Nunca desista dos seus sonhos (1 Sm 1.12-17)

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Nunca desista dos seus sonhos

1.  Introdução

Em meio ao materialismo e desumanidade de Israel no período dos juízes, Ana despontou como uma mulher de fé. De sua casa nas colinas ao norte de Jerusalém, Ana tinha ido até Siló, o lugar nacional de adoração. A tristeza do seu coração e a persistência de oração contrastavam profundamente com a corrupção que prevalecia no meio religioso sob a liderança dos filhos de Eli, o sacerdote (1 Sm 1.12-17)

2.  UMA MULHER QUE NÃO DESISTE DE SER MÃE – 1 Sm 1.1-20

2.1   Ana é amada, mas é estéril – v. 5,6

Ana tem um sonho legítimo, mas está sendo adiado. Ela quer ser mãe, mas não pode. Ela é amada pelo marido, mas anseia por um filho. Ela pede a Deus, a resposta demora.

Ana agarra-se ao seu sonho, enquanto todos tentam demovê-la de esperar um milagre. Sua rival Penina a irritava, fazendo-a chorar. Seu pastor, o sacerdote Eli, enquanto ela orava no templo, a chamou de bêbada porque não discerniu que ela estava derramando sua alma diante de Deus. Seu marido, Elcana, instou-a a desistir do seu sonho de ser mãe, dizendo que ele era melhor do que dez filhos para ela. Ana, porém, não desistiu e continuou insistindo com Deus até que o milagre aconteceu na sua vida.

Ana foi vítima da hostilidade de Penina, do engano de Eli e da racionalização de Elcana. Mas ela não desiste de esperar em Deus. Ef.6:12.

Ana estava atribulada de alma, aflita, mas continuava orando, confiando, crendo no milagre que Deus iria realizar: seu sonho de ser mãe. 

2.2   Ana é estéril, mas ora pelo filho antes dele nascer – v. 18-20,

Ana orou por Samuel antes mesmo de ela conceber. Ela disse: “Por esse menino oro eu”.

Antes de Samuel ser gerado no seu ventre, ele foi gerado no seu coração. Antes de ela chorar pela dor do parto, ela chorou diante de Deus pelo filho.

Ana é estéril, mas ora; é estéril, mas espera um milagre; é estéril, mas crê na Palavra e é curada emocional e fisicamente.

Hoje temos mães modernas, mães talentosas, mães intelectuais, mães ocupadas, mas poucas mães de oração.

Deus não despreza um coração quebrantado. Salmos 51:17.

2.3   Deus ouviu as orações de Ana e ao receber de Deus um filho, o consagrou de volta para Deus – v. 18-20

Ana não apresentou o seu filho como um troféu de sua vaidade pessoal. Ela sabia que Samuel veio de Deus, era de Deus e devia ser consagrado de volta para Deus. Ela o prometeu a Deus e o devolveu a Deus. Samuel não foi apenas um grande filho, mas um grande homem, o maior da sua geração. Ele foi o maior profeta, o maior sacerdote e o maior juiz da sua geração.

Precisamos de mães que ousem consagrar os seus filhos para Deus. Precisamos de mães que abram mão de seus filhos para realizar os grandes projetos de Deus. Ana entendeu o Salmo 127. Os filhos são flechas nas mãos do guerreiro: eles são carregados e depois lançados para longe, para o alvo.

Ana devolveu ao Senhor Samuel num tempo em que poderia ter justificadas desculpas: Eli estava velho demais. Os dois filhos de Eli eram filhos de Belial. Essa mãe, entretanto, foi perseverante na busca e fiel na entrega.

Samuel cresceu num lugar desfavorável, porém não se influenciou. Crescia em estatura e no favor do Senhor e dos homens. Pv. 22:6.

2.4   Ana foi fiel em entregar seu filho, porque compreendeu que Deus é soberano na realização da sua vontade em relação aos nossos filhos – 2.6-8

Precisamos de mães que insistam com Deus em oração, mas que descansem na providência de Deus em relação aos seus filhos. Ana entendeu que Deus é quem dá a vida e tira a vida; Deus é quem exalta e quem rebaixa. Deus faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

Não abra mão de esperar de Deus coisas grandes e novas na sua vida e na vida dos seus filhos. Ele pode fazer com que a mulher estéril seja alegre mãe de filhos. Ele pode converter vales em mananciais, lágrimas em cânticos de júbilo, solidão em festa, derrota em retumbantes vitórias.

Samuel foi uma bênção nas mãos de Deus num tempo de crise política e espiritual. Ele foi o homem que ensinou a Palavra de Deus e orou pela nação.

Ana foi uma mulher que celebrou as suas vitórias e glorificou a Deus pelos seus sonhos realizados (1.20). Ela adorou a Deus e ergueu a ele um cântico (2.1-10).

Conclusão

Podemos estar hoje como Ana antes, assolados, destruídos, sem perspectivas e sonhos frustrados, como uma mulher que não podia ter filhos. Mas Deus nos chama para desfrutarmos das promessas do Senhor em nossas vidas. Ele nos tira do lugar da aflição e nos coloca no centro de Sua vontade.

O Senhor nos chamou para sermos férteis espiritualmente, geradores de vidas, pais e mães espirituais. Que aprendamos a chorar, nos derramar, clamar por vidas, e, que essas vidas façam a diferença no Reino de Deus.

Deposite a sua confiança e a sua fé diante do Senhor, Ele supre as suas necessidades, e, em tempo oportuno, fará cumprir os Seus propósitos na sua vida.

Ana não parou, mas permaneceu insistentemente e alcançou a vitória. Jr. 29:13-14; Is. 54:1-3.

Ministrado por: Pr. Jackeline D. Vilas Boas.

Transcrito por:  Rejane Torres


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