele não fosse desonrado. Ele queria que Samuel adorasse a Deus com ele para mostrar às pessoas que ele ainda era um homem espiritual.

Saul nunca confessou seu pecado a Deus, se arrependeu e pediu o perdão. Ele se negou a aceitar a responsabilidade pessoal por suas ações. Ele ofereceu culto a Deus quando o que Deus queria era arrependimento. Saul se preocupava mais por sua reputação entre as pessoas do que por sua relação com Deus. Devido a isto, Samuel disse a Saul:

“Então, Samuel lhe disse: O SENHOR rasgou, hoje, de ti o reino de Israel e o deu ao teu próximo, que é melhor do que tu” (1 Samuel 15.28).

O reino foi tomado de Saul e dado a Davi.

Quando o profeta Natã confrontou a Davi sobre seu pecado, Davi o reconheceu imediatamente:

“Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás” (2 Samuel 12.13).

Ele não tentou culpar os outros. Ele não culpou Bateseba. Ele admitiu seu fracasso e humildemente se arrependeu perante Deus.

A grande oração de arrependimento de Davi está registrada em Salmos 51. Leia este Salmo inteiro em sua Bíblia. Davi reconheceu seu pecado e pediu o perdão:

“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões… Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar… Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve… Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades…” (Salmos 51).

Saul e Davi fizeram escolhas erradas. Quando confrontado por seu erro, Davi se arrependeu e mudou sua direção. Saul não. Ele se desviou para mais longe ainda da vontade de Deus e sua vida acabou em fracasso, derrota, e suicídio.

TENTOU E FALHOU?

Quando você tem falhado em fazer a vontade de Deus, há diretrizes bíblicas que lhe permitirão que você volte à vontade do Senhor. Para ilustrar estas diretrizes nós usaremos o exemplo de Jonas. Leia o livro de Jonas em sua Bíblia antes de proceder com esta lição. 

Jonas recebeu uma ordem do Senhor para ir pregar o arrependimento à nação pecadora de Nínive. Em lugar de obedecer a Deus, ele foi pela direção oposta. Jonas tomou os seguintes passos para voltar à vontade de Deus. Estes são os passos para tomar quando você experimenta o fracasso:

COMPREENDA SEU FRACASSO:

Foi necessária uma grande tormenta no mar para convencer Jonas de que ele estava fora da vontade de Deus (Jonas 1.12). Tenha certeza disto: Deus tem maneiras de permitir que você saiba quando você tem perdido a Sua vontade!

Quanto mais você demora em reconhecer que tem perdido a vontade de Deus, tanto mais você demora em retornar à sua vontade.

Não permita que nenhuma desculpa impeça de admitir o fracasso. Aqui estão algumas desculpas comuns:

  • “As pessoas perderão a confiança em mim”.
  • “Se eu admito o fracasso eu estou admitindo que estava errado”.
  • “Eu já falhei. Eu posso muito bem desistir”.
  • “Já é muito tarde”.
  • “Eu sou um mau exemplo, então eu simplesmente devo renunciar”.
  • “Eu estou demasiadamente longe da vontade de Deus para conseguir que as coisas na vida sejam corrigidas”.
  • “Eu não sei se eu até mesmo posso encontrar de novo a vontade de Deus”.

ARREPENDA-SE DE SEU PECADO:

A grande oração de arrependimento de Jonas é registrada no livro que leva seu nome, capítulo 2. Jonas reconheceu seu pecado perante Deus, se arrependeu e pediu o perdão. Quando você perder a vontade de Deus, entre perante o Senhor em arrependimento e peça a Deus que o perdoe. Assegure-se de perdoar a si mesmo também! Não é necessário arrepender-se publicamente a menos que tenha afetado as vidas de outros e você necessita pedir seu perdão. É necessário arrepender-se perante Deus. 

RECONHEÇA O PONTO DE SAÍDA DA VONTADE DE DEUS:

Através da oração, da Palavra escrita de Deus e da direção do Espírito Santo, determine o ponto em que você perdeu a vontade de Deus. No caso de Jonas, ele reconheceu sua saída da vontade de Deus que começou quando ele foi à direção oposta de Nínive.

VOLTE PARA CORRIGIR O ERRO:

Volte ao ponto da saída e corrija o erro, se possível. Quando Jonas reconheceu seu fracasso e começou a se dirigiu à direção oposta de nínive, ele inverteu as direções. Ele foi a Nínive. Ele corrigiu seu erro (Jonas 3.3).

Às vezes você não pode fazer nada para corrigir um erro exceto arrepender-se. No exemplo de Davi que nós discutimos, ele não poderia fazer nada sobre seu pecado com Bateseba depois que ele foi praticado. O erro já fora feito. Não havia nada que ele poderia fazer para corrigi-lo exceto arrepender-se. Em situações onde você pode tomar uma ação corretiva, sem dúvida, ela deve ser feita.

REVELAÇÃO… BUSQUE A DEUS E AJA NA NOVA DIREÇÃO:

Depois de você admitir seu fracasso, peça o perdão, determine o ponto de saída da vontade de Deus e corrija qualquer erro possível, busque ao Senhor por uma nova direção.

Feche qualquer estorvo para ouvir a voz de Deus. Estes poderiam incluir pecados de rebelião, vontade própria e atitudes erradas. Continue treinando seu ouvido espiritual para ouvir a Deus pela oração e estudando Sua Palavra escrita.

Quando Jonas buscou a Deus para a nova direção, o Senhor falou para ele uma segunda vez e disse, “Levante-se e vá a Nínive” (Jonas 3.1-2). Desta vez, Jonas obedeceu a voz do Senhor. Ele foi a Nínive e pregou a mensagem de Deus. Ele experimentou o maior avivamento da história. A Cidade inteira se arrependeu (Jonas 3).

A Bíblia contém muitas histórias de homens semelhantes a Jonas. Estes homens falharam, porém admitiram seu fracasso e pediram o perdão. Quando eles o fizeram, Deus sempre os perdoou e deu nova direção. Ele fará o mesmo por você! Deus não está olhando sua história passada. Ele não está olhando como você é. Ele está vendo o homem ou mulher que você pode ser se você caminhar em obediência à voz de Deus.

RESUMO

ABAIXO  segue as diretrizes bíblicas para, seguir quando você perde a vontade de Deus:

Reconheça seu fracasso

Arrependa-se de seu pecado

Reconheça o ponto de saída da vontade de Deus

Volte para corrigir o erroRevelação: Busque a Deus e aja em uma nova direção

TESTE O SEU CONHECIMENTO
LEITURA DO LIVRO DE 1 PEDRO COMPLETO PARA PRÓXIMA AULA

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. Identifique três exemplos bíblicos de grandes homens que triunfaram sobre seus fracassos e tornaram à perfeita vontade de Deus.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. Identifique três exemplos bíblicos de homens que perderam a vontade de Deus e cujas vidas acabaram em fracasso:

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. Liste seis diretrizes para voltar à vontade de Deus quando você tem falhado:

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

  1. Em Lucas 15.11-32 Jesus contou a história de um jovem que deixou seu pai e foi viver em um país estranho. Estude cuidadosamente esta história, sobretudo a parte que conta o retorno do filho à casa de seu pai. Você descobrirá que ele seguiu as diretrizes para corrigir o fracasso que se discutiu neste capítulo.
  1. Estude os exemplos abaixo de homens que em algum ponto de suas vidas perderam a vontade de Deus.

Quais corrigiram seus fracassos? Como eles converteram seus fracassos em êxitos? Quais não corrigiram seus fracassos? Qual foi o resultado?

Você pode agregar outros exemplos a esta lista de seu próprio estudo da Palavra de Deus.

Abraão: Gênesis 20-21

Moisés: Êxodo, também Atos 7.20-44

Balaão: Números 22

Uzias: 2 Crônicas 26

Sansão: Juízes 13-16

Davi: 2 Samuel 11-12; Salmos 51

Saul: 1 Samuel 8 a 15

Jonas: O livro de Jonas

Pedro: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos

João Marcos: Atos 12.12, 25; 15.39; 2 Timóteo 4.11

  1. Jesus contou duas parábolas importantes sobre a vontade de Deus. Estude-os em Lucas 12.42-48 e Mateus 21.8-32 e resuma o que você aprender.

_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


LEITURA DO LIVRO DE 1 PEDRO DEVE SER FEITA.
CAPÍTULO ONZE.

A VONTADE DE DEUS E O SOFRIMENTO
LIÇÃO IMPORTANTE FAZER EM CLASSE! 

TEMPO: 2 AULAS COMPLETAS

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Identificar cinco razões para o sofrimento.

Reconhecer que a vontade de Deus pode trazer consigo o sofrimento.

Distinguir entre o sofrimento dentro e fora da vontade de Deus.

Listar os benefícios positivos de sofrer dentro da vontade de Deus.

VERSÍCULO-CHAVE:

“Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem” (1 Pedro 4.19).

INTRODUÇÃO

Você ouviu a voz de Deus. Você buscou a direção, ela foi dada, e você se colocou fora do caminho da vida que Deus parecia indicar. Porém, como resultado desta decisão, você está experimentando problemas que não teriam se levantado a parte deste novo caminho da “vontade de Deus” no qual você caminha.

Você realmente ouviu a voz de Deus ou você está cometendo um erro? Estas experiências difíceis são um sinal de Deus que você não está vivendo em Sua vontade? Deus permite que sofrimento venha a alguém que está vivendo honradamente dentro de Sua vontade? Quando Jesus estava aqui na terra e falou do sofrimento que Ele deveria enfrentar na cruz, muitos de Seus seguidores o abandonaram (João 6.55-66). Eles esperavam o Messias para reinar em poder e glória. Ao contrário, Ele falou de sofrer. Eles não podiam entender, por isso eles o rejeitaram.

Se você não entende como o sofrimento se relaciona com a vontade de Deus, então você também pode deixar de seguir a Jesus quando você enfrenta as circunstâncias difíceis. 

Deus não criou o sofrimento. Entrou no mundo originalmente através do pecado do homem (Gênesis 3). Porém, Deus pode tomar o que está projetado para o mal e usá-lo para o bem, para alcançar Seus propósitos.

AS RAZÕES DO SOFRIMENTO

A Bíblia tem muito para dizer acerca do sofrimento, problemas e aflições. Resumindo seu ensinamento, nós descobrimos cinco maneiras que o sofrimento pode entrar na vida de um crente:

OUTROS AO SEU REDOR:

O sofrimento pode vir através de outros ao seu redor. José é um exemplo deste tipo de sofrimento. Não por causa de alguma falta sua, José foi vendido ao Egito por seus irmãos, encarcerado falsamente pela esposa de Potifar, e esquecido por aqueles que ele ajudou na prisão.

Porém, escute sua resposta. José disse…

“Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós… Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento” (Gênesis 45.5,7).

AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA:

A segunda maneira pela qual o sofrimento vem é através das circunstâncias da vida. Isto se ilustra pelo exemplo de Noemi, registrando no livro de Rute, que experimentou a morte de seu marido e filhos.

Até que Jesus retorne e o inimigo final – a morte – seja conquistado, a morte é parte da vida. A morte entrou através do pecado original do homem e é uma circunstância natural que todos nós enfrentaremos, porque “… está estabelecido que os homens morrem uma só vez, e depois o juízo” (Hebreus 9.27).

SEU MINISTÉRIO:

A terceira razão para o sofrimento é seu ministério ao Senhor. O Novo Testamento fala de sofrimento por causa de Seu nome (Atos 9.16), em nome de Cristo (Filipenses 1.29), pelo Reino de Deus (2 Ts 1.5), pelo Evangelho (2 Timóteo 1.11-12), por fazer o bem (1 Pedro 2.19-20; 3.17), por causa da retidão (1 Pedro 3.14), como um cristão (1 Pedro 4.15-16) e segundo a vontade de Deus (1 Pedro 4.19).

O apóstolo Paulo é um exemplo do sofrimento que resulta do ministério. Algumas pessoas olham o sofrimento como um sinal de fracasso ou falta de fé. Se isto é verdade, então o apóstolo Paulo não tinha fé e foi o maior fracasso na história da igreja.

Paulo disse que enquanto na Ásia, ele foi tão perseguido que ele se desesperou da vida (2 Co 1.8). Ele apresenta uma imagem diferente daquela do evangelista alegre que promete aos crentes nada mais que paz e prosperidade. Quando Paulo foi chamado por Deus ao ministério lhe contaram “grandes coisas” que ele sofreria por causa do Senhor (Atos 9.16).

A resposta de Paulo ao sofrimento foi considerar “tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Filipenses 3.8-9).

Paulo não estava sozinho sofrendo pelo ministério. A igreja inteira sofreu nos tempos do Novo Testamento (Atos 8). Em Atos capítulo 2 se registra a história de uma das mais cruéis perseguições que eles suportaram. Muitos destes homens e mulheres de fé foram libertados pelo poder de Deus. As portas da prisão se abriram e eles saíram. Eles foram sentenciados à morte em fornalhas ardentes, porém saíram intactos das chamas.

Porém, alguns destes crentes, que também são chamados homens e mulheres de “fé”, não receberam a liberação. Eles foram encarcerados, afligidos, atormentados, e inclusive martirizados devido a seu testemunho do Evangelho (Hebreus 11.36-40). Nós enfocamos na fé para viver, porém Deus revela Seu poder na fé para morrer. Esta é uma fé que permanece verdadeira nos tempos adversos, não somente nos tempos bons quando se manifestam poderosas libertações.

A ATIVIDADE SATÂNICA DIRETA:

O sofrimento também pode entrar em sua vida como resultado da atividade Satânica direta. Isto é evidente na história de Jó. Este livro trata com a pergunta, “Por que o justo sofre?”

Deus deu testemunho de Jó que ele era um homem justo (Jó 1-2). Jó não sofreu porque ele pecou, segundo seus amigos alegavam. Eles acreditavam que se Jó se arrependesse, suas circunstância mudariam. Estes amigos tentaram fazer uma aplicação universal baseada na experiência individual. Seria similar a dizer que porque Deus libertou Pedro da prisão, ele fará o mesmo com você. Isto não é verdade. Muitos foram martirizados na prisão apesar de sua grande fé e vidas puras.

Nós devemos ter cuidado quando nós vemos o sofrimento dos outros e os acusamos de pecado, infidelidade ou incredulidade. A Bíblia ensina que um homem pecador colhe uma colheita amarga devido a semear na corrupção da carne (Gálatas 6.8).

Porém, o princípio de semear e segar não pode usado para explicar o sofrimento do inocente. Jó não sofreu devido a alguma coisa que ele fez. Ele era um homem justo. Este foi o testemunho de Deus sobre Jó, o próprio testemunho dele, e sua reputação perante os homens. Por detrás das cenas, no mundo espiritual, estava a verdadeira causa do sofrimento de Jó. Havia uma batalha espiritual que estava acontecendo sobre o coração, mente, e obediência de Jó.

Há uma guerra que acontece no mundo espiritual acima de você. Essa guerra se manifesta nas circunstâncias difíceis que você tem experimentado no mundo natural. Uma verdade importante e evidente no sofrimento de Jó é que nada pode entrar na vida de um crente sem o conhecimento de Deus. Deus não causa o sofrimento. Ele é infligido por Satanás, porém, seus limites são fixados por Deus.

SEU PRÓPRIO PECADO:

A quinta maneira pela qual o sofrimento entra em sua vida é devido ao seu próprio pecado. Jonas é um exemplo de tal sofrimento. Em sua desobediência a Deus, Jonas seguiu na direção oposta de Nínive, a cidade aonde ele deveria ter ido pregar o arrependimento. Ele experimentou uma terrível tempestade no mar e terminou na barriga de um grande peixe devido a seu próprio pecado (Jonas 1-2).

O problema sempre deve ser tratado como um chamado para considerar seus caminhos e examinar seu coração perante Deus. Assim como Jonas, você pode estar sofrendo devido a seu próprio pecado. A Bíblia revela que Deus castiga aqueles que vivem em desobediência a Sua Palavra. Castigar significa disciplinar, reprovar, e corrigir:

“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12.11).

Deus usa o sofrimento para corrigi-lo e devolvê-lo à Sua vontade para sua vida:

“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra… Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste” (Salmos 119.67, 71, 75).

A ATITUDE APROPRIADA PARA COM O SOFRIMENTO

Porém, o problema necessariamente não é um sinal de estar fora da vontade de Deus. A Bíblia declara que “muitas são as aflições do justo” (Salmos 34.19). Quando você sofre inocentemente e não devido a seu próprio pecado, você deve manter uma atitude apropriada para com o sofrimento. A prova real de sua espiritualidade é como você responde no dia da dor:

“Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena” (Provérbios 24.10).

A Bíblia descreve a atitude que você deve ter quando você sofre como um crente dentro da vontade de Deus. Você não deve estar envergonhado:

“Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1 Pedro 4.16).

Você deve encomendar sua alma (seu sofrimento) a Deus, sabendo que Ele opera todas as coisas para seu bem:

“Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem” (1 Pedro 4.19).

Você deve estar contente quando você sofre segundo a vontade de Deus:

“E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (Atos 5.41).

Paulo diz que nós devemos ser:

“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes” (Romanos 12.12).

“E nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos” (1 Co 4.12).

“Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias” (2 Co 6.4).

“Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus” (2 Tm 1.8).

“A fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto” (1 Ts 3.3).

“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2 Tm 4.5).

Você não deve ficar surpreendido quando você experimenta o sofrimento:

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pedro 4.12-13).

Você deve suportar o sofrimento como um soldado:

“Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus” (2 Tm 2.3).

Paulo resume a atitude apropriada para com o sofrimento em 2 Coríntios 4.9:

“Perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (veja também versículos 10-18).

Paulo viu o sofrimento como um servo… Ele disse que ele “produz para nós”.

OS BENEFÍCIOS DO SOFRIMENTO

Aqui estão alguns benefícios positivos do sofrimento segundo a vontade de Deus:

SUA FÉ É PROVADA:

No mundo espiritual, tudo é baseado na fé. É por isso que a força de sua fé deve ser provada:

“Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.7).

É uma prova de fé quando você ora como Jesus fez, para que Deus passe o cálice de sofrimento, e ainda assim Ele não passa. Ao contrário, você é forçado a beber profundamente de seu sofrimento. Porém, a fé aprenderá que nossas orações não estão sem resposta apenas porque elas não são respondidas da maneira que nós queremos.

VOCÊ PODE CONFORTAR OUTROS:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus” (2 Co 1.3-4).

Quando você compartilha o consolo de Deus com outros, você…

“Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado” (Hebreus 12.12-13).

VOCÊ APRENDE A NÃO CONFIAR EM SI MESMO:

Paulo falou do propósito de seus sofrimentos na Ásia:

“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos” (2 Co 1.8-9).

Você virá a reconhecer isso…

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7).

AS QUALIDADES POSITIVAS SÃO DESENVOLVIDAS:

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Romanos 5.3-4).

“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1 Pedro 5.10).

Estas qualidades o conformam a imagem de Jesus que é o plano de Deus para você (Romanos 8.28-29; Hebreus 2.10, 18).

AS OBRAS DE DEUS SÃO MANIFESTADAS:

Quando os discípulos vieram a um homem que havia sido cego desde o nascimento, eles perguntaram quem era responsável por sua condição. Era o pecado de seus pais ou do próprio homem? Jesus respondeu:

“Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9.3).

O PODER DE DEUS É APERFEIÇOADO:

“Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2 Co 12.9).

O QUE É INSTÁVEL É REMOVIDO:

O sofrimento resulta em que tudo o que é instável em sua vida é lançado fora. Você deixa de depender das pessoas, programas, ou de coisas materiais porque isto tudo falta em seu tempo de necessidade.

Deus permite isso…

“Aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam” (Hebreus 12.26-27).

Durante as tormentas da vida, tudo que não está construído em Deus e Sua Palavra passará (Salmos 119.89 e Mateus 7,24-27).

SEU FOCO É MUDADO: Quando você experimenta o sofrimento você freqüentemente focaliza sua atenção na causa e efeito. Você se preocupa com o que causou as circunstâncias difíceis e o efeito terrível que elas estão tendo em sua vida. Deus quer mudar seu foco do temporal para o eterno:

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Co 4.17-18).

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pd 4.12-13).

“E se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará” (2 Tm 2.12).

A VELHA NATUREZA DO EU É MUDADA:

Deus disse sobre a nação de Moabe:

“Despreocupado esteve Moabe desde a sua mocidade e tem repousado nas fezes do seu vinho; não foi mudado de vasilha para vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso, conservou o seu sabor, e o seu aroma não se alterou” (Jeremias 48.11).

Porque Moabe não havia experimentado o penoso processo semelhante ao que é necessário para desenvolver o bom vinho, a nação não mudou. Porque Moabe estava descansado e estabelecido em prosperidade a nação não se desenvolveu e amadureceu espiritualmente. Por conseguinte, não houve nenhuma mudança. Seu aroma permaneceu nele.

O sofrimento livra você da velha natureza. Enquanto você é agitado, apurado e vertido fora, seu aroma espiritual muda de carnal para espiritual.

DEUS O PREPARA PARA O MINISTÉRIO:

Você quer ser usado por Deus. Você deseja ser mais como Jesus e ser um vaso escolhido para Seu uso. Deus responda a sua oração através do sofrimento:

“Eis que te acrisolei, mas disso não resultou prata; provei-te na fornalha da aflição” (Isaías 48.10).

É através da aflição que você se move além do chamado como um filho de Deus para tornar-se um escolhido de Deus. A aflição segundo a vontade de Deus o refina para Seu uso assim como os metais são refinados no forno do mundo natural.

VOCÊ É PREPARADO PARA REINAR COM CRISTO:

“Se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará” (2 Timóteo 2.12).

O SOFRIMENTO TRAZ A BÊNÇÃO ESPIRITUAL:

Jesus disse:

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mateus 5.10-12).

VOCÊ APRENDE A OBEDIÊNCIA ATRAVÉS DO SOFRIMENTO:

“Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5.8).

O SOFRIMENTO PROVA A PALAVRA DE DEUS DENTRO DE VOCÊ:

“As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes” (Salmos 12.6).

O SOFRIMENTO HUMILHA VOCÊ:

“Que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira; que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem” (Dt 8.15-16).

O SOFRIMENTO O ALARGA:

Isto significa que você cresce espiritualmente:

“… na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração” (Salmos 4.1 – Revista e Corrigida).

VOCÊ PASSA A CONHECER DEUS INTIMAMENTE:

Você passa a conhecer Deus em uma base mais íntima através do sofrimento. Jó, que sofreu muito, aprendeu esta verdade e disse…

“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42.5-6).

Alguns de nós conhecemos Deus só de segunda mão. Quando você está experimentando as bênçãos de vida, Deus é freqüentemente um luxo em lugar de uma necessidade. Porém, quando você tem uma necessidade real, Deus se torna uma necessidade.

Jó veio a conhecer a Deus mais intimamente através do sofrimento. Antes de seu sofrimento, Jó conheceu a Deus através da teologia. Depois, ele O conheceu pela experiência.

Paulo expressou um desejo semelhante quando ele disse:

“Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte” (Filipenses 3.10).

Você somente pode vir a conhecer a Deus no poder da ressurreição através da íntima comunhão do sofrimento.

Ao longo de sua prova, Jó questionou a Deus sobre a causa de seu sofrimento. Não é errado questionar a Deus. Jesus sabia que o propósito pelo qual Ele havia entrado no mundo era morrer pelos pecados de toda a humanidade. Todavia em Sua hora de sofrimento Ele clamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?” É o que vem depois do questionamento que é importante. Continuando, as palavras de Jesus foram “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”

Apesar dos questionamentos, a resposta de Jó foi…

“Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento” (Jó 13.15).

“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19.25-26).

Depois de todas as perguntas, a ênfase deve mudar de “mim” para “Ti”. Você deve entregar seu sofrimento, com todas as suas perguntas sem respostas, nas mãos de Deus.

“Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3.5).

Deus pode revelar alguns dos propósitos em seu sofrimento, porém é possível que você nunca o compreenda totalmente:

“A glória de Deus é encobrir as coisas…” (Provérbios 25.2).

“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29.29).

Há algumas coisas confidenciais que só pertencem ao Senhor. Como Jó, você talvez nunca possa entender todos os propósitos de seu sofrimento:

“Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?” (Provérbios 20.24).

Quando Deus finalmente falou com Jó, Ele usou vários exemplos da natureza que Jó não poderia explicar. Deus enfatizou que se Jó não pudesse entender o que poderia ver no mundo espiritual.

Quando Jó esteve cara a cara com Deus, já não lhe importava que ele não tinha uma resposta a suas perguntas sobre o sofrimento. Ele já não estava controlado e atormentado pelo raciocínio humano. Ele substituiu as perguntas, não com as respostas, porém com a fé. Quando você passa a conhecer a Deus intimamente através do sofrimento, você se vê como você realmente é. Você já não conhece a Deus de segunda mão. Esse encontro face a face com Deus faz o que os argumentos e discussões não podem fazer.

Quando Jó estava de pé diante de Deus, ele não tinha nenhuma resposta nova. Ele não obteve nenhum fato novo sobre seu sofrimento. Porém, ele substituiu as perguntas pela fé. Jó havia estado na presença direta de Deus, e essa experiência não deixou nenhum lugar para perguntas ou dúvidas.

AS TORMENTAS DA VIDA

O sofrimento às vezes se compara a uma tormenta natural. Quando você sofre, você experimenta uma tormenta – espiritualmente falando. Esta tormenta pode afetá-lo mentalmente, espiritualmente, fisicamente, materialmente, ou emocionalmente. 

A Bíblia registra uma tormenta que os discípulos de Jesus experimentaram. Leia a história em sua Bíblia em Marcos 4.35-41. Esta tormenta foi um ataque de Satanás. Jesus havia dito aos discípulos que fossem ao outro lado. Jesus estava com eles no barco. Satanás estava tentando impedi-los de chegar à outra margem devido às obras miraculosas que seriam feitas no país dos Gadarenos (Marcos 5). Jesus assumiu autoridade sobre a tormenta. Ele repreendeu os poderes do inimigo. A calma retornou ao mar e eles continuaram sua jornada sem impedimentos.

Uma tormenta de Satanás é algo que tenta impedi-lo de cumprir a vontade de Deus para sua vida. Não é nenhum sofrimento que resulta de sua desobediência. Este tipo de sofrimento também não é segundo a vontade de Deus. Deus não quer que nada impeça Seu plano para você. Quando você enfrenta este tipo de tormenta, exercite autoridade sobre o inimigo. Jesus lhe tem dado poder sobre todo o poder de Satanás.

Há duas outras histórias de tormentas naturais registradas na Bíblia que ilustra o sofrimento como castigo pelo pecado e o sofrimento segundo a vontade de Deus. Leia a história de Jonas e a tormenta no capítulo primeiro de Jonas. Leia a história de Paulo e a tormenta em Atos 27. Depois estude o seguinte gráfico:

Jonas Paulo
Jonas se colocou na tormenta por sua própria falta.  Ele pagou o preço para navegar. Ela era a razão da tempestade.  Jonas dormiu durante a tormenta. A bênção de Deus não estava com Jonas.  A tribulação estava com medo. Para ser salvo, Jonas foi expulso do navio.   Paulo não estava na tormenta por causa de alguma falta sua.  Ele tentou impedi-los de navegar. Ele foi o remédio, não a causa.  Paulo jejuou e orou. A bênção de Deus estava com Paulo. A tripulação estava com bom ânimo.  Para serem salvos, todos deveriam permanecer no navio. 

Há diferenças entre passar por uma tormenta da vida dentro da vontade de Deus e experimentar uma tormenta fora da vontade de Deus. Quando você entra na tormenta fora da vontade de Deus, esta é uma situação que você criou. Por exemplo, um crente que se casa com uma pessoa não salva experimentará problemas porque ele tem violado um princípio bíblico.

Quando você causa uma tormenta, é porque você violou a vontade de Deus e está em desobediência a Seus mandamentos. Freqüentemente você nem mesmo está consciente da gravidade de sua situação. Você dorme espiritualmente enquanto a tormenta aumenta sua fúria ao seu redor. A benção de Deus não está em você, e aqueles ao redor de você ficam com medo.  Esta tormenta não é um ataque de Satanás. É a disciplina de Deus que o ama e deseja devolvê-lo na conformidade de Sua vontade. Você pode confessar as promessas de “poder sobre o inimigo”, porém isto não mudará a situação.

Quando você reconhece uma tormenta de sofrimento como sendo o resultado da desobediência à voz de Deus, há somente um remédio: Peça o perdão de Deus!

Porém quando você sofre segundo a vontade de Deus, a situação é diferente. Você sofre não por causa de alguma falta ou pecado de si mesmo. Você pode ser um remédio aos problemas ao redor de você em lugar de uma causa. Assim como Paulo, você pode assumir a direção espiritual porque a benção de Deus está em você. Você pode trazer estímulo a outros porque você é uma solução para a tormenta em vez de ser a causa dela. Você não deve sair fora do navio ou correr do problema. Você deve permanecer no “barco” deste tipo de sofrimento, pois essa é a vontade de Deus.

O SOFRIMENTO DEVE SER ESPERADO

Quando você sofre segundo a vontade de Deus, você deve compreender que você não está sozinho:

“Resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1 Pedro 5.9).

As tormentas da vida são invitáveis e ingovernáveis, como ilustrado pela parábola das duas casas em Mateus 7.24-27. As tormentas virão sobre aqueles que têm construído suas vidas na Palavra de Deus assim como sobre aqueles que não tem feito assim. O fundamento da vida de um homem é o que determinará o resultado da tormenta.

O sofrimento deve ser esperado como parte da vontade de Deus:

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12).

“Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Filipenses 1.29).

“Sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo” (2 Ts 1.5).

“Pois, quando ainda estávamos convosco, predissemos que íamos ser afligidos, o que, de fato, aconteceu e é do vosso conhecimento” (1 Ts 3.4).

“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome” (Mateus 24.9).

“Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome” (Lucas 21.12).

“Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa” (João 15.20).

Parte do plano de acompanhamento no estabelecimento de igrejas primitivas foi ensinar aos crentes que eles experimentariam o sofrimento. Isto foi perdido em muitas igrejas hoje:

“Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14.22).

O chamado de Jesus aos Seus seguidores foi um chamado à rejeição e sofrimento:

“e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim” (Mateus 10.38).

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24).

“Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).

“Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão” (Mateus 10.21).

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9.23).

“E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.27).

QUANDO A TORRENTE SECA

Há uma história interessante no Antigo Testamento sobre um homem que experimentou o sofrimento dentro da vontade de Deus. Essa é a história de Elias. Elias experimentou todos os tipos de sofrimento quando ele profetizou a mensagem do Deus de Israel. Porém a história em particular que nós queremos enfocar se encontra em 1 Reis 17. Leia esta história em sua Bíblia antes de continuar com a lição.

Quando Deus dirigiu Elias à Torrente de Querite, Ele o sustentou milagrosamente. Os corvos vieram alimentá-lo, e a torrente proporcionou água fresca por um tempo quando a nação estava experimentando seca e fome. Porém, com o tempo, a torrente secou. Por que Deus enviaria Elias à uma torrente de águas que Ele sabia que secaria?

A vontade de Deus às vezes envolve torrentes secas. Porém quando nós experimentamos tais dificuldades isto não significa que nós perdemos a vontade de Deus. Elias não havia perdido a vontade de Deus. O Senhor levou Elias para Querite. Ele desfrutou de suas águas. Suas necessidades foram supridas. Ele foi abençoado por Deus. Porém quando chegou o tempo para seguir, Deus permitiu que a torrente secasse. Isto conseguiu a atenção de Elias.

Talvez Deus o tenha dirigido para uma “Torrente de Querite” na vida. Você sabe que você ouviu a Sua voz de direção. Ele abençoou sua torrente. Suas necessidades foram supridas e você se alegrou nas bênçãos de Deus. Porém, a torrente secou. Talvez você já não experimente mais o fluir do poder de Deus. Talvez as pessoas se voltaram contra você. Talvez a liderança sobre você reprimiu a torrente e deteve seu fluxo. Seja qual for a razão, sua linda torrente secou.

Quando as torrentes de águas secam, você pode fazer uma de duas coisas:

  1. Você pode sentar-se nas margens (espiritualmente falando) e pode queixar-se de seu destino. Você pode gastar o resto de sua vida perguntando-se por que isto aconteceu e chorar sobre a sua “cama de folhas secas”. Você pode questionar a direção de Deus. Foi Ele mesmo que o trouxe aqui da primeira vez? Se Ele sabia que a torrente ia secar, por que Ele o trouxe aqui? Você perdeu a vontade de Deus? Ou…
  1. Você pode compreender que tão certamente quanto Deus o trouxe a esta torrente, Ele está agora pronto para levá-lo a uma nova dimensão de Sua vontade. Ele está ganhando sua atenção através da torrente seca.

Se as torrentes nunca secassem… se Deus nunca permitisse os tempos difíceis… Ele nunca conseguiria nossa atenção. Como Elias, nós ficaríamos exatamente onde estamos e nunca seguiríamos em direção às novas coisas. Nós nunca nos moveríamos mais além das margens de segurança de nossas torrentes. As torrentes secas levam para coisas maiores. Antes da experiência de Querite, Elias só havia ministrado aos indivíduos. Depois deste encontro edificador, Elias ministrou às multidões. Ele estava de pé no Monte Carmelo e proclamou diante da nação de idólatras que Deus era o Deus vivo e verdadeiro. 

Quando você enfrenta as torrentes secas, sua fé não deve falhar. Você está nas margens para receber nova direção de Deus. Não questione as “camas de folhas secas”. Siga adiante para a próxima dimensão do plano de Deus.

TESTE O SEU CONHECIMENTO

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Quais são as cinco maneiras pelas quais o sofrimento pode entrar na vida de um crente?

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste três benefícios positivos de sofrer segundo a vontade de Deus.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste três das atitudes positivas que o crente deve ter ao experimentar o sofrimento:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Leia as seguintes declarações. Se a declaração é Verdadeira, escreva V. Se a declaração é Falsa, escriba F.

a._____ Nunca é a vontade de Deus que você sofra.

b._____ Se você experimenta problemas isto significa que você está fora da vontade de Deus.

c._____ Paulo estava fora da vontade de Deus na tormenta do mar que ele experimentou.

d._____ Quando você sofre fora da vontade de Deus, freqüentemente você é a causa de sus próprios problemas devido a desobediência.

e._____ Deus o disciplina porque Ele o ama e deseja levá-lo à conformidade com Sua vontade.

f._____ Se Elias houvesse estado na vontade de Deus indo à Torrente de Querite, a Torrente nunca teria secado. 

g._____ Deus às vezes usa os problemas para conseguir sua atenção porque Ele quer levá-lo a uma nova direção.

h._____ A Bíblia ensina que só os pecadores experimentam o sofrimento.

  1. Estude o livro de 1 Pedro que enfoca o assunto de sofrer. Escreva o que você aprendeu sobre o sofrimento nesta epístola:

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

  1. Estude as seguintes referências sobre o sofrimento:

DUREZA: 2 Timóteo 2.3

TRIBULAÇÃO: Atos 14:20; Romanos 5:3; 12:12; 1 Tessalonicenses 3:4, 2 Tessalonicenses 1:4.

PERSEGUIÇÃO: Mateus 5:10-12, 44; 13:21; Marcos 4:17; Lucas 11:49; 21:12; João 15:20; 1 Coríntios 4:12; 2 Coríntios 4:9; Atos 8:1; 11:19; 13:50; 2 Timóteo 3:12; Romanos 8:35; Gálatas 6:12.

SOFRIMENTO: 1 Pedro 5:10; Filipenses 1:29; 3:8; 4:12; 2 CorÍntios 1:6; 2 Timóteo 2:12; 3:12; Gálatas 5:11; 6:12; Atos 9:16; 1 Tessalonicenses 3:4; 2 Tessalonicenses 1:5.

AFLIÇÃO: Salmos 34:19; 119:67, 71, 75; Mateus 24:9; Atos 20:23; 2 Coríntios 2:4; 4:17; 6:4; 1 Tessalonicenses 3:3; 2 Timóteo 1:8; 3:11; 4:5; 2 Coríntios 1:6; Tiago 5:10; Hebreus 10:32-33; 11.

CAPÍTULO DOZE

SEIS FASES DE REVELAÇÃO

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o versículo-chave de memória.

Listar seis fases da revelação de um plano bíblico.

Identificar este modelo nos exemplos bíblicos.

VERSÍCULO-CHAVE:

“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30.21).³

INTRODUÇÃO

Neste curso você tem aprendido muito sobre conhecer a voz de Deus. Você aprendeu os pré-requisitos para conhecer a voz de Deus. Você aprendeu o significado e o padrão da vontade de Deus e as maneiras pelas quais Deus se comunica com o homem.

Você foi advertido sobre as maneiras não-bíblicas de buscar a direção e recebeu as diretrizes para tomar decisões com respeito às práticas questionáveis. Você estudou um modelo bíblico para fazer decisões e aprendeu o que fazer quando você falha em fazer a vontade de Deus. Você também estudou sobre o sofrimento e como ele e se relaciona à vontade de Deus.

Este último capítulo apresenta as seis fases através das quais você passará na revelação de um plano de Deus. Você experimentará estas fases enquanto você aprende a caminhar na vontade de Deus.

CONHECIMENTO POR REVELAÇÃO

Em um desconcertado e mal governado mundo, Deus promete o conhecimento por revelação a Seus seguidores. Isto significa que Ele revelará os planos divinos, sabedoria, e conhecimento nas circunstâncias da vida:

“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30.21).

Quando Deus revela um plano, há seis fases através das quais você passa no desenvolvimento dessa revelação. Estas fases são evidentes em Lucas 1.26-27. Leia esta passagem antes de continuar com resto desta lição. Este texto bíblico registra a revelação de Deus dada a Maria de que ela se tornaria a mãe do Messias, Jesus Cristo.

Nesta história há seis fases através das quais Maria passa enquanto o plano de Deus se revela a ela. Estas fases podem ser observadas na revelação de qualquer plano de Deus para o homem. Elas são fases através das quais você passará enquanto você recebe conhecimento por revelação de Seu plano para sua vida.

FASE UM – PERTURBAÇÃO:

“E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação” (Lucas 1.28-29).

Quando o anjo apareceu pela primeira vez a Maria, ela ficou muito perturbada ou vexada em seu espírito. Sempre que Deus quer dar uma nova direção, você freqüentemente experimenta a vexação. Ele lhe permite ser turbado pelas circunstâncias da vida para ganhar sua atenção.

Talvez você esteja questionando as circunstâncias confusas ao seu redor. Você está sendo turbado na primeira fase de revelação.

FASE DOIS – REVELAÇÃO:

“Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus” (Lucas 1.30-31).

Quando Deus ganha sua atenção através da perturbação, então Seu plano a você. Esta é a segunda fase de revelação:

“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33.3).

Um espírito turbado levou Maria a enfocar sua atenção, então Ele revelou Seu plano. Ela seria a mãe do Messias, Jesus Cristo.

FASE TRÊS – HESITAÇÃO:

“Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” (Lucas 1.34).

Maria hesitou em aceitar esta grande revelação. Ela questionou, “Como pode ser?” Quando Deus revela uma nova direção para sai vida, freqüentemente, você se angustia. Você pode sentir-se incapaz. Você pode sentir que é um passo de fé demasiadamente grande para tomar. Você pensará em razões racionais pelas quais o plano pode não funcionar. Você duvidará e questionará a Deus.

Duas coisas aconteceram na fase de hesitação:

Você apresenta suas perguntas, razões e desculpas.

Deus responde tudo isto com os detalhes de Seu plano.

Algumas pessoas hesitam por muito mais tempo do que outras. Algumas pessoas gastam anos na fase de hesitação, inventando desculpas e razões pelas quais elas não podem aceitar a revelação que Deus tem dado. Porém, se você não continua avançando além da vacilação, você nunca verá o cumprimento da revelação de Deus.

FASE QUATRO – RESIGNAÇÃO:

“Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela” (Lucas 1.38).

Maria passou rapidamente da vacilação à resignação ao plano de Deus. Isto significa que ela resigna sua vontade própria e aceita o plano de Deus. Ela deixa seus próprios planos e desejos e aceita a nova direção para sua vida.

FASE CINCO – COMPROVAÇÃO:

“Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor” (Lucas 1.45).

Na fase de comprovação, Deus comprovar ou confirmar Seu plano. Maria fica grávida e a revelação é comprovada em seu próprio corpo. Se você renuncia sua vontade pela revelação do plano de Deus, não demorará até que você receba a comprovação desse plano.

FASE SEIS – EXALTAÇÃO:

“Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor” (Lucas 1.46).

Maria se alegra no plano de Deus! Leia a completa exaltação que Maria deu a Deus em Lucas 1.46-55. Quando você aceita o plano de Deus para sua vida, isto sempre trará felicidade e produzirá a exaltação de Deus.

Como você aprendeu neste curso, seguir o plano de Deus não significa que você estará sem problemas. No mundo natural, Maria tinha um problema real. Ela estava grávida sem estar casada. Porém, o plano de Deus é maior que qualquer sofrimento temporal envolvido.

No fim, o sofrimento traz sempre a alegria e exaltação do Senhor Jesus cristo.

UMA PALAVRA FINAL: ESCUTE A SUA VOZ

Neste curso, você tem recebido as diretrizes para conhecer a voz de Deus. Quando você escutar esta voz, recorde Sua promessa:

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29.11).

Deus continuará guiando-o até a morte:

“Que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte” (Salmos 48.14).

Sua direção continuará no novo céu e na nova terra:

“Pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 7.17).

Deus não está calado. Se você escutar, Sua voz pode ser ouvida sobre o ruído e confusão de todas as vozes da terra. Deus fala e você pode conhecer a Sua voz:

“Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hebreus 13.20-21).

TESTE SEU CONHECIMENTO PESSOAL

  1. Escreva o versículo-chave de memória.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

  1. Liste as seis fases de revelação de um plano de Deus.

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

Estude o modelo das seis fases de revelação nas vidas de Moisés e Gideão:

Moisés: Êxodo 1-15

Perturbação: Experimentado no Egito (matou um egípcio)

Revelação: A sarça ardente

Hesitação: Homem pesado de língua

Resignação: Decidir ir

Comprovação: Os milagres perante faraó

Exaltação: A alegria depois de cruzar o Mar Vermelho

Gideão: Juízes 6

Perturbação: Malhando o trigo; derramando-se em perturbação no v. 13

Revelação: O anjo apareceu no versículo 12 e 14  – Resignação: Versículo 17 – Comprovação: “Mostre-me um sinal” – versículos 17 a 23  Exaltação: versículo 24. Edifica um altar e louva a Deus. – Você pode encontrar outros exemplos deste padrão na Palavra de Deus?

CAPÍTULO TREZE

SEGUINDO A DIREÇÃO PARA PROSPERIDADE BÍBLICA ATRAVÉS DE DÍZIMOS E OFERTAS

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

  • Escrever o versículo-chave de memória.
  • O que é o dízimo?
  • importância do Dízimo.
  • Identificar desculpa que a carne da para não ser abençoado por Deus.

VERSÍCULO-CHAVE:

Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.” (Mateus 6:24)

INTRODUÇÃO:

Para algumas pessoas, o dinheiro é um deus, e dessa forma, pode ser amado, receber dedicação e reconhecimento, segundo Jesus.

Para qualquer área da nossa vida precisamos de mais que dinheiro, como por exemplo, em problemas jurídicos. Às vezes alguém diz: Orei, mas o dinheiro que eu tinha também me ajudou.

Deus é o único provedor de nossas necessidades. Então, por que na maioria das vezes buscamos o dinheiro primeiro e deixamos Deus por último? É porque fizemos dele um deus em nossa vida, um salvador pessoal de nossas necessidades financeiras.

Por que o primeiro mandamento é “Não terás outros deuses além de mim?” Porque Deus não divide Sua honra e sua glória com ninguém. Adore, louve e confie em Deus sempre.

Dízimos e ofertas

” Dai a César o que é de César … ” (Mateus 22:21)

Para que um reino exista, é necessário que se tenha um rei, cidadãos, leis que regem a todos, cidades, impostos para sustentar o reino, etc …

Os impostos são o investimento do cidadão no reino. A arrecadação desses tributos, posteriormente, é devolvida em forma de benefícios como: ensino público de qualidade; saúde investida com moderna tecnologia médica; segurança equipada oferecendo ao cidadão tranquilidade para ir e vir; pavimentação das ruas, arborização de praças, novas estradas; melhorias na iluminação pública e reparos em ruas e avenidas; conservação do meio ambiente e patrimônios públicos.

Toda benfeitoria feita pelo governo, em qualquer uma destas áreas traz benefícios ao cidadão, mas não significa nenhum favor ou bondade por parte do governante. Às vezes elogiamos o prefeito, o governador e o presidente pelas grandes obras realizadas, porém os canteiros de obras que vemos diariamente nada mais são do que a devolução dos tributos investidos, aplicados na melhoria de condições de vida do povo. A nação cresce quando o cidadão cresce.

” … e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21b)³

O Reino de Deus tem:

  •  Um Rei – Jesus;
  •  Governos – Os Ministros; “
  •  Leis – A do Amor;
  •  Cidadãos – Os nascidos de novo;
  •  Juiz – O próprio Deus;
  •  Impostos – Dízimos e Ofertas.

Se a César (governo) cabe reverter os tributos pagos pelos cidadãos em obras que beneficiam o povo, quanto mais a Deus, cuja palavra não muda nem falha.

Sob a lei dos dízimos e ofertas, o homem se toma um investidor do Reino Eterno, e assim, tem retorno econômico, familiar, benção de Deus sem medidas assegurado. A observação dessa graça faz crescer o reino e o contribuinte fiel.

Em primeiro lugar, toda contribuição deve ser voluntária, ou seja, sem nenhuma espécie de coação; o desejo de dizimar e ofertar deve brotar de forma voluntária no coração de cada um. Isto é uma questão de fé na palavra de Deus. 

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6

Em segundo lugar ela é metódica, não é desorganizada.

Por fim, a contribuição cristã deve seguir a exigência de dar conforme a prosperidade que se tem alcançado.

1º  Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. II Coríntios 9: 7

2º  No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar. I Coríntios 16:2

Dízimo: Mesmo antes de a lei ter sido dada por Deus a Moisés, o dízimo já era uma prática de se ofertar a Deus.

Amplamente divulgado por toda bíblia, foi efetivado como condição única para obtenção da benção econômica. Podemos citar dois exemplos de personagens bíblicos, que ofereceram seus dízimos antes mesmo de se tomar uma Lei Divina:

  • Abraão – “E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou seus inimigos em suas mãos.” (Gênesis 14:20)
  • Jacó – “E essa pedra que hoje coloquei como coluna servirá de santuário de Deus; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo.” (Gênesis 28:22)

O Dízimo no Antigo Testamento: A palavra dízimo no Antigo Testamento encontramos 32 vezes localizados em 25 versículos. A primeira vez que o termo dízimo é usado na Bíblia encontramos no livro de Gênesis capítulo 14, e ele nos fala do dízimo de Abrão.

“Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14,18-20) ³

O Dízimo no Novo Testamento: A palavra dízimo no Novo Testamento aparece oito vezes. No livro dos Hebreus destinado aos descendentes de Abraão, Isaque, Jacó que haviam deixado Judaísmo, aparece 7 vezes em 6 versículos. O livro dos Hebreus destina-se a explicar o Cristianismo para pessoas que ainda não tinham assimilado, mas que conheciam bem as tradições do Judaísmo.

Do que devo dar o dízimo?

Salário, negócios, vendas, presentes.

O DÍZIMO É: 10% DE TUDO O QUE GANHO.

O valor: Na própria palavra já está estabelecido o valor do dízimo: dez por cento (10%) de tudo quanto se ganha. É um valor mínimo de quanto devo oferecer ao Senhor.

“Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova, diz o Senhor dos Exércitos, e vejam se não vou abrir as portas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las. Impedirei que pragas devorem suas colheitas, e as videiras nos campos não perderam seu fruto, diz o Senhor dos Exércitos. Então todas as nações os chamarão felizes, porque a terra de vocês será maravilhosa, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10-12)³

Deus disse que abençoará o homem, se ele trouxer os dízimos no altar com estas bênçãos: abrirá as janelas dos céus e derramar bênção tal… ou seja sobre a família, sobre sua casa, sobre tudo que Deus quiser de forma transbordante, de maneira que você verá a glória de Deus em sua vida em tempos de escassez e lutas. O investimento deve acontecer em qualquer circunstância. Comece com o que tem, dando dos recursos que possui. Deus é fiel.

Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo faltando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” (Habacuque 3:17-18) ³

Contribua de forma extraordinária: Aprendemos com a ignorância de nossos pais a dar somente quando há sobra ou quando não nos faz nenhuma falta. Aos famintos dá-se o resto do almoço e o pão velho destinado ao lixo, não se dá o da panela.

Os desnudos ficam com as roupas rasgadas, velhas, desbotadas e mofadas que ocupam lugar no fundo das gavetas, não se dá as roupas que estão nos cabides. Os descalços levam sapatos, sandálias e tênis descolados, rasgados e malcheirosos.

Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Mateus 6:25

Fazer o que está dentro das nossas limitações não é dar conforme a herança testamentária deixada. Recordam do relato dos cinco pães e dois peixinhos? Era a única comida disponível daquele garotinho ali no deserto. Era sua única refeição, mas o garoto não negou a Jesus quando foi pedida.

“Aqui está um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos … ”  (João 6:9)³

Que tal a viúva que possuía duas moedas para seu sustento e podendo dar uma e ficar com a outra, preferiu investir extraordinariamente todo o seu sustento no reino.

“Todos deram do que lhes sobrava; mas ele, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver.” (Marcos 12:44)

O que é comum está no nível de realização de qualquer pessoa, porém o fora do comum apenas os filhos com amor extravagante ao Pai estão aptos a fazer.

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem…” (Mateus 5:43-44)

Ultrapassar os limites da capacidade, e ir além do que naturalmente se pode, requer uma atitude extraordinária de fé e sacrifício. Isto agrada a Deus.

Devemos crer nos resultados todo tempo: enquanto a semeadura leva dias ou semanas, a colheita leva meses. O agricultor precisa ser paciente. Seria despretensioso você plantar uma semente hoje e amanhã pela manhã estar ali cavando o lugar onde foi plantada, para ver se germinou. Do plantio à colheita, ela passa por um processo natural de desenvolvimento que leva algum tempo.

Umas sementes levam mais tempo, outras menos.

Também é possível que durante esse tempo de espera, tenhamos muitos problemas. Precisamos ter calma e crer. Não é pelo fato de uma forte tempestade ou um longo período de seca ter destruído a colheita, que o agricultor desiste de fazer novos investimentos na terra; ser paciente é não desanimar, é crer o tempo todo nos resultados.

“Só porque um amigo nos trai, significa que não vamos confiar em mais ninguém? Alguém pode dizer: investi amor e fui traído. Investi amizade e fui insultado. Podemos sofrer alguns reveses, porém a lei da semeadura e da colheita é tão imutável quanto às verdades de Deus.” (John Haggai).

Aprofundando no assunto:

“Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ml 3.6-12).

“Porque eu, o Senhor não mudo” (Ml 3.6). Essa é uma das palavras mais confortadoras de Deus. Ele é o mesmo ontem, hoje e o será eternamente. O imutável, o Eterno. O nome do Senhor é: “Eu sou”. Deus não muda, Nele não há variação de mudança. Isso traz solidez à nossa fé, porque se Deus é o mesmo, então os milagres que Ele fazia, continua fazendo. O poder que Ele manifestou, continua manifestando, e a graça que foi liberada ainda está disponível.

Os anos passam e a história muda, os tempos mudam, os hábitos mudam, os costumes mudam, mas o nosso Deus permanece o mesmo, esse é o lado confortador. Mas também existe o lado sério da questão. Se Deus não muda, então aquilo que O ofendeu há dez mil anos, continua ofendendo hoje. Daquilo que Deus não gostava em Sodoma e Gomorra continua não gostando hoje, aquilo que Deus abominava na Babilônia, Ele continua abominando hoje. Deus não mudou de opinião, o que era pecado continua sendo pecado. Por isso, podemos conhecer o Senhor por meio da Sua Palavra. Esse Deus que não muda, ainda hoje, requer de nós a fidelidade nos dízimos e nas ofertas.

Novamente a palavra dízimo significa a décima parte de qualquer coisa. Dez por cento de tudo que nos vem às mãos deve ser devolvido ao Senhor, pois pertence, exclusivamente, a Ele. Tudo o que temos pertence a Deus, e Ele permite que você administre apenas 90%, os outros 10%, você deve deixar na Casa do Senhor. Nós prestaremos contas da nossa fidelidade nos dízimos e também da nossa fidelidade na administração dos 90% que ficaram conosco. O dízimo é um teste de fé. É um teste em que muitos têm sido reprovados. São muitas as desculpas, aparentemente teológicas, que as pessoas dão para tentar aplacar sua consciência. Gostaria de abordar aqui, as desculpas mais frequentes.

Desculpas para não entregar o dízimo

1 – Eu sou muito pobre para dar o dízimo

Ofertar pode ser um luxo para o rico, mas é um privilégio para o pobre. Muitos dizem que não podem dar, mas o que eles querem realmente dizer, é que não conseguem dar confortavelmente. A oferta incomoda quando ela implica em dor. A maioria de nossas ofertas é corriqueira, mas eventualmente, você desejará semear para colher. Ofertar algo necessita de uma medida de fé.

Se o que você dá não gera desconforto, é porque não precisou de fé. Mas quanto mais fé você exercita para ofertar, maior será a recompensa e a glória que você terá. Ofertar pode significar algum sacrifício. Dar do que está sobrando, qualquer um pode, mas dar daquilo que está faltando é um privilégio que terá recompensa de Deus. É exatamente isso que a Bíblia nos convida a fazer. O maior exemplo é o próprio Senhor Jesus, que Se fez pobre para fazer-nos ricos (2Co 8.9). A oferta genuína é um sacrifício do conforto pessoal pelo reino de Deus.

Jesus disse que aquela viúva que ofertou tudo deu mais que todos os outros, porque ela deu tudo o que tinha. Quem dá tudo o que tem, faz porque tem fé para declarar: “Deus cuida de mim”. Portanto, se você é alguém que não tem o suficiente, alegre-se pelo privilégio de fazer algo que poucos podem fazer. Dizem que num lugar muito seco, numa região isolada do Egito, existe um poço de água com uma bomba d’água. Certa vez, uma pessoa chegou ali quase morrendo de sede, mas não achou nenhuma água. Havia somente uma garrafa fechada em que estava escrito: “Use esta água para fazer a bomba funcionar, depois a encha novamente”.

Para que aquela bomba funcionasse, era necessário um pouco de água para produzir pressão necessária para puxar a água. O homem estava ali, num terrível dilema: ele corria o risco de usar a água da garrafa e a bomba não funcionar, matando-o de sede, ou poderia beber aquela garrafa d’água e sobreviver por mais algum tempo até conseguir socorro. Decidiu colocar a água no lugar próprio e começou a bombear aquela máquina velha e enferrujada. Por um momento, ele pensou: “Estou frito, joguei fora o resto de água que eu tinha”. Mas depois de alguns minutos, a água começou a jorrar de novo.

Todas as vezes que você quiser água fresca, terá esse dilema. Todas as vezes que você quiser a bênção de Deus, terá esse dilema. Vai usar o restinho que tem, ou correr o risco e ver a fonte jorrar? Muitos querem ter experiência com Deus, mas só tem experiência com Deus quem corre risco com Ele. Depois de fazer o orçamento, você avalia e diz: “Vai fazer falta. Se eu tirar essa quantidade, vou entrar no vermelho”. Esse é o dilema da fé. Você pode ficar com o dízimo que não é seu e, aparentemente, suprir o que você precisa, ou você pode devolver para o Senhor e ter uma fonte jorrando. Só experimenta o milagre quem corre o risco de crer.

 2- Sou aposentado e pensionista, não posso dar o dízimo

Sei que parece algo cruel pedir que um aposentado, pensionista ou mesmo uma viúva que entregue o dízimo. Mas a verdade da Palavra de Deus é imutável e se aplica a todos. Se você semear, você certamente colherá. Um aposentado ou uma pensionista precisa de colher mais do que qualquer outro. A Palavra de Deus diz que Jesus estava junto ao gazofilácio vendo as pessoas trazerem suas ofertas. Enquanto ele olhava, veio uma viúva e depositou ali tudo quanto possuía (Mc 12.41). Por que Jesus não a impediu? Por que ele não disse? “Você é muito pobre, deixe que os ricos contribuam!” O Senhor não fez isso, porque isso seria condená-la à miséria. Quando ela fez aquela oferta, as janelas do céu se abriram sobre ela.

Numa outra ocasião de muita seca e fome em Israel, o profeta Elias pediu para que uma viúva fizesse para ele um bolo de tudo o que ela possuía (1Rs 17.13). Elias não era um aproveitador tirando o resto de comida de uma viúva, ele apenas estava abrindo as janelas do céu sobre ela. A farinha nunca faltou na panela e nem o azeite na botija, A viúva foi recompensada por sua fé! Gloria a DEUS. Não deixe de dar o dízimo, porque é aposentado, pensionista ou viúva. É o dízimo que garantirá a bênção sobre você.

3- Estou desempregado, por isso não dou o dízimo

O Senhor Jesus disse que quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito (Lc 16.10). Não use a sua condição momentânea como desculpa, mas veja-a como um teste espiritual. Se você for fiel tendo tão pouco, o Senhor lhe dará muito. Se você não for fiel desempregado, também não será quando estiver empregado. Sempre haverá uma desculpa para não dar o dízimo.
Tenha a firmE determinação de ser aprovado por Deus. 

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Hebreus 11:6

4- Eu estou cheio de dívidas, por isso não posso dizimar agora

Você tem uma obrigação, não somente para com os seus credores, mas, antes de tudo, para com Deus. Especificamente a Bíblia nos ensina a dar ao Senhor as primícias, ou seja, o melhor de nossa renda (Pv 3.9). O nosso primeiro cheque deve ser pra Deus e ninguém mais. Nós nos refreamos de dar, porque nos sentimos inseguros, mas Aquele que não poupou o seu próprio Filho não nos negará coisa alguma (Rm 8.32), antes nos suprirá em todas as nossas necessidades (Fp 4.19). Você faz bem em pagar aos seus credores, mas o primeiro compromisso que você tem é para com Deus, porque o dízimo não é seu. Não tente pagar dívida usando dinheiro que não é seu. Aquele a quem você paga primeiro, estabelece o poder sobre a sua vida.

5- Eu quero dar o dízimo, mas agora estou muito apertado

Alguns dos maiores exemplos de generosidade na Bíblia são de pessoas pobres. Os macedônios, em 2 Coríntios, e a viúva pobre, são exemplos de generosidade de quem não tinha (Lc 21.1-4 e 2Co 8.1,2). O receio e a insegurança não são motivos para deixarmos de ofertar. O Senhor sabe do que necessitamos, e Ele prometeu nos suprir (Mt 6.32). Se formos esperar até nos sentir seguros para ofertar, pode ser que esse dia nunca chegue. A provisão de Deus vem somente depois que ofertamos (2 Co 9.6-11). É assim que a fé funciona. Faça prova de Deus (Ml 3.10).

Antes do mar se abrir, precisamos pisar nas águas, mas não podemos andar sobre as águas se ficarmos dentro do barco. O problema é que alguns pobres pensam que a responsabilidade de ofertar é dos ricos. Não se esconda atrás da pobreza. Aqueles que são pobres, mas que foram transformados pelo Evangelho de Jesus Cristo, sabe que Deus tem se agradado em conceder-lhes o reino, e como resultado, eles não temem dar o pouco que possuem, para herdar tesouros no céu (Lc 12.32,34).

Se você é pobre, você é bem-aventurado, pois tem a oportunidade de ofertar e receber o elogio do Senhor e de poder prosperar, experimentando o milagre da provisão de Deus. Só o necessitado pode experimentar o céu se abrir sobre ele. Quem nunca tem falta de nada, também nunca experimenta o poder provedor de Deus. Quem nunca passa por crise, não prova do livramento de Deus. Todavia, é vontade de Deus que, por meio do ato de semear, você seja próspero, porque a alma generosa prosperará. A responsabilidade de manter a obra de Deus não é somente de alguns, mas pesa sobre todos os discípulos do Senhor, independentemente da sua condição financeira. Cada um, porém, deve contribuir segundo a proporção da sua prosperidade.

6- Eu sou jovem e tudo o que tenho é uma mesada dos meus pais

É verdade que a época de estudante é, notoriamente, um tempo difícil em nossa vida financeira. O estudante, normalmente não tem dinheiro, vive à custa dos pais, mas nem por isso deve se eximir de ofertar. Ofertar é um privilégio e uma responsabilidade de todo discípulo, independente de idade ou renda. O milagre da multiplicação aconteceu justamente porque um jovem resolveu ofertar ao Senhor seus cinco pães e dois peixinhos (Jo 6.9).

7- Estou economizando para comprar uma casa, e por isso parei de dar o dízimo, momentaneamente

É ótimo que o crente economize e compre o que desejar com o seu dinheiro, mas não com a parte sagrada do Senhor (Lv 27.32). Não faça compromissos com algo que não pertence a você. Mordomia é mais que dinheiro. Eu oferto quando dou meu tempo e meus talentos. Guarde bem este conceito: mordomia é mais do que dinheiro, mas nunca menos. Servir a Deus implica em muitas coisas, mas nunca em menos do que ofertar. Quem diz que serve a Deus e não oferta está, na verdade, se enganando. Essas são as desculpas que ouvimos frequentemente. Todas elas são uma forma disfarçada de ocultarmos a nossa avareza. Meu desejo é que o seu coração seja, hoje, liberado e você possa ofertar com generosidade e alegria.

Que o Senhor possa livrar-nos de dar daquilo que nos sobra. Que possamos dar a Ele algo que tenha valor para nós. Faça prova do Senhor, que Ele abrirá a janela do céu e você receberá bênção sem medida.

8- Eu ganho MUITOOO para dar o dízimo 

Dizem que um homem muito rico engraxava seus sapatos do mesmo lugar. Um dia o engraxate lhe disse: “Deve ser muito bom ser rico como o Senhor! O Senhor deve ser alguém muito feliz!” O homem lhe respondeu: “Você não sabe que dinheiro não traz felicidade?” O engraxate respondeu, prontamente: “Eu gostaria de descobrir isso por experiência própria.” Certamente, é um privilégio ganhar muito e poder contribuir muito. Lembre-se, porém, que o Senhor é o Dono de tudo. Enquanto você presumir que o dinheiro é seu, a avareza corroerá o seu coração. Mas quando você entender que tudo é do Senhor, você se submeterá. 

“O Senhor Jesus disse que àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48). 

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 1 Timóteo 6:10

Seja Rico para com Deus

“E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus” (Lucas 12:16-21).³

Assim falou Jesus à multidão reunida que tinha acabado de ouvi-lo reprovar um homem que não tinha visto nele mais do que um árbitro para uma contenda por dinheiro familiar. “Cuidado com a cobiça,” ele disse; e então contou a parábola acima para explicar o motivo. A Parábola do Rico Tolo é um espelho para a alma.

O agricultor desta parábola não era algum homem pobre que conseguiu riqueza subitamente. Ele já era rico quando uma grande colheita fez os seus já grandes celeiros parecerem pequenos. Não há indicação de que nenhuma das riquezas do agricultor tivesse sido mal ganha. Por tudo o que sabemos, ele ganhou cada pedaço dela com trabalho duro e gerenciamento prudente. Esta história não é sobre fraude. É sobre tolice. O agricultor, que tinha sido tão hábil gerindo sua propriedade, tornou-se um simplório ao gerir a vida. Ele cometeu algumas tolices muito óbvias.

Primeiro de tudo, ele cometeu o engano de pensar que era o proprietário de sua riqueza. “Minhas colheitas”, “meus bens”, “meus celeiros” e até “minha alma”, ele disse. Que arrogância! Que ingratidão! Como se ele, e somente ele, tivesse conseguido tudo isso. Não há nenhuma palavra pronunciada de agradecimento ao grande Deus que nos dá “do céu chuva e estações frutíferas, enchendo os vossos corações de fartura e de alegria” (Atos 14:17), para não falar de “vida, respiração e tudo o mais” (Atos 17:25). Em qualquer tempo em que pensarmos que merecemos as coisas que estamos usando, far-nos-ia bem verificar a relação da terra ou da casa em que estamos. Somos todos inquilinos aqui.

A segunda tolice foi pensar consigo mesmo sobre que disposição ele deveria dar a suas bênçãos inesperadas (12:17). Ele deveria ter consultado Deus porque o mundo e toda a sua plenitude são dele (Salmo 50:12). Mas isso nunca lhe passou pela cabeça. Nem ele pensou nos celeiros vazios das pessoas pobres e lutadoras para quem suas sobras teriam significado livramento. Ele só pensou em si mesmo.

Sua terceira tolice está em supor que o que ele pudesse colocar num celeiro fosse tudo o que ele precisava. Olhando sobre toda sua abundância, ele disse consigo mesmo: “Consegui fazer!” Ele pensava que estas coisas significavam conforto assegurado, felicidade e segurança. Admiramo-nos sobre em que mundo ele vivia. Como agricultor, praga, seca, inundação e roubo não lhe eram estranhos. É preciso cegueira incomum para imaginar que haja qualquer segurança em coisas materiais (Mateus 6:19). Mas é preciso estupidez ainda maior para imaginar que espíritos formados à imagem do Eterno possam jamais ficar satisfeitos e realizados com a mera matéria, mesmo que ela fosse eterna (Eclesiastes 5:10-11; 6:7). Fomos feitos para “o Deus vivo” (Salmo 42:2; Atos 17:26-28) e a vida provém do coração, não do banco (Provérbios 4:23).

Finalmente, nosso agricultor “bem sucedido” esqueceu-se do tempo e da morte. Ele estava pensando em muitos anos, mas Deus disse que não seria nem mais um dia. Sua riqueza foi para um lado e ele foi para outro. Não há bolso numa mortalha. Salomão fala freqüentemente desta verdade em Eclesiastes.
“Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estúpido?” (Eclesiastes 2:18-19).

Não há tolice imperdoável maior do que planejar a vida sem considerar a morte, e construir a vida sobre coisas que a morte certamente tirará. A evidência de nossa mortalidade e incerteza da vida não é apenas premente, é irresistível. Nenhuma verdade sobre nós mesmos é tão evidente como o fato de que vamos morrer, e morrer em algum tempo imprevisível. E a única coisa que sobreviverá à morte é uma relação segura com Deus. Deveremos, portanto, derramar todas as nossas vidas e tesouros para ele, amontoados, comprimidos, transbordando.

Diz-se que Alexandre o Grande pediu para ser enterrado com suas mãos colocadas de tal modo que todos poderiam ver que elas estavam vazias. É também relatado que, quando a cripta do Imperador Carlos Magno foi aberta, ele foi encontrado sentado em seu trono, uma figura agora só ossos, apontando para um texto em uma Bíblia aberta: “Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36). É uma pergunta muito boa. 

9- Deus ama a quem dá com alegria, como eu não me sinto alegre, não dou de forma alguma

 Deus ama a quem dá com alegria (2Co 9.7). Aqui a ideia é o falso zelo contra a hipocrisia. O pensamento é: “Deus só aceita quando oferto alegremente, como não fico alegre, não serei hipócrita, por isso não dou”. Isso é dar à avareza uma aparência de piedade. Dar com alegria não significa que você precise esperar até se sentir suficientemente alegre para ofertar. A obediência não depende de emoções. Você não tem que esperar até se sentir suficientemente alegre para ofertar. Você não tem que esperar até sentir um êxtase, um impulso irresistível para ofertar ao Senhor.

Obediência não depende de emoções. Na verdade, naquelas horas mais cruciais da sua vida, você não vai sentir a menor vontade de obedecer a Deus. Naqueles momentos vitais, quando os céus pararem para ver a sua resposta, você não vai sentir o arrepio que sente aos domingos no louvor. A alegria, normalmente, vem durante ou depois de ofertarmos. Nós devemos almejar sermos grandes doadores, e a melhor maneira de cultivar a alegria de dar é dando. Quanto mais você der, mas alegria sentirá ao ofertar. Se você não sente alegria em ofertar, mude o seu coração, mas não deixe de ofertar.

10- Meu dízimo é algo entre eu e Deus e ninguém mais

Muitos cristãos pensam que sua oferta é uma questão privada, uma questão particular que somente Deus pode saber. Eles usam o texto de Mateus 6 como justificativa: “Não saiba a sua mão direita o que faz a esquerda” (Mt 6.3). Mas as palavras de Jesus aqui estão relacionadas com a motivação do coração, não com a privacidade. O que Ele está dizendo é para você não tocar trombeta quando der uma esmola. Precisamos ter a motivação correta, mas não significa que temos que fazer escondido. Ele também disse: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fecha a porta” (Mt 6.6).

Você acha que Jesus estava dizendo que temos que orar só em casa, com o quarto fechado? Se fosse assim, não poderíamos orar no culto. O próprio Senhor orou junto com os discípulos e o que Ele quis foi nos advertir a não orar com o intuito de sermos vistos e elogiados. Nós precisamos saber quem é fiel e quem não é. É necessário sabermos quem ama a Casa de Deus. Ladrões não podem discipular, senão formarão outros como ele. Cada discipulador, no fim, terá um discípulo semelhante a si mesmo. Mas sempre há aqueles que dizem: “Ninguém tem nada a ver com a minha oferta”. Engano seu!

Dízimo é uma questão que envolve você, envolve Deus, mas também envolve os irmãos. Nós estamos inseridos num corpo, e temos que prestar contas uns aos outros. Isto é proteção, eu ter irmãos que me guardam e cobram de mim. Às vezes, meu discípulo pode não gostar, mas quando eu cobro dele sua leitura da Bíblia, não é porque estou desconfiando dele, ou porque eu acho que ele é infiel. Eu estou apenas querendo protegê-lo da sua indisposição natural e da sua inconstância. Porque eu sei o que é minha carne, e também sei que a carne dele é igual à minha. Bem-aventurado é aquele que tem um irmão ao seu lado para guardá-lo no dia da tentação.

Sempre que alguém insiste muito na privacidade, é porque tem algo a esconder. É vontade de Deus que prestemos contas uns aos outros de nossa fidelidade como discípulos. Ofertar é uma questão que envolve você, Deus e os irmãos também.

  1. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA 

Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.

Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?

Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO

a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…

a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.

A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.

Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.

Todo hipócrita, avarento e amante do dinheiro ELES querem todos os benefícios do Antigo testamento, amam as promessas dos salmos, O Senhor É o meu Pastor e nada me faltará, …sALMO 1 tudo que fizer prosperará, amam ler promessas e tomar posse delas, mas quando sua fidelidade e sua fé em Deus e posto a prova através dos dízimos e das ofertas se entristecem como fez o jovem rico e muitos acabam abandonando Jesus ou procuram outra “igreja” onde não é pregada a verdade a respeito das finanças, somente aquilo que satisfaz sua ambição e amor pelo dinheiro o contenta e o deixa “feliz”, todo avarento é cheio de desculpas e respostas quando o assunto é tocar no seu “deus” o dinheiro. (mamon).  

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Mateus 6:24

  1. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL

Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.

Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.

Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?

  1. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA

“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.

1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.

2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.

3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu 1:6 diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.

  1. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL 

“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.

“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo. 

A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.

Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?

  1. JUSTIFICATIVA POLÍTICA

“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”

Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.

Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?

Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.

15.1. JUSTIFICATIVA MÍOPE

“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”

Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?

AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.

  1. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL

“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”

Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?

Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será autoproteção? Será desinteresse?

  1. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA

“Não sou membro da igreja”

Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?

Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?

CONCLUSÃO

É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.

É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.

Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.

Teste
1- O que você entendeu sobre esse estudo?
_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

2- O Dízimo era praticado antes da aliança nacional de Deus com israel? (antes da lei)

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

Para estudo adicional (Estudar em casa)

Perguntas e Respostas Sobre o Dízimo

O dízimo é voluntário? Como posso calcular o meu dízimo? Existem diferentes tipos de dízimos? Saiba agora as respostas para estas perguntas e muito mais!

O dízimo é voluntário?

Sim, no sentido de que todo aquele que honra a Deus e obedece a Suas instruções o praticará de forma voluntária. Deus nunca força ninguém a agir contra a sua vontade. Ao mesmo tempo, no entanto, Ele espera que pratiquemos o dízimo, pois o ato de não dar o dízimo equivale ao roubo e ademais acarretará em maldição (Malaquias 3:8). Assim, o dízimo não é voluntário no sentido de ser algo opcional. Nem Deus nos permite decidir arbitrariamente o valor mínimo que devemos Lhe dar. Através do Seu sistema de dízimo Deus revela o valor mínimo que deve retornar a Ele de tudo o que Ele nos dá. Uma vez que Deus é nosso Criador e porque tudo pertence a Ele (Psalms 24:1; Haggai2:8), assim Ele tem o direito de estabelecer esse sistema de apoio financeiro para Seus objetivos espirituais.

O dízimo era praticado antes da aliança nacional de Deus com Israel?

Abraão e Jacó entendiam e praticavam dízimo. Abraão deu o dízimo de todos os despojos de uma missão de resgate (Genesis 14:20), e Jacó, ao chegar a uma relação mais próxima com Deus, prometeu dar a Deus o dízimo (um décimo, dez por cento) de tudo o que Ele o abençoasse (Genesis 28:22).

Os sacerdotes e levitas também davam o dízimo?

Deus deu o dízimo aos levitas para o seu trabalho no tabernáculo e como uma herança (Numbers 18:21, 24). Porém, de todo dízimo que recebessem eles também deveriam pagar o dízimo (versículo 26). Entre os levitas Deus escolheu Arão e sua família para servir como sacerdotes (Exodus 4:14; Numbers 3:10). Então, Arão e sua família mesmo sendo levitas também teriam que pagar o dízimo.

A prática do dízimo foi ordenada somente a Israel?

A intenção de Deus era que Israel fosse um modelo para outras nações (Deteronômio 28:1). Em Romans 2:6-15, o apóstolo Paulo explica que todas as nações serão julgadas pela mesma lei de Deus. O Cristianismo da Bíblia não refuta a lei ou a sua ligação com Israel. Em vez disso, aqueles que se tornaram parte da Igreja do Novo Testamento foram chamados de “o Israel de Deus” (Galatians 6:16).

O dízimo incidia apenas sobre os produtos agrícolas?

Em Gênesis 14 Abraão resgata algumas pessoas e recupera seus bens (versículo 16). Quanto aos despojos, Abraão deu o dízimo “de tudo” (versículo 20; Hebrews 7:2). O dízimo não estava limitado aos produtos agrícolas. Em 2Crônicas31:5, lemos que Israel trouxe “muitas primícias de trigo, e de mosto, e de azeite, e de mel, e de toda a novidade do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância”.

E como a economia da antiga Israel era predominantemente agrícola, esse versículo identifica adequadamente tais produtos. Mas devemos observar também que a frase “os dízimos de tudo” permite entender que havia produtos não agrícolas. Da mesma forma, Proverbs 3:9 (ACF) nos diz: “Honra ao senhor com os teus bens e com a primeira parte de todos os teus ganhos”. Deus quer que O honremos com todo o acréscimo e não apenas com os acréscimos da agricultura. Seria incoerente admitir que Deus esperasse que apenas agricultores dessem o dízimo enquanto dispensasse todos os outros desse mandamento.

Quantos dízimos são citados na Bíblia?

A Bíblia explica que os dízimos (um décimo, Leviticus 27:32) eram destinados a três fins: para sustentar o ministério levítico (Números 18:21), para prover meios ao povo de Deus de observar Suas festas ordenadas (Deuteronômio 14:22-27) e para ajudar aos pobres (versículos 28-29). Embora alguns tenham assumido que apenas um dízimo deveria ser separado e, em seguida, dividido individualmente entre estas três categorias como bem entendessem, mas as instruções da Bíblia contradiz esta hipótese.

Numbers 18:21 menciona Deus dando aos filhos de Levi todos os dízimos, ou décimos, do seu acréscimo. Se os levitas deviam receber apenas parte de um dízimo, Deus não teria prometido-lhes dez por cento. Evidentemente, Deus não mente (Numbers 23:19; Titus 1:2). Da mesma forma, Deuteronômio 14:23 fala de uma pessoa usando um décimo, dez por cento, de seu acréscimo para as festas, e Deuteronômio 14:28-29 fala de dez por cento, a cada três anos, para ser usado para ajudar aqueles que passam necessidade. Portanto, três dízimos distintos, é a única maneira de explicar apropriadamente as instruções dadas nessas diferentes passagens.

Além da Bíblia, há alguma evidência histórica sobre a existência de mais de um dízimo?

Josefo, um historiador judeu do primeiro século, que escreveu bastante sobre a história e costumes judaicos explica em duas ocasiões que havia mais de um dízimo. Primeiro, ele escreve: “Que seja retirado do vosso fruto um décimo, além das décimas devidas aos sacerdotes e aos levitas. Este você pode vender no campo, mas é para ser usado naquelas festas e sacrifícios que devem ser celebrados na cidade santa: porque é razoável que apreciem os frutos da terra que Deus te deu para possuires, de modo que possam ser para a honra do doador” (Josefo, Antiquidades Judaicas , livro 4, capítulo 8, seção 8).

Ele continua: “Além das duas décimas, que já disse que você deve pagar a cada ano, uma aos levitas e outra para as festas sagradas, você deve trazer cada terceiro ano um terceiro dízimo para ser distribuído aqueles com necessidades; às mulheres que também sejam viúvas, e às crianças que são órfãos” (Antiquidades Judaicas , Livro 4, capítulo 8, seção 22).

Outras antigas fontes históricas, inclusive a Septuaginta (meados do século IIa.C., tradução grega do Antigo Testamento) e o Livro dos Jubileus (uma obra pseudepigráfica de meados do segundo século a.C.), descrevem os múltiplos dízimos. Os escritores posteriores da igreja como Jerônimo (ca. 347-420, tradutor principal da versão Vulgata Latina da Bíblia) e Crisóstomo (347-407) também ensinaram que os israelitas davam múltiplos dízimos.

Que importância o dízimo tem para Deus?

Em Malaquias 3:8 Deus diz: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas”. Deus diz que aqueles que se recusam a dar-Lhe o dízimo e as ofertas estão roubando―transgredindo um dos Dez Mandamentos (Exodus 20:15; Deteronômio 5:19).

Os comentários sobre o dízimo no livro de Malaquias referem-se apenas ao sacerdócio ou também se referem a todos os outros?

Algumas instruções de Deus no livro de Malaquias eram dirigidas aos sacerdotes (Malaquias 1:8) porque eles tinham a responsabilidade de ensinar as pessoas sobre a lei de Deus (Deteronômio 33:8-10; Malaquias 2:7). Mas Deus não disse que somente os sacerdotes são os únicos culpados de desobediência. Em referência a omissão dos dízimos e ofertas, Deus disse: “toda a nação”, era culpada desse pecado (Malaquias 3:9).

Embora os dois primeiros capítulos de Malaquias sejam dirigidos aos pecados de Israel naquela época, os dois últimos capítulos falam da segunda vinda de Cristo e do lago de fogo. Curiosamente, a repreensão de Deus a respeito do dízimo é encontrada nesta seção que é claramente profética. Além disso, as questões abordadas em Malaquias (acerca da lei de Deus, mestres fiéis, evitar o divórcio e pagar os dízimos) eram importantes para todos os israelitas no tempo de Malaquias, quando foi escrito, e continuam sendo questões muito importantes para o povo de Deus.

O dízimo foi abolido sob a Nova Aliança?

Absolutamente não. Embora alguns presumem que as leis de Deus foram abolidas pela Nova Aliança, Jeremias 31:31-33 e Hebreus 8 e 10 confirmam que, sob a Nova Aliança as leis de Deus seriam escritas nos corações dos crentes―e não revogadas ou anuladas.

Embora a Nova Aliança incluísse mudanças de um sacerdócio físico ao sacerdócio espiritual de Jesus Cristo e a substituição dos sacrifícios que apontavam para Ele, esses ajustes estão todos documentados no Novo Testamento. Hebreus 7 discute a mudança em relação ao sacerdócio. Jesus Cristo, sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (o pré-encarnado Jesus Cristo como o sacerdote que recebeu dízimos de Abraão), substituiu a família de Arão. A implicação óbvia é que, como Jesus Cristo agora substituiu a família de Arão como Sumo Sacerdote, os ministros de Jesus Cristo igualmente assumem o papel dos levitas e por isso devem receber os dízimos para realizar a obra contínua de Deus.

Também é importante notar que, embora Deus tenha dado temporariamente o dízimo aos levitas para o Seu serviço, continua sendo santo e, afinal de contas, pertence a Ele (Leviticus 27:30). Quando Deus o deu aos levitas e o povo se recusou a pagar-lhes, Deus disse que as pessoas estavam roubando- Lhe ―e não roubando aos levitas (Malaquias 3:8). Os cristãos, que estão sob os termos da Nova Aliança, continuam honrando a Deus através de seus dízimos e ofertas.

O que Jesus disse sobre o dízimo?

Em Matthew 23:23 Jesus criticou severamente as autoridades religiosas do Seu tempo por causa do seu entendimento espiritual distorcido. Eles eram meticulosos quanto ao dízimo das pequeninas ervas especiarias, disse Jesus, mas negligenciavam “o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé”. Eles deveriam ter enfatizado nestes princípios espirituais mais importantes, e Jesus completou: “e não omitir aquelas”. Aqui, Cristo confirmou o dízimo como uma prática que deve ser seguida.

Por que Paulo não menciona o dízimo em suas cartas?

Considerando que toda a Escritura foi inspirada por Deus e proveitosa para o ensino (2 Timothy 3:16-17) e que a única Escritura disponível na época eram os livros que conhecemos como o Antigo Testamento, Paulo não considerou necessário repetir tudo sobre as leis de Deus em suas cartas. Suas cartas contêm respostas a questões específicas e não foram escritas para ser um novo conjunto de leis no lugar da instrução de Deus encontrada nos livros anteriores da Bíblia.

Por que Paulo não recebeu os dízimos dos coríntios? Este seria o exemplo do Novo Testamento para os ministros?

Algumas pessoas em Corinto estavam entre os detratores mais mordazes do apóstolo Paulo. Em 1 Corinthians 9:1-23, ele defendeu o seu papel ministerial e afirmou que ele e Barnabé tinham o direito de receber o apoio financeiro dos coríntios pelo seu serviço à Igreja (versículos 13-14). Mesmo tendo esse direito, Paulo explicou que eles não iriam exercê-lo porque estavam preocupados de que isso poderia “atrapalhar o evangelho” (versículo 12, BLH). Ele não queria ser acusado de ganância ou de querer ser sustentado pelos membros dali. Para evitar tais acusações, ele decidiu não receber o apoio financeiro deles.

Para se sustentar financeiramente, Paulo trabalhou como fabricante de tendas (Atos 18:1-3). Em 2 Corinthians 11:5-13, Paulo reflete sobre a sua decisão: “Será que cometi algum pecado ao humilhar-me a fim de elevá-los, pregando-lhes gratuitamente o evangelho de Deus? Despojei outras igrejas, recebendo delas sustento, a fim de servi-los” (versículos 7-8, NVI). Ele então explica que os irmãos da Macedônia custearam as despesas que ele não poderia pagar enquanto em Corinto: “Quando estive entre vocês e passei por alguma necessidade, não fui um peso para ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava. Fiz tudo para não ser pesado a vocês” (versículo 9, NVI).

A decisão de Paulo não receber o apoio financeiro dos coríntios ocorreu numa situação incomum causada pelas atitudes acusatórias de alguns deles.

Como faço para calcular e pagar meus dízimos?

Os dízimos são calculados “de toda a novidade de tua semente” [acréscimo] (Deuteronômio 14:22, 28; 2 Crônicas 31:5). Para determinar o acréscimo é preciso deduzir os custos do negócio do rendimento bruto. Por exemplo, no caso de um agricultor, o custo da semente, do fertilizante, dos equipamentos e outras coisas da fazenda relacionadas com as despesas que devem ser deduzidas do lucro de uma colheita para determinar o acréscimo.

Depois de determinarmos o nosso acréscimo [rendimento], devemos dar um décimo a Deus para apoiar a Sua obra. Caso sejamos assalariados, o melhor é enviar nossos dízimos e nossas ofertas, (que são as nossas contribuições além dos dez por cento) assim que recebemos nossos salários. Quanto aos profissionais autônomos, que passam por grandes flutuações na renda e nos gastos, é possível que não consigam calcular com precisão o seu acréscimo até chegarem ao fim do seu ano contábil.

Além de darmos a Deus um décimo de nosso acréscimo [rendimento], Deus nos diz para guardar outros dez por cento para observar Suas festas. Nós devemos também separar fielmente esses fundos para as Suas festas durante todo o ano para que estejam prontamente disponíveis para nosso uso quando chegar a época dos festivais.

Finalmente, caso seja possível, Deus espera que ajudemos aos pobres através de um terceiro dízimo guardado nos anos terceiro e sexto de um ciclo de sete anos (Deuteronômio 14:28-29; 15:1). Hoje, quase todos os governos cobram impostos em excesso a esse percentual destinado a ajudar os necessitados. Nestas circunstâncias, a maioria das pessoas está pagando o terceiro dízimo em forma de impostos. Enquanto que ainda mantemos as nossas obrigações cristãs para ajudar aqueles que têm necessidades, não é necessário contribuir com fundos adicionais para os pobres, além de nossos impostos sociais, se não temos possibilidades de fazer isso.

Respostas dos Testes

CAPÍTULO UM:

  1. João 10:27.
  2. A Palavra “rhema” de Deus é a palavra viva comunicada para satisfazer uma necessidade específica. Pode ser dada pela Palavra escrita de Deus, um sermão, dons espirituais, ou através de uma voz interior em seu espírito.3. A Palavra “logos” de Deus é a Palavra escrita de Deus contida na Santa Bíblia. Nada pode ser adicionado ou retirado dela.
  3. Se você vem a conhecer a voz de Deus, você conhecerá Sua vontade quando Ele falar a você.5. Hebreus 3.7 ou 15.
  4. O plano geral de Deus para sua vida, direção para fazer opções sábias, e direção para as circunstâncias da vida.
  5. Sempre está de acordo com o “logos” ou a Palavra escrita de Deus como registrado na Bíblia.
  6. O pecado.
  7. Fazedor ou praticante… ouvinte.

CAPÍTULO DOIS:

  1. Romanos 12:1-2.
  2. Pré-requisito significa algo que exigido que seja feito antes que você possa fazer algo mais.
  3. Os pré-requisitos para conhecer a voz de Deus incluem: a experiência do novo nascimento, habitação do Espírito Santo, maturidade espiritual, e transformação.
  4. Direção. O Espírito Santo revela a vontade de deus falando-lhe em seu espírito interior
  5. Reconhecer-se pecador, confessar seus pecados, arrepender-se e aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador.
  6. Você deve ter uma relação pessoal com Deus para vir a conhecer a Sua voz.
  7. Significa ganhar a maturidade em coisas que pertencem ao mundo espiritual, crescer espiritualmente.
  8. Ser mudado para outra imagem, segundo o Senhor Jesus Cristo.
  9. A declaração da verdade. Veja Romanos 12.1-2.

CAPÍTULO TRÊS:

  1. João 6:38.
  2. O amor.
  3. Reveja as razões listadas no Capítulo Três.
  4. Uma escolha ou determinação de alguém que tem poder. 
  5. A soberana (boulema), individual (thelema), e a moral.
  6. A vontade própria, a vontade de Satanás, a vontade de Deus.
  7. a. Falso; b. Verdadeiro; c. Falso; d. Verdadeiro; e. Falso

CAPÍTULO QUATRO:

  1. Jeremias 10:23.
  2. A palavra “emulação” significa copiar outros para igualá-los ou superá-los. Provém de um espírito de rivalidade e é uma forma de ciúmes.
  3. a. Falso; b. Falso; c. Falso; d. Verdadeiro; e. Falso; f. Falso; g. Verdadeiro;
  4. Verdadeiro; i. Verdadeiro.

CAPÍTULO CINCO:

  1. Efésios 1:9-11.
  2. As duas divisões da vontade de Deus discutidas neste capítulo são a que se revela em Sua Palavra escrita e que não se revela em Sua Escrita.
  3. O princípio que se aplicaria a esta decisão se encontra em 2 Coríntios 6:14-15. Os crentes não devem ser ungidos junto com os incrédulos.
  4. Deus quer que você conheça a Sua vontade.

A vontade é planejada.

O plano de Deus é individual e pessoal.

O plano de Deus é progressivo.

A vontade de Deus não é como a do homem.

A vontade de Deus é boa. 

  1. Falso.
  2. O diagrama A.
  3. A vontade perfeita, vontade boa, vontade agradável, fora da vontade de Deus.

CAPÍTULO SEIS:

  1. Efésios 5:17.
  2. Poderia ser usado qualquer um dos seguintes: Moisés e a rocha; Elias no monte; Felipe e sua viagem a Samaria; Davi e seus dois encontros com os gigantes. 
  3. A Palavra escrita de Deus, milagres, a oração, sonhos, circunstâncias, voz audível, portas abertas e fechadas, a voz interna do Espírito Santo, anjos, dons do Espírito Santo.
  4. a. Falso; b. Falso; c. Falso; d. Falso; e. Verdadeiro; f. Verdadeiro.

CAPÍTULO SETE:

  1. Provérbios 3:5-6.
  2. Paz.
  3. Veja Provérbios 3:5-6.
  4. Para refletir Deus em seu pensamento, palavra, e fatos. Para dar-lhe o primeiro lugar em sua vida. 
  5. Ore, Investigue as Escrituras, escute a voz interior do Espírito Santo, Busque o conselho cristão, analise as circunstâncias, use as chaves bíblicas para a direção, escolha o caminho da sabedoria.
  6. a. Falso; b. Falso; c. Falso.

CAPÍTULO OITO:

  1. 1 Coríntios 10:31.
  2. As práticas questionáveis não são especificamente atividades ou condutas mencionadas na Palavra de Deus, como fazer o que certo ou desviar-se.
  3. Glorifica Deus? Qual é sua motivação? É necessário? Promoverá o crescimento espiritual? É um hábito escravizador? É um compromisso? Levará à tentação? Tem aparência do mal? Viola sua consciência? Como afetará aos outros?
  4. Um “irmão mais fraco” é um crente que, devido à debilidade na fé, conhecimento ou consciência pode ser afetado pelo exemplo de um irmão mais forte. Ele pode ser influenciado a pecar contra sua consciência ou seu progresso espiritual pode ser impedido.
  5. Um crente “mais forte” é alguém que, devido a sua compreensão da liberdade cristã em certas áreas e por força de sua convicção, exerce liberdade com boa consciência. Ele não se influencia pelas opiniões diferentes dos outros.
  6. Distinga entre as questões de mandamento e liberdade; cultive suas próprias convicções; permita que os outros exerçam a liberdade para determinar suas próprias convicções; limite sua liberdade pelo amor; resolva todas as ofensas.
  7. Vá a ele só. Se não resolver…

Vá de novo e leve uma ou duas testemunhas com você. Se não resolver…

Leve a questão diante da igreja.

CAPÍTULO NOVE:

  1. Provérbios 16:9.
  2. Um modelo provê um exemplo para seguir.
  3. Um modelo para tomar decisões é um exemplo para seguir ao fazer escolhas. 

CAPÍTULO DEZ:

  1. Salmos 81:13.
  2. Estude estes de novo no Capítulo Dez.
  3. Estude estes de novo no Capítulo Dez.
  4. Reconheça seu fracasso; arrependa-se; reconheça o ponto da saída da vontade de Deus; volte para corrigir o erro; revelação: busque a Deus e aja na nova direção.

CAPÍTULO ONZE:

  1. 1 Pedro 4:19.
  2. Outros ao redor de você; as circunstâncias da vida; seu ministério; a atividade satânica direta; seu próprio pecado.
  3. Veja os benefícios do sofrimento discutidos no Capítulo Onze.
  4. Veja as atitudes para com os sofrimentos discutidos no Capítulo Onze.
  5. Falso; b. Falso; c. Falso; d. Verdadeiro; e. Verdadeiro; f. Falso; g. Verdadeiro; h. Falso

CAPÍTULO DOCE: 1. Isaías 30:21.

CURSO DE MATURIDADE NO ESPÍRITO. 

MÓDULO III

VIVENDO NO REINO

CONTEÚDO

Com Usar este Manual, 4

Introdução, 6

Objetivos do Curso, 7

  1. Os Reinos Invisíveis, 8
  1. O Rei dos Reis, 15
  1. O Reino: Passado, Presente, Futuro, 28
  1. As Chaves do Reino, 39
  1. Lançados Para Fora do Reino, 51
  1. Padrões e Princípios: Uma Introdução, 62
  1. A Cultura do Reino: Princípios do Reino – Parte I, 71
  1. A Cultura do Reino: Princípios do Reino – Parte II, 80
  1. A Cultura do Reino: Princípios do Reino – Parte III, 90
  1. Parábolas do Reino, 95
  1. Embaixadores do Reino, 103

Respostas Dos Testes, 113 

Módulo: Delegação

Curso: Vivendo no Reino

INTRODUÇÃO

Todos os homens vivem num reino natural deste mundo. Eles vivem numa cidade ou povoado que é parte de uma nação. Tal nação é um reino deste mundo.

Além dos reinos naturais deste mundo há também dois reinos espirituais que realmente existem. Cada pessoa viva é um cidadão de um destes dois reinos: o Reino de Satanás ou do Reino de Deus.

Este curso diz respeito ao reino de Deus. Ele introduz os dois reinos espirituais, seus governantes, e cidadãos. Providencia as chaves espirituais para obter o acesso ao reino de Deus e adverte de coisas que produzem a expulsão do Reino. O passado, presente e futuro deste reino são examinados e se explicam as parábolas do Reino, bem como são enfatizados seus padrões e princípios de vida.

Por que o estudo do Reino de Deus é importante?

Jesus disse aos Seus seguidores:

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14). 

Antes que Jesus retorne para estabelecer Seu Reino na sua forma final, o Evangelho do Reino deve ser levado a todas as nações do mundo.

Para pregar o Evangelho do Reino, você deve compreender o Reino de Deus. Antes que você possa tornar-se um guardião das chaves do Reino, você deve primeiro experimentar esse reino.

No passado, muita ênfase foi colocada na vida e ministério do Rei do Reino, Jesus Cristo, e corretamente, Porém, a ênfase dada ao Evangelho do Reino não é suficiente. Jesus disse aos líderes religiosos de Seu tempo:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mateus 23.13). 

O Evangelho do Reino foi o propósito central da vida de Cristo. Ele começou Seu ministério terreno declarando a chegada do Reino (Mateus 4.17). Ele concluiu Seu ministério terreno falando das coisas que pertencem ao Reino (Atos 1.3). Desde o princípio ao fim do Seu ministério terreno, a ênfase estava no Reino:

“Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lucas 4.43). 

O reino de Deus foi a maior preocupação de Jesus. Seus ensinamentos e parábolas se focalizaram no Reino. Seus milagres eram uma demonstração do Reino de Deus em ação.

As frases “o Reino de Deus” e o “Reino dos Céus” são usadas mais ou menos 100 vezes nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. A Bíblia nos diz para buscar o Reino em primeiro lugar, orar por ele e pregá-o. Nos diz como entrar no Reino e ensina-nos que residir nele requer um novo estilo de vida.

Entrar neste reino, manter a residência e cumprir a comissão de pregar seu evangelho ao mundo é necessário para entender os princípios e padrões do Reino. Esse é o propósito deste curso.

Porém, há um propósito maior do que compreender os princípios do Reino. Você deve ir além do conhecimento do Reino para realmente experimentá-o e fazê-o o propósito central de sua vida.

As pessoas buscam pelo significado da vida. Eles querem uma causa pela qual viver e morrer. Faça do reino de Deus seu propósito central de vida e ministério. Ele é um reino que não pode ser removido pelo poder do inimigo. É uma causa eterna à qual você pode dar sua obediência total.

OBJETIVOS DO CURSO

Ao concluir este curso você será capaz de:

Identificar os reinos espirituais invisíveis. 

Identificar os governantes dos reinos invisíveis. 

Identificar os cidadãos dos reinos invisíveis. 

Explicar como se entra no Reino de Deus. 

Resumir o passado, presente, e futuro do Reino de Deus. 

Listar os pecados que impedem a entrada no Reino de Deus. 

Reconhecer a importância dos padrões e princípios espirituais. 

Demonstrar entendimento dos princípios básicos do Reino de Deus. 

Demonstrar entendimento das parábolas do Reino. 

Tornar-se um embaixador do Reino de Deus por espalhar o Evangelho do Reino. 

Continuar a estudar independentemente o Reino de Deus. 

Continuar a estudar independentemente sobre o ministério e ensinamentos de Jesus Cristo. 

Capítulo Um

OS REINOS INVISÍVEIS

OBJETIVOS

Ao concluir este capítulo você será capaz de: 

Escrever o Versículo Chave de memória. 

Demonstrar entendimento do mundo natural e do espiritual. 

Definir a palavra “reino.” 

Identificar os dois reinos espirituais. 

Identificar os governantes dos reinos espirituais. 

Identificar os cidadãos dos reinos espirituais. 

Definir a frase “o Reino de Satanás.” 

Definir a frase “o Reino de Deus.” 

VERSÍCULO CHAVE: 

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

INTRODUÇÃO

Este capítulo trata com os mundos natural e espiritual. O Mundo natural é o que você pode ver, ouvir, tocar ou saborear. É o mundo visível ao seu redor.

Porém, há outro mundo que o rodeia do qual você é uma parte. É um mundo invisível que é composto de dois reinos espirituais. Neste capítulo você aprenderá sobre estes reinos espirituais, seus governantes e cidadãos.  Você aprenderá sobre o Reino de Satanás e sobre o Reino de Deus.

NATURAL E ESPIRITUAL

O homem existe em dois mundos: o mundo natural e o mundo espiritual. O mundo natural é o que se pode ver, sentir, emocionar-se, ouvir ou saborear. É tangível e visível. O país, nação, cidade ou povo no qual você vive é parte do mundo natural. Você é residente de um reino natural localizado sobre os continentes visíveis do mundo. Você pode ver as pessoas que são partes do seu ambiente. Você pode comunicar-se com elas.  Você pode experimentar as imagens, sons e aromas ao seu redor.

Porém, há outro mundo no qual você vive. Este mundo é um mundo espiritual. Você não pode vê-o com seus olhos físicos, porém ele é tão real como o mundo natural. Paulo fala desta divisão de natural e espiritual:

“Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres” (1 Coríntios 15:40). 

Todos os homens possuem um corpo natural que vive no mundo natural. Porém o homem também é um ser espiritual com uma alma e um espírito eternos. O homem é corpo, alma e espírito. Seu ser espiritual (a alma e o espírito) é parte de um mundo espiritual assim como seu corpo natural é parte do mundo natural.

DOS REINOS ESPIRITUAIS

Há dois reinos naturais neste mundo. Um reino natural é um território ou as pessoas sobre quem um rei governa. A Bíblia fala de dois reinos do mundo. Os reinos do mundo estão presentemente sob o controle de Satanás:

“Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória does e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4.8-9). 

No futuro, todos os reinos do mundo se tornarão o Reino de Deus e Ele governará sobre eles:

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

No mundo natural um rei é o governante soberano do reino. Todo o território e as pessoas do reino pertencem a ele. Ele tem o poder da vida e da morte sobre seus subordinados. 

O mundo espiritual é composto de dois reinos espirituais, o Reino de Satanás e o Reino de Deus. O Reino de Satanás consiste de Satanás, os seres espirituais chamados de demônios e todos os homens que vivem no pecado e em rebelião à Palavra de Deus. O Reino de Deus consiste de Deus o Pai, Jesus Cristo, o Espírito Santo, os seres espirituais chamados de anjos, e todos os homens que vivem em justa obediência à Palavra de Deus.

O REINO DE DEUS

Há um reino de Deus, porém ele é descrito de maneiras diferentes nas Escrituras. A expressão “O Reino dos Céus” também é usada como um nome para o Reino de Deus. Este Reino é idêntico ao Reino do Pai (Mateus 26.29), de Jesus (Apocalipses 1.9), de Cristo Jesus (2 Timóteo 4.1), de Cristo e Deus (Efésios 5.5), de “nosso Senhor e Seu Cristo” (Apocalipse 11.15), de “nosso Deus e de Seu cristo” (Apocalipse 12.10), e “do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13). Todos estes são nomes para o Reino de Deus. Para simplificar, somente o título “O reino de Deus” é usado neste curso.

O Reino de Deus não é uma denominação. As denominações são organizações feitas por homens para unir grupos de igrejas. Elas foram estabelecidas por causa de propósitos práticos de organização e administração. As denominações são grandes organizações de igrejas como Batistas, Assembléia de Deus, Metodistas, Luteranas e etc.

A Bíblia fala da verdadeira Igreja que não é uma denominação ou organização religiosa. A verdadeira Igreja é composta de todos aqueles que se tornaram cidadãos do Reino de Deus. A verdadeira Igreja é o corpo espiritual corporativo que Deus estabeleceu pelo qual o Evangelho do Reino será levado a todas as nações do mundo. Esta Igreja é composta de todos os homens e mulheres que são cidadãos do Reino de Deus.

A Igreja não somente deve pregar e ensinar o Evangelho do Reino, porém deve proporcionar um modelo da vida do Reino de Deus. A Igreja deve operar pelos padrões e princípios do Reino, e deve demonstrar em seu estilo  de vida os ensinamentos de seu Rei, Jesus Cristo.

O Reino de Deus existia no passado, existe no presente, e existirá no futuro, em diferentes formas. Na atualidade, no mundo natural, o Reino de Deus existe individualmente dentro de cada homem, mulher, rapaz ou moça que fez de Jesus o Rei de suas vidas. No futuro, haverá uma revelação visível e real do Reino de Deus. Mais adiante você aprenderá mais sobre o passado, presente e futuro do Reino de Deus.

Porque o Reino de Deus é um reino espiritual e não um reino natural deste mundo, ele deve ser compreendido com uma mente espiritual:

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-as, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14). 

OS GOVERNANTES DOS REINOS

O Reino de Satanás é governado por Satanás. Você aprenderá mais sobre ele e seu reino na seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo. Satanás era originalmente um anjo bonito criado por Deus e fui parte do Reino de Deus, porém ele tentou tomar o Reino de Deus. Você pode ler sobre sua rebelião em Isaías 14.12-17 e Ezequiel 28.12-19. Vários anjos se uniram a Satanás nesta rebelião e eles foram todos lançados por Deus para fora do Reino. Eles formaram seu próprio reino que se chama o Reino de Satanás.

O Reino de Deus é governado pela Trindade de Deus que é composta do Pai, do Filho Jesus Cristo, e do Espírito Santo. Você aprenderá mais sobre o governante deste reino no Capítulo Dois deste curso.

OS RESIDENTES DOS REINOS

Além dos governantes, há outros residentes dos reinos espirituais. Os espíritos malignos, chamados de demônios, são os residentes do Reino de Satanás. Estes espíritos podem entrar, atormentar, controlar e usar os humanos que pertencem ao Reino de Satanás. Eles motivam muitos atos malignos feitos por homens e mulheres.

Antes do fim do mundo, Satanás usará dois seres espirituais especiais em seu reino, chamados de anticristo e Falso Profeta. Eles serão parte do enganoso plano final de Satanás para derrotar o Reino de Deus. O Reino de Deus também têm seus residentes. Há anjos, seres espirituais que ministram aos homens e mulheres que pertencem ao Reino de Deus. Assim como os demônios cumprem os desejos de Satanás no mundo, os anjos fazem a vontade de Deus.

Ainda que os anjos e demônios sejam seres espirituais, eles se revelam visivelmente e verbalmente em certas ocasiões no mundo natural. Demônios que possuem os corpos de pessoas falam e às vezes atuam de maneiras malignas através does. Já os anjos, eles aparecem em forma visível. 

Além destes seres espirituais, todas as pessoas vivas são residentes do Reino de Satanás ou do Reino de Deus.

O ACESSO AOS REINOS

Uma das parábolas contadas pro Jesus revela que todos os homens são parte do Reino de Satanás ou do Reino de Deus. Jesus comparou o mundo a um campo. A boa semente no campo é os filhos do Reino de Deus. A semente má, que resultou no crescimento do joio, são os filhos do maligno:

“O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno” (Mateus 13:38).

As pessoas entram no Reino de Satanás através do nascimento natural. A Bíblia ensina que todos os homens nascem no pecado. Isto significa que eles possuem uma natureza básica de pecado ou a “semente” de pecado dentro de si. Sua inclinação natural é fazer o mal:

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5).

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). 

Porque nós nascemos com a natureza básica do pecado, uma vez todos nós fomos parte do Reino de Satanás. A mensagem inteira da Palavra escrita de Deus, a Bíblia, é um apelo ao homem para transportá-o deste Reino maligno de Satanás ao Reino justo de Deus.

Os homens nascem no Reino de Satanás através do nascimento natural. Eles devem nascer de novo no Reino de Deus através do nascimento espiritual. Você aprenderá mais sobre isto no Capítulo Quatro, “As Chaves do Reino”. 

Aqueles que nascem de novo mudam sua residência do Reino de Satanás para o Reino de Deus. Eles mudam sua obediência de Satanás a Deus. Quando entram no Reino de Deus eles devem aprender os princípios que governam a vida neste Reino. Isto é como aprender o estilo de vida de um novo país ao qual você tem migrado. Você aprenderá mais sobre estes princípios importantes nas demais lições deste curso.

O RELACIONAMENTO ENTRE OS DOIS REINOS

Desde o tempo da rebelião de Satanás, tem havido uma furiosa guerra espiritual entre o Reino de Satanás e o Reino de Deus. A Bíblia é o registro escrito da guerra entre estes dois reinos.

Esta guerra espiritual da rebelião se passa por todo o mundo e sobre as mentes, almas e espíritos da humanidade. Satanás está tentando fazer dos homens escravos do pecado no seu reino. Através de métodos enganosos ele incita aos homens e mulheres para compartilharem das luxúrias temporais do viver pecaminoso. Ele ambiciona os afetos da alma e do espírito que legitimamente pertencem a Deus:

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

Esta guerra no mundo do espírito continuará até no fim dos tempos segundo o conhecemos agora. 

TESTE

  1. Escreva o Versículo Chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

  1. Quais são as duas divisões que são feitas em 1 Coríntios 15.44-49?

_____________________________  ______________________________

  1. Quais são os dois reinos invisíveis no mundo hoje?

_________________________________________________________________________

  1. Quem são os governantes dos dois reinos invisíveis?

_________________________________________________________________________

  1. Quem são os residentes do Reino de Satanás?

_________________________________________________________________________

  1. Quem são os residentes do Reino de Satanás?

_________________________________________________________________________

  1. Qual é a diferença entre estas duas frases: “O reino de Deus” e o “reino dos céus”?

_________________________________________________________________________

  1. Defina a palavra “reino”.

_________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

Este curso é dedicado ao estudo do Reino de Deus. Porém, como você aprendeu neste capítulo, há outro reino invisível, o Reino espiritual de Satanás. É importante que você entenda ambos os reinos espirituais.

O curso do IBTC intitulado “Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual” proporciona informações mais extensas sobre este reino e as estratégias espirituais para tratar com Satanás. Obtenha este manual sobre a guerra espiritual como um companheiro deste curso, “Vivendo no Reino”. Para os propósitos deste curso, o seguinte esboço proporciona informações básicas sobre Satanás e seu reino.

O REINO DE SATANÁS

  1. O Governante do Reino de Satanás: Satanás
  1. Sua Origem: Todas as criaturas foram criadas por Deus: João 1.3; Colossenses 1.16-17
  2. Sua glória anterior: Isaías 14.12-15; Ezequiel 28:12-17 
  3. Sua posição anterior: Ezequiel 28:14 
  4. Sua queda: Ezequiel 28:12-19 
  5. Seus nomes:  
  6. Deus deste mundo: 2 Coríntios 4:4 
  7. O anjo de luz: 2 Coríntios 11:14 
  8. O diabo: 1 Pedro 5:8; Mateus 4:1 
  9. Satanás: João 13:27 
  10. Lúcifer: Isaías 14:12 
  11. O Dragão: Apocalipse 12:3 
  12. A Serpente: Apocalipse 12:9; 20:2; 2 Coríntios 11:3; Gênesis 3:4,14 
  13. O adversário: 1 Pedro 5:8 
  14. Belial: 2 Coríntios 6:15 
  15. Belzebu: Mateus 12:24; Lucas 11:15; Marcos 3:22 
  16. O assassino: João 8:44 
  17. O tentador: Mateus 4:3; 1 Tessalonicenses 3:5 
  18. O Querubim Ungido: Ezequiel 28:14 
  19. O destruidor: Apocalipse 9:11
  20. O Enganador: Apocalipse 12:9; 20:3 
  21. Apoliom (palavra grega para destruidor): Apocalipse 9:11 
  22. Abadom (palavra hebraica para um anjo destruidor): Apocalipse 9:11 
  23. Governante das trevas: Efésios 6:12 
  24. O anjo do abismo: Apocalipses 9:11 
  25. O Inimigo: Mateus 13:39 
  26. Príncipe dos demônios: Mateus 12:24 
  27. O mentiroso, padre da mentira: João 8:44 
  28. O Reino de Tiro: Ezequiel 28:12-15 
  29. Príncipe deste mundo: João 12:31; 14:30; 16:11 
  30. Príncipe da potestade do ar: Efésios 2:2 
  31. O espírito que opera nos filos da desobediência: Efésios 2:2 
  32. Maligno: 1 João 5:9 
  33. Leão que ruge: 1 Pedro 5:8 
  34. O acusador dos irmãos: Apocalipse 12:10 
  35. Sus atributos: 
  36. Inteligente e sutil: 2 Coríntios 11:3 
  37. Emocional: Apocalipse 12:17 
  38. Voluntarioso: 2 Timóteo 2:26 
  39. Orgulhoso: 1 Timóteo 3:6 
  40. Poderoso: Efésios 2:2
  41. Enganador: Efésios 6:11 
  42. Feroz e cruel: 1 Pedro 5:8 
  43. Falaz: 2 Coríntios 11:14 
  44. Palavras registradas de Satanás: 
  45. Gênesis 3:1,4,5 
  46. Jó 1:7-12 
  47. Jó 2:1-6 
  48. Mateus 4:1-11 
  49. Lucas 4:1-13 
  1. Os Residentes do Reino de Satanás: os espíritos demoníacos   
  2. Satanás é o governante de uma hoste de demônios: Mateus 12:22-28 
  3. Sua Origem: Apocalipse 12:7-9; Judas 6
  4. Seus atributos: 
  5. Seres espirituais: Mateus 8:16; Lucas 10:17,20 
  6. Eles falam: Marcos 5:9,12; Lucas 8:28; Mateus 8:31 
  7. Eles crêem: Tiago 2:19 
  8. Exercem suas vontades: Lucas 8:32; 11:24 
  9. Demonstram inteligência: Marcos 1:24 
  10. Emoções: Lucas 8:28: Tiago 2:19 
  11. Reconhecimento: Atos 19:15 
  12. Força sobrenatural: Atos 19:16; Marcos 5:2,3 
  13. Presença sobrenatural: Daniel 9:21-23; 10:10-14 
  14. Sua estrutura: 
  15. Unidos: Mateus 2:26,45; Lucas 8:30; 1 Timóteo 4:1 
  16. Organizados em legiões: Lucas 8:30 
  17. Há graus de maldade: Mateus 12:43-45 
  18. Há uma estrutura organizada: Efésios 1:21; 3:10; 6:12; Romanos 8:38
  19. Há tipos diferentes de demônios: Mateus 10:1; 1 Timóteo 4:1 

III. Os Residentes do Reino de Satanás: Todas as pessoas que não são residentes do Reino de Deus: Apocalipse 20:15; 21:8 

  1. A Esfera de atividade de Satanás e seus demônios: 
  2. Eles têm acesso à presença de Deus: Jó 1:6-7 
  3. Eles têm acesso à terra inteira: Apocalipse 12:10 
  1. As atividades de Satanás e seus demônios: 

As atividades de Satanás e de seus demônios são tratadas em detalhe no curso do IBTC intitulado “Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual.” Para resumir: suas atividades sempre se dirigem contra Deus, Seus propósitos, e Seu povo. 

  1. Os crentes têm maior poder que Satanás e seus demônios: 
  2. Mateus 10:1; Marcos 6:7; 9:38; 16:17; Lucas 10:17; Atos 5:16; 8:7; 16:16-18; 19:12. 
  3. Os métodos de guerra espiritual são tratados no curso do IBTC intitulado “Estratégias Espirituais: Um Manual de Guerra Espiritual.” Ali se encontram poderosas diretrizes espirituais que o ajudarão a exercer sua justa autoridade sobre o Reino de Satanás. 

VII. O destino futuro do Reino de Satanás: 

  1. Mateus 8:29;25:41; 2 Pedro 2:4; Judas 6; Apocalipse 12:7-9; 20:10; 1 João 3:8
  2. Lucas 8:28; Mateus 25:41 

Capítulo Dois

O REI DOS REIS

OBJETIVOS: 

Ao concluir este capítulo você capaz de:

Escrever o Versículo Chave de memória. 

Definir a palavra “rei”. 

Identificar a Jesus como o Rei do Reino de Deus. 

Continuar o estudo da vida e ministério do Rei Jesus. 

VERSÍCULO CHAVE: 

“Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lucas 1:33). 

INTRODUÇÃO

Não há nenhum reino sem um rei. Neste capítulo você aprenderá sobre o maior Rei que já governou, o Rei dos reis, Jesus Cristo.

O QUE É UM REI?

Um rei é um governante soberano de uma nação, tribo ou país. A palavra “soberano” significa “aquele que tem o poder supremo, a autoridade mais alta” e que está livre de controle externo.

Nos tempos antigos, no mundo natural, havia muitos reis e reinos. Num reino terreno, o rei possuía todo o território no reino e tinha autoridade sobre todo o reino, inclusive sobre as pessoas. 

O rei fazia com que as leis do reino e os residentes do reino obedecessem estas leis. O rei tinha o poder sobre as pessoas, inclusive o poder da morte e da vida.

O REI DOS REIS

O Maior de todos os reis é o Senhor Jesus Cristo. Paulo se refere a Jesus como o Rei dos reis:

”…a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1 Timóteo 6:15). 

O livro de Apocalipse chama-o de Rei dos reis:

“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele” (Apocalipse 17:14).

“Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19:16). 

Jesus é o Rei dos reis porque Ele governa sobre um Reino que é eterno e soberano. O reino de Deus nunca se acabará. Nunca será derrotado pela revolução. Nunca haverá outro governante que substituirá o Rei dos reis.

A PRÉ-EXISTÊNCIA DO REI

A Bíblia registra a história do Rei dos reis. Uma parte desta história é sobre Sua vida e ministério sobre a terra. Porém Jesus existia antes de Seu ministério terreno. Você pode ler sobre Sua pré-existência com Deus em João 1:1-18. (Nesta passagem, Jesus é chamado de “a Palavra” ou “Verbo”).

AS PROFECIAS SOBRE O REI

O Antigo Testamento contém muitas profecias sobre o Rei dos reis. Uma profecia é uma palavra imediata de Deus que revela as coisas sobre o futuro que não poderiam  ser conhecidas pela sabedoria natural.

Estas profecias do Antigo Testamento revelam como, quando e onde o Rei deveria nascer e muitos outros detalhes de Sua vida, ministério, morte e ressurreição. O Novo Testamento mostra como Jesus cumpriu estas profecias.

(Uma lista detalhada destas profecias é proporcionada noutro curso do Instituto Bíblico Tempo de Colheita intitulado “Métodos de Estudo Bíblico Criativo”).

A GENEALOGIA DO REI

Você pode ler a genealogia do Rei dos reis, Jesus, em Mateus 1:1-17 e Lucas 3:23-38. a genealogia vem desde os antepassados de Jesus através de seus pais terrenos. Porém, recorde-se de que Jesus era realmente o Filho de Deus, nascido da virgem Maria.

O NASCIMENTO DO REI

Você pode ler sobre o nascimento terreno do Rei Jesus em Mateus 1-2 e Lucas 1-2.

OS NOMES DO REI

Jesus foi chamado por muitos nomes diferentes, alguns dos quais refletem Seu ministério e propósito. O que segue são nomes de Jesus, o Rei dos reis:

A Principal Pedra de Esquina: 1 Pedro 2:6 

Adão, o Segundo: 1 Coríntios 15:45-47 

Amado: Efésios 1:6 

Amém:         Apocalipse 3:14 

Ancião de Dias: Daniel 7:9 

Bem-aventurado e Todo-Poderoso: 1 Timóteo 6:15 

Bispo de nossas almas: 1 Pedro 2:25 

Brilhante Estrela da Manhã: Apocalipse 22:16 

Capitão do Exército do Senhor: Josué 5:15 

Nascido de Deus: 1 João 5:18 

O Advogado: 1 João 2:1 

O Alfa e Omega: Apocalipse 21:6 

O anjo de sua Presença: Isaías 63:9 

O Apostolo de nossa confissão: Hebreus 2:1 

O autor da Salvação Eterna: Hebreus 5:9 

O autor e consumador de nossa Fé:           Hebreus 12:2 

O braço do Senhor: Isaías 51:9-10 

O Filho do Carpinteiro: Mateus 13:55 

O Onipotente Apocalipse 1:8 

O Pão da vida: João 6:35 

O Renovo de Justiça:         Jeremias 33:15 

O Renovo do Tronco de Jessé: Isaías 1:1 

O Renovo Justo: Jeremias 23:5 

O Renovo: Zacarias 3:8 

Ungido acima de Seus Companheiros: Salmos 45:7 

A VIDA DO REI

Os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João contam a história da vida do Rei Jesus. Estes livros foram escritos por quatro discípulos de Jesus que ministraram com Ele durante seu ministério terreno.

O MINISTÉRIO DO REI

O ministério de Jesus está registrado em Mateus, Marcos, Lucas e João. Em “Táticas de Ensino”, outro curso do IBTC, é dada uma lista completa dos ensinamentos de Cristo agrupados por assuntos.

Ainda que haja muito coisa registrada nos quatro Evangelhos sobre a vida e ministério de Jesus, João nos informa que: 

“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João 21:25).

    

O REI REJEITADO

No que diz respeito a sua linhagem natural, Jesus nasceu como um Judeu. Ele veio primeiro como Rei ao Seu próprio povo, os judeus, porém eles o rejeitaram. Ele foi questionado se Ele ou não o Rei esperado (Mateus 27.11; Marcos 15.2). Ele foi acusado de ser Satanás e não Deus (Mateus 12.25-28; Lucas 11.17-20). Em dada ocasião, as pessoas tentaram tomar a Jesus e fazê-o rei à força, porque Ele não estava estabelecendo o reino visível que eles desejavam (João 6.15). 

Somente uma vez houve uma aclamação pública de Jesus como o Rei. Foi quando Ele entrou em Jerusalém durante seus dias finais (Mateus 21.1-9). Porém, as mesmas pessoas que o honraram como o rei naquele dia, logo se voltaram contra Ele. Muitos daqueles que clamaram “Hosana” enquanto Jesus entrava montado em Jerusalém foram os mesmos que estavam gritando “Crucifica-o” apenas alguns dias depois. Eles ficaram desapontados porque Jesus não derrubou o governo Romano e estabeleceu um grande reino terreno. Aqueles que anelavam a libertação da dominação estrangeira ficaram irados quando Jesus não estabeleceu um reino visível, terreno.

Jesus não era o Rei que os judeus haviam imaginado. Ele não aniquilou o Império Romano. Ele não estabeleceu o Reino terreno esperado. Ele não atuou segundo eles pensavam que um rei deveria atuar. O que eles não compreenderam é que antes que Jesus possa afirmar Seu senhorio exterior, primeiro Ele tem que governar a fortaleza interna do coração do homem.

A maior necessidade do povo judeu não era a liberdade de Roma, porém o ser libertos das cadeias do pecado. A chave do reino de Jesus era o arrependimento, não a revolução. (Você aprenderá mais sobre isto num capítulo posterior).

Satanás tentou a Jesus para estabelecer um Reino terreno visível (Mateus 4.8; Lucas 4.5). Exatamente no fim do ministério terreno de Jesus, os discípulos desejavam ainda um Reino terreno (Atos 1.6). O Reino de Deus, porém, não seria preparado neste momento em forma visível. Jesus disse:

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18.36).

Assim, o Rei dos reis foi rejeitado por Seu próprio povo:

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11).

Somente umas poucas pessoas reconheceram a Jesus como o Rei. Natanael, um de Seus discípulos, foi um destes:

“Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (João 1.49).

Porém, a estes que aceitaram a Jesus como o Rei, uma relação especial foi adicionada:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (João 1.12). 

Tudo na vida é baseado em inter-relacionamentos. Não é o que você conhece que é mais importante, porém é quem você conhece. Não é o que nós sabemos sobre a Bíblia ou sobre o cristianismo que nos assegura o acesso ao Reino de Deus. É quem nós conhecemos. Você deve conhecer ao Rei dos Reis. No Capítulo 4, “As Chaves do Reino”, você aprenderá como entrar e manter residência no Reino de Deus.

A MORTE DO REI

O homem pecador não podia entrar no Reino de Deus. O Reino de Deus era diferente de todos os outros reinos. Era um reino justo. Através da morte do Rei Jesus, um caminho se abriu para que todos os homens pudessem se tornar parte do Reino. Jesus não fez nada digno de morte. Ele nunca pecou, porém Ele morreu no lugar de todos aqueles que tem pecado. Ele pagou o castigo da morte por seus pecados:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6.23).

Você pode ler sobre a morte do Rei Jesus em Mateus 26-27, Marcos 14-15, Lucas 22-23, e João 18-19. 

A RESSURREIÇÃO DO REI

Depois de Sua morte por crucificação, o Rei foi sepultado, porém Ele não permaneceu no sepulcro.  Você pode ler sobre Sua ressurreição milagrosa em Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24, e João 20. 

Através de Sua ressurreição dentre os mortos, Jesus obteve vitória sobre a morte física. Aqueles que se tornam parte do Reino de Deus podem experimentar a morte física assim como Jesus, porém eles também experimentarão a ressurreição da morte como Jesus experimentou. Porque nosso Rei é eterno, nós somos parte de um reino eterno e temos a vida eterna.

AS APARIÇÕES DE JESUS

Depois de Sua ressurreição dos mortos, o Rei Jesus apareceu a muitas pessoas. Você pode ler sobre Suas aparições em Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24, João 20-21, e Atos 1. 

O RETORNO DO REI AO CÉU

Depois de Jesus ter aparecido para muitas pessoas por um período de quarenta dias, Ele voltou ao céu. Ele permanecerá ali até o tempo Doe retornar e estabelecer o Reino visível de Deus em sua forma final. Você aprenderá mais sobre isto no próximo capítulo enquanto você estudar o passado, o presente e o futuro do Reino de Deus. Você pode ler sobre o retorno de Jesus ao céu em Mateus 28:16-20, Marcos 16:19-20, Lucas 24:50-53, e Atos 1:1-11. 

A COMISSÃO DO REI

Pouco antes de Ele retornar ao céu, Jesus deu uma comissão muito importante aos Seus discípulos para eles se tornarem embaixadores do reino por todo o mundo. Você aprenderá mais sobre esta comissão depois.

A VINDA DO REI

A Bíblia revela que esse mesmo Jesus volverá à terra em grande poder e glória para estabelecer o Reino visível em sua forma final. Você pode ler sobre Seu retorno em 1 Tessalonicenses 4:13-18. Você pode ler sobre o estabelecimento do Reino e sobre os eventos que o precedem no livro de Apocalipse. A Bíblia revela que o Reino de Jesus será eterno:

“Ele reinará para sempre…” (Lucas 1:33).

Cada reino da terra e o reino de Satanás serão derrotados pelo Rei dos reis. No fim isto será anunciado:

“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

CONTINUE SEU ESTUDO

A história do Rei dos reis é demasiadamente grande para ser confinada à duração de um só capítulo deste manual. Na seção “Para Estudo Adicional” deste capítulo lhe é dada a oportunidade de estudar a vida de Cristo em detalhes, através de um esboço dos livros de Mateus, Marcos, Lucas, e João. 


TESTE (FAZER NA SALA)

  1. Escreva o Versículo-chave de memória. 

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

2. Defina a palavra “rei”. 

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

  1. Quem é o Rei do reino de Deus? 

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

  1. Quais são os quatro livros do Novo Testamento que contam a história da vida terrena, ministério e ensinamentos do Rei Jesus? 

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

(TRABALHO PARA CASA)

Encontre outros nomes nas referências que seguem:

1 Coríntios 1:24 :_________________________________________________________

1 Coríntios 10:4 :_________________________________________________________

1 Coríntios 15:23 :_________________________________________________________

1 Coríntios 5:7:_________________________________________________________

1 João 4:14:_________________________________________________________

1 João 4:8:_________________________________________________________

1 João 5:20 :_________________________________________________________

1 Timóteo 1:17:_________________________________________________________

2 Coríntios 9:15:_________________________________________________________

2 Pedro 1:19 :_________________________________________________________

2 Pedro 2:20:_________________________________________________________

Apocalipse 1:5:_________________________________________________________

Apocalipse 1:5:_________________________________________________________

Apocalipse 19:11:_________________________________________________________

Apocalipse 19:13:_________________________________________________________

Apocalipse 22:13:_________________________________________________________

Apocalipse 4:8:_________________________________________________________

Atos 10:36:_________________________________________________________

Atos 7:56:_________________________________________________________

Cântico dos Cânticos 2:1:_________________________________________________________

Cântico dos Cânticos 2:1:_________________________________________________________

Cântico dos Cânticos 5:10:_________________________________________________________

Colossenses 1:15:_________________________________________________________

Colossenses 1:18:_________________________________________________________

Colossenses 1:27:_________________________________________________________

Daniel 9:24:_________________________________________________________

Daniel 9:25:_________________________________________________________

Deuteronômio 18:15-18:_________________________________________________________

Efésios 1:22:_________________________________________________________

Êxodo 23:20-23:_________________________________________________________

Gênesis 3:15:_________________________________________________________

Hebreus 1:2:_________________________________________________________

Hebreus 1:6; Salmos 89:27:_________________________________________________________

Hebreus 4:14:_________________________________________________________

Isaías 11:10:_________________________________________________________

Isaías 28:16:_________________________________________________________

Isaías 33:21:_________________________________________________________

Isaías 41:14:_________________________________________________________

Isaías 42:1:_________________________________________________________

Isaías 42:6:_________________________________________________________

Isaías 43:14:_________________________________________________________

Isaías 45:15:_________________________________________________________

Isaías 53:11:_________________________________________________________

Isaías 53:3:_________________________________________________________

Isaías 59:20:_________________________________________________________

Isaías 60:16:_________________________________________________________

Isaías 7:14:_________________________________________________________

Isaías 9:6:_________________________________________________________

Isaías 9:6:_________________________________________________________

Isaías 9:6:_________________________________________________________

Isaías 9:6:_________________________________________________________

Isaías 9:6:_________________________________________________________

Jeremias 23:6:_________________________________________________________

João 1:14:_________________________________________________________

João 1:29:_________________________________________________________

João 1:41:_________________________________________________________

João 1:49:_________________________________________________________

João 10:11:_________________________________________________________

João 10:9:_________________________________________________________

João 11:25:_________________________________________________________

João 14:6:_________________________________________________________

João 14:6:_________________________________________________________

João 15:1:_________________________________________________________

João 3:2:_________________________________________________________

João 6:51:_________________________________________________________

João 7:42:_________________________________________________________

João 8:12:_________________________________________________________

João 8:58:_________________________________________________________

Lucas 1:32:_________________________________________________________

Lucas 1:78:_________________________________________________________

Lucas 2:11:_________________________________________________________

Lucas 4:23:_________________________________________________________

Malaquias 4:2:_________________________________________________________

Marcos 6:3:_________________________________________________________

Mateus 1:23:_________________________________________________________

Mateus 1:23:_________________________________________________________

Mateus 2:23:_________________________________________________________

Mateus 21:42:_________________________________________________________

Mateus 23:10:_________________________________________________________

Miquéias 5:1:_________________________________________________________

Números 24:17:_________________________________________________________

Romanos 1:3:_________________________________________________________

Romanos 1:4:_________________________________________________________

Romanos 11:26:_________________________________________________________

Romanos 3:25:_________________________________________________________

Romanos 8:29:_________________________________________________________

Romanos 8:39:_________________________________________________________

Salmos 118:22:_________________________________________________________

Salmos 2:2:_________________________________________________________

Salmos 24:7:_________________________________________________________

Salmos 45:3:_________________________________________________________

Tito 2:13:_________________________________________________________

Zacarias 14:9:_________________________________________________________

Zacarias 9:9:_________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

Estuda vida do Rei e dos ensinamentos do Seu reino usando o esboço que segue. O esboço combina os quatro registros do Novo Testamento de Mateus, Marcos, Lucas e João:

O Rei e Seu Reino

  1. A Preexistência do Rei: João 1:1-18 
  1. A Introdução do Rei 
  2. A Chegada do Rei  
  3. A Linhagem do Rei: Mateus 1:1-17; Lucas 3:23-38 
  4. A Cegada do Rei: 
  5. O anúncio do nascimento de João: Lucas 1:5-25 
  6. O anúncio do nascimento de Jesus a Maria: Lucas 1:26-38 
  7. A cegada de Maria na Judéia: Lucas 1:39-45 
  8. O louvor de Maria: Lucas 1:46-56 
  9. O nascimento de João: Lucas 1:57-80 
  10. O anúncio do nascimento de Jesus a José: Mateus 1:18-25 
  11. O nascimento do Rei Jesus: Lucas 2:1-7 
  12. O anuncio do nascimento de Jesus aos pastores: Lucas 2:8-20 
  13. A infância do Rei 
  14. A circuncisão do Rei: Lucas 2:21 
  15. A apresentação do Rei: Lucas 2:22-38 
  16. A infância do Rei: 

(1) Em Belém: Mateus 2:1-12 

(2) No Egito: Mateus 2:13-18 

(3) Em Nazaré: Mateus 2:19-23; Lucas 2:39 

  1. O desenvolvimento do Rei

(1) O crescimento do Rei: Lucas 2:40 

(2) O Rei visita Jerusalém: Lucas 2:41-50 

(3) O desenvolvimento do Rei: Lucas 2:51-52 

  1. O precursor do Rei: João Batista 
  2. A mensagem a João: Marcos 1:1; Lucas 3:1-2 
  3. A mensagem de João: Mateus 3:1-6; Marcos 1:2-6; Lucas 3:3-6 
  4. A explicação de João: Mateus 3:7-10; Lucas 3:7-14 
  5. A promessa de João: Mateus 3:11-12; Marcos :7-8; Lucas 3:15-18 

III. A Aprovação do Rei 

  1. A aprovação do Rei 
  2. Em Seu batismo: Mateus 3:13-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-23 
  3. Por Sua tentação: Mateus 4:1-11; Marcos 1:12-13; Lucas 4:1-13 
  4. Por Seu precursor, João:
  5. O testemunho de João aos líderes: João 1:19-28 
  6. O testemunho de João a Jesus: João 1:29-34 
  7. A Aceitação do Rei 
  8. A crença dos primeiros discípulos: João 1:35-51 
  9. A crença através do primeiro milagre: João 2:1-12 
  10. A destruição do templo: João 2:13-22 
  11. A aceitação na Judéia: João 2:23-3:21 
  12. O testemunho de João: João 3:22-36 
  13. Em Zebulóm e Naftalí: Mateus 4:12; Marcos 1:14; Lucas 3:19-20; 4:14; João 4:1-4 
  14. A aceitação em Samaria: João 4:5-42 
  15. A aceitação na Galiléia: João 4:43-45 
  16. A autoridade do Rei 
  17. Sua autoridade para pregar: Mateus 4:17;Marcos 1:15;Lucas 4:14-15 
  18. Sua autoridade sobre a enfermidade: João 4:46-54 
  19. A rejeição de Sua autoridade em Nazaré: Lucas 4:16-30 
  20. Sua residência em Cafarnaúm: Mateus 4:13-16 
  21. Sua autoridade sobre a natureza: Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11 
  22. Sua autoridade sobre os demônios: Marcos 1:21-28; Lucas 4:31-37 
  23. A autoridade sobre a enfermidade: Mateus 8:14-17; Marcos 1:29-34; Lucas 4:38-41 
  24. A autoridade para pregar: Mateus 4:23-25; Marcos 1:35-39; Lucas 4:42-44 
  25. A autoridade sobre a lepra: Mateus 8:1-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16 
  26. Sua autoridade para perdoar o pecado: Mateus 9:1-8;Marcos 2:1-12; Lucas 5:17-26 
  27. Sua autoridade sobre os homens: Mateus 9:9-13; Marcos 2:13-17; Lucas 5:27-32 
  28. A autoridade sobre a tradição: Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39 
  29. Sua autoridade sobre o Sábado: 
  30. Através da cura do paralítico: João 5:1-47 
  31. Através do argumento sobre a colheita: Mateus 12:1-8; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-5 
  32. Através de curar uma mão ressequida: Mateus 12:9-14; Marcos 3:1-6; Lucas 6:6-11 
  33. Sua autoridade para curar: Mateus 12:15-21; Marcos 3:7-12 
  34. Sua autoridade para comissionar: Marcos 3:13-19; Lucas 6:12-16 
  35. Sua autoridade para interpretar a lei:Mateus 5:1-7:29;Lucas 6:17-42 
  36. Ele é o cumprimento: Mateus 5:17-20 
  37. Ele rejeita a interpretação tradicional da lei: 

(1) O assassinato: Mateus 5:21-26 

(2) O adultério: Mateus 5:27-30 

(3) O divórcio: Mateus 5:31-32 

(4) Os juramentos: Mateus 5:33-37 

(5) A vingança: Mateus 5:38-42 

(6) O amor: Mateus 5:43-48; Lucas 6:27-30; 32-36 

  1. A rejeição das práticas dos Fariseus: 

(1) Obras de Misericórdia: Mateus 6:1-4 

(2) Oração: Mateus 6:5-15 

(3) Jejum: Mateus 6:16-18 

(4) A atitude para com a riqueza: Mateus 6:19-24 

(5) Falta de fé: Mateus 6:25-34 

(6) O Juízo: Mateus 7:1-6; Lucas 6:37-42 

  1. Instrução àqueles que entrariam no Reino: 

(1) Oração: Mateus 7:7-11 

(2) A retidão: Mateus 7:12; Lucas 6:31, 43-45, 

(3) O caminho de acesso: Mateus 7:13-14 

(4) Advertindo sobre os falsos mestres: Mateus 7:15-23 

(5) Os dois fundamentos: Mateus 7:24-8:1; Lucas 6:46-49 

  1. O reconhecimento da autoridade do Rei em Cafarnaúm: Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10 
  2. O reconhecimento da autoridade do Rei em Naim: Lucas 7:11-17 
  3. O testemunho dos doze sobre o Reino: Mateus 9:35-11:1; Marcos 6:6-13; Lucas 9:1-6 
  1. A controvérsia sobre o Rei 
  2. A rejeição de João: Mateus 11:2-19; Lucas 7:18-35 
  3. A morte de João: Mateus 14:1-12; Marcos 6:14-29; Lucas 9:7-9 
  4. A maldição das cidades da Galiléia: Mateus 11:20-30 
  5. A condenação por sua incredulidade: Mateus 11:20-24 
  6. A explicação de sua incredulidade: Mateus 11:25-27 
  7. Um convite pra crer: Mateus 11:28-30 
  8. A controvérsia sobre um pecador: Lucas 7:36-50 
  9. O Testemunho do Rei: Lucas 8:1-3 
  10. A rejeição do Rei pelos líderes: Mateus 12:22-37; Marcos 3:19-30 
  11. Os líderes pedem um sinal ao Rei: Mateus 12:38-45 
  12. A rejeição da nação: Mateus 12:46-50; Marcos 3:31-35; Lucas 8:19-21 
  13. As revelações do Rei rejeitado: 
  14. O Reino no presente: Mateus 13:1-53; Marcos 4:1-34; Lucas 8:4-18 
  15. Poder sobre a natureza: Mateus 8:18, 23-27; Marcos 4:35-41; Lucas 8:22-25 
  16. Poder sobre os demônios: Mateus 8:28-34; Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39 
  17. Poder sobre a enfermidade e morte: Mateus 9:18-26; Marcos 5:21-43; Lucas 8:40-56 
  18. Poder sobre a cegueira: Mateus 9:27-34 
  19. A rejeição em Nazaré: Mateus 13:54-58; Marcos 6:1-6 
  1. A instrução dos discípulos pelo Rei 
  2. Alimentando os 5,000: Mateus 14:13-21; Marcos 6:30-44; Lucas 9:10-17; João 6:1-13 
  3. A rejeição da oferta para ser o Rei: Mateus 14:22-23; Marcos 6:45-46; João 6:14-15 
  4. A instrução pelo exemplo de Genesaré: Mateus 14:34-36; Marcos 6:53-56 
  5. A instrução acerca do pão da vida: João 6:22-71 
  6. A instrução acerca da purificação: Mateus 15:1-20; Marcos 7:1-23; João 7:1 
  7. A instrução em:
  8. Tiro e Sidom: Mateus 15:21-28; Marcos 7:24-30 
  9. Decápolis: Mateus 15:29-38; Marcos 7:31-8:9 
  10. Dalmanuta: Mateus 15:39-16:4; Marcos 8:10-12 
  11. Uma advertência contra a rejeição: Mateus 16:5-12; Marcos 8:13-26 
  12. A confissão de Pedro: Mateus 16:13-20; Marcos 8:27-30; Lucas 9:18-21 
  13. A instrução acerca da morte do Rei: Mateus 16:21; 17:22-23; Marcos 8:31-33; 9:30-32; Lucas 9:22; 43-45 
  14. Com respeito ao discipulado: Mateus 16:22-28; Marcos 8:34-9:1; Lucas 9:23-27 
  15. A revelação do Reino: Mateus 17:1-8; Marcos 9:2-8; Lucas 9:28-36 
  16. A instrução acerca de Elias: Mateus 17:9-13; Marcos 9:9-13 
  17. Com respeito à possessão demoníaca: Mateus 17:14-21; Marcos 9:14-29; Lucas 9:37-43 
  18. A instrução acerca da Filiação: Mateus 17:24-27 
  19. A humildade: Mateus 18:1-5; Marcos 9:33-37; Lucas 9:46-48 
  20. O orgulho: Mateus 18:6-14; Marcos 9:38-50; Lucas 9:49-50 
  21. O perdão: Mateus 18:15-35 
  22. Discipulado: Mateus 8:19-22; Lucas 9:57-62 
  23. Um desafio pelos irmãos do Rei: João 7:2-9 
  24. A jornada a Jerusalém: Lucas 9:51-56; João 7:10 
  1. A oposição ao Rei
  2. Conflito na Festa de Tabernáculos 
  3. A autoridade do Rei é questionada: João 7:11-15 
  4. A explicação do Rei: João 7:16-24 
  5. A pessoa do Rei é questionada: João 7:25-27 
  6. A explicação do Rei: João 7:28-30 
  7. A contestação: João 7:31-36 
  8. Um convite do Rei: João 7:37-52 
  9. Conflito sobre a lei: João 7:53-8:11 
  10. Conflito sobre a luz: João 8:12-20 
  11. Conflito sobre a pessoa do Rei: João 8:21-59 
  12. Conflito sobre a cura de um homem cego: João 9:1-41 
  13. Conflito sobre o pastor: João 10:1-21 
  14. O testemunho dos setenta: Lucas 10:1-24 
  15. Conflito sobre a pergunta a respeito da vida eterna: Lucas 10:25-37 
  16. Conflito na festa de dedicação: João 10:22-39 
  17. Conflito sobre a cura do homem mudo: Lucas 11:14-36 
  18. Conflito sobre o ritualismo: Lucas 11:37-54 

VII. A instrução dos discípulos pelo Rei 

  1. Um exemplo de companheirismo: Lucas 10:38-42 
  2. Instrução sobre a oração: Lucas 11:1-13 
  3. Os Princípios do Reino concernente: 
  4. A hipocrisia: Lucas 12:1-12 
  5. A cobiça: Lucas 12:13-34 
  6. A Vigilância: Lucas 12:35-41 
  7. A fidelidade: Lucas 12:42-48 
  8. O efeito da vinda do Rei: Lucas 12:49-53 
  9. Os sinais dos tempos: Lucas 12:54-59 
  10. O arrependimento: Lucas 13:1-9 
  11. A necessidade de Israel: Lucas 13:10-17 
  12. O programa do Reino: Lucas 13:18-21 
  13. Retira-se para a Judéia: João 10:40-42 
  14. A instrução acerca da entrada no Reino: Lucas 13:22-35 
  15. Instrução na casa de um Fariseu: Lucas 14:1-24 
  16. Instrução sobre os princípios do Reino concernente:
  17. Ao Discipulado: Lucas 14:25-35 
  18. A atitude de Deus para com os pecadores: Lucas 15:1-32 
  19. A riqueza: Lucas 16:1-31 
  20. O perdão: Lucas 17:1-6 
  21. O serviço: Lucas 17:7-10 
  22. A ressurreição de Lázaro: 
  23. O milagre: João 11:1-44 
  24. Conflito sobre o milagre: João 11:45-54 
  25. Instruções sobre os princípios do Reino concernente: 
  26. A gratidão: Lucas 17:11-19 
  27. A vinda do Rei: Lucas 17:20-37 
  28. A oração: Lucas 18:1-14 
  29. O divórcio: Mateus 19:1-12; Marcos 10:1-12 
  30. O acesso ao Reino:Mateus 19:13-15;Marcos 10:17-31;Lucas 18:31-34 
  31. Israel: Mateus 20:29-34; Marcos 10:46-53; Lucas 18:35-43 
  32. De pessoal: Lucas 19:1-10 
  33. O Reino postergado: Lucas 19:11-28 

VIII. A apresentação do Rei 

  1. O Rei chega a Betânia: João 11:55-12:1, 9-11, 
  2. A entrada em Jerusalém: Mateus 21:1-11, 14-17; Marcos 11:1-11; Lucas 19:29-44; João 12:12-19 
  3. A autoridade do Rei: Mateus 21:12-13, 18-19; Marcos 11:12-18; Lucas 19:45-48 
  4. Os convites do Rei: João 12:20-50 
  5. A prova de autoridade: Mateus 21:20-22; Marcos 11:19-25; Lucas 21:37-38 
  6. A autoridade do Rei desafiada: 
  7. Pelos sacerdotes e anciãos: A rejeição do Rei: Mateus 21:23-22:14; Marque 11:27-12:12; Lucas 20:1-19 
  8. Pelos Fariseus e Herodianos: os princípios do Reino a respeito do tributo: Mateus 22:15-22; Marcos 12:13-17; Lucas 20:20-26 
  9. Pelos Saduceus: os princípios do Reino a respeito da ressurreição: Mateus 22:23-33; Marcos 12:18-27; Lucas 20:27-40 
  10. Pelos Fariseus: O maior mandamento no Reino: Mateus 22:34-40; Marcos 12:28-34 
  11. O desafio do Rei: Mateus 22:41-46; Marcos 12:35-37; Lucas 20:41-44 
  12. Princípios do juízo: Mateus 23:1-39; Marcos 12:38-40; Lucas 20:45-47 
  13. Princípios de contribuição do reino: Marcos 12:41-44; Lucas 21:1-4 
  1. A preparação para a morte do Rei 
  2. As predições pelo Rei 
  3. A pergunta: Mateus 24:1-3 
  4. A tribulação: Mateus 24:27-30 
  5. A segunda vinda: Mateus 4:27-30 
  6. A reunião de Israel: Mateus 24:31 
  7. As parábolas dos últimos tempos: 
  8. A figueira: Mateus 24:32-44 
  9. O servo fiel: Mateus 24:45-51 
  10. Dez virgens: Mateus 25:1-13 
  11. Os talentos: Mateus 25:14-30 
  12. O juízo aos Gentios: Mateus 25:31-46 
  13. A preparação para a morte do Rei: 
  14. A predição de Sua morte: Mateus 26:1-2; Marcos 14:1; Lucas 22:1 
  15. O plano dos governantes: Mateus 26:3-5; Marcos 14:1-2; Lucas 22:2 
  16. A Unção: Mateus 26:6-13; Marcos 14:3-9; João 12:2-8 
  17. O pacto da traição: Mateus 26:14-16; Marcos 14:10-11; Lucas 22:3-6 
  18. A preparação para a Páscoa: Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13 
  19. A Páscoa: Mateus 26:20; Marcos 14:17; Lucas 22:14-16; 24-30 
  20. A provisão de um exemplo: João 13:1-20 
  21. A predição da traição de Judas: Mateus 26:21-25; Marcos 14:18-21; Lucas 22:21-23; João 13:21-30 
  22. A predição da rejeição de Pedro: Mateus 26:31-35; Marcos 14:27-31; Lucas 22:31-38; João 13:37-38 
  23. Monumento comemorativo: Mateus 26:26-30;Marcos 14:22-26;Lucas 22:17-20 
  24. Última mensagem do Rei: 
  25. A introdução: João 13:31-35 
  26. Os problemas: João 13:36-14:24 
  27. As promessas: João 14:25-31 
  28. Instruções concernente: 
  29. A dar fruto: João 15:1-17 
  30. Aos inimigos dos discípulos: João 15:18-16:4 
  31. Ao ministério do Espírito Santo: João 16:5-15 
  32. Os resultados da ressurreição: João 16:16-28 
  33. A conclusão: João 16:29-33 
  34. A última oração do Rei 
  35. Sua oração por Si mesmo: João 17:1-5 
  36. Sua oração por Seus discípulos: João 17:6-19 
  37. Sua oração por todos os crentes: João 17:20-26 
  38. A Oração do Jardim: Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-42; Lucas 22:39-46; João 18:1 
  1. A morte do Rei 
  2. A detenção: Mateus 26:47-56; Marcos 14:43-52; Lucas 22:47-53; João 18:2-12 
  3. O julgamento religioso do Rei 
  4. O julgamento ante Anás: João 18:12-14,19-23 
  5. O julgamento ante Caifás: Mateus 26:57, 59-68; Marcos 14:53, 55-56; Lucas 22:54, 63-65; João 18:24 
  6. A negação de Pedro: Mateus 26:58, 69-75; Marcos 14:54; 66-72; Lucas 22:54-62; João 18:15-18, 25-27 
  7. O veredicto do Sinédrio: Mateus 27:1; Marcos 15:1; Lucas 22:66-71. 
  8. A morte de Judas: Mateus 27:3-10 
  9. O julgamento civil do Rei 
  10. O processo ante Pilatos: Mateus 27:2, 11-14; Marcos 15:2-5; Lucas 3:1-5; João 18:28-38 
  11. O processo ante Herodes: Lucas 23:6-12. 
  12. O processo ante Pilatos: Mateus 27:15-26; Marcos 15:6-15; Lucas 23:13-25; João 18:39-19:1, 4-16
  13. O escárnio do Rei: Mateus 27:27-30; Marcos 15:16-19; João 19:2-3 
  14. A jornada ao Calvário: Mateus 27:31-34; Marcos 15:20-23; Lucas 23:26-33; João 19:16-17
  15. A crucificação do Rei 
  16. As primeiras três horas: Mateus 27:35-44; Marcos 15:24-32; Lucas 23:33-43; João 19:18-27 
  17. Outras três horas: Mateus 27:45-50; Marcos 15:33-37; Lucas 23:44-46; João 19:28-30 
  18. Os sinais da morte do Rei: Mateus 27:51-56; Marcos 15:38-41; Lucas 23:45,47-49
  19. O sepultamento do Rei: Mateus 27:57-60; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56; João 19:31-42
  20. O selo da tumba do Rei: Mateus 27:62-66 
  1. A ressurreição do Rei 
  2. A preparação pelas mulheres: Mateus 28:1; Marcos 16:1 
  3. Abrindo a tumba: Mateus 28:2-4 
  4. A visita das mulheres: Mateus 28:5-8; Marcos 16:2-8; Lucas 24:1-8; João 20:1 
  5. O relato dos discípulos: Lucas 24:9-12; João 20:2-10 
  6. O aparecimento do Rei a Maria: Marcos 16:9-11; João 20:11-18 
  7. O aparecimento do Rei às mulheres: Mateus 28:9-10 
  8. O relato dos guardas: Mateus 28:11-15 
  9. O aparecimento aos discípulos no Caminho de Emaús: Marcos 16:12-13; Lucas 24:13-32 
  10. O relato dos dois discípulos: Lucas 24:33-35 
  11. O aparecimento aos dez discípulos: Marcos 16:14; Lucas 24:36-43; João 20:19-25 
  12. O aparecimento do Rei aos onze discípulos: João 20:26-31 
  13. O aparecimento do Rei aos sete discípulos: João 21:1-25 

XII. Comissionados pelo Rei: Mateus 28:16-20; Marcos 16:15-18; Lucas 24:44-49 

XIII. O Rei volta ao céu: a ascensão de Jesus: Marcos 16:19-20; Lucas 24:50-53 

Capítulo Três

O REINO: PASSADO, PRESENTE, FUTURO

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o Versículo-chave de memória. 

Demonstrar entendimento do Reino de Deus em sua forma passada. 

Demonstrar entendimento do Reino de Deus em sua forma presente. 

Demonstrar entendimento do Reino de Deus em sua forma futura. 

Apresentar os fatos básicos sobre o Reino de Deus. 

VERSÍCULO-CHAVE:

“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

INTRODUÇÃO

Os capítulos anteriores introduziram o Reino de Deus e o governante deste reino, o Senhor Jesus Cristo. Este capítulo apresenta uma apreciação global do passado, presente e futuro do reino de Deus. Também apresenta os fatos básicos sobre o reino.

Há um tema básico que une os dois Testamentos. Esse tema é o reino de Deus e o Rei deste reino. As expressões “o reino de Deus” e “reino dos céus” não aparecem no Antigo Testamento. Estas são expressões do Novo Testamento. Porém, como você descobrirá ao estudar a história passada do reino de Deus, seus fundamentos foram postos nos tempos do Antigo Testamento. As formas presente e futura do reino foram construídas sobre estes fundamentos do Antigo Testamento.

O REINO PASSADO: O ANTIGO TESTAMENTO

O Reino de Deus é eterno. Isto significa que sempre existiu e sempre existirá (Salmos 145:13).

O Reino de Deus primeiro existiu no céu. Quando Deus criou a terra, era Seu desejo que Seu reino celestial se estendesse pelo mundo que Ele havia criado.

UM HOMEM ESCOLHIDO:

Para cumprir este desejo, Deus criou um ambiente perfeito como uma extensão de Seu reino. No jardim do Éden Ele criou o primeiro homem e mulher, que deveriam multiplicar-se e povoar a terra. Por este método de reprodução eles deveriam estender o reino por todo o mundo.

A criação do mundo marcou a preparação do reino de Deus que seria herdado pelo homem (Mateus 25:34).

Ao primeiro casal, Adão e Eva, foi dado o domínio sobre a extensão terrena do reino de Deus (Gênesis 1:26-28).

Deus não quis a servidão forçada dos súditos do Seu reino terreno. Ele queria que o homem tornar-se parte do reino de Deus de livre vontade. Assim, pois, Ele estabeleceu uma lei no novo reino. A lei era baseada na liberdade de escolha. A opção determinaria se o homem continuaria ou não vivendo no reino de Deus (Gênesis 2:16-17).

Em Gênesis capítulo 3, você pode ler a história da escolha errada feita por Adão e Eva. Quando Adão e Eva pecaram, eles perderam sua herança no Reino de Deus. Eles perderam a vida eterna e o bonito ambiente do reino. 

Devido ao pecado, certas maldições vieram sobre Satanás, a terra e ao homem. Você pode ler sobre estas maldições em Gênesis capítulo 3. A terra deixou de ser um ambiente perfeito, uma extensão sem defeito do reino celestial. O homem já não tinha o domínio sobre a terra, e ele estava separado da presença do Rei devido ao pecado.

Deus havia oferecido estender Seu reino através de um homem, porém o Reino havia sido rejeitado. O homem perdeu a herança preparada por Deus para ele desde a fundação do mundo, e Satanás tomou o controle da terra. Porém nesta hora mais obscura veio a promessa de Deus para restaurar o Reino de Deus ao homem. Deus disse a Satanás:

“Porque Deus sabe que no dia em que doe comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:15). 

Esta foi a primeira promessa de um Rei que viria algum dia e venceria o poder do inimigo, Satanás. Do corpo de uma mulher viria o Rei Jesus Cristo. Através de Sua morte o homem poderia limpar-se do pecado, renascer no reino de Deus, obter a vida eterna e reclamar sua herança legal.

UM POVO ESCOLHIDO:

Depois da falha do homem, Deus escolheu uma nação através da qual ele poderia estender Seu reino por todo o mundo. Deus levantou a Abraão como o homem de quem esta nação descenderia. Ele fez muitas promessas acerca da nação de Israel e seu papel na extensão do reino de Deus por todo o mundo. Você pode ler a história de Abraão e as promessas dadas a ele e à nação de Israel em Gênesis 12 a 25.

A nação de Israel foi escolhida para um propósito, não um privilégio. Eles não foram escolhidos porque eles eram melhores que as outras nações ou porque Deus os amava mais. Foi uma escolha de responsabilidade. Essa responsabilidade era estender o Reino de Deus por toda a terra. Deus deu as leis do reino à nação de Israel. Muitas destas leis estão registradas no livro de Êxodo.

Reis terrenos foram estabelecidos depois para ajudar a governar o reino de Deus (1 Crônicas 28:5). 

Porém, a nação de Israel falhou em sua responsabilidade de estender o reino. Vez após vez a nação pecava e se voltava aos deuses falsos. Você pode ler exemplos se seus fracassos no livro de Juízes no Antigo Testamento.

Deus comparou a nação de Israel a uma vide no mundo natural. Israel foi escolhido para dar o “fruto” do reino de Deus. Finalmente, Deus disse sobre Israel:

“Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quanto melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram. O seu coração é falso; por isso, serão culpados; o SENHOR quebrará os seus altares e deitará abaixo as colunas. Agora, pois, dirão eles: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR. E o rei, que faria por nós?” (Oséias 10:1-3). 

“Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, como de vide brava?” (Jeremias 2:21). 

Devido a sua rejeição do reino de Deus e o fracasso em cumprir a responsabilidade de sua extensão, Israel se torno uma nação dividida. Eles estavam separados nas nações de Israel e Judá. Finalmente as duas nações foram conquistadas e foram governadas pelas nações pagãs.

Apesar do fracasso de Israel, Deus prometeu que Seu reino algum dia seria restaurado na forma visível e Israel seria de novo parte doe. Através dos profetas, Deus deu muitas promessas sobre o Rei que viria e o reino de Deus em sua forma futura.

Promessas foram feiras a Davi (2 Samuel 7:16; Salmos 22:27-28; 72:7-11; 89:1-4; 96 e 98) e a Jeremias (Jeremias 3:17-18; 23:5-6; 31:31-34). Promessas foram dadas a Isaías (Isaías 2:2-5; 33:20-22; 35; 62:1-2; 65:17-25). Também foram dadas promessas a Ezequiel (Ezequiel 26:25-30; 37:22-28), Joel (Joel 2:28), Zacarias (Zacarias 8:20-23; 12:10; 14:9-17), Amós (Amós 9:15), e Miquéias (Miquéias 4). Haviam muitas outras promessas dadas acerca do reino além destas que foram listadas. 

A nação de Israel esperou pela vinda de um Messias que cumpriria estas grandes promessas. Eles esperavam por um Rei que os libertaria do controle das outras nações. Eles esperavam pelo reino que eles haviam perdido para que ele fosse restaurado na forma visível.

O REINO PASSADO: O NOVO TESTAMENTO

Há um versículo chave que une os relatos do Antigo e do Novo Testamentos sobre o reino:

“A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele” (Lucas 16:16). 

As profecias do Antigo Testamento predisseram a vinda do Reino e Seu Rei. O Novo Testamento cumpriu estas predições. A lei do Antigo Testamento estabeleceu os fundamentos para os princípios do Novo Testamento que governariam a vida no reino. Quando Jesus veio Ele não anulou a lei, porém a cumpriu e estendeu os princípios do Reino sobre este fundamento. 

Quando João Batista alçou sua voz no deserto da Judéia e anunciou “O Reino dos Céus está perto”, Ele usou palavras que eram comuns em seus dias. Estas palavras foram compreendidas pela nação de Israel, pois a esperança do Reino prometido e de Seu Rei queimava no coração de cada judeu (Mateus 3:1-3).

UM HOMEM ESCOLHIDO:

No Antigo Testamento, Deus selecionou um homem para estender Seu reino por todo o mundo. Adão falhou nesta responsabilidade. No Novo Testamento, Deus enviou a Seu próprio Filho, Jesus, para estender Seu reino ao mundo. Jesus cumpriu esta responsabilidade, pois Ele fez deste o propósito central de Sua vida e ministério.

Depois do encarceramento e morte de João Batista, Jesus começou a compartilhar a mensagem do Reino (Marcos 1:14-15; Mateus 4:17). 

Durante Seu ministério terreno, Jesus selecionou alguns homens chaves para serem Seus discípulos. Jesus lhes disse para ir e pregar dizendo “o reino dos céus está próximo” (Mateus 10:7). Que significa o termo “próximo”? Olhe as mesmas palavras de Jesus usadas num contexto diferente:

“Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima” (Mateus 26:46). 

Quando Jesus disse que aquele que deveria traí-lo estava “próximo”, Ele quis dizer que a pessoa (Judas) havia chegado. O tempo para a traição estava “próximo”. Quando disse que o Reino de Deus estava “’próximo”, isto significava que o reino havia chegado. Jesus gastou sua vida inteira dizendo às pessoas que o Reino tinha chegado, ensinando os princípios da vida do reino e explicando como os homens e mulheres poderiam entrar no Reino de Deus.

Ainda que o reino de Deus estivesse perto, ele não veio em forma visível (Lucas 17:20-21). 

As parábolas de Jesus sobre o reino descreveram-no como uma semente que semeada, uma semente de mostarda escondida na terra, um tesouro oculto, e uma pérola oculta de grande preço. Em todas estas formas, o reino ainda não estava presentemente visível.

Israel havia esperado o reino de Deus em forma visível, com grande fanfarra e governado por um Rei visível e poderoso (Lucas 19:11).

A parábola que Jesus contou foi de um nobre que foi para um país longínquo e depois retornou para receber seu reino. Enquanto Jesus se aproximava de Jerusalém, Ele preparava as pessoas para Sua morte futura. Através desta parábola, Ele revelou que o reino em sua forma visível seria postergado até a outra vinda. Em Seu retorno, ele seria estabelecido.

Israel acreditava que o verdadeiro Rei estabeleceria o reino imediatamente em toda a glória de sua forma visível como era sob o Rei Davi. Deus havia prometido ao Rei Davi que ele edificaria uma casa ao Seu nome e estabeleceria seu reino para sempre (2 Samuel 7:13). 

Quando Jesus entrou montado em Jerusalém, as pessoas pensaram que Ele estava vindo para estabelecer o reino visível, tendo a Jerusalém como sua capital federal, como havia sido profetizado desde os tempos do Antigo Testamento. Devido a isto, eles se regozijaram e o honraram como Rei quando Ele entrou na cidade (marcos 11:10). 

Porém o reino não seria estabelecido visivelmente. Jesus já havia dado uma parábola sobre o fermento em um pouco de massa para ilustrar a difusão do reino (Mateus 13:33). Ele viria através de um crescimento firme e silencioso, assim como o fermento espalhado através da massa do pão.

Jesus já havia dado a parábola do nobre que fio ao país longínquo e depois voltou para receber Seu reino. Porém Israel não havia entendido estas parábolas do reino. Porque Jesus não estabeleceu um reino visível imediatamente, pouco tempo depois às mesmas pessoas que o haviam recebido como Rei o rejeitaram. Eles se voltaram contra Ele e exigiram Sua morte por crucificação. 

Quando Jesus veio a terra, o Reino de Deus estava “à mão”. Porque ele não veio como eles esperavam, o povo judeu rejeitou o reino e Seu rei (João 1:11-13). 

Devido a esta rejeição, Jesus anunciou que o Reino de Deus havia sido tomado de Israel e dado a um povo que produziria o fruto de justiça (Mateus 21:43).

Através disso Jesus quis dizer que a mensagem do reino seria dada às nações gentílicas (todas as demais nações não-judaicas). Elas estavam prontas para receber e responder a ele.  

Com isso Jesus quis dizer que a mensagem do reino seria dada às nações gentílicas (todas as outras nações exceto Israel). Elas estavam prontas para receber e responder a ela. 

Jesus disse a nação de Israel e a Jerusalém, sua capital nacional, que elas estariam sob juízo (Lucas 21:24).

Porque Israel rejeitou o reino e o Rei, o estabelecimento visível do reino em sua forma final foi postergado até a outra vinda do Rei. Esta outra vinda se chama a segunda vinda de Jesus Cristo.

UM POVO ESCOLHIDO:

No Antigo Testamento, Deus escolheu a nação de Israel como o corpo corporativo de pessoas através de quem o Reino poderia estender-se por todo o mundo. Israel falhou nesta responsabilidade. No Novo Testamento, Deus selecionou a Igreja, aqueles que recebem e respondem ao Evangelho, como o corpo corporativo através de quem o reino será estendido. 

O apóstolo Paulo, escolhido de Deus para levar o Evangelho do Reino aos gentios, escreveu estas palavras:

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Efésios 3:8-11). 

Recorde que o reino foi preparado por Deus para o homem desde a fundação do mundo. A igreja tem sido escolhida por Deus para revelar este mistério do Reino às nações do mundo. Através doa o propósito eterno de Deus será realizado (Efésios 1.9-10).

A Igreja é o corpo corporativo visível através de quem o reino de Deus será estendido por todo o mundo. Estudo seguinte diagrama:

A organização universal                O REINO

Organização local, visível, através de que o reino está estendido         A IGREJA

Indivíduos que compõem a Igreja                              OS CRENTES 

Jesus deixou a Igreja com a responsabilidade de pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 167:15). 

Ele equipou os crentes com poder para executar a tarefa (Atos 1:8).

No fim, todas as coisas serão trazidas à submissão ao Rei, Jesus, que voltará para estabelecer o reino visivelmente.

O REINO PRESENTE

Jesus ensinou que o “reino de Deus está dentro de vocês”. Quer dizer, onde o Rei está e aonde Seu governo é reconhecido, ali está o presente reino de Deus. O reino de Deus é a esfera do governo de Deus. O reino no mundo é, presentemente, a esfera na qual, em qualquer momento, Seu governo é reconhecido.

Recorde que desde o tempo da rebelião de Satanás no céu, tem havido guerra entre o reino de Deus e o reino de Satanás. A terra é a esfera desta rebelião universal contra Deus. Através do pecado do homem, uma maldição cobriu a terra e Satanás tomou vantagem para tentar estabelecer seu reino maligno. É evidente que ele controlava os reinos terrenos quando ele tentou a Jesus (Mateus 4:8-10).

Porém, Deus não tem abandonado Sua soberania como o Rei frente à rebelião do homem. Ele tem declarado Seu propósito para estabelece-o (Daniel 2:44).

O reino de Deus também está aqui e agora. Não é algo no futuro que nós não podemos conhecer até que se estabeleça visivelmente no fim do mundo. O governo do Rei é reconhecido nos corações dos crentes individualmente. O governo do Rei é reconhecido na verdadeira Igreja de Jesus Cristo. O reino está presente aonde quer que hajam pessoas que amam a Deus, que têm nascido no reino, adotado os princípios do reino como seu estilo de vida e reconhecido o reinado do Senhor Jesus Cristo como o Rei.

A Bíblia diz que o reino é agora um “mistério” (Marcos 4:11) porque não está dentro do alcance dos poderes naturais de observação (Lucas 17:20).

O reino sobre a terra, presentemente, só poder ser discernido espiritualmente. Ele tem sido estabelecido espiritualmente, porém não ainda visivelmente. O presente reino visível de Deus está no céu. Este não é o céu que nós falamos quando nos referimos ao céu sobre nós. Este é o céu no qual Jesus viveu antes de vir a terra (João 17:5). É o céu ao qual Ele ascendeu depois de Sua ressurreição dentre os mortos (Atos 1:9-11).

O céu é a residência presente de Deus, Jesus, e dos anjos em forma visível. O céu é onde Jesus aguarda até agora o tempo de Seu retorno a terra para estabelecer o reino em sua forma permanente, visível. Enquanto Ele espera no céu, Jesus serve como um intercessor. Ele se senta à mão direita de Deus e intercede pelos crentes ainda na terra (Hebreus 7:25). 

O REINO FUTURO

Ainda que Jesus tenha dito aos Seus discípulos que o Reino estava perto e realmente estava em seu meio, Ele também falou do reino em sua forma futura. Ele disse aos discípulos que orassem “venha o teu reino” (Mateus 6:10).

Os discípulos haviam esperado que Jesus estabelecesse este reino “vindouro” ou futuro antes do Calvário. Quando Jesus morreu, sua esperança estava perdida. Depois de Sua ressurreição sua esperança foi reavivada. No período de tempo entre a ressurreição e Seu retorno ao céu, Jesus falou muitas coisas sobre o reino de Deus. Isto incitou aos discípulos para perguntar “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (Atos 1:6). Jesus respondeu:

“Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (Atos 1:7). 

A vinda do reino é certa, porém o tempo de sua visível restauração descansa com o Pai.

Jesus compartilhou muitas coisas que devem acontecer na terra antes do Reino ser estabelecido em sua forma final. Estes sinais foram revelados para ajudar-nos a reconhecer quando o tempo aproximar-se. Você pode ler sobre estes sinais em Mateus 24 e 25, Marcos capítulo 13 e Lucas 17:20-37. Jesus disse aos discípulos que quando estas coisas começarem a suceder, elas seriam um sinal que a restauração visível do reino de Deus estava perto (Lucas 21:31).

O EVANGELHO A TODAS AS NAÇÕES MARCA O PRINCÍPIO DO FIM: (Mateus 24:14).

JESUS VOLTARÁ A TERRA: (Atos 1:11). 

JESUS DERROTARÁ TODOS OS REINOS DO MUNDO: (1 Coríntios 15:24-25; Apocalipse 11:15).

SATANÁS E OS RESIDENTES DE SEU REINO SERÃO DERROTADOS: (Apocalipse 20:10). 

TODAS AS NAÇÕES ENTRARÃO NO REINO(Mateus 8:11). 

TODAS AS PESSOAS RECONHECERÃO A JESUS COMO O REI: (Filipenses 2:9-11; Apocalipse 19:6). 

TODOS OS HOMENS, VIVOS E MORTOS, SERÃO JULGADOS POR DEUS: (2 Timóteo 4:1; Apocalipse 20:12, 13, 15). 

Jesus contou uma parábola sobre o reino ser como uma grande rede lançada ao mar que recolheu todo tipo de peixe. Quando a rede foi retirada do mar à praia, os peixes bons foram separados dos ruins (Mateus 13:47-48).

Ele também falou do reino como o joio e o trigo que crescem juntos durante um certo tempo. Porém, no fim, o trigo é separado do joio (Mateus 13:24-30, 36-42). Pelo exemplo do joio entre o trigo, Jesus ensinou que o reino já havia vindo, porém os homens maus ainda estavam presentes. Durante um certo tempo, os dois coexistirão. No juízo, eles serão separados.

Estas duas parábolas envolvem a separação que ocorrerá no momento do juízo. Aqueles que entraram no reino através do novo nascimento serão aceitos no reino visível em sua forma final. Todos os outros serão lançados fora do reino (Lucas 13:28).

O REINO DE DEUS SERÁ ESTABELECIDO EM SUA FORMA VISÍVEL: (Daniel 7:14).

OS VERDADEIROS CRENTES REINARÃO COM JESUS NO REINO: (Apocalipse 3:21). 

 

HAVERÁ UM NOVO CÉU E UMA NOVA TERRA: 

Você pode ler as descrições do novo céu e da nova terra nos capítulos 21 e 22 de Apocalipse. Jerusalém será o trono do Senhor e todas as nações se achegarão a Ele: (Jeremias 3:17).

UM RESUMO

Agora permita-nos resumir o passado, presente e futuro do reino de Deus.

Estudo seguinte gráfico e depois estudo resumo que segue ao gráfico.

——– O REINO DE DEUS NO CÉU ——-

O reino d Deus na Terra O retorno do Rei no fim dos tempos Estabelecendo o Reino de Deus em sua forma visível final

Estendido por — Homem — Israel– A Igreja ——-

Nota a linha ponteada sobre o diagrama. Ela mostra que o reino de Deus existiu no céu antes da criação da terra.

Observe as setas no final do diagrama. Deus criou a terra como uma extensão de Seu reino celestial. Ele escolheu o homem como o instrumento através do qual Seu reino se estenderia. O homem falhou nesta responsabilidade.

Depois Deus escolheu uma nação através da qual Seu reino se estenderia. Porém, Israel falhou em sua responsabilidade. Eles se voltaram aos deuses falsos e às normas mundanas aceitáveis em lugar dos princípios do reino.

Então Deus enviou a Seu Filho, Jesus Cristo. Aonde o primeiro homem, Adão, falhou, o segundo homem, Jesus, teve êxito. Ele introduziu o reino de Deus na terra. Jesus proporcionou um caminho, a través do novo nascimento, para que o homem pudesse  viver no reino de Deus e que o reino existisse dentro doe ainda que ele vivesse no mundo natural. 

Porque o reino e Seu Rei foram rejeitados, o estabelecimento visível do reino foi postergado até uma segunda vinda.

Para estender a mensagem do “Evangelho do Reino”, Deus agora tem escolhido a Igreja. A igreja é o instrumento através de quem a mensagem do Reino será compartilhada com as nações do mundo. Aonde o primeiro povo escolhido, Israel, falhou, a Igreja terá êxito. Quando o Evangelho do Reino for pregado por todo o mundo, o segundo retorno do Rei ocorrerá. O reino de Deus será estabelecido em sua forma final, a forma visível. Todos os outros reinos do mundo serão derrotados.

FATOS SOBRE O REINO DE DEUS

Você tem aprendido sobre o reino de Deus passado, presente e futuro. Aqui estão alguns outros fatos básicos sobre o reino:

ELE É GOVERNADO POR DEUS DESDE SEU TRONO NO CÉU: (Salmos 103:19).

ELE É GOVERNADO POR UM REI QUE É IMUTÁVEL: (Hebreus 13:8).

O REINO DE DEUS É ETERNO: (Salmos 145:13; Lucas 1:33; Hebreus 1:8; Daniel 4:3). 

O REINO DE DEUS NÃO PODE SER REMOVIDO, SACUDIDO OU DESTRUÍDO: Hebreus 12:28. 

O REINO FOI PREPARADO DESDE O INÍCIO: (Mateus 25:34). 

DEUS QUER QUE NÓS HERDEMOS SEU REINO: (Lucas 12:32; 22:29).

O REINO É DO SENHOR: (Salmos 22:28; Mateus 6:13; Zacarias 14:9).

O REINO DE DEUS É SOBERANO SOBRE TODOS OS OUTROS REINOS: (Salmos 103:19).

O REINO DE DEUS É COMPOSTO DE PESSOAS DE TODAS AS NAÇÕES: (Lucas 13:29).

O REINO DE DEUS NÃO É UM REINO DESTE MUNDO: (João 18:36).

O REINO DE DEUS É BASEADO EM PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS: (Romanos 14:17; 1 Coríntios 4:20).

O REINO DE DEUS NÃO PODE SER HERDADO POR CARNE E SANGUE: (1 Coríntios 15:50; João 3:3 e 5). 

HÁ CHAVES ESPIRITUAIS PARA O REINO DE DEUS: (Mateus 16:19).

Estas “chaves do reino” serão explicadas no capítulo seguinte.

TESTE

  1. Escreva o versículo chave de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

  1. Numa folha de papel separada, escreva um breve resumo da história passada do reino de Deus.
  1. Numa folha de papel separada, escreva um breve resumo sobre presente reino de Deus.
  1. Numa folha de papel separada, escreva um breve resumo que descreve o reino futuro de Deus.
  1. Reveja os fatos básicos sobre o reino de Deus vistos nesta lição, depois veja quantos você pode listar de memória.

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

PARA ESTUDO ADICIONAL

Como você aprendeu neste curso, há dois reinos espirituais e cada pessoa viva está residindo num ou noutro. Você ou é um cidadão do reino de Satanás ou do reino de Deus. Contanto que você esteja na terra, você viverá num reino do mundo. Isto significa que você viverá em uma nação que é controlada por um governo humano.

O governo humano foi originalmente ordenado por Deus para manter a organização apropriada e administrar Suas leis na terra. Deus deveria ser o governante soberano sobre o governo humano, o qual deveria operar baseado em Sua Palavra, plano e propósitos. É evidente no mundo de hoje que os governos não estão seguindo o plano original de Deus. Eles se tornaram maus e opressivos. Eles não operam dentro dos princípios de Deus. Muitos destes governos e seus governantes nem sequer reconhecem a existência de Deus. Estes governos se tornaram “os reinos do mundo” controlados por Satanás.

Porque você deve viver sob o governo humano, é importante que você reconheça o que a Bíblia ensina com respeito a este assunto:

OS REINOS DO MUNDO

  1. Deus deu origem aos governos
  2. Os Governos são ordenados por Deus: Romanos 13:1.
  3. Os Governantes são ministros de Deus: Romanos 13:4, 6.
  4. Deus estabelece e derruba aos governos segundo Sua vontade: Daniel 4:32; 5:21; Salmos 75:7.
  1. O plano de Deus para o governo
  2. O plano original de Deus foi para os governos:
  3. Manterem e promoverem o bem das pessoas: Romanos 13:3,4 
  4. Para operarem em justiça e julgar o mal: Romanos 13:3-4 
  5. Os governos se opuseram a Seu plano:
  6. Usaram a autoridade injustamente para cumprir seus desejos egoístas: 1 Reis 21:7-14 
  7. Em tais casos, Deus finalmente traz o juízo sobre o governante o governantes: 1 Reis 21:19.

III. As Responsabilidades do governo para com as pessoas

  1. Não deve levar as pessoas a pecar: 1 Reis 12:28-30 
  2. Deve promover o bem das pessoas: Romanos 13:1-5
  3. Deve julgar o mal: Romanos 13:3-4
  4. Deve manter a paz interna: 1 Samuel 30:21-24 
  5. Deve proteger os direitos de sus cidadãos: Atos 22:25-30
  1. Os princípios que governam os governantes:
  2. O governante deve ser sábio: Gênesis 41:33; Deuteronômio 1:13
  3. O governante deve proteger e ajudar os pobres e necessitados: Romanos 12:4; Salmos 82:3-4
  4. O governante deve reconhecer a Deus como Deus: Salmos 2:10,11 
  5. Governantes que não reconhecem a Deus são derrubados:
  6. Nabucodonosor: Daniel 4 
  7. Belsazar: Daniel 5 
  8. Herodes: Atos 12:21-23 
  9. Deus pode colocar um governante que é obediente em lugar de um que não é: 1 Reis 11:11 
  10. Deus pode tirar uma família de um lugar de autoridade devido ao pecado: 1 Reis 14:7-11 
  11. Devido à retidão de um homem, Deus pode permitir-lhe manter um herdeiro o descendente no trono: 1 Reis 11:13; Lucas 1:32 
  1. A relação das pessoas com o governo
  2. Governantes e leis não devem ser resistidos: Romanos 13:2 
  3. Submeta-se por causa do Senhor: 1 Pedro 2:13-14 
  4. Depreciar o governo é um pecado da carne: 2 Pedro 2:10 
  5. As pessoas devem obedecer às leis: Marcos 12:17
  6. Há uma exceção a tal obediência: os mandamentos dos governantes não devem ser obedecidos quando eles se opõem aos mandamentos ou propósitos de Deus: 
  7. Êxodo 1:17 
  8. Daniel 3:18 
  9. Atos 5:29 
  10. As pessoas devem pagar impostos ao governo: Romanos 13:6-7; Mateus 17:25-27 
  11. Deus às vezes permite um pouco de liberdade na eleição do governo: 1 Samuel 8:4-9 
  12. As pessoas devem orar pelos governantes: 1 Timóteo 2:1-2 
  1. O governo humano é temporal. Todos os governos deixarão de existir algum dia: 1 Coríntios 15:24 

Capítulo Quatro

AS CHAVES DO REINO

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:

Escrever o Versículo Chave de memória.

Identificar as Chaves do Reino.

Identificar as pessoas as quais as chaves foram dadas.

Reconhecer que o arrependimento do pecado é necessário para entrar no Reino.

Compreender que o crescimento espiritual continuado é necessário para assegurar o acesso ao Reino.

VERSÍCULO CHAVE:

“Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mateus 16.19).

INTRODUÇÃO

Você tem aprendido sobre a existência do Reino eterno de Deus e do Rei Jesus Cristo. Neste capítulo você descobrirá como entrar no Reino de Deus enquanto você estuda “as Chaves do Reino”.

UM REINO DESIGNADO

Antes de Jesus voltar ao Céu Ele disse a Seus discípulos:

“Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22.29).

Jesus também falou que Sua Igreja espalharia a mensagem do Reino por todo o mundo:

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus” (Mateus 16:18-19).

Nesta passagem bíblica Jesus revelou a Pedro que ele seria uma das pedras do fundamento espiritual da primeira igreja. Isto significava que ele seria uma parte vital de seu crescimento e desenvolvimento. O nome “Pedro” realmente significa “uma pequena pedra”. Jesus então disse de Si mesmo, “… sobre esta rocha edificarei a minha igreja”, indicando que a igreja derivaria sua existência Doe. Ele seria a rocha sobre a qual a Igreja seria e foi construída. Haveria muitas outras pedras menores (pessoas como Pedro). Essas pedras seriam uma parte importante da Igreja. Porém, o próprio Jesus seria a pedra angular sobre a qual a estrutura da Igreja seria construída. Jesus então fez dois comentários com respeito a esta igreja.

Primeiro, Ele disse que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Isso implica que a Igreja teria inimigos lutando contra ela, porém Ele assegurou que os inimigos não a venceriam.

Segundo, e mais importante para o nosso estudo, Jesus prometeu dar as chaves do Seu Reino à Igreja.

No mundo natural, se você possui as chaves de um edifício, isso significa que você tem autoridade ali. Devido a sua posição de autoridade, você tem as chaves do edifício. A autoridade da qual Jesus estava falando nesta passagem é uma autoridade espiritual. Ele deu as chaves espirituais das portas de Seu reino à Igreja. Jesus disse “Eu” as darei. O poder e autoridade da Igreja fluem de Jesus. O uso da palavra “darei” (no tempo futuro) significa que as chaves ainda não haviam sido dadas no momento em que Jesus falou. Este poder foi liberado em Atos 2 quando o Espírito Santo foi dado aos crentes:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

As chaves do Reino são o poder para ligar [atar] e desligar [desatar]. Ligar (ou atar) algo significa colocar cadeias ou uma atadura nisso. É como fechar com chave e colocar uma tranca na porta de um quarto. Desligar algo é soltar ou pôr em liberdade. É semelhante a abrir a porta de um quarto. A Igreja teria uma posição de autoridade. Teria as chaves do Reino de Deus. Seria o instrumento através do qual se abririam as portas espirituais do Reino às nações do mundo. Pedro seria o primeiro a usar estas chaves do Reino. Ele abriria a porta para ministrar às nações Gentílicas do mundo.

A Igreja teria o poder para desatar ou liberar as forças espirituais do bem e ligar ou atar as forças espirituais do mal. Em cada dificuldade enfrentada pelos crentes, atar e desatar seriam a chave para a vitória.

COMO ENTRAR NO REINO DE DEUS

As chaves do Reino foram dadas por Jesus à Igreja. Porém, especificamente, como se obtém o acesso ao Reino de Deus?

Leia em João 3.1-21 a história de Nicodemos, um líder religioso no tempo do ministério de Cristo na terra. Ele veio a Jesus desejando obter acesso ao Reino de Deus e, ao fazer isso, herdar a vida eterna. Jesus disse para ele:

“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3).

Nicodemos ficou confuso. Ele perguntou a Jesus:

“Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (João 3.4).

Jesus explicou a Nicodemos que a experiência da qual Ele falou não era um nascimento físico. Através do nascimento físico você nasce em um reino deste mundo. Você nasce como um cidadão de uma determinada nação.

Ao nascer naturalmente, você herda a natureza básica do pecado:

“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 5.15).

Porque o Reino de Deus é um reino espiritual, você deve nascer nele através do novo nascimento espiritual. Você deve mudar sua cidadania do reino de Satanás ao reino de Deus. Jesus disse:

“Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (João 3.6-7).

Paulo explicou que você poderia entrar no Reino com um corpo de carne e sangue:

“Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Coríntios 15.50).

Você entra no Reino de Deus e se torna herdeiro do Reino através do novo nascimento espiritual. A maneira de nascer de novo é crendo que Jesus morreu para sofrer o castigo por seu